A cantora lírica finlandesa Tarja Turunen está no Brasil, com o show de encerramento da turnê “Colours in the Dark”, que apresenta o repertório de seu disco mais recente, lançado em 2013 e vários clássicos da carreira.
Tarja é considerada uma das principais vozes femininas do mundo do heavy metal. As raízes clássicas da cantora a incentivaram no início de sua carreira solo, que se iniciou em 2004, com o lançamento do seu primeiro EP “Yhden Enkelin Unelma'', porta de entrada para seus projetos natalinos que ocorrem anualmente desde então.
Na capital paulista, a vocalista se apresentou neste sábado (24), no Tom Brasil (ex-HSBC Brasil) e levou os fãs ao delírio. Desde cedo era possível avistar os fãs mais devotados da musa durante todo o dia no local que estava bem cheio para prestigiar a apresentação. Fumaça cenográfica no palco e gritos em meio à plateia, na introdução de "Phanton of The Opera", faziam daquele um espetáculo bem diferente do que se espera de uma ópera.
A música clássica foi o primeiro amor da soprano Tarja Turunen que brilhou ao lado de sua banda como um diamante raro principalmente nos momentos em que apresentaram os clássicos "I Walk Alone", "500 Letters" e "Until My Last Breath" e no final do show apoteótico ainda rolou "Over the Hills and Far Away"!
Para quem perdeu a chance de ver esse grande espetáculo, a cantora ainda fará uma apresentação em Porto Alegre no próximo dia 28 de outubro.
28/outubro – Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country.
Banda protagonizou um dos melhores shows de 2014, segundo o Guia da Folha – divulgação
A banda finlandesa HIM confirmou, recentemente, nova histórica turnê pela América Latina. Esta é a segunda vez que um dos principais ícones do rock/metal mundial desembarca no Brasil em 22 gloriosos anos de estrada.
Os ingressos para a tão aguardada nova apresentação em São Paulo (11/12 – Tropical Butantã) começam a ser vendidos, a partir de hoje (26/12), pontualmente às 12h, por meio do site da Ticket Brasil (https://ticketbrasil.com.br/show/3579-him-sp/). Mais informações no serviço abaixo.
Donos de extraordinária carreira com milhões de discos vendidos em todo Mundo, Ville Hermanni Valo (vocal), Mikko “Linde” Lindström (guitarra), Mikko “Migé” Paananen (baixo), Janne “Burton” Puurtinen (teclado) e Jukka “Kosmo” Kröger (bateria) seguem promovendo o bem-sucedido álbum “Tears on Tape” (Universal Music).
Com uma lista de hits absolutos como "For You", "Your Sweet Six Six Six", "Wicked Game" (cover de Chris Isaak), "The Heartless", "When Love and Death Embrace", "(Don't Fear) The Reaper" (cover de Blue Öyster Cult), "Poison Girl", "Join Me in Death", "Right Here in My Arms", "Buried Alive By Love" e "The Funeral of Hearts", e uma série de álbuns que se tornaram clássicos - como “Greatest Love Songs Vol. 666” (1997), “Razorblade Romance” (1999), “Love Metal” (2003) e “Venus Doom” (2007), o Love Metal do grupo se estabeleceu como um fenômeno global.
A belíssima, bem-sucedida e elogiada apresentação de estreia do HIM no Brasil ocorreu em 30 de março de 2014, no HSBC Brasil (hoje, Tom Brasil), em São Paulo. A performance foi tão impressionante que figurou na lista dos “Melhores Shows Internacionais” do renomado Guia da Folha de S. Paulo.
Após estrear com sucesso no último dia 24 de outubro, no Gillans Inn, em São Paulo, a banda HEAVIEST tem orgulho em divulgar o seu novo videoclipe. A música escolhida foi “Decisions”, segunda faixa do álbum de “Nowhere”.
O vídeo foi produzido pela produtora MondoCão, em São Bernardo do Campo (SP), e foi filmado em apenas um dia. “Decisions” foi gravado no prédio do Best Shopping, abandonado desde 2001 e chamado de “prédio fantasma” pelos moradores – o local já não existe mais. Fechada desde janeiro de 2001, a construção de três pavimentos divididos em 8 mil m² foi demolida este ano, mas a banda Heaviest conseguiu gravar o videoclipe no lugar antes da demolição.
Fundado em julho de 1986, o empreendimento chegou a receber média de 5 mil pessoas por semana e até 10 mil aos fins de semana, o que era um marco para a época. Nos 14 anos em que ficou abandonado, o prédio serviu de casa para moradores de rua, usuários de drogas, para skatistas, pichadores, grafiteiros, praticantes de esportes radicais, como parkour, treinamento militar e há relatos até de rituais macabros.
“Fãs da HEAVIEST, é com orgulho que divulgamos o mais novo videoclipe da música 'Decisions'. Espero que vocês curtam, pois foi feito com muito carinho e dedicação. Enjoy!”, disse o vocalista Mario Pastore.
Veja o videoclipe de ‘Decisions’:
A HEAVIEST foi formada no final de 2014 com a proposta de apresentar uma sonoridade autoral bem característica, pesada e moderna. As influências mais notáveis ficam por conta de bandas como Adrenaline Mob, Stone Sour e Disturbed, mas também com algo de Pantera e Forbidden, isso sem contar bandas clássicas como Metallica e Iron Maiden. Formada por Mario Pastore (vocal), Guto Mantesso (guitarra), Marcio Eidt (guitarra), Renato Dias (baixo) e Vito Montanaro (bateria), a banda fez seu show de estreia tocando o álbum “Nowhere” na íntegra.
No momento, a Heaviest segue divulgando o álbum “Nowhere” pelo Brasil, inclusive sendo destaque em sites e rádios especializadas de todo o país. Para contratar a banda para shows, eventos e festivais basta entrar em contato pelo e-mail heaviestband@gmail.com ou pelo site oficial www.heaviestband.com.
O primeiro trabalho audiovisual do novo disco do LOSNA, ‘Another Ophidian Extravaganza’, está disponível.
É um lyric video para a música ‘Back To The Grotto’, terceira faixa do disco. O trabalho de edição ficou por conta de Tiago Batista.
‘Another Ophidian Extravaganza’, terceiro álbum oficial do trio, foi lançado em parceria com a empresa UGK Disccos. O trabalho foi gravado no Estúdio 1000, com produção de Fabio Lentino (Nephasth e The Ordher). A arte da capa novamente ficou por conta do artista Tiago Medeiros.
Lembrando que o LOSNA está de casa nova na internet. Na página, também desenvolvida pelo artista Tiago Medeiros, podemos conferir a discografia, biografia, notícias e agenda.
O campo-grandense HELLMOTZ levará todo seu Southern Metal para o estado de São Paulo em uma breve tour por algumas cidades.
Os shows fazem parte da turnê de divulgação do álbum ‘South Born’ e já tem as seguintes datas confirmadas pelo estado paulista:
20/11 – Jandira @ Caveira Velha
21/11 – Osasco @ Mineiro Rock Bar
A banda gostaria de agendar mais shows pela região e conta com o interesse dos produtores para negociar. Interessados podem entrar em contato por e-mail ou Facebook.
O HELLMOTZ segue divulgando seu recém-lançado álbum, ‘South Born’, que por enquanto se encontra apenas em formato digital e pode ser comprado pelo link:
‘South Born’ foi gravado no estúdio Anubis e contou com produção, mixagem e masterização de Aldo Carmine. A arte da capa foi desenvolvida pelo tatuador Bismarck Baioni e é um desenho feito na traseira de um violão.
A banda acaba de liberar seu primeiro EP ‘Redneck Rampage’ para audição gratuita:
Quando o HIBRIA anunciou que estava preparando um show mais-que-especial em sua cidade natal, Porto Alegre, não estava de brincadeira. O grupo acaba de anunciar alguns convidados especiais e entre eles dois ex-membros que fizeram parte importantíssima da história do grupo: Diego Kasper e Marco Panichi.
Mas as participações especiais não acabam por aí. André Meyer, vocalista do Distraught, que participou do álbum ‘Silent Revenge’ e o saxofonista Ronaldo Cereal também participarão da festa!
“Ficamos muito felizes que o Marco e o Diego aceitaram prontamente participar desse show. EM 2016 o HIBRIA vai comemorar 20 anos de carreira e nada melhor do que iniciar as comemorações dividindo o palco com nossos irmãos que fizeram parte dessa história. O André Meyer mais uma vez mostrará o poder de sua voz e o Ronaldo Cereal vai contribuir e muito com a nova roupagem do álbum HIBRIA, só que dessa vez ao vivo. Será um grande show.”
Pela segunda vez, o Teatro do CIEE é o local escolhido para o lançamento de mais um álbum do HIBRIA em Porto Alegre. No domingo, 15 de novembro, às 19h, a banda volta a sua cidade e apresenta um setlist extenso que incluirá todas as fases de sua carreira.
SERVIÇO
QUANDO: Domingo, 15 de novembro
ONDE: Teatro do CIEE (Rua Dom Pedro II, 861, Higienópolis)
O Brasil mostra uma tradição forte no tocante aos gêneros mais extremos de Metal. Desde que DORSAL ATLÂNTICA e SEPULTURA surgiram com seus primeiros lançamentos, parece que a cena nacional se especializou nas vertentes extremas. E isso deu um bom embasamento para que a cena independente do país florescesse, pois existe um público ávido por aqui. E é ótimo poder ver uma banda como o DARK SLUMBER, das regiões de Barra Mansa e Volta Redonda (RJ) voltando a aparecer no Metal Samsara. E desta vez, vieram com um álbum, "Dead Inside".
Adeptos de um Black Metal intenso e soturno na linha dos anciões gregos do gênero (ROTING CHRIST, NECROMANTIA), podemos notar que a banda deu uma evoluída boa em relação ao Demo CD "Qliphotic Black Dimensions", de 2013. Sim, pois os arranjos musicais estão mais burilados e a banda bem mais entrosada. E musicalmente, eles usam um Black Metal mais sombrio, climático e bem pesado, com o uso de vocais guturais bem postados e arranjos de guitarra excelentes. E sem mencionar que a base rítmica da banda (baixo e bateria) são bem sólidos, e com um bom nível técnico.
A produção sonora é muito boa. A sonoridade é agressiva e mórbida como o estilo da banda precisa, com aqueles tons mais sujos e ríspidos que fazem parte da essência do Black Metal, e assim, da essência musical do quarteto. Mas há um certo nível de clareza, que nos permite compreender o que eles estão tocando e onde querem chegar com sua música. E o trabalho artístico, feito por Marcel Briani, consegue nos passar claramente o conteúdo lírico das canções, bem como a idéia clara de como o quarteto musicalmente soa.
O DARK SLUMBER mostra em sua música uma personalidade forte e latente, fugindo dos padrões musicais do Black Metal atual e mesmo o de raiz, buscando uma forma diferente de fazer sua música. Isso vem da capacidade da banda arranjar bem suas composições, e ao mesmo tempo, manter uma identidade firme.
Temos 7 faixas no CD, sendo quatro delas versões das que constam no EP (que apesar de fiéis às originais, já mostram sinais de uma roupagem um pouco mais bem acabada), algumas com certos toques de velocidade (mas nada exagerada, apenas aquela que costumamos ver nos primeiros trabalhos do ROTTING CHRIST e MAYHEM), mas a maior parte do tempo, o andamento é mediano ou arrastado, mas cada música tem seu próprio mérito e beleza. E como nenhuma delas é longa demais, não cansa nossos ouvidos.
Reverberating Emptiness - Uma introdução bem sinistra, com pianos e alguns teclados tornando o clima opressivo e intenso, quase uma triste marcha fúnebre.
Sorrowful Winter Breeze - O andamento é lento, mas varia bastante, mostrando o quanto baixo e bateria na concepção sonora da banda deve render, e isso em meio a um trabalho ótimo de guitarras.
Vomiting Upon the Cross - Aqui, a banda já lança mão de andamentos que oscilam, indo de momentos com velocidade mais tradicional (em termos de Black Metal) a outros mais arrastados, mas sempre mantendo aquela aura soturna essencial. E mais uma vez, as guitarras do grupo mostram uma eficiência muito bom nos riffs. É uma das faixas mais agressivas do disco.
Dying Inside - O início é rápido e agressivo, com um trabalho ótimo de bateria e vocais urrando sem piedade. Mas logo, os tempos se tornam lentos, azedos e muito pesados, mais uma vez mostrando um bom trabalho dos vocais e guitarras. E fecha rápida e bruta, como começou.
Dark Slumber - Novamente, a banda lança mão de tempos bem cadenciados e azedos no início, mas logo, a velocidade aumenta e o nível de agressividade vai junto. Mas o uso de alguns vocais mais limpos e incursões de guitarra dão um toque especial à canção.
Lucifer - Intensa, mostrando bumbos rápidos e um contrabaixo vibrante, com tempos empolgantes e vocais guturais excelentes. E muitas vezes, percebemos que a banda usa de uma técnica bem mais apurada, como o baixo deixa bem claro.
All the Lights Fade Away - Encerra o disco em grande estilo. Introduzida por guitarras limpas e seguida por um solo melodioso em meio a um clima mais introspectivo. E logo, ganha agressividade, mas com um tempo lento e muito opressivo, mas sempre bem trabalhada e com uma beleza mórbida incomum nos dias de hoje.
Realmente, um ótimo trabalho, recomendado aos fãs de Black Metal sem medo, e aos que não se limitam a um simples rótulo.
Ah, sim: o DARK SLUMBER mostrou evolução, mas pelo que podemos perceber, a tendência deles e ir mostrando cada vez mais e mais algo de muito bom gosto.
Discos ao vivo são, em termos de Heavy Metal, uma antiga e saudável tradição. No passado, servia para suprir a necessidade que muitos tinha de ouvir suas bandas favoritas ao vivo, e ao mesmo tempo, para coroar o auge de certos momentos nas carreiras de uma banda. Hoje, apesar do romantismo que cerca discos ao vivo ter dado uma certa caída, eles continuam sendo uma prova de fogo para vermos se uma banda consegue ser impactante ao vivo, o quanto ela consegue reproduzir seus trabalhos de estúdio diante de uma platéia. Sendo assim, podemos dizer que o quinteto alemão MASTERPLAN passou no teste com louvor, como o excelente "Keep Your Dream aLive" nos mostra. E digamos de passagem: é um autêntico presente aos fãs.
Antes de tudo, é preciso deixar claro que temos um pacote CD+DVD, logo, vamos por partes.
Os shows gravados foram o do Masters of Rock 2013 (República Tcheca), Wacken Open Air 2014 (Alemanha), Atlanta Prog Power Festival 2014 (Estados Unidos) e Midi Festival Shanghai 2014 (China), e temos o melhor de cada um, tanto no CD quanto no DVD.
O CD representa bem o que ouvimos em um show da banda, com tudo em seus devidos lugares graças à produção e mixagem feita pelo próprio Roland Grapow. Podemos dizer que a mixagem e masterização não alteraram em nada a aura de uma apresentação ao vivo. E se existem os famosos "overdubs" (pequenas regravações em estúdio de partes que bandas erram ao vivo, que todas as bandas fazem), são bem poucos e imperceptíveis. E a qualidade sonora, digamos de passagem, é de primeira. E isso sem falar que a banda mostra uma coesão ao vivo muito boa. No que tange ao DVD, o tratamento é de primeira, com a edição de imagens feita pelo tecladista Axel Mackenrott, e a qualidade de imagens está beirando a perfeição, além de excelentes takes das câmeras.
MasterPlan
Tirando "Black Night of Magic", que está apenas no CD, o setlist da banda no DVD é basicamente o mesmo para o show do Masters of Rock 2013 (os outros são extras do DVD, cada um com suas particularidades). E um dos momentos mais legas dos extras é ver o after show da banda no Wacken 2014, onde se mostra a descontração dos camarins.
Falando tanto do CD quanto do DVD, é impressionante a qualidade e coesão da formação atual do quinteto ao vivo. Óbvio que Roland e Axel estão muito bem e com excelentes performances, mas ver e ouvir o trabalho de Martin na bateria e Jari no baixo chega a ser covardia, pois ambos são excelentes. E Rick nos vocais se sai muito bem, cantando as linhas de seus antecessores (no caso, Jørn Lande Mike DiRomeo) perfeitamente, assim como as próprias. Sim, ele é um grande vocalista, além de ter uma performance ao vivo perfeita, sabendo levar o público ao delírio.
Falar das músicas em si chega a ser desnecessário, pois o quinteto soube fazer o setlist com sabedoria, escolhendo as melhores músicas de todos os seus lançamentos, sem deixar de fora músicas do último trabalho de estúdio ("Novum Initium") de fora, pois é a excursão dele, e lá estão "Keep Your Dream Alive" e "Black Night of Magic" ao lado de clássicos como "Spirit Never Die", "Heroes", "Soulburn" e outras tantas que nem precisam ser mencionadas.
Ao vivo no Rio de Janeiro 2015 (Foto: Daniel Croce)
Mas existe mais um extra, fora os listados: os vídeos oficiais da banda. Lá estão todos eles, e servem para ver como o estilo da banda evoluiu desde "MasterPlan" até "Novum Initium".
Um excelente lançamento que vem coroar a carreira do MASTERPLAN de maneira fenomenal, e prepara a banda para um futuro ainda melhor do que o que vimos até agora.
A banda ADDICTED TO PAIN tem orgulho em divulgar o novo videoclipe da música “The Kings Never Die” em uma versão totalmente inusitada, apenas piano e voz. A faixa conta com a participação do pianista Junior Carelli (NOTURNALL).
“The Kings Never Die” foi produzida por Brendan Duffey e Adriano Daga, que também foram os produtores do EP “Queen of All Lies”. O videoclipe foi gravado no teatro da escola de música EMT, na zona sul de São Paulo, e contou com uma produção toda especial, com piano de cauda e iluminação dedicada exclusivamente ao evento.
Veja videoclipe de “The Kings Never Die”:
A arte do single “The Kings Never Die” mais uma vez foi feita pelo renomado designer Gustavo Sazes, conhecido por ter trabalhado com as bandas Angra, Almah, Kamelot, Firewind, Arch Enemy, entre outros. A ideia por trás deste material foi ter algo novo e diferente para os fãs. Como as músicas são criadas normalmente no piano, violão e voz, ficou mais fácil rearranjar para esta versão com o Junior Carelli.
“Esta versão de “The Kings Never Die” foi algo bem legal de se fazer. Contei com a ajuda do meu grande amigo Junior Carelli, nos teclados, que fez algo surpreendente. A maneira como ele tocou deixou tudo mais dramático, peculiar e com bastante feeling. Eu tive que mudar minha maneira de cantar para acompanhar o que ele estava fazendo e foi bem divertido criar tudo isso. Tive que cantar mais grave, com mais feeling, pensando única e exclusivamente na interpretação da música. Espero que os fãs curtam este trabalho, pois foi feito com muito carinho e dedicação”, disse o vocalista e tecladista João Paulo Pretti.
É muito interessante quando podemos observar o quanto uma banda evolui de um lançamento para o outro. Sim, pois é necessário que haja estas mudanças para que o trabalho dos músicos continue soando vivo e relevante. Mas não é preciso abrir mão da própria personalidade. É algo que o tempo e a experiência vão cultivando em cada banda. E um dos melhores exemplos é o do quinteto carioca PAGAN THRONE, que após 5 anos de lançamento do primeiro álbum, "The Way to the Northern Gates", volta com seu segundo álbum, "Swords of Blood".
O que evoluiu na banda: o Viking Metal deles continua o mesmo, ainda agressivo e ríspido, mas ficou mais encorpado, ganhando mais melodia e o lado Viking de sua música ficou mais evidente. Mas isso sem abrir mão da personalidade, ou seja, é um passo adiante do que a banda apresentou em "The Way to the Northern Gates", sem perder contato com suas raízes. Os vocais melhoraram bastante, já que não se prendem apenas aos tons rasgados, mas usam um bom leque de timbres, enriquecendo cada canção; as guitarras, por sua vez, mostram uma técnica mais apurada e ótima noção melódica (observem os solos e entenderão o que digo); os teclados estão excelentes, sabendo não só preencher bem espaços, mas aclimatar as músicas do disco; e a cozinha rítmica da banda ganhou em técnica e peso, apresentando maior diversidade de andamentos e boas mudanças rítmicas. Ou seja, a banda amadureceu muito em todos os sentidos.
A produção de "Swords of Blood" é de Eddie Torres (baixista do grupo), assim como a mixagem, e a masterização. E ele soube fazer esta ligação entre a sonoridade mais agressiva que a banda sempre teve com a qualidade que a evolução da banda pede. E conseguiu, pois o resultado é uma sonoridade muito boa, agressiva e seca, mas com um nível de clareza muito bom. E a arte de Marcus Lorenzet é ótima, caprichada e soube deixar a proposta lírica/musical do grupo bem clara.
O PAGAN THRONE deu uma burilada muito boa em cada música do disco. Os arranjos estão excelentes, as músicas não exageram no tempo de duração (apenas "Northern Forests" e "Path of Shadows" passam dos 5 minutos), e cada uma delas passa rapidamente devido ao requinte musical que o grupo ganhou. E para dar um toque a mais de classe, temos a participação de Vivi Alves (ex-MORTARIUM) nos vocais em "Kingdom Rises" e "Pagan Heart".
Pagan Throne
Do início ao fim, o disco é excelente, bem equilibrado e apresenta uma musicalidade revigorada e elegante, mesmo sendo um lançamento de Metal extremo. São nove faixas excelentes (sim, nove, pois "Invasion" é uma introdução).
Swords of Blood - A faixa-título do CD inicia a obra, mostrando um equilíbrio bem feito entre o lado agressivo de sua música com melodias mais encorpadas. Reparem bem como os vocais mostram uma boa diversidade de timbres, e existem variações rítmicas muito boas.
Rites of War - O baixo mostra-se importante logo no início, em meio a um andamento mais refreado e com belas guitarras aparecendo. Isso sem mencionar que os teclados estão muito bons, aparecendo e aclimatando perfeitamente a música.
Fallen Heroes - Uma faixa mais climática e com um andamento empolgante, onde novamente guitarras e teclados se destacam bastante. Reparem a riqueza instrumental, as mudanças de momentos e belos solos de guitarra, onde a melodia e lado Viking fica explicitado.
Northern Forests - Um dos grandes momentos do disco. Com seus nove minutos de duração, ele permite que a banda evolua e transite bem entre momentos velozes e outros mais amenos. E baixo e bateria mostram muita técnica aqui, fora uma apresentação de gala dos teclados.
Beast of the Sea - Aqui, a banda apresenta um refrão excelente, além de uma levada um pouco mais rápida, mas melodiosa, que beira os momentos mais rápidos das bandas de Metal tradicional, fora uma incursão de teclados mais voltados ao Pagan Metal muito boa.
Kingdom Rises - Belos corais Vikings dão as caras (inclusive usando alguns vocais femininos muito bem colocados), um uso muito bom dos vocais em timbres excelentes, fora uma pegada um pouco menos agressiva e mais voltada ao Pagan Metal aparece. E que lindos teclados!
Dark Temples - É uma linda e bela instrumental, mais melodiosa e introspectiva, mostrando um fundo de Heavy Metal tradicional. E que lindo trabalho das guitarras, com um solo melodioso e inspirado.
Path of Shadows - Uma pegada um pouco mais voltada ao Black Metal de raiz se faz presente, mas logo os elementos Viking começam a dar as cartas e a criar uma atmosfera pesada e densa. E alguns momentos mais empolgantes mostram novamente um trabalho de vocais excelente, mais um solo de guitarra muito bom.
Pagan Heart - É uma versão acústica da música presente no EP de mesmo nome. Os vocais novamente ganham destaque em meio aos violões e teclados, usando alguns efeitos providenciais, sem quebrar a aura Viking introspectiva da música.
Definitivamente, "Swords of Blood" é um disco excelente, e mostra que o PAGAN THRONE é uma banda que não merece estar presa apenas ao Brasil.
"Hubrism" é o título do primeiro Single oficial do primeiro álbum do STONE COLD DEAD, chamado "Lava Flows".
As letras da canção são influenciadas pela antiga tragédia "Prometeu Acorrentado".
Manthos Stergiou (Manster Design) criou o lyric video para o Single, usando a arte de Costin Chioreanu.
"Hubrism" está disponível para download gratuito na página oficial do STONE COLD DEAD no Bandcamp: www.stone-colddead.bandcamp.com
A música do STONE COLD DEAD é uma mistura do Groove Metal extremo e Rock experimental, forjado com guitarras barítonas e contrabaixo com arco.
O fundador da banda é o ex-membro do ROTTING CHRIST e NIGHTFALL, o guitarrista George Bokos.
"Lava Flows" será lançado em 06 de novembro pela Volcanic Music, e a formação que gravou teve três bateristas, entre eles George Kollias (NILE).
O álbum foi produzido e teve engenharia do próprio George Bokos (Melechesh, George Kollias, Wolfheart), enquanto a mixagem e mastrização foram feitas pelo parceiro de estúdio de George, Vasilis Gouvatsos Nightstalker, Exarsis) no Grindhouse Studio, em Atenas (na Grécia). A arte de "Lava Flows" foi criada por Costin Chioreanu (At The Gates, Paradise Lost, Arch Enemy).
O Brasil tem mostrado uma safra de bandas de Thrash Metal muito boa nos últimos tempos. Seja moderno, seja Classic Thrash Metal, o gênero anda gerando ótimos frutos por aqui, verdade seja dita. E é muito legal ouvir uma banda como o GODZORDER, de Jundiaí (SP), que chega pondo a casa abaixo com o EP "Obey".
Podemos dizer que o trabalho do grupo é bem maduro, mostrando uma musicalidade feroz e agressiva, que transita um caminho um pouco mais clássico, com influência de bandas como TESTAMENT, ANTHRAX e OVERKILL, ou seja, peso, agressividade e técnica bem alinhados, com boa dose de melodia e muita personalidade. A técnica dos seus integrantes é muito boa, fazendo com que a audição do EP não seja algo entediante, ou que a banda soe como mais do mesmo. Apesar de não ser nada inovador em termos de Thrash Metal, eles possuem energia e personalidade bem fortes. Sem soar preconceituoso, podemos dizer que isso é "Thrash Metal pra gente grande".
Produzido por Adair Daufembach, já bem conhecido por seus trabalhos com bandas como A RED NIGHTMARE, COMMAND6, HANGAR, HEVILAN, entre tantos outros, não é de se admirar que peso, agressividade e clareza estejam muito bem equilibrados. Nada da música da banda é perdido ou fica oculto.
Godzorder
É incrível ouvir uma banda desse quilate, verdade seja dita, pois o trabalho da banda é de uma qualidade enorme, sempre com bons arranjos. E a coesão do peso e diversidade técnica de baixo e bateria, aliada a força e técnica das guitarras em riffs e solos de qualidade, e vocais ferozes é algo muito bom.
Best Friend - A banda já inicia o EP com uma canção em que os andamentos mudam bastante, mostrando uma boa dinâmica e solidez na base rítmica. Mas o que essas guitarras fazem nos riffs chega a ser algo assustador.
The Strongest Force - Outra faixa muito diversificada em termos de andamentos, pois há momentos mais velozes e outros mais cadenciados, sempre com bom gosto e melodias. E reparem como os vocais se encaixam perfeitamente em todos os momentos, bem como os solos de guitarra são excelentes.
Psycho Mind - Azeda, pesada e mais focada em um andamento cadenciado. Mas é justamente com essa levada mais lenta que o trabalho da base rítmica se mostra bastante, e as guitarras mostram riffs abusivamente pesados. E que refrão!
I'm Your Freedom - O andamento aqui é mediano, ou seja, nem rápido ou lento demais, mas meio termo, mostrando boa diversidade vocal, além de riffs de guitarra muito intensos e solos melodiosos na medida.
Break - Preparem o pescoço, pois a pancadaria aqui não tem limites, sendo uma canção com velocidade moderada, mas agressiva e bruta, mas mostrando boa qualidade técnica e ótimo trabalho de baixo e bateria mais uma vez.
Verdade seja dita: com um EP do nível de "Obey" lançado, me pergunto o motivo de não ser um álbum completo.