8 de jul. de 2012

Entrevista - The Ultimate Music (08/07/2012)




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Entrevista com o Agonist - The Ultimate Music

"Podem esperar por mais um show bombástico no Brasil"

Nos últimos anos, o The Agonist tem se firmado como um dos grupos que mais crescem no concorrido cenário do metal mundial. Com apenas oito anos de carreira e colecionando uma série de apresentações importantes, a banda desembarca no final deste mês para reencontrar os fãs brasileiros. O único show no país está agendado para o próximo dia 21 de julho, no Carioca Club, em São Paulo, ao lado dos brasileiros da Shadowside.
Trazendo uma sonoridade que flerta com o pop e o extremo Death Metal, os canadenses Alissa White-Gluz (vocal), Danny Marino (guitarra), Pascal "Paco" Jobin (guitarra), Chris Kells (baixo) e Simon McKay (bateria) estão divulgando o álbum Prisoners, lançado recentemente via Century Media Records.
Em uma rápida entrevista exclusiva à The Ultimate Music, a frontwoman Alissa White-Gluz comenta sobre o novo disco, a expectativa em retornar ao Brasil, sua ligação com o diversas organizações protetoras dos animais como o PETA2 e afirma não ligar para o título de musa do Heavy Metal.

Por Juliana Lorencini
Edição: Costábile Salzano Jr.
Fotos por André Smirnoff

Não faz muito tempo que o The Agonist esteve por aqui. Qual a sensação de voltar a tocar no Brasil? E quais memórias vocês tem da última passagem da banda por aqui?


Alissa White-Gluz - Tocar no Brasil foi muito divertido para todos nós! Estamos ansiosos para encontrar todos os nossos fãs novamente! Me lembro do público vibrando, com uma energia impressionante! Acredito que desta vez será algo muito maior. Podem esperar por mais um show bombástico.



Eu arriscaria dizer que Prisoners é o melhor trabalho da banda até o momento. Qual é o sentimento de vocês em relação a esse álbum? E como tem sido as críticas até agora?


Alissa White-Gluz - O processo de gravação deste disco foi bem árduo. Até agora todo mundo parece ter gostado bastante da complexidade e profundidade do novo álbum. Estamos muito felizes e esperamos abrir novas portas.



Poucas são as mulheres que de fato conseguem destaque dentro do Metal. Porém você em pouco tempo conseguiu atingir um nível de popularidade muito grande. Como você vê a participação das mulheres no cenário Rock?


Alissa White-Gluz - Eu acho isso ótimo! Cada vez mais mulheres ganhando destaque dentro do rock ‘n’ roll. Estamos vivendo um período que as mulheres definitivamente resolveram mostrar o seu valor.



Você é considerada uma das vocalistas mais bonitas do meio. Em algum momento você se sente enquanto cantora por causa da sua beleza?


Alissa White-Gluz - Na verdade nunca me senti dessa forma. Prefiro que me julguem pela minha voz.



A forma com que você se veste também é bem diferente dos demais membros da banda e acaba sendo referência para muitas fãs do grupo. Você se preocupa com isso quando escolhe o figurino para uma turnê ou sessão de fotos?


Alissa White-Gluz - Não muito, eu adoro brincar com a moda em si. Isso é apenas diversão. Não acredito que eu influencie a maneira de vestir das pessoas.



Você costuma mesclar seus vocais entre limpos e guturais, o que exige uma boa técnica. Quais cuidados você mantém para cuidar da sua voz?


Alissa White-Gluz - Eu sou vegetariana e straight edge e me esforço muito para manter um corpo saudável, uma vez que considero meu corpo como meu instrumento de trabalho.



Quais bandas te influenciaram no inicio da sua carreira? E atualmente quais fazem parte do seu playlist?


Alissa White-Gluz - Bandas como Arch Enemy, Devin Townsend, No Doubt, Queen entre outras me influenciaram e ainda fazem parte do meu playlist até hoje.



Como foi para você participar de “Made”, programa exibido pela MTV? Você sentiu falta desse tipo de estímulo no início da sua carreira?


Alissa White-Gluz - Participar do programa foi muito divertido e eu realmente fiquei muito feliz. Realmente, não esperava por este convite.



Você vê alguma saída para essa atual fase da indústria fonográfica num todo? Onde bandas vivem basicamente de shows e esses tem se tornado inviáveis aos fãs, ora por causa do valor dos ingressos, ora por causa do grande volumes de shows num curto período de tempo.


Alissa White-Gluz - Não, acredito que a indústria musical está morrendo. Assim como grande parte das economias, aqueles que estão no alto continuam ficando mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.



No clipe Business Suit and Combat Boots você está com o "x" na mão, o que caracteriza um straight edge. Todos os membros da banda têm a mesma ideologia de vida?


Alissa White-Gluz - Não, apenas eu tenho essa ideologia, os demais membros da banda tem cada um a sua própria.



Quando você optou por se tornar vegan? E além do PETA você participa de mais algum movimento em proteção aos animais?


Alissa White-Gluz - Tenho sido vegetariana por toda minha vida e vegan por metade dela. De fato tenho trabalhado com algumas outras organizações além do PETA, que também se propõem a lutar pelo direito e proteção dos animais como: SHAC, SPA, Paws for Life, entre outras.



Muito obrigada pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem aos fãs brasileiros do The Agonist.


Alissa White-Gluz - Muito obrigada pelo carinho de todos! Compareçam ao show! Queremos sentir novamente a energia de todos vocês. Até mais!



Serviço São Paulo


Dark Dimensions orgulhosamente apresenta: The Agonist e Shadowside
Data: 21 de julho, sábado
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros (próximo a estação Faria Lima do Metrô)
Hora: 19h
Abertura da casa: 17h
Ingressos:
Carioca Club: (11) 3813-8598 | 3813-4524 | 3814-5711
Galeria do Rock: Rockland (11) 3362 2606 | LADYSNAKE (11) 3333-6931
Preços: R$ 80,00 (pista promocional e estudante) e R$ 120,00 (CAMAROTE ESGOTADO!).

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Fonte: The Ultimate Music - PR, Management & Consultancy
Próximas divulgações e suporte da The Ultimate Music - Press:
13/07 - Shadowside – Teatro Guarany - Santos/SP
14/07 - Shadowside – Araraquara Rock Festival - Araraquara/SP
15/07 - Shadowside – Stonehenge Rock Bar - Belo Horizonte/MG
20/07 - Shadowside – Jack Music Pub - Bauru/SP
21/07 - Shadowside + The Agonist – Carioca Club - SP/SP
21/07 - Confronto + Matanza – República Music Hall, Taubaté/SP
29/07 - At the Gates + Confronto – Hangar 110 - SP/SP
10/08 - Ugly Kid Joe – Santana Hall - SP/SP
11/08 - Shadowside – 1° Pinhal Rock Music Festival - Clube Recreativo - Espirito Santo do Pinhal/SP
12/08 - Shadowside – TBA - Campinas/SP
01/09 - Sepultura – Suzaninho - Suzano/SP
16/09 - Emilie Autumn – Inferno Club - SP/SP
23/09 - Theatre des Vampires – Carioca Club - SP/SP

Além dos shows, a The Ultimate Music - Press assessora as bandas Sepultura, Krisiun, Shadowside, Confronto e Hugin Munin. Para mais informações, acesse http://theultimatepress.blogspot.com.

Gestos Grosseiros - Satanchandising (CD)



Rapture Records/Tornhate Records - Nacional
Nota 8,5
Por Marcos Garcia

Há bandas e bandas fazendo Death Metal no Brasil, e é quase impossível decifrar tantas vertentes ao mesmo tempo. São estilos e mais estilos, logo, é quase de enlouquecer, e em cada uma delas, existem bandas ótimas escondidas.
Um delas é o trio de Piracicaba (SP) Gestos Grosseiros, fazendo um Death Metal mais tradicional de raiz, naqueles moldes vistos entre a virada dos anos 80 para os 90, ou seja, na veia do Floridian Way of Death Metal, nos chega com seu segundo CD prório, Satanchandising, 
A música da banda tem boa técnica, mas é bruta e sangra em vitalidade e energia, mas sem soar clichê ou datado. Ou seja, tome vocais guturais extremados, riffs de guitarra sólidos, solos bem encaixados (e fugindo dos padrões do estilo, pois há coerência harmônica nos mesmos) e sem firulas, baixo e bateria muito pesados e com variações interessantes, mas sem complicar muito o som da banda, pois poderia comprometer a estilística sonora do trio. 
Gravado nos Masterpiece Digital Studios, tendo a mão de Pedro Esteves na produção, mixagem e masterização, a sonoridade da banda flui em uma autêntica golfada Death Metal, sem dó ou piedade de ouvidos não acostumados a algo tão intenso e bruto, mas ao mesmo tempo, confere brilho e peso ao trabalho do trio, que soa coeso e pesado, mas sem perder a noção clara de cada instrumento, pois todos estão bem audíveis. A pelo lado artístico, capa e encarte ficaram bem feitos, e mesmo não sendo algo lá extremamente complexo, ficou muito boa.
São 11 faixas que compõem este trabalho, cada uma com seu próprio valor e beleza, como a empolgante e cheia de energia Humanity Victory (Kill by Power), bem agressiva e com forte clima 'autopsiano' aqui e ali, e com um ótimo solo de guitarra; a extrema e alternada Slaves of Imagination, com bumbos bem rápidos e ótimos riffs; Mirror of Death segue com a velocidade nos andamentos se alternando bastante; a pesada e densa Satanchandising, onde o baixo se destaca muito, bem como as levadas dos bumbos, sejam nos momentos mais lentos ou nos mais velozes; a densa e ríspida Evil Witness, que apresenta um trabalho ótimo tanto nos vocais como nas conduções da base rítmica, e com variações de deixar o ouvinte de boca aberta; a cadenciada e trabalhada Brutality Century, com alguns momentos mais intensos e trabalho de baixo mostrando que não é um zagueiro-zagueiro, ou seja, nada de feijão com arroz; a empolgante e mais técnica Religions Plague, com ótimos duetos entre gutural e rasgado, e onde algumas nuances mais melodiosas ficam evidentes, especialmente nos solos de guitarra; e a versão para Extreme Agression, do Kreator, que ficou ótima com uma roupagem mais Death Metal, o que mostra a universalidade do Heavy Metal.
Ótimo disco, e uma banda que merece bem mais espaço no meio underground.

Humanity Victory (Kill by Power)  

Tracklist:

01. Humanity Victory (Kill by Power)  
02. Slaves of Imagination  
03. Mirror of Death  
04. Satanchandising  
05. Evil Witness  
06. Predator of Soul  
07. Attack
08. Brutality Century  
09. Religions Plague  
10. Stronger than Never  
11. Extreme Aggression (Demo Version)


Formação:

Andy Souza - Bateria e vocais
Kleber - Guitarras 
Danilo Dill - Baixo

Contatos:

Encéfalo – Slaves of Pain (CD)



Independente – Nacional
Nota 8,5
Por Marcos Garcia

O Nordeste do Brasil sempre foi um autêntico celeiro de ótimas bandas, e em todas as vertentes do Metal desde os longíquos anos 80, pois daqueles cantos, vieram (e ainda vêm) ótimos grupos. Sempre foi e sempre será assim.
O Encéfalo, quarteto vindo de Fortaleza (CE) e adepto de um Death/Thrash Metal bruto e sem muito espaço para firulas desnecessárias, embora não abra mão de boa técnica boa e uma pegada bem pesada, chega com seu primeiro álbum, fruto de muito esforço e sangue nos olhos, Slave of Pain, após seu Demo CD, Destruction (que inclusive se encontra disponível para download gratuito aqui).
Vocais insanos variando numa proporção 85% gutural e 15% rasgado, ótimos trabalho de guitarra em bases maçiças e pesadas, bem como em solos insanos (a marca de King/Hanemann é bem evidente, embora a personalidade seja bem clara, pois há noção melódica acentuada em sua execução), cozinha que faz banquete muito bem feito, com um tempero daqueles, pois é bem variada e intensa, pegando pesado seja nos momentos mais rápidos (que também não beiram superar a velocidade da luz), seja nos mais cadenciados. E a música desses sujeitos é bastante empolgante.
A produção sonora ficou em um nível satisfatório, apesar de poder ser melhor, pois apesar da crueza extrema, deixou o trabalho instrumental da banda bem na cara, pois podemos ouvir cada um dos instrumentos sem problema. A parte gráfica é bem legal, mas igual a sonora, poderia ser melhor, já que está ausente a ficha de produção e há algumas palavras nas letras que desaparecem. Mas levemos em consideração que há muitos discos idolatrados por aí que tem ambos os aspectos (visual e sonoro) feitos de maneira tão sofrível (e aceito por muitos fãs mais die hard) que aqui chega a ser um primor, e lembrando: este CD é fruto de uma vontade férrea, sem muito apoio externo, ou seja, é evidente que a banda se bancou. E quem vive no meio underground sabe como fazer algo no nível que vemos aqui é difícil.
Em termos de música, a banda mostra uma garra ímpar em um som bem personalidade, sendo destaques bem evidentes All the Hate in My Soul, bem trabalhada e ríspida, com alguns toques de Metal Tradicional aqui e ali (mais notadamente nos solos de guitarra), com ótima base rítmica; Emptiness Brain, onde as guitarras mostram bases empolgantes, bem como há bastante variação da base baixo-bateria, bem como as vocalizações são muito boas; a mais cadenciada Reactions, onde o baixo introduz a música e mostra um bom trabalho, em uma faixa com um clima anos 80 muito bom, onde esse batera mostra ser dono de boa pegada e técnica apurada; a variada, bruta e densa Despair; a avalanche de riffs bem feitos e peso de Nightmare, que leva ao banging com extrema facilidade; a intensa, mais candenciada e thrashy Destruction; e a variada e cativante The Last Gate, com mais um show das guitarras.
Um disco muito bom, e que mostra que, apesar das dificuldades, a força e vontade de fazer algo digno superam tudo.

Reactions

Tracklist:

01. Intro
02. All the Hate in My Soul
03. Empitness Brain
04. Reactions
05. Despair
06. Nightmare
07. Destroyer
08. My Own Way
09. Destruction
10. The Last Gate
11. Slave of Pain


Formação:

Álex Maramaldo - Vocal and Guitar
Lailton Sousa - Guitar
Augusto Filho - Bass
Rodrigo Falconieri - Drums

Contatos:


7 de jul. de 2012

Coldblood - Preparando próximo álbum para o início de 2013


Foto: Adriana Vellasco

A banda carioca Coldblood encontra-se em estudio se preparando para as gravações do próximo álbum que ocorrerá entre os meses de Outubro e Novembro no Rio de Janeiro. O artefato que contará com 10 temas será lançado em território nacional pela Distro Rock Rec. e Attitude Headbanger's House. Mais detalhes serão revelados em breve!!!

Machinage – It Makes Us Hate (CD)


Gear Records – Nacional
Nota 9,5
Por Marcos Garcia

Este é um CD cujo título reflete uma inverdade, pois este nos faz gostar logo de cara do Machinage, quarteto Thrasher de Jundiaí, que anda causando forte comoção no underground brasileiro, já que se encontra em excursão nos EUA, divulgando este seu primeiro disco, It Makes Us Hate.
O quarteto apela para um mix muito bom de peso, melodia e velocidade, em suas próprias palavras, mas o que temos no CD é bem mais que isso, porque a música da banda é cheia de técnica, força, agressividade e personalidade, e sem ser um trabalho feito em um só pique, o que se reflete em sua música bem variada.
Produzido no Mark Studio entre 2010 e 2011, este CD é fruto de uma vontade de ferro da banda, e logo, a técnica e força saltam os olhos em uma gravação limpa, mas que soube deixar cada instrumento em seu devido lugar, sem se embolarem mutuamente, permitindo que o trabalho da flua com naturalidade. E as artes da capa e encarte são bem feitas, embora nada muito complexo.
Rolando o CD, vemos que há um equilíbrio de qualidade entre cada uma das oito faixas (Rise of the Souls é uma introdução), sendo que se destacam logo de cara Next Victim, com um jeitão bruto e levada bem mais rápida, com solos esbanjando melodias; a cadenciada e empolgante Envy, música do vídeo que se encontra na net, tem ótimas vocalizações e bateria muito bem compassada; um baixão forte e pesado introduz Anguish, essa bem cadenciada, empolgante e intensa, com riffs muito bons, mesmas características encontradas em Mask Behind Some Lies, onde as melodias se tornam mais apuradas, especialmente pelos solos de guitarra; a forte e emotiva Beliefs, com melodias mais densas muito boas em meio à técnica e peso absurdos; a ótima Cold 3rd War, com o baixo aparecendo bastante e mostrando que não está ali apenas para marcar o ritmo (o que no caso da banda não é pouco); Is This the Way?, que tem peso e técnica bem apurados, em um trabalho ótimo de bateria e de solos; e a rápida Tides of War, bem agressiva e de grande carnivorismo em seus vocais (tanto principais quanto backings) e andamento cativante, e se alternando em momentos mais melodiosos preciosos.
Se já no primeiro disco a banda já mostra um trabalho diferenciado assim, o futuro se mostrará brilhante.


Envy


Tracklist:


01. Rise of the Souls
02. Next Victim
03. Envy
04. Anguish
05. Mask Behind Some Lies
06. Beliefs
07. Cold 3rd War
08. Is This the Way?
09. Tides of War




Formação:


Fábio Delibo – Vocais e guitarras
Renato Lorenccini – Guitarras e backing vocals
Adriano Bauer – Baixo
Ricardo Mingote – Bateria


Contatos:




Andralls – Breakneck (CD)



Distro Rock Records – Nacional 
Nota 10
Por Marcos Garcia

Quando alguém nos pergunta o que as bandas de Thrash Metal brasileiras têm para mostrar, em geral indicamos este ou aquele CD para que o ouvinte possa comprovar na praxis aquilo que nem sempre se pode definir com vãs palavras. A escola brazuca de Thrash Metal tem muito a dar, especialmente quando se tratam de veteranos.
E um dos discos que podemos indicar para falar no estilo é o novo lançamento dos veteranos do Andralls, que mais uma vez dão uma bela amostra do que é FastThrash com seu novo CD, Breakneck, o quinto disco de estúdio, que acaba de sair do forno
Vocais agressivos e roucos, mas muito bem postados, trabalho de guitarras diferenciado em riffs muito bem construídos e solos bem tocados, baixo bem pesado e fugindo da marcação vez por outra, e um trabalho de bateria absurdamente técnico. Se só três sujeitos criam uma massa sonoras dessas, se fossem mais, seria um apocalipse!
A produção, a cargo do conhecido Fabiano Penna (sim, o famoso guitarrista que tocou no Rebaelliun, Horned God e The Ordher), tendo a co-produção de Denis Di Lallo e do próprio trio, e conseguiram uma sonoridade absurdamente agressiva e ríspida, mas as boas melodias da banda não ficaram apagadas, mas bem evidentes. Realmente, Penna está se tornando um Midas brasileiro no assunto.
A arte, criada pelo artista Remy C., da Headsplit Design, ficou muito bonita e bem cuidada, em um nível de primeiro mundo.
Quando o CD começa a tocar, vemos que temos uma jóia em nossas mãos, um disco precioso, pois o disco é todo bom, e de ponta a ponta, é satisfação garantida, tendo pontos altos em Under the Insanity, música do vídeo que já anda pela internet há algum tempo, rápida, bem técnica e com bases de guitarra chapantes e ótimos vocais, assim como Rising from the Shell, outra com um pique bem veloz, embora o trabalho que mais se destaque é o da bateria; Eye for an Eye, que é um pouco mais focada na técnica do que na velocidade, onde mais uma vez as guitarras mostram ótimo trabalho nos riffs, bem como o baixo também mostra-se bastante técnico; Lost in Heaven, Found in Hell, que começa cadenciada e densa, e logo ganha uma velocidade de quebrar o pescoço (sem trocadilhos, por favor), para depois retomar o ritmo mais pesado e lento;  as rápidas e brutas Maze of Confront e Legacy of Violence, que convidam ao pogo e ao banging sem medo; Clenched Fists Up, outro açoite de velocidade e técnica; Policia Asesina, cantada em espanhol e tendo a participação de Tono e Raul (do Rato Raro), um pouquinho mais voltada ao Crossover; e a arrasadora e pesada Bloodshed.
Se não bastassem as músicas, ainda há mais um atrativo no CD: ele trás conteúdo multimídia, contendo o vídeo de Under the Insanity.
Um dos CDs do Top 10 nacional deste ano, com certeza!

Unde the Insanity

Tracklist:

01. Under the Insanity  
02. Rising from the Shell
03. Eye for an Eye  
04. Lost in Heaven, Found in Hell  
05. Maze of Confront  
06. The Legacy of Violence  
07. Enemy Within  
08. Clenched Fists Up  
09. Land of Disgrace  
10. Policia Asesina  
11. Lit Fuse  
12. Bloodshed



Formação:

Cléber Orsioli – Vocais, guitarras
Eddie C. – Baixo
Alexandre Brito – Bateria 


Contatos:


6 de jul. de 2012

Leviathan – Beyond the Gates of Imagination Part I (CD)



Bret Hard Records – Importado 
Nota 9,5
Por Marcos Garcia

A Alemanha sempre é visto como uma terra de fortes tradições em termos de Metal, e isso desde o distante início da década de 70, quando o país mostrou ao mundo grandes nomes, o que se repetiu na década de 80, se tornando quase uma nova Meeca para o Metal, fosse qual fosse a subdivisão que o leitor quisesse encontrar. De uns tempos para cá, a Alemanha ficou meio escondida, mas sem nunca parar a produção de boas bandas, e mais uma a se juntar ao time é o quinteto de Bonn, Leviathan, que chega com seu primeiro Full Lenght, Beyond the Gates of Imagination Part I, após seu EP de estreia de 2010, From the Desolate Inside.
A banda trilha os caminhos do Progressive Death Metal, e diferentemente de muitas bandas que tornam o som tão experimental que tende a se tornar incompreensível ou até mesmo enfadonho, a banda faz um trabalho um pouco mais seco, e justamente reside a grande virtude da banda, porque seu trabalho fica bem acessível aos não iniciados, logo, tende a alcançar um bom público. E que, por falar nisso, a banda merece.
A banda faz um som que mixa técnica, peso e brutalidade com melodias bem Tradicionais, ou seja, temos ótimos vocais que variam do rasgado ao gutural sem nenhuma dificuldade, grande trabalho de guitarras, que leva o ouvinte a crer que, se Dave Murray e Adrian Smith quisessem tocar Death Metal, soaria assim (mas isso não quer dizer que os rapazes copiem os dois, please!!!), uma dupla baixo-bateria que sabe fazer um trabalho digno de menção, porque ambos não só dão peso à banda, mas ao mesmo tempo, dão ótima variedade de andamentos, e isso sem falar nos teclados bem postados, aparecendo muito bem em algumas intervenções nos momentos certinhos.
A produção sonora é ótima, feita no Big Easy Studio, e nas carrapetas, nada mais, nada menos que o legendário Waldemar Sorychta (que produziu Therion, Moonspell, Grip Inc, Enemy of the Sun, entre tantos outros), logo, o resultado não poderia ser outro. 
O CD é daqueles que se ouve com um babador por perto, porque a banda é de deixar o ouvinte de queixo caído. 
Abrindo,  Beneath a Blackened Sky, repleta de grandes variações rítmicas, com os vocais e a cozinha fazendo um trabalho muito bom, sendo os riffs muito empolgantes, e encontraremos os mesmos elementos em Where Light and Death Unite, onde há a presença de um belo violão flamenco; Reaper’s Edict é mais intensa e climática, usando menos da velocidade, onde encontramos um belo trabalho dos teclados e guitarras bem melodiosas à lá Maiden; Servants of the Nonexistent, onde o começo é o de uma música folk tradicional, e se mostra uma música também mais amena e embalada por forte clima denso, com vocais normais bem encaixados aqui e ali, fora ótimos solos de guitarra; The Scourge We Wield já pega um pouquinho mais de velocidade, as com peso e lindas intervenções de vocais femininos, e novamente, as guitarras se destacam bastante e a música empolga; About Fangs and Feathers é uma música focada em grandes quebradas de ritmo e em momentos amenos, onde o baixo aparece bastante, bem como uma condução de primeira da bateria; e Sway of the Stars, uma faixa onde agressividade, técnica e melodias se mixam de maneira harmônica, com algumas levadas no 1X1 na bateria, onde o trabalho das guitarras está simplesmente fantástico.
Um ótimo nome, uma grata surpresa, e mais um que irá pintar na lista dos melhores discos do ano de muitos.

Beneath A Blackened Sky

Tracklist:

01. Prologue 
Act I – Conduct 
02. Beneath a Blackened Sky
03. Where Light and Death Unite
04. Reaper’s Edict
Act II – Essence 
05. Servants of the Nonexistent
06. The Scourge We Wield
Act III – Ambition 
07. About Fangs and Feathers
08. Sway of the Stars


Formação: 

Jonas Reisenauer – Guitarras e vocais
Tobias Dahs – Guitarras 
Tom Heinz – Baixo 
Tobias Parke – Bateria 
Fabian Gocht – Teclados 


Contatos:


Reverence – When Darkness Calls (CD)



Razar Ice Records – Importado
Nota 9
Por Marcos Garcia

Já vimos, por toda história do Metal, que muitas vezes, quando bandas juntam membros já conhecidos, nem sempre a coisa dá certo, pois as expectativas de vermos ou algo na linha das bandas anteriores de seus membros, ou algo grandioso demais nos iludem, e tiram do grupo o direito ao erro. E isso é ruim, muito ruim.
Mas há um segundo grupo, onde super-bandas dão certo e mostram trabalhos dignos de nota, como é o caso do Reverence, que chega com seu disco de estreia, When Darkness Calls.
Aqui, temos um Power Metal de primeira categoria, pesado, sabendo equilibrar peso, melodia e técnica, bem como ser bem envolvente, e por um time de sujeitos que tem nas costas experiência: Todd Michael Hall já labutou no Jack Starr’s Burning Starr, projeto do conhecido guitarrista Jack Starr; Bryan Holland já fez parte do Arrest e do Tokyo Blade, lendas da NWOBHM; Pete Rossi, guitarrista, já tocou com Joe Stomp; Ned Meloni, das quatro cordas, também tocou no Jack Starr’s Burning Starr junto com Todd; e o batera Steve “Doc Killdrums” Wacholz passou pelo Savatage e gravou todos os álbuns da fase mais clássica da banda. Ou seja, currículo aqui não é problema.
O CD tem uma produção sonora de alto nível, onde a música que sai pelos falantes e forte e ríspida, mas ao mesmo tempo, melodiosa e bem estruturada, com excelentes vocais, guitarras maravilhosas sejam em bases pesadas e agressivas ou solos melodiosos, sem ter aquela velocidade que engana bobos, baixo e bateria formam uma zaga rítmica muito forte e pesada, sabendo variar bastante os andamentos e não servem apenas para segurar a linha de frente, mas são capazes de apresentar um trabalho diferenciado. A produção artística ficou muito bonita e evocando bastante a essência sonora da banda.
É um pecado digno de excomunhão metálica querer destacar esta ou aquela faixa, porque o nível da banda é muito alto, e cada canção tem vida e beleza próprios, mas para sentir como o CD é ótimo, podem começar por When Darkness Calls, uma faixa que começa bem devagar e pesada, para logo ganhar peso e ficar bem empolgante, com excelentes bases de guitarra e vocais ótimos, bem como solos fortes; as ótimas Bleed for Me e Phantom Road, ambas não muito velozes, mas bastante chamativas; Too Late, aquele típico Metalzão um pouquinho mais parado, com vocais se destacando bastante e com ótimo refrão; a grudenta Monster, onde Ned e Doc mostram serviço (e que serviço!); e a semibalada After the Leaves Have Fallen, com belos solos.
Ótimo disco, e é sério candidato a um dos melhores plays do estilo deste ano.

Too Late

Tracklist:

01. When Darkness Calls
02. Bleed for Me
03. Phantom Road
04. Devil In Disguise
05. Too Late
06. Gatekeeper
07. The Price You Pay
08. Monster
09. Revolution Rising
10. After the Leaves Have Fallen
11. Vengeance Is Mine


Formação:

Todd Michael Hall – Vocais
Bryan Holland – Guitarras
Pete Rossi – Guitarras
Ned Meloni – Bass
Steve”Doc Killdrums” Wacholz – Bateria


Contatos:

http://www.reverencemetal.com
https://www.facebook.com/Reverencemetal
http://www.youtube.com/ReverenceOfficial
http://www.reverbnation.com/reverenceofficial
http://twitter.com/#!/ReverenceMetal

Notícias - The Ultimate Music (06/07/2012)



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Theatres des Vampires oficialmente confirma show no Brasil


Cinco anos após bela performance de estréia no Brasil, a banda italiana Theatres des Vampires está de volta ao país. A produtora Beauty in Darkness orgulhosamente confirmou, até o momento, única apresentação para o próximo dia 23 de setembro (domingo), no Carioca Club, em São Paulo. O grupo Ravenland, ícone do gothic metal nacional, terá a responsabilidade de abrir a noite.

A turnê pela América Latina consiste nas seguintes datas:
Sep 20 - Moulin Rouge - Caracas, Venezuela
Sep 22 - Roxy Live - Buenos Aires, Argentina
Sep 23 - Carioca Club - São Paulo, Brasil
Sep 27 - Mega Artes - Guatemala City, Guatemala
Sep 29 - Teatro Matacandelas - Medellin, Colômbia
Sep 30 - Teatro Metro - Bogotá, Colômbia

Os ingressos para o show na capital paulistana já estão à  venda nas lojas Profecias e Hellion, na Galeria do Rock, e no site da Ticket Brasil, a partir de R$ 60,00.
Neste momento, Sonya Scarlet (vocal), Stephan Benfante (guitarra), Zimon Lijoi (baixo), Gabriel Valerio (bateria) e Fabian Varesi (teclado) estão em plena turnê de promoção do álbum Moonlight Waltz (2011).
O Theatres des Vampires tem 18 anos de carreira e ficou mundialmente famoso pela temática voltada ao lado oculto dos vampiros e sonoridade bombástica com elementos do Gothic Metal, música eletrônica e certa direção sinfônica.

Links relacionados:

Serviço SP

Theatres des Vampires no Brasil
Data: 23 de setembro de 2012 (domingo)
Banda de abertura: Ravenland
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2.899
Hora: 18h
Ingressos:
1º lote: R$ 60,00 (10/05/2012 à 10/08/2012), camarote: R$ 90,00
2º lote: R$ 75,00 (11/08/2012 à  22/09/2012), camarote:R$ 110,00
3º lote: R$ 90,00 (porta), camarote: R$ 140,00
Estudante – preço promocional: R$ 60,00.
Pontos de venda:
Galeria do Rock: Lojas Profecias             (11) 3333-2364       | Hellion             (11)33332364      
Ingresso online: Ticket Brasil - http://www.ticketbrasil.com.br
Imprensa: (13) 9161.6267 - press@theultimatemusic.com


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13 9161.6267

Próximas divulgções e suporte da The Ultimate Music - Press:
07/07 - NOFX + Bullet Bane – A Seringueira – SP/SP
13/07 - Shadowside – Teatro Guarany - Santos/SP
14/07 - Shadowside – Araraquara Rock Festival - Araraquara/SP
15/07 - Shadowside – Stonehenge Rock Bar - Belo Horizonte/MG
20/07 - Shadowside – Jack Music Pub - Bauru/SP
21/07 - Shadowside + The Agonist – Carioca Club - SP/SP
21/07 - Confronto + Matanza – República Music Hall, Taubaté/SP
29/07 - At the Gates + Confronto – Hangar 110 - SP/SP
10/08 - Ugly Kid Joe – Santana Hall - SP/SP
11/08 - Shadowside – 1° Pinhal Rock Music Festival - Clube Recreativo - Espirito Santo do Pinhal/SP
01/09 - Sepultura – Suzaninho - Suzano/SP
16/09 - Emilie Autumn – Inferno Club - SP/SP
23/09 - Theatre des Vampires – Carioca Club - SP/SP


Além dos shows, a The Ultimate Music - Press assessora as bandas Sepultura, Krisiun, Shadowside, Confronto e Hugin Munin. Para mais informações, acesse http://theultimatepress.blogspot.com.