11 de jul. de 2016

11/07/2016: News METAL MEDIA


Armahda: show No Gillans’ Inn comemorando a Semana do Rock


O ARMAHDA levará seu Metal recheado de História do Brasil para os fãs que forem ao tradicional Gillans’ Inn neste sábado, dia 16 de julho.

O evento conta ainda com a banda king Of Bones e o tributo ao Motorhead, No Class. O início está marcado para às 21h, o Gillan’s Inn English Rock Bar fica Rua Marquês de Itu, 284 (Vila Buarque) em São Paulo, capital.


Quem não acompanhou o lançamento de seu primeiro álbum, em 2013, o ARMAHDA chamou atenção não só do público como da mídia especializada. O disco está disponível em forma de lyric videos no Yutube e pode ser escutado aqui:


Recentemente o ARMAHDA lançou uma música inédita, também em forma de lyric video, ela se chama ‘The Last Farewell’ e presta tributo à memória da morte do imperador Dom Pedro II:



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Sinaya: confira as primeiras informações de sua turnê sul-americana


A SINAYA vem trabalhando firme para alcançar cada vez mais headbangers mundo afora e conseguiu fechar há pouco uma ótima turnê pela América do Sul.

Com datas ainda sendo negociadas, o primeiros shows já foram anunciados e a banda passará pela Bolívia e Peru, neste último em um grande festival com Primal Fear e Rhapsody Of Fire no lineup, mais detalhes serão anunciados em breve.

“É uma oportunidade imensa não só para a banda, mas para mostrarmos mais uma vez a capacidade do Metal nacional pelo nosso continente. Estamos muito felizes em representar o Brasil e mostrar nossa música!”


Mais informações e datas serão anunciadas em breve. Não deixe de acompanhar pelo fabebook oficial do grupo: www.facebook.com/sinayaofficial

ATENÇÃO: Lembrando que a SINAYA precisa da ajuda de todos para conseguir fundos para esta viagem. Todos sabemos que não é fácil levar uma banda no Brasil e as meninas contam com a ajudar de todos que puderem participar de seu FINANCIAMENTO COLETIVO que acabam de lançar.

Vale salientar que não é uma doação. Toda cota adquirida será paga com um prêmio (que depende do valor investido), ou seja, você ajuda a banda, ajuda o Metal nacional a continuar expandindo e ainda recebe uma recompensa.

Para ajudar com qualquer um dos valores disponíveis na página, visite: https://www.catarse.me/sinayasudamerica


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Darkship: show de lançamento de sua cerveja é neste fim de semana!


Tudo pronto para o DARKSHIP lançar de forma oficial sua Stout Beer artesanal em um show especial na cidade de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul.

A festança acontece nesta sexta-feira, dia 15 de julho no Clube Cruzeiro. O evento começa às 23h e conta como banda convidada a Electric Jack. Saiba tudo sobre pelo link: www.facebook.com/events/1198218410197098/

A cerveja do DARKSHIP é uma artesanal Stout Beer muito especial. O grande diferencia é o sabor de chocolate com café desenvolvido por Vagner Chies deixando um toque mais exótico e encorpado para essa Darkbeer. Outro atrativo é o lindo rótulo criado pelo artista Carlos Fides, que foi também o responsável pela capa do novo álbum do grupo.


Além da cerveja, o DARKSHIP segue divulgando seu álbum ‘We Are lost’, que vem sendo positivamente bem recebido pelos fãs e pela mídia especializada.

‘We Are Lost’ conta com dez músicas e capa feita pelo artista Carlos Fides, da Artside Studio (Evergrey, Noturnall, Shaman, Almah). A primeira música retirada do trabalho, ‘Frozen Feelings’, ganhou um videoclipe dirigido por Douglas Castilhos Coutinho.


Todo o material oficial do grupo pode ser comprado diretamente pelo link: https://goo.gl/Fwj56n


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Syren: tocando no festival Roquealize-se; entrada gratuita!


O SYREN é uma das bandas que se apresentarão na nova edição do festival carioca Roquealize-se, que já está em seu terceiro ano.

O festival, que conta com o apoio da prefeitura, tem entrada FRANCA. Ele acontece no dia 16 de julho, este sábado, na Praça XV de Novembro – Marechal Hermes – e tem início marcado para às 16h.


Além do SYREN, as bandas Cara de Porco, Intrépida, No Trauma e Nove Zero Nove também se apresentam no dia. Todas as informações podem ser conferidas pelo link: https://www.facebook.com/events/115618212196237/

A Locomotiva mais Metal do Brasil segue compondo novo material e divulgando ‘Motordevil’, lançado em parceria com a Shingami Records, e está disponível para shows em todo o Brasil. Produtores podem entrar em contato direto com o SYREN.

Para comprar o material oficial do grupo, basta entrar em contato diretamente com a banda por e-mail ou Facebook, ou pelo site: www.officialsyren.com


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Angry: entrevista para a Roadie Crew de julho


O ANGRY está na seção Cenário da nova edição da Roadie Crew, edição essa voltada especialmente ao Thrash Metal.

Em entrevista conduzida pelo colaborador Leandro Nogueira Coppi a banda fala sobre seu primeiro álbum, ‘Future Chaos’, seu lançamento no Brasil e no exterior, a recepção positiva do disco e o que vem por aí.

A edição é a número 210. Para mais informações e como adquirir a sua, visite: www.roadiecrew.com.br

Já se preparando para um novo trabalho, o ANGRY disponibilizou há pouco tempo seus dois mais recentes lançamentos para audição gratuita em seu canal oficial no YouTube. Estamos falando do EP ‘Only Lies’ e do premiado debut álbum ‘Future Chaos’.

Para ouvir ‘Only Lies’ completo:


Para ouvir ‘Future Chaos’ completo:


Quem preferir também pode ouvir cada uma das músicas separadamente, visite o canal oficial do grupo e aproveite:


Contato para shows e merchandise: bandaangry@gmail.com

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Tellus Terror: impressionando gravadora russa!


“‘Quem ousa vence’ é um velho ditado norte-americano, então o TELLUS TERROR é um grande vencedor, sem dúvidas!” É com essa frase que a gravadora russa Traumbaum Records finaliza um texto criado para apresentar o grupo carioca em seu país.

A gravadora, responsável pela distribuição de ‘EZ Life DV8’ pelo país, realmente ficou impressionada com a qualidade dos brasileiros e, entre outras palavras, declarou:

“E do Brasil, aparece, agora, para todo o mundo ver e ouvir: ‘EZ Life DV8’, do sexteto TELLUS TERROR, da cidade de Niterói (no estado do Rio de Janeiro), é um álbum que no futuro provará que é um clássico. Não o papai aqui não está bêbado, tendo delírio com drogas (eu não uso), porque a banda, ousando usar um conceito totalmente novo em termos de Metal (MMS, que significa Mixed Metal Syles), misturando tudo o que você pode pensar em um caldeirão quente e energético, e explode em um novo conceito, apontando um novo caminho para o futuro. As fronteiras e limites foram destruídas ao pó por eles, os portões estão finalmente abertos, então vamos direto para o futuro!”

O texto segue recheado de louvores e pode ser conferido por completo no link (em inglês): http://www.traumbaum.de/ru/component/content/article/11-releases-archive/138214-tellus-terror-ez-life-dv8.html

Os brasileiros criadores do termo MMS continuam lutando pelo seu espaço e seguem ganhando seu reconhecimento mundo afora. Agora é esperar para ver o que o TELLUS TERROR está preparando para o novo trabalho.

Enquanto o disco novo não vem, confira o novo clipe lançado pelo grupo. A música escolhida é ‘Bloody Vision’, retirada de ‘EZ Life DV8’. Na gravação foi utilizada toda a gigantesca infraestrutura do Tellus Studio e a experiência de uma das principais produtoras de vídeos do Brasil: CS Music Videos. O clipe foi gravado em três “espaços” diferentes: ao vivo no estúdio, com fundo preto e com o famoso chroma key.



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Fonte: Metal Media

​Conheça o novo projeto: DEFIANCE BROTHERS


Nasce um novo projeto que visa homenagear bandas que são influências musicais incomuns de quatro músicos e amigos, Felipe Andreoli (Angra), Jean Patton (Project46), Edu Garcia (John Wayne) e Thiago “Monstrinho” (Worst).

A ideia começou lá por 2003, quando Edu conheceu Jean e cogitaram a hipótese tocar alguns covers de bandas que curtiam para estudar, músicas que os desafiavam tecnicamente.

Com gostos em comum, Felipe Andreoli e Thiago “Monstrinho”, juntam-se ao time que deu origem ao projeto DEFIANCE BROTHERS.

“A princípio seria apenas um projeto sem estender muito além de dois vídeos, mas a vibe foi tão legal que resolvemos seguir em frente e planejar mais sons e, quem sabe, fazer um show. Grandes músicos e amigos se juntam para homenagear grandes bandas que nos desafiam musicalmente, nos unindo em prol de uma coisa: AMOR PELA MÚSICA! ” - diz Edu Garcia.


A banda lança o primeiro vídeo com a música The Underground in America do Pantera e prepara para agosto o segundo vídeo do quarteto. 


Link do vídeo: 


Canal no Youtube: https://goo.gl/11113Q
E-mail p/ contato: defiancebrothers@gmail.com


Fonte: Hoffman & O'Brian
A/C Damaris Hoffman

MAYHEM: quarteto apresenta seu disco polêmico na cidade do RJ em Outubro

Banda comemora os 22 anos de um dos discos mais malditos da história no metal

Uma das bandas mais emblemáticas do black metal mundial retorna ao Brasil em Outubro, e dessa vez a cidade do Rio de Janeiro não ficará de fora, já que a banda confirmou sua ida no dia 08/10, no Teatro Odisséia (veja serviço abaixo!). E o show será mais que especial, já que os noruegueses vão tocar na íntegra o polêmico “De Mysteriis Dom Sathanas”, lançado há 22 anos atrás.

“De Mysteriis Dom Sathanas” pode ser considerado um divisor no termo black metal, já que após ele – que possui toda uma mística com um enredo bizarro envolvendo os integrantes – o gênero nunca mais foi o mesmo. No disco, constam em seu lie up, os integrantes, Euronymous (Øystein Aarseth, guitarra) e Count Grishnackh, hoje em dia, mais conhecido como Varg Vikernes (Kristian Vikernes, baixo, Burzum) . Euronymous foi simplesmente assassinado por Varg, gerando uma das histórias mais bizarras do underground metálico. Tudo isso, antes mesmo de ““De Mysteriis Dom Sathanas” ter sido lançado... Dessa época doentia, estão na banda, atualmente, Hellhammer (Jan Axel Blomberg, bateria) e Attila Csihar (vocal).


E as polêmicas envolvendo “De Mysteriis Dom Sathanas”, começaram antes mesmo desse “assassinato”, com o suicido do vocalista Dead (Per Ohlin), em 1991 – ele é o responsável por algumas das letras das músicas desse disco. Dead cortou os pulsos e garganta e então atirou contra a própria cabeça, usando uma espingarda. Ele deixou uma carta de suicídio, na qual “se desculpava por ter usado a arma dentro de casa”, finalizando com "Desculpe pelo sangue". Seu corpo foi encontrado por Euronymous. Antes de chamar a polícia, ele foi até uma loja, comprou uma câmera com a qual fotografou o corpo. Uma dessas fotos foi posteriormente usada como capa do bootleg ao vivo “Dawn of the Black Hearts”. Dead tinha o hábito de enterrar suas roupas de shows, para ficar com cheiro de “morto” nas apresentações. Dizem por aí que Hellhammer pegou um dos pedaços do crânio do amigo – que se espalharam pelo quarto – e fez um colar...

Ou seja, difícil acreditar que haja disco mais “black metal” que “De Mysteriis Dom Sathanas”!

A formação atual, traz além do vocalista Attila e do baterista Hellhammer, Necrobutcher (Jørn Stubberud, baixo, e um dos fundadores da banda, que esteve fora apenas do “De Mysteriis...”), Teloch (Morten Bergeton Iversen, guitarra) e Charles Hedger (guitarra)


Veja um pequeno teaser dessa tour, que terá pouquíssimos shows:


O último álbum de estúdio se chama “Esoteric Warfare” e foi lançado em 2014.




SERVIÇO:


A lenda do Black Metal MAYHEN de volta ao Rio de Janeiro e desta vez tocando seu clássico disco "De Mysteriis Dom Satanas" na íntegra.

Dia 08/10/2016 (Sábado)
Local: Teatro Odisséia - Avenida Mem de Sá, 66 - Lapa
Cidade: Rio de Janeiro/RJ
Horário: 18h

***Os valores dos ingressos serão divulgados na próxima semana!

Pontos de venda: (também estão à venda os ingressos do Rotting Christ no RJ)
(AS VENDAS COMEÇAM NA SEGUNDA QUINZENA DE SETEMBRO!)

Blizzard Records:
Stand 8 Rua Pedro Lessa, Centro / RJ.
Contato: 98693-6051 (Marcio Alexandre)

Sempre Música (Catete): 2323-6121
Hard n Heavy (Flamengo): 2552-2449
Headbanger (Tijuca): 2284-1034
Underground Rock Wear (Bangu):
Av.Santa Cruz 4396 (perto da estação de Bangu)
Alley (Madureira): 2450-4611

Ingressos online pela: Sympla

MENOR DE 18 ANOS SÓ ENTRA ACOMPANHADO DE UM RESPONSÁVEL!

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A/C ​Luciano Piantonni - Director

ANIE: Junior Carelli e Fernando Quesada são condecorados embaixadores da música brasileira em Oklahoma (EUA) e lançam videoclipe


Os fãs da boa música no Brasil tem mais um motivo para se sentirem orgulhosos com nossos talentos. Os músicos brasileiros Junior Carelli (teclado e vocal) e Fernando Quesada (baixo e vocal) foram condecorados embaixadores da música brasileira em Oklahoma, nos Estados Unidos, após passagem pela cidade com o projeto ANIE.

No início do ano os músicos tiveram a honra de serem condecorados embaixadores da música brasileira no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, e no mesmo dia gravaram uma música e videoclipe em homenagem a cidade.

Em uma manhã na cidade de Tulsa, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, os dois olharam para a janela e viram um cenário muito característico de neve, inspirando a dupla a contar sobre o momento que estavam passando, motivados a sempre olhar para frente. Em menos de meia hora, Junior e Fernando compuseram no quarto de hotel a canção e imediatamente partiram para a gravação do vídeo, aproveitando para homenagear toda cultura country rock da cidade. “A música conta sobre não sermos definidos simplesmente por nosso passado, mas sempre buscar inspirações para escrevermos melhor o nosso futuro”, disse em comunicado oficial Junior Carelli e Fernando Quesada.

Veja o vídeo: 


No projeto ANIE, todas as músicas são tocadas com piano, violão de 12 cordas e 2 vozes, fazendo com que seja um clima intimista e autêntico nas execuções. A produção do áudio e vídeo, além de toda a composição e arranjo, foi feita por Junior Carelli e Fernando Quesada, mostrando mais uma grande produção dentro do mercado independente. “Queremos mostrar algo novo e diferente, mas também esse tipo de música é algo que gostamos bastante e escutamos no nosso dia a dia sempre. São músicas para escutar em diversos lugares e nosso modelo de trabalho mescla bastante o áudio e vídeo, o que é bem moderno e atual”, disse o baixista Fernando Quesada.

A dupla irá realizar a sua primeira turnê em agosto de 2016 em diversas regiões do Brasil ao lado dos cantores Gus Nascimento e Thiago Bianchi (Noturnall e Shaman). “A história do ANIE começou fora do Brasil, quando em uma turnê com outro projeto pelos EUA, a dupla conheceu uma gravadora, que buscava um som acústico, se interessou em ouvir as composições e decidiu lançar no território americano como um projeto internacional. Chegando no Brasil, nós começamos a compor e trabalhar e também fechamos parceria de lançamento com a América Latina e com um dos principais canais de vídeos do mundo, a VEVO”, disse o tecladista Juninho Carelli.

Mais informações:

Site Oficial – http://www.anieband.com/

10 de jul. de 2016

JACKDEVIL - BACK TO THE GARAGE (Compilação)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Músicas:

1. Thrash or Die                
2. Violent Invasion           
3. Road to Hell                   
4. Under the Metal Command               
5. The Chaos Never Stops                    
6. Faster Than Evil                       
7. Flashlights                     
8. Bastards in the Guillotine                  
9. Scream for Me               
10. Night of the Killer                   
11. Rito de Satán


Banda:

André Nadler - Vocais, Guitarras
Ric Mukura - Guitarras
Renato Speedwolf - Baixo
Filipe Stress - Bateria

Contatos:



E os Cangaceiros do Speed/Thrash Metal nacional não parecem mesmo dispostos a parar!

Sim, os Speed Demons do JACKDEVIL voltam com mais um lançamento, quase exatamente um ano após lançarem "Evil Strikes Again", eles voltam com "Back to Garage", lançado no final de Junho pela Urubuz Records.

No caso, "Back to the Garage" nada mais é que uma compilação, trazendo as faixas da Demo "Under the Satan Command" (de 2012) e do EP "Faster Than Evil" (de 2013). Mas mesmo assim, é um enorme favor que nos é feito, uma vez que encontrar os CDs físicos deles já estava quase impossível. Ou seja, só isso por si já torna este CD um item obrigatório, mas ainda existem surpresas extras.

Aqui, vemos e ouvimos o como o JACKDEVIL é fiel à sua proposta musical desde que começaram no já distante 2012, em São Luís (MA), mas ao mesmo tempo, também mostra como o quarteto foi ficando mais coeso e maduro com o passa dos anos. E isso, ouvindo os discos em seqüência, é algo que fica bem claro.

A apresentação do CD é um Digipack belíssimo, cuja capa apresenta uma figura que mostra a junção dos ícones das capas de ambos os lançamentos, mas sob uma arte totalmente nova. O encarte busca ser fiel aos dos originais, apenas com um layout melhorado, com as letras das músicas e pequenas biografias falando de cada um dos discos, de suas respectivas épocas. Um trabalho bem feito por Wanderley Perna e André Nadler (layout) e Jader Sds (arte de capa). Isso sem falar que a vontade de transformar os dois em um CD só foi fruto da produção executiva de Márcio Gonçalves.

Sobre as músicas, pouco é necessário dizer que este autor já não tenha escrito. Poder ver as resenhas de ambos nos links abaixo:



Mas ainda há um bônus muito interessante: "Rito de Satán", que nada mais é que a versão em espanhol de "Satan's Rite", uma das músicas de "Evil Strikes Again". E digamos de passagem, ficou tão boa como a original em termos musicais. Os arranjos não mudam muito, mas é interessante ver a banda usando a língua de nossos países vizinhos, buscando uma maior penetração no mercado Sul-Americano.

No mais, "Back To Garage" merece aplausos. E aproveitem, pois só tem 1000 cópias dele disponíveis!

9 de jul. de 2016

ROADIE METAL VOL. VII (coletânea)


2016
Independente
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Músicas:

CD 01:

1. SYREN - "Motordevil"
2. TROPA DE SHOCK - "Inside the Madness"
3. VÁLVERA - "Cidade em Caos"
4. DOLORES DOLORES - "I Was Wrong"
5. UNDERLOAD - "Let It Go"
6. MAKINÁRIA ROCK - "Eleição ou Gozação"
7. HERYN DAE - "Heryn"
8. OVERHEAD - "Overhead"
9. NORMANDYA - "Lost Seasons"
10. FENRIR'S SCARS - "Downfall"
11. BLESSED IN FIRE - "Blessed in Fire"
12. APEYRON - "The Dance of Fire"
13. S.I.F. - "Puritania"
14. GRAVIS - "Ladrão"
15. VATE CABAL - "A Extração da Pedra da Loucura"
16. UNDERHATE - "Revolution Day"
17. EDUARDO LIRA - "Sunrise"


CD 02:

1. VOODOOPRIEST - "Juggernaut"
2. MONSTRACTOR - "The 4th Kind"
3. FORKILL - "Let There Be Thrash"
4. KRYOUR - "Chaos of My Dream"
5. CRIMINAL BRAIN - "Victim"
6. HANDSAW - "Supreme Being"
7. DYING SILENCE - "Sem Concerto"
8. DEMOLITION - "Infected Face"
9. DEADLINESS - "Guerreiros do Metal"
10. HELLMOTZ - "Wielding the Axe"
11. DEATH CHAOS - "House of Madness"
12. MELANIE KLAIN - "Lavagem Celebral"
13. PSYCHOSANE - "Road"
14. AS DO THEY FALL - "Nemesis"
15. DIOXINA - "Sombras"
16. HEAVENLY KINGDOM - "Hungry Misery and Pain"
17. SOUTH HAMMER - "Harley My Motorcycle"
18. CRUSH - "Pedrada"


Contatos:


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


As coletâneas no Brasil ainda são uma ótima forma para bandas mais novatas chegarem aos ouvintes. Isso porque, em geral, as pessoas acabam ouvindo bandas menos conhecidas que entram no pacote junto com outras de maior expressão. E isso é ótimo, pois todos saem ganhando: as bandas grandes ganham mais divulgação, as pequenas se tornam mais conhecidas, e o selo possui um belos feedback.

Nesse ponto, a já tradicional série ROADIE METAL sempre ajuda bastante, especialmente porque o volume 7, que acaba de sair, nos trás algumas surpresas muito boas.

O formato usado é o que está descrito acima: algumas bandas de mais nome, e calejadas, ajudam as mais novas a ganharem projeção.

No caso deste volume, gigantes como SYREN, TROPA DE SHOCK, VOODOOPRIEST, MAKINÁRIA ROCK e FORKILL chamam a atenção, e assim, ajudam outras menos conhecidas.

Um traço que fica evidente logo de cara: existe uma assimetria entre os dois discos. No CD 1, temos bandas mais focadas no Metal tradicional, no Hard Rock clássico, no Groove Metal e no Rock'n'Roll, enquanto o CD 2 é o ataque mais extremo, com bandas de Thrash Metal e Death Metal.

A qualidade das gravações varia bastante, o que é óbvio, e como já citei outras vezes, cada banda investe como pode, e sabe como quer que sua música soe, logo, esta discrepância é mais que normal.

Em termos de cada banda, deixamos claro de cara: falar do SYREN com "Motordevil" (um puta Heavy tradicional moderno, cheio de melodias, com um trabalho ótimo de guitarras e vocais, sem desconsiderar a base rítmica sólida do grupo), do TROPA DE SHOCK com "Inside the Madness" (outra com um lado Metal tradicional moderno evidente, cheio de boas doses de agressividade e também com vocais absurdos, guitarra roncando em riffs hostis, e base rítmica pesada e variada), do MAKINÁRIA ROCK e a inédita "Eleição ou Gozação" (pois não consta em nenhum disco da banda, e é aquele Rock sujo e cru de primeira, cheio de riffs raivosos e uma cozinha rítmica bruta, e vocais de primeira), do VOODOOPRIEST com "Juggernaut" (vinda do primeiro EP da banda, uma voodoozagem Thrash/Death furiosa, cheia de riffs raçudos, cozinha rítmica perfeita e vocalizações mais que perfeitas, já que Vitor é um dos melhores do Brasil no gênero) ou do FORKILL em "Let There be Thrash" (faixa ainda inédita em disco, um Thrash Metal furioso, com andamento mais lento, recheado de guitarras fantásticas, vocais à lá Lemmy com garganta infeccionada, e baixo e bateria em grande desempenho) seria não fazer justiça às outras bandas, logo, já falo delas em separado.

Assim, do CD 1, destacamos o excelente trabalho do VÁLVERA em "Cidade em Caos" (um Metal tradicional cheio de influências do Thrash Metal, apresentando riffs de primeira), a sujeira melodiosa do DOLORES DOLORES  "I Was Wrong" (cheia de melodias ganchudas nos riffs, e vocais ótimos), o Rock sujo e doido do OVERHEAD em "Overhead" (que apesar do título, é cantada em português, cheia de swing e feeling, com baixo e bateria dando um show de peso), o Metal tradicional à lá NWOBHM do APEYRON em "The Dance of Fire" (a banda tem muito potencial, apresentando melodias ótimas, mas precisam melhorar em termos de qualidade de gravação, pois ficou cru demais para a música deles), e o Hard'n'Roll de EDUARDO LIRA na instrumental "Sunrise" (acessível, pegajoso, mas pesado e cheio de arranjos musicais de primeira, especialmente nas guitarras).

Como dito antes, no CD 2 a porradaria estanca!

Os destaques são a fúria Thrash do MONSTRACTOR em "The 4th Kind" (esbanjando técnica, peso e energia, com riffs bem dinâmicos e vocais à lá urso de primeira), a raiva Death/Grindcore do HANDSAW em "Supreme Being" (muita técnica e esporro sonoro, especialmente pelo trabalho excelente de vocais e bateria), os Thrashers do DEMOLITION em "Infected Face" (ainda com a voz do antigo vocalista da banda, Augusto Zenn, mas a faixa é ótima, agressiva, com andamentos muito bons, mostrando como o trabalho de baixo e bateria é de primeira), a raiva incontida do DEADLINESS em "Guerreiros do Metal" (vocais muito legais, mas como essas guitarras roubam a cena, com riffs absurdos), o Thrash/Groove do HELLMOTZ em "Wielding the Axe" (forte e com aquele Groove moderno acentuado, envolto por guitarras ferozes), a agressividade Death Metal rasgada do DEATH CHAOS em "House of Madness" (com um andamento mais cadenciado, evidencia-se a força da base rítmica, e a banda alterna momentos agressivos e outros mais terrorosos, mostrando a versatilidade de seu vocalista), o Thrashcore raivoso do MELANIE KLAIN em "Lavagem Cerebral" (cheio de influências do Hardcore, onde as guitarras roubam a cena), e o arrasador de pescoços do DIOXINA com "Sombras" (outro Thrash Metal bruto, que faz as paredes tremerem com a força de sua música, onde as guitarras estão excelentes).

Como sempre, é preciso dizer que as bandas que não foram citadas na resenha também estão com trabalhos muito bons, algumas necessitando apenas de lapidar melhor suas composições, ou de uma gravação mais bem feita. De resto, todas estão muito bem e merecem aplausos.

Lembro o caro leitor que a coletânea ROADIE METAL é para distribuição gratuita (ou em outras palavras, é 0800, meus caros), só bastando sintonizar o programa Roadie Metal, apresentado por Gleison Júnior (idealizador da coletânea, apresentador do programa e responsável pela Assessoria Roadie Metal) todas as quintas-feiras, das 20h30min até as 23h00min, e aos sábados, das 14h40min às 16h15min, sempre ao vivo, no seguinte link: 



Vai lá, e assegure sua cópia, oras!


SUNRUNNER - HELIODROMUS (Álbum)


2016
Minotaur Records
Importado

Nota: 9,0/10,0


Músicas:

1. Dies Natalis Soli Invictus
2. Keepers of the Rite
3. Corax
4. The Horizon Speaks
5. Star Messenger
6. The Plummet
7. Technology's Luster
8. Passage
9. Heliodromus


Banda:

David Joy - Baixo, vocais
Joe Martignetti - Guitarras, violão, bouzouki, flauta, vocais
Ted MacInnes - Bateria, percussão, vocais


Contatos:

Bandcamp
Som do Darma (Assessoria de Imprensa)

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Sabe quando um disco te surpreende na primeira ouvida, de uma forma que você não tem muito bem como explicar?

Pois é, é isso que o trio norte-americano SUNRUNNER, de Portland, nos faz sentir quando colocamos "Heliodromus" para tocar.

O trio faz uma mistura ótima de Metal tradicional com Rock Progressivo de uma forma em que temos algo mais pesado, orgânico e visceral do que as bandas de Prog Metal. Talvez porque, apesar de terem uma boa técnica instrumental individual, o forte do grupo é o conjunto, onde cada um contribui de sua forma para montarem canções pesada e intensas, com muita energia e elegância. Entre suas influências mais claras, temos BLACK SABBATH (por conta do peso constante) e RUSH (devido à fusão de Rock Progressivo e Metal de uma maneira pesada e bem orgânica). É bem diferente mesmo do que se faz por aí em termos de Prog Metal atualmente.

Em termos de produção, a banda foge da limpeza das bandas de Prog Metal atuais, buscando algo um pouco mais orgânico e que remeta aos anos 70, sem contanto perder a clareza moderna. É um trabalho bem feito de Jimmy Martignetti (mixagem) e Pat Keane (masterização).

A arte da capa vai direto de encontro com as letras esotéricas do grupo, que Jan Barlow soube captar muito bem, e esta gravura é chamada "Song of the Earth".

Elegante sem ser esnobe; orgânico sem ser exageradamente cru; o SUNRUNNER conseguiu um ponto de equilíbrio interessante, mesmo porque a banda não fica apenas na fusão de Metal com Rock Progressivo. Há momentos em que a música Folk aparece (como em "The Plummet"), e isso sem mencionar a presença de flautas, violinos (cortesia da convidada Sarah Mueller), uds (tocados por Amos Libby), bouzouki e outras surpresas que só fazem enriquecer o trabalho do trio.

Melhores momentos:

"Keeper's of the Rite" - Uma música cheia de energia, melodias à lá NWOBHM, e com ótimo trabalho de vocais e backing vocals (corais e refrão de primeir), sem desprezar o trabalho das guitarras de forma alguma.

"Corax" - Muito pesada, com riffs de guitarra à lá BLACK SABBATH e uma estética Progressiva crua com jeitão de YES, mas que ganha uma pegada mais intimista, mostrando a versatilidade do grupo em uma canção.

"Star Messenger" - A força do Metal, a técnica do Rock Progressivos e a maciez sutil do Jazz se misturam, se alternam de uma forma que nos surpreende. E nessa canção, vemos como baixo e bateria são técnicos e sabem manter uma base rítmica intensa e pesada.

"The Plummet" - Flautas, uds, bouzoukis e vocais de primeira adornam esta faixa com clara influência da música Folk. E os toques de classe dados pelos violinos e violões são algo soberbo.

"Technology's Luster" - Esta é mais rápida e moderna, com uma pegada bem mais voltada ao Rock'n'Roll e muita acessibilidade musical. Mas temos alguns momentos mais intrincados. No geral, os vocais estão de primeira, e as guitarras mostram sua versatilidade.

"Heliodromus" - Aqui, toda veia técnica e progressiva do trio fica exposta, pois em 20 minutos de duração, o número de mudanças rítmicas, momentos técnicos, é absurdo. Nem temos como dizer qual dos instrumentos se destaca, pois a banda como um todo está fantástica.

"Heliodromus" não é somente um excelente disco, mas mostra uma forma alternativa de se fazer Prog Metal. E digamos de passagem: o SUNRUNNER é uma bandaça de primeira!



WITCHOUR - THE HAUTING (EP)


2016
Independente
Importado

Nota: 9,0/10,0

Músicas:

1. Feel the Unknown
2. The Hunger
3. The Hammer
4. Conjure Thy Will


Banda:

Alejandro Souza - Vocais
Ezequiel Catalano - Guitarras
Federico Rodriguez - Guitarras
Fernando Paleari - Baixo
Javier Cuello - Bateria

Contatos:



Cada vez mais, o Brasil toma conhecimento da força de seus vizinhos na América do Sul em termos de Metal. Se enquanto bloco econômico o Mercosul naufraga, em termos de Metal vemos uma invasão de bandas de vários hermanos nossos. E da Argentina, que já nos deu tantas bandas boas, vem o WITCHOUR, um quinteto de primeira, que chega com seu EP, "The Haunting".

Basicamente, o grupo faz um mix muito bom entre o Technical Death Metal melódico já conhecido de todos, mais alguns vocais limpos aqui e ali que são de primeira. Mas não pense que eles não sabem ser agressivos, muito pelo contrário: a agressividade é enorme, chega causar dor nos ouvidos dos menos acostumados. E isso fora falar do lado técnico privilegiado, melodias bem encaixadas, e um trabalho coeso e intenso. As influências não poderiam ser melhores: IN FLAMES e SOILWORK, mas cuidado, pois nossos hermanos têm uma personalidade muito forte e clara.

A produção ficou em um nível muito satisfatório, ainda mais sabendo que é um trabalho independente.

Gravado nos Absolute Studio (exceto os vocais, que foram gravados no PGM Studio), a produção é do próprio quinteto, junto com Ivan Iñiguez, que ainda reamplificou o som das guitarras, mixou e masterizou as música. Resultado: uma sonoridade intensa, pesada e moderna, com um nível de clareza instrumental muito bom, sem contar que a escolha dos timbres foi muito cuidadosa, pois a música consegue soar clara e agressiva ao mesmo tempo.

Já a parte gráfica é um trabalho de primeira de Cristian Trefny, da Diabolus in Graphica. É chamativa, sedutora e bem agressiva, ou seja, traduz para o visual a música desse quinteto insano.

Vocais urrados que contrastam com outros limpos, guitarras com riffs sólidos e solos bem feitos, baixo e bateria coesos e formando uma cozinha rítmica técnica. E misturando tudo isso, temos essa música pesada e azeda até os ossos, mas sempre de bom gosto. E nossos hermanos mostram que sabem o que querem em suas quatro músicas.

"Feel the Unknown" - Uma brutalidade opressiva, cheia de mudanças de ritmo e com belos vocais limpos (que estariam com timbres mais próximos do BORKNAGAR do que para bandas de Metalcore). E como baixo e bateria mostram sua técnica muito bem aqui.

"The Hunger" - Azeda, introspectiva e com um andamento cadenciado de primeira, mas logo os tempos dão uma acelerada. E as guitarras se alternam entre riffs mais agressivos e outros mais melódicos, fora solos muito bem feitos (e nada convencionais).

"The Hammer" - Esta apresenta muita adrenalina e velocidade, com bumbos duplos bem técnicos, vocais que alternam timbres de rasgados de primeira. Mas as mudanças de ritmo são sempre muito bem feitas, com técnica sóbria e muito peso.

"Conjure Thy Will" - Majoritariamente, os tempos são medianos, embora as mudanças rítmicas sejam constantes. Ou seja, temos uma canção com a técnica instrumental sendo fator dominante. Mas o peso é bruto, e a qualidade musical é de alto nível. Reparem como esses dois guitarristas evoluem muito bem o tempo todo.

O WITCHOUR é uma grata revelação do Metal Sul Americano. E espero que estejam com planos de virem ao Brasil em breve, bem como um álbum esteja bem próximo.

Mas até que o disco chegue, "The Haunting" é para ser ouvido muitas vezes seguidas, e pode ser ouvido e baixado no perfil da banda no Bandcamp.

Ah, sim: agradecimentos à Metal Media Management por permitir que este EP chegasse até nossas mãos para a resenha!