27 de jun. de 2016

GUERRILHA - SANGUE, LÁGRIMA E SUOR (Álbum)


2016
Independente
Nacional

Nota: 9,0/10,0


Músicas:

1. Fora do Eixo
2. Guerrilha
3. A Culpa é de Vocês
4. Rota de Fuga
5. Tráfico de Influências
6. Groove da Pesada
7. Falsos Valores
8. 13-Jun-13
9. Vida de Cão
10. Lembranças


Banda:

Kbça - Vocais
Jimmi - Guitarras
Punk - Baixo
Nicolas - Bateria


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Nas profundezas do underground brasileiro, existem valores que necessitam de nossa atenção. Existem bandas e bandas que andam fugindo dos modelos, buscando fazer algo mais diversificado, criando e abrindo possibilidades novas. E são essas que levam a tocha do Metal e Rock como um todo adiante.

E como é legal ver uma banda como o GUERRILHA, de São Paulo, destroçando barreiras de forma furiosa com sua música. Basta uma conferida em "Sangue, Lágrimas e Suor", primeiro disco da banda.

O maior valor do quarteto é justamente buscar a fusão de vários estilos em uma sonoridade única. Rap, Hip Hop, Funk'O Metal, Hardcore, pitadas de Industrial e muita agressividade anárquica fazem parte do que esta banda cria em formato musical. Mas longe de ser algo gratuito, é bem feito, trabalhado com esmero e poderia ser comparado musicalmente à banda como RAGE AGAINST THE MACHINE, INFECTIOUS GROOVES e com um pouco a opressividade sonora do BODY COUNT, apenas mais diversificado que estes.

Em termos de produção sonora, o grupo acertou a mão.

Daniel de Sá, do Estúdio GR, teve dois anos para trabalhar com o grupo, e conseguiu balancear muito bem a limpeza necessária (para que o Groove e as partes "funkeadas" aparecessem bem), bem como a sujeira essencial para que o som do quarteto não perdesse sua crueza underground. Está bem feito, e com um impacto sonoro caótico.

Em termos artísticos, a capa ficou muito legal, antenada com a proposta lírico-musical do GUERRILHA. É uma apresentação mais simples, mas funcional e direta.

O grupo soube criar suas músicas, arranjar tudo de forma bem espontânea, sem deixar que a energia crua e agressiva do grupo fosse perdida. E é interessante ver/ouvir uma banda assim no Brasil. Aliás, é ótimo saber que tem gente com esse tipo de trabalho diversificado por aqui, com coragem de mandar limites às favas e obedecer apenas à própria criatividade.

A levada grooveada e acessível de "Fora do Eixo" (com um trabalho de baixo e bateria de primeira, já que aqui, vemos a crueza das guitarras do Punk Rock se juntar bem às melodias do Rock, fora um trabalho ótimo dos vocais e um refrão de primeira), o peso azedo e denso de "Guerrilha" (riffs pesado, mas a fúria do Rapcore surge em muitos momentos, com baixo mostrando força e importância, fora um solo de guitarra inspirado), a força do Punk Rock e seu despojo surge com força em "A Culpa é de Vocês" (uma canção bem ríspida, onde a bateria se apresenta muito bem), "Rota de Fuga" e seu jeito acessível, cheio de melodias de fácil assimilação e baixo e bateria muito bem na base rítmica (fora backing vocals bem legais), o lado mais cheio de groove intenso e sujo se alternando com momentos limpos em "Tráfico de Influência", "Rota de Fuga", onde o baixo mostra toda sua técnica funkeada sem pudores e cria momentos de bom gosto (com muitos slaps); a ira Rapcore que retorna em "Groove da Pesada" e em "Falsos Valores", a cadência que goteja revolta anárquica em "13-Jun-13" e seus arranjos de baixo e bateria de primeira, o peso e ira simples e quase Punk/HC de "Vida de Cão" (reparem bem como os vocais são ótimos e os backing vocals são instigantes), e a garra pesada, melodiosa e introspectiva de "Lembranças" mostram que o GUERRILHA não está para brincadeiras. É porrada em cima de porrada!

A banda é ótima, e esperamos que não parem, que tenham retorno e cheguem longe.

Fora isso, ouçam e comprem "Sangue, Lágrimas e Suor", e comprovem o que digo. E vão nos shows deles, claro!



SILENT - LAND OF LIGHTNING (Álbum)


2015
Planet Music Brazil
Nacional

Nota: 8,5/10,0


Músicas:

1. Around the Sun
2. Gone
3. Hello, Hello!
4. Bye, Bye Superman
5. Numb
6. Where Are We Going Now?
7. Gravity
8. One More Time
9. The One Within'
10. Land of Lightning
11. Scene
12. Home
13. Dancing in the Morning Light


Banda:

Gustavo Andriewiski - Vocais, guitarras, teclados
Alex Cavalcanti - Guitarras, teclados, backing vocals
Douglas Boiago - Baixo, backing vocals
Luiz "Tilly" Alexandre - Bateria, percussão


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Existem tantas bandas no Brasil fazendo um trabalho diferente do usual que, muitas vezes, não temos a oportunidade de conhecê-las. É muita coisa saindo ao mesmo tempo.

E um dos que quase passou despercebido foi excelente "Land of Lightning", do quarteto carioca SILENT. E ainda bem que não passou!!!!

O grupo faz uma mistura entre o Rock clássico e o Hard/AOR, ou seja, é melodioso, repleto de momentos em que ficamos grudados por ótimos refrões que ficam dias em nossos ouvidos, mas uma música sempre muito bem arranjada, dinâmica e viva. Entre Rocks que nos envolvem à baladas belíssimas, o grupo realmente faz algo delicioso aos nossos ouvidos.

A produção do disco ficou de alto nível.

Em termos de sonoridade, percebe-se que o trabalho soa bem limpo, mas com aquela dose de sujeira musical que é essencial às bandas de Rock. Isso sem falar que os timbres instrumentais foram escolhidos com muito esmero, e tudo funciona perfeitamente. E o disco tem uma sonoridade moderna e clara, sem ficar remetendo aos anos 80 pela gravação (isso se dá apenas pela música da banda em si).

Na arte da capa, a banda preferiu algo mais simples, apenas uma foto de um gerador de Van Der Graaf, uma ilustração que pega bem com o nome do disco.

De fato, o trabalho do SILENT é de alto nível, já que a banda é um veterano com mais de 25 anos nas costas (estão nessa luta desde 1991), e suas músicas soam maduras, com arranjos que são encaixados perfeitamente, a dinâmica instrumental e vocal é de primeira, e tudo está de alto nível.

Melhores momentos em um disco bastante homogêneo: as grudentas e lindas "Around The Sun" (que tem toda aquela estética Pop AOR deliciosa dos anos 80, com um trabalho de primeira de vocais e guitarras, mostrando um alto astral enorme. E falar do refrão é chover no molhado) e "Gone", a bem trabalhada e hiper acessível "Hello, Hello!, a baladíssima "Bye, Bye Superman" (os arranjos de cordas limpas e teclados ficaram muito bons. E que belo solo de guitarra!), o delicioso groove rocker de "Numb", a adrenalina acessível e envolvente de "The One Within'"(aquele Rock com mais adrenalina, com ótimos backing vocals e um belo trabalho de baixo e bateria), e o mesmo se dá em "Land of Lightning" (com alguns arranjos de guitarra um pouco mais pesados, próximos ao LED ZEPPELIN), e aquele típico Hard mais cadenciado de pesado em "Home".

Um belo disco, sim senhor!


QUEM SOU EU: Marcus Fraga (ABSOLEM)

Marcus Fraga

Função: sou guitarrista da banda ABSOLEM e também sou responsável pelo material gráfico da banda.

Estilos de Metal/Rock que gosta: de Punk Rock a Death Metal, sempre tem alguma banda que me agrada.

Como começou no Metal: lá pelo idos de 1990, quando conheci alguns amigos que tinham vinis do IRON, METALLICA, MOTORHEAD, bandas da Cogumelo, etc.

Qual a primeira música que ouviu de Metal/Rock: a primeira faixa do "Kill'Em All", "Hit The Lights". Foi um verdadeiro choque pra quem estava habituado a ouvir Legião Urbana! Rsrsrs...

Primeiro disco que teve de Metal/Rock: "Brasil", do RATOS DE PORÃO. 

Disco favorito de Metal/Rock: difícil escolher apenas um, mas de forma emblemática, foi eleger o "Master Of Puppets".

Banda favorita: essa é difícil também. Duas bandas marcaram muito a minha vida no Metal: METALLICA e DEATH.

Vocalista favorito: nessa eu fico com o James Hetfield e o Robb Flynn. Ambos são grandes influências para mim.

Guitarrista favorito: Dimebag Darrell.

Baixista favorito: Geezer Butler.

Baterista favorito: Gene Hoglan.

Um hino dentro do gênero, e por que ele: A música "Master Of Puppets", por se tratar de uma verdadeira aula de Thrash/Heavy Metal.

Uma decepção com uma banda que gosta: METALLICA, por deixar de ser uma banda para se tornar essencialmente uma corporação. Perderam a essência.

Melhor recordação: o show do SEPULTURA no Hollywood Rock de 94.

Um sonho dentro do cenário: bandas independentes sendo tratadas de forma digna e tocando com equipamentos decentes. Está melhorando.

Um pesadelo dentro do cenário: A desunião entre as bandas que só faz os fãs do estilo se afastarem e deixam os shows vazios.

Minha vida no Metal/Rock pode ser definida pela letra da canção: Nunca fiz esse tipo de analogia.

Ouçam o EP "Ravishers of Innocence and Purity":



Conheça o trabalho de Marcus Fraga nos seguintes links:

ANIE: projeto de Juninho Carelli e Fernando Quesada lança website com 12 vídeos acústicos



O projeto ANIE acaba de lançar oficialmente seu website com 12 músicas e 12 vídeos inéditos do trabalho. O nome ANIE vem de uma mulher que também significa Acoustic Natural Instense Experiment. Esse é o título do novo projeto acústico de uma dupla já conhecida do mercado do rock no Brasil. Junior Carelli e Fernando Quesada, ambos das bandas Shaman e Noturnall, se juntam para fazer um som de muita identidade duelando nos vocais em meio a linhas complexas de pianos e muita harmonia e percussão com violões de 12 cordas.

Os dois músicos resolveram lançar o projeto de uma maneira diferente. Foram liberados gratuitamente 12 vídeos, dentre elas músicas autorais e outras releituras de suas bandas Shaman e Noturnall. Você pode acessar os vídeos no canal oficial do Youtube ou então no website nas sessões vídeos e músicas.

Confira o website oficial da ANIE: http://www.anieband.com/

Todas as músicas são tocadas com piano, violão de 12 cordas e 2 vozes, fazendo com que seja um clima intimista e autêntico nas execuções. A produção do áudio e vídeo, além de toda a composição e arranjo, foi feita por Junior Carelli e Fernando Quesada, mostrando mais uma grande produção dentro do mercado independente. “Queremos mostrar algo novo e diferente, mas também essse tipo de música é algo que gostamos bastante e escutamos no nosso dia a dia sempre. São músicas para escutar em diversos lugares e nosso modelo de trabalho mescla bastante o áudio e vídeo, o que é bem moderno e atual”, disse o baixista Fernando Quesada.

A dupla irá realizar a sua primeira turnê em agosto de 2016 em diversas regiões do Brasil ao lado dos cantores Gus Nascimento e Thiago Bianchi (Noturnall e Shaman). “A história do ANIE começou fora do Brasil, quando em uma turnê com outro projeto pelos EUA, a dupla conheceu uma gravadora, que buscava um som acústico, se interessou em ouvir as composições e decidiu lançar no território americano como um projeto internacional. Chegando no Brasil, nós começamos a compor e trabalhar e também fechamos parceria de lançamento com a América Latina e com um dos principais canais de vídeos do mundo, a VEVO”, disse o tecladista Juninho Carelli.

Assista o vídeo do single “Suicide Letter”:


Mais informações:
Site Oficial – http://www.anieband.com/

BUSINESS WEEKEND - [P]ARADOX (álbum)


2016
Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0


Músicas:

1. Parmena
2. Nossos Ideais
3. Nada Muda
4. [P]Aradox
5. Haverá Um Amanhecer (Pt. 2)
6. Ações e Palavras
7. Preço à Pagar
8. Interlúdio
9. Me Escute
10. Palavras Ditas
11. Sua Visão
12. Recomeço


Banda:

Ray Phill - Vocais
Júnior Ventura - Guitarras
Nicholas Negreiros - Guitarras
Fábio Kallel - Baixo
Thiago Gomes - Bateria

Contatos:

Island Press (Assessoria de Imprensa)


Texto:  Marcos "Big Daddy" Garcia


Os estilos mais modernos de Metal estão cada vez mais fincando o pé no cenário Metal nacional. Sim, pois cada vez mais, bandas de Progressive Metal, New Metal, Metalcore e outras tendências atuais andam surgindo por aqui. E isso é excelente, mostrando que o Brasil anda perdendo o ranço conservador em termos musicais e buscando se atualizar.

Assim, trabalhos como "[P]Aradox", do quinteto carioca BUSINESS WEEKEND (de Rio das Ostras, Região dos Lagos) mostram o quanto o país tem possibilidades.

A banda se autodenomina Progressive Hardcore, mas é algo que fica entre o Djent Metal e o Metalcore, feito com muito peso, técnica bem acima da média, e muito peso. E é interessante ouvir como conseguem alinhar bem técnica, peso e melodias, sem se enrolarem. E apesar de não serem tão inovadores assim, musicalmente falando, eles mostram uma personalidade forte e a vontade de criar algo diferente do que já existe.

Thiago Gomes (Baterista do grupo) produziu tudo no Gnu Studio, e conseguiu dar aquela caprichada necessária. Sim, tudo soa limpo e intenso, pesado e agressivo, e ambos os aspectos são bem equilibrados. E sem mencionar que souberam escolher os timbres instrumentais muito bem.

A arte gráfica foi feita por Luã Freitas (da ARTHZ), e ficou muito bem essa apresentação mais sombria, toda trabalhada em preto, branco e cinza. E assim, se acasala perfeitamente com a concepção sonora do quinteto.

Explosivo e melodioso, agressivo e intenso, com certa dose de melancolia nas melodias, tudo funciona muito bem em "[P]Aradox", onde vemos que eles não são econômicos em arranjos musicais. Tudo é feito de forma esmerada, mas a música soa bem espontânea. E outro ponto interessante: a banda não cria canções tão longas, o que não nos faz ficar entediados durante a audição.

Melhores momentos:

"Nossos Ideais" - Muita agressividade entremeada por melodias belíssimas, permitindo que a banda mostre com sobriedade o quanto é boa. O contraste de vocais melodiosos e outros mais guturais é muito interessante.

"Nada Muda" - Que belas mudanças de tempos, a técnica é muito boa, e as melodias fazem quase uma referência ao IRON MAIDEN em muitas partes. E que belo trabalho de baixo e bateria!

"[P]Aradox" - Esses caras sabem mesmo criar melodias de primeira! A técnica é uma conseqüência, mas mesmo assim, mostra arranjos bem intrincados de guitarras em vários momentos (acredito que sejam as famosas guitarras de 8 cordas, se meus ouvidos não me enganam).

"Preço à Pagar" - que lindas melodias mais introspectivas. É uma canção que mostra um lado mais sensível, mais melodioso e intenso. E nisso os vocais e backing vocals (ambos limpos) são privilegiados.

"Palavras Ditas" - Riffs de guitarra bem sinuosos deixam claro que a banda sabe pegar pesado, e isso sem mencionar os tempos quebrados que a base rítmica da banda sabe criar.

"Sua Visão" - Apesar de belas melodias, a ênfase é voltada ao aspecto mais Djent do grupo, priorizando riffs pesados e bem trabalhados o tempo todo.

Sim, o grupo tem potencial e futuro, bastando apenas aquela devida chance.

Junto com o RECKONING HOUR e o MAIEUTTICA, o BUSINESS WEEKEND forma uma trinca de peso no Metal moderno do RJ.



GREY WOLF: terceiro full-length da banda, "Glorious Death", está lançado!


O grupo mineiro de true heavy metal GREY WOLF - fundado e liderado pelo baixista e vocalista Fabio "Grey Wolf" Paulinelli - acaba de lançar o seu terceiro álbum full-length, intitulado "Glorious Death". O material está sendo disponibilizado em CD pela Arthorium Records e conta com uma bela e vibrante arte de capa baseada nos quadrinhos fantásticos dos anos 80 e pintada em acrílica pelo ilustrador francês Nicolas Bournay, além de um rico encarte de 16 páginas.

Mesmo apresentando temática similar aos álbuns anteriores, cuja influência principal são as crônicas de Conan, "Glorious Death" deixa transparecer maior maturidade tanto nas composições quanto na produção do álbum, mais caprichada que seus antecessores. A mixagem e a masterização foram realizadas por Arthur Migotto (Hazy Hamlet, Brothers of Sword).

O guitarrista responsável por registrar as composições de Fabio neste álbum foi Chris Maia, da banda Outlaw, e o baterista Weslley "Mulambo" completou a line-up para apresentações ao vivo. Além de Chris, atuaram como músicos convidados Yuri Fulone (de projeto homônimo), gravando os arranjos de teclado e Arthur Migotto (ex-Hazy Hamlet), realizando backings em algumas canções e vocais na faixa "Cimmeria".


Confira o tracklist do disco:

1. Wrath of the Gods (Intro)
2. The Eyes of the Medusa
3. Glorious Death
4. Metal Avenger
5. The Axe Will Rule the Kingdom (King Kull part II)
6. The Barbarian
7. Conan The Liberator
8. Warrior
9. Red Sonja
10. Cimmeria

O disco "Glorious Death" já pode ser adquirido através da banda ou do selo, estará em breve disponível nas principais lojas especializadas do Brasil e será também distribuído por selos e lojas independentes do mundo todo.

Official Fanpage - facebook.com/greywolfmetal
(Site em construção - www.greywolfmetal.com)


MUQUETA NA OREIA: banda anuncia pré-produção de novo disco


Banda é uma das grandes e surpreendentes revelações do cenário do rock/metal nacional – foto: divulgação
Apesar de ainda estar divulgando os elogiados álbuns “Lobisomem em Lua Cheia” (2010) e “Blatta” (2013), a banda MUQUETA NA OREIA, uma das promissoras do atual cenário do rock/metal nacional, já começa a olhar para o futuro e anuncia que está oficialmente compondo material para um novo registro fonográfico.

Enquanto Ramires (vocal/percussão), Bruno Zito (guitarra), Cris (baixo) e Henry (bateria) trabalham em novas composições, o grupo ainda segue agendando shows pelo país. Produtores interessados em contratar a performance do quarteto que estremeceu diversas cidades como São Paulo, Campinas, Salvador, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, devem enviar e-mail para press@theultimatemusic.com. 

“Estamos muito animados com este novo material. Temos nos reunimos muito em estúdio, analisamos o que cada um de nós trouxe de melhor e sentimos que algo muito poderoso e pesado está por vir. A ideia é continuar fazendo shows e quem sabe até tocar alguma coisa nova em uma boa oportunidade”, declarou o frontman Ramires.

Com apenas oito anos de carreira, o MUQUETA NA OREIA vem se destacando no cenário da música independente justamente por sua personalidade e atitude explícita ao demonstrar que são um verdadeiro diferencial no mercado fonográfico atual.

Apesar de pouco tempo na estrada, o grupo cresceu, ganhou respeito, firmou seu nome e conquistou uma legião de fãs, principalmente após performances devastadoras e excelentes reviews.

O aumento da popularidade refletiu diretamente no crescimento do número de fãs e na agenda de shows. O reflexo do reconhecimento veio justamente na oportunidade de dividir o palco com nomes consagrados como Korzus, Raimundos, Made in Brazil, Dead Fish, Claustrofobia, Project46, Johnwayne, Olho Seco, entre outros, além de shows como headliner.

Links relacionados:


A/C Costábile Salzano Jr.

​ÚLTIMO SOPRO: banda apresenta o EP "Aurora"


O ​ÚLTIMO SOPRO apresenta seu novo trabalho, em um EP intitulado ''Aurora", resultado do que a banda vem trabalhando nesse último ano. Com riffs intensos e melódicos a banda mescla suas influências resultando em um Post-Hardcore diferenciado. O EP foi gravado, mixado e produzido no Estudio Kolera, em Petrópolis, Rio de Janeiro. 


​O resultado são 6 faixas aonde a banda mostra experimentação e diversidade, passando desde do Post-Hardcore, Metalcore ao Hardcore.

O ​ÚLTIMO SOPRO disponibilizou para streaming e download do seu novo trabalho nos links abaixo.


Links para Download:


A/C Sylvia Sussekind e/ou Bruno Moraes

LACERATED AND CARBONIZED: banda fecha endoserment com empresa internacional!


O guitarrista Caio Mendonça é agora um endorsee da AMT-Electronics, a companhia russa reconhecida pelo elevado padrão de qualidade de seus componentes. 

Além do músico, a empresa conta com um time de primeira que inclui Anders Nyström (Katatonia), Andrey Smirnov (U.D.O.), Arkona, entre outros. 

"É gratificante ser reconhecido e ter o apoio da AMT Electronics. Agradeço ao Sergey Kostin pela confiança no meu trabalho e por acreditar no LAC. Será ótimo poder contar com os equipamentos e a tecnologia de ponta da AMT, deixando o meu som ainda mais brutal!", declarou o músico. 


O LACERATED AND CARBONIZED acabou de retornar de uma bem sucedida turnê europeia. A "Condition Red - European Tour" teve 38 datas passando por países como Rússia, Estônia, Letônia, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, República Tcheca e Polônia. 

A banda agora volta a se concentrar no lançamento de seu terceiro álbum, intitulado "NARCOHELL", registro produzido por Felipe Eregion, mixado e masterizado pelo renomado Andy Classen (Krisiun, Destruction, Belphegor, Tankard) e que contará com as participações especiais de Mike Hrubovcak (Monstrosity) e Marcus D'Angelo (Claustrofobia). 

Para mais informações, acessem: www.laceratedandcarbonized.com


DEEP PURPLE - LIVE AT LONG BEACH ARENA 1976 (Duplo CD ao vivo)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0


Músicas:

Disco 1:

1. Intro
2. Burn
3. Lady Luck
4. Getting Tighter
5. Love Child
6. Smoke on the Water/Georgia on My Mind
7. Lazy
8. Homeward Strut

Disco 2:

1. This Time Around
2. Owed to G
3. Guitar Solo Tommy Bolin
4. Stormbringer
5. Highway Star

Bônus (Live in Springfield 1976):

6. Smoke on the Water/Georgia on My Mind
7. Going Down
8. Highway Star


Banda:

David Coverdale - Vocais
Tommy Bolin - Guitarras
Glenn Hughes - Baixo, vocals adicionais
Jon Lord - Teclados
Ian Paice - Bateria


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O DEEP PURPLE é uma das bandas que menos necessita de apresentações no mundo do Rock e do Metal. O nome da banda já está consolidado como um dos pilares da criação do estilo, e sua importância não pode ser medida em discos ou palavras. É algo quase que divino.

Mas o que poucos das novas gerações saibam é o quão a trajetória da banda é marcada por brigas homéricas, mudanças de formação e problemas infinitos, que só serão resolvidos nos anos 90, com a entrada do guitarrista Steve Morse, que dará mais tranqüilidade para o quinteto. Mas até ali, são históricos os pega-pra-capar entre Ian Gillan e Ritchie Blackmore, ao mesmo tempo em que o ego do guitarrista não admitia abrir mão de certas situações.

Nos anos 70, mais especificamente, na época da Mark III, o guitarrista estava extremamente descontente com o direcionamento que o DEEP PURPLE estava tomando. Por conta das influências de Funk/Soul de David Coverdale e Glenn Hughes, ele acaba saindo para se dedicar a sua carreira no RAINBOW. Já o DEEP PURPLE não iria jogar a toalha tão cedo, e trouxeram o guitarrista americano Tommy Bolin para cuidar das seis cordas (que já havia tocado com feras como Billy Cobham, MAHAVISHNU ORCHESTRA, JAMES GANG, entre outros). O resultado dessa fusão pode ser ouvido em "Come Taste the Band", mas apesar disso, ouvir a banda ao vivo, para ver como a MK IV, esta formação tão diferente das MK I e MK II, funcionaria. E assim, "Live at Long Beach 1976", lançado no Brasil pela Shinigami Records, responde claramente a esta dúvida.

O Purple mostra-se vivo e revigorado, esbanjando influências mais voltadas ao Soul e ao Blues, mas ainda assim, está bem mais virtuoso, tecnicamente falando. Óbvio que a sonoridade da guitarra de Tommy é diferente da usada por Ritchie, que perde em peso e agressividade, mas ganha em refinamento e elegância. Ao mesmo tempo, as improvisações ao vivo estão aqui, e são uma característica marcante do quinteto nessa época (dê uma ouvidinha em "Getting Tighter", que de pouco mais de três minutos em sua versão de estúdio virou um gigante de 14 minutos, ou "Lazy", que chega a mais de 18 minutos!).

É óbvio também que a banda está muito bem, já que o vício de Tommy em drogas pesadas não estava afetando-o tanto assim, e ele mostra que foi uma boa escolha para substituir Ritchie, que trouxe algo a mais para o Purple. David Coverdale está muito bem com sua voz bluesy e sua comunicação com o público, enquanto Glenn se mostra um baixista de primeira (e que voz maravilhosa). Já os velhos Ian Paice e Jon Lord estão ainda melhores em seus desempenhos do que já costumam ser. E isso torno o disco uma aquisição obrigatória!

Em termos de sonoridade, "Live at Long Beach Arena 1976" tem aquele feeling orgânico e cru dos anos 70, algo óbvio para um disco ao vivo gravado na época. Mas ao mesmo tempo, o trabalho de remasterização feito por Nick Watson merece palmas, já que ele soube deixar tudo com uma sonoridade atualizada, mas sem destruir o que foi feito na época.

Já o lado artístico é todo feito em fotos da época, alguns cartazes e um longo (e importante) depoimento de Geoff Barton (jornalista inglês que fez parte do staff da revista Sounds e depois fundou a Kerrang!) sobre aquela fase do Purple, mostrando que nem mesmo a banda estava feliz em usar o nome DEEP PURPLE sem a figura icônica de Ritchie.

Já musicalmente, pouco é preciso falar do desempenho ao vivo da MK IV: como cada formação do DEEP PURPLE, ela tem suas diferenças e valores. O som mais bluesy agradou ao público, e basta ver como eles mandam bem demais em canções como o hino "Burn" (que ficou ótima, bem fiel à versão original no disco, mas mais comportada do que a ouvida em "Made in Europe" e "Live in London". Glenn não grita tanto, mas em compensação, improvisa bastante no baixo), a ótima "Getting Tighter" (um show de improvisos em seus 14 minutos), a tradicional "Lazy" (que chega a mais de 18 minutos!). Mas em hinos como "Smoke on the Water" e "Highway Star" é onde vemos o quando esta formação tinham potencial, devido às influências diferentes de Glenn e Tommy. E ainda temos "Georgia on My Mind", de Hoagy Carmichael (e eternizada por Ray Charles em uma bela versão), mostrando o quão o quinteto estava imerso no Blues/Soul na época.

No mais, "Live at Long Beach Arena 1976" é um disco ao vivo à moda antiga, e por isso, maravilhoso. 

ABOMINATION WIDE - HYPOCRITES MUST DIE (EP)


2016
Independente
Nacional


Músicas:

1. Kelly is Dead
2. Fight to the End (Warriors)
3. Pedophiles Motherfuckers
4. Hypocrites Must Die
5. Soldier Fire Act (bônus)



Banda:

Paulo Rock Maia - Guitarras, vocais
Emerson Hell Honda - Baixo
Elvis Yulevar - Bateria


Contatos:



Fazer Metal no Brasil nunca foi algo muito simples, verdade seja dita. As dificuldades são enormes, e o retorno, em geral, nunca é plenamente satisfatório. Em raros casos, as bandas possuem algum retorno digno em termos de resposta. E no meio de tiroteios ideológicos/partidários, alguns bons trabalhos vêm surgindo de bandas jovens dentro do nosso underground.

É o caso do grupo ABOMINATION WIDE, que vem de Rio das Ostras, na Região dos Lagos (RJ), que chega com seu primeiro testemunho musical, o Single "Hypocrites Must Die", mostrando-se ser uma bela promessa.

Fazendo um Death/Thrash Metal cru e com boa dose de arranjos musicais, com boas melodias aqui e ali, além de boas mudanças de ritmo. O trabalho da banda em termos de guitarra é muito bom nas bases e nos solos, baixo e bateria formam uma base rítmica bem sólida e de bom nível técnico, e esses vocais mais urrados em timbres normais são muito bons. Sim, a banda tem muito potencial, sendo daquelas que é ouvir e assimilar com facilidade. Lembram bandas como DESTRUCTION e SODOM de seus trabalhos iniciais, em uma música que, se por um lado não é inovadora, tem personalidade e muita energia.

A produção musical ficou bem seca mesmo. Por ser uma banda independente e que busca seu espaço, deve ter sido um processo bem difícil. Apesar de soar um pouco oca, é suficientemente boa para que percebamos que eles têm potencial demais, que só precisam de um produtor a ajudá-los a obter o som que a banda merece.

Mas se percebe com clareza que "Fight to the End (Warriors)" (com boas mudanças de tempo e guitarras de primeira linha nos riffs) e "Kelly is Dead" (cheia de bons momentos mais técnicos de baixo e bateria, outra vez mostrando boas mudanças rítmicas). Em "Pedophiles Motherfuckers", uma faixa muito boa e com guitarras excelentes, além da presença de Marcos Anvitto (do HICSOS) nos vocais.

A banda possui talento inegável, precisa apenas de uns toques melhores na produção, e tudo estará certo.

Ponho fé!