9 de mai. de 2016

MADE OF STONE: divulgados capa e título de novo álbum




O MADE OF STONE revelou a capa do novo álbum de estúdio, o terceiro da carreira, criada pelo artista Fábio Araújo.

“Monstro” apresenta uma sonoridade mais pesada que os anteriores “Day After” (2013) e “The Enlightened One” (2014), além de marcar a mudança do idioma para o português.

O lançamento está previsto pra ocorrer em 18/08/2016.

Acompanhe MADE OF STONE no Facebook: www.facebook.com/madeofstone.officialpage



VALLET: banda participa da terceira edição da coletânea virtual do programa Cangaço Rádio Rock





A banda de Hard Rock VALLET, está presente na terceira edição da coletânea digital do programa "Cangaço Rádio Rock". Esta edição da coletânea é dupla e é composta por 38 bandas do underground nacional. Segundo o apresentador do programa Cristiano Borges o objetivo da coletânea é divulgar e apoiar o cenário underground nacional.

A coletânea pode ser baixada por aqui: arrdoceara.blogspot.com


No momento a VALLET divulga seu primeiro single e vídeo para "How Much Love", e vêm colhendo ótimos resultados pelo seu trabalho.




Assessoria de imprensa: mothdivision.blogspot.com.br


Fonte: Moth Division

Revelação inglesa BOOZE & GLORY vem ao Brasil pela primeira vez




Videoclipe da música “London Skinhead Crew” soma mais de 5 milhões de views no Youtube – foto: divulgação

Após vários shows importantes pela Europa, e estrear na Indonésia e EUA, a banda britânica BOOZE & GLORY, maior revelação do movimento Oi!/street punk dos últimos anos, finalmente confirmou que virá pela primeira vez a América do Sul para somente duas especiais apresentações.

Após 9 anos de carreira, Question Mark (vocal/guitarra), Liam The Lion (guitarra/vocal), Super Bubbles (baixo) e Frank Pelle (bateria) desembarcarão apenas em São Paulo (11/06 – Clash Cub) e Buenos Aires (12/06 – Palermo Club).

Os ingressos para a exibição na capital paulista já estão à venda na Galeria Ouro Velho (loja Atrox Casual Club), na Galeria do Rock (loja 255) e no site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/boozeglory), além de pontos autorizados pela empresa.

Com incrível capacidade de produzir letras que mais se parecem com cativantes gritos de arquibancada de futebol, o BOOZE & GLORY vem conquistando espaço e reconhecimento ao redor do mundo. O grande exemplo é videoclipe da música “London Skinhead Crew”, que ultrapassou a incrível marca de mais de 5 milhões de views no Youtube e se tornou um verdadeiro hino aos amantes da música Oi!.

Assista ao clipe:


Formada em 2009, na multicultural Londres, a BOOZE & GLORY é uma banda de punk rock, que tem inspiração nos movimentos Oi! e street punk britânico do final dos anos 70. O grupo lançou até hoje três álbuns de estúdio “Always on the Wrong Side” (2010), “Trouble Free” (2011) e “As Bold As Brass” (2014), e é posicionado claramente contra a cena skinhead de direita, mesmo projetando-se de forma apolítica. 

Além disso, eles também tem como inspiração toda gama de assuntos da classe trabalhadora britânica, o consumo de álcool até a autodescrição da cena skinhead londrina. As letras ainda expressam um certo patriotismo e orgulho pelo West Ham United, clube de futebol com uma das torcidas mais violentas e temidas da Europa. 


Link relacionados:


Serviço São Paulo


Liberation Tour Booking e Ataque Frontal orgulhosamente apresentam Booze & Glory no Brasil
Show em comemoração aos 2 anos da Atrox Casual Club
Banda convidada: Sindicato Oi! (São Paulo)
Data: sábado, 11 de junho de 2016
Local: Clash Club
End: Rua Barra Funda, 969 – próximo ao Metrô Palmeiras – Barra Funda
Infoline: (11) 3661.1500
Assessoria de Imprensa: press@theultimatemusic.com
Informações gerais: info@liberationmc.com
Classificação etária: 16 anos

Ingressos:
R$100 (pista 2º lote – meia entrada/estudante/promocional*) | R$200 (inteira)
*para não estudantes. Doe um kilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada.

Ingresso online (com taxa de serviço): http://www.clubedoingresso.com/boozeglory
Pontos de venda (sem taxa de serviço):
Galeria do Rock: loja 255 – 1º andar – (11) 3361.6951
Galeria Ouro Velho: Atrox Casual Club – sobreloja 18 – (11) 3213.4343

A/C Costábile Salzano Jr.

HORRIFICIA: banda disponibiliza faixa do Full-Lenght




A banda de grindcore carioca, HORRIFICIA, acaba de disponibilizar a primeira faixa de trabalho do seu primeiro Full-Lenght, intitulado "Il Quarto Cadavere Nel Cripta Giallo".


O disco foi mixado e produzido por Gabriel Zander no estúdio Superfuzz, Rio de Janeiro. O trabalho conta com 14 faixas e será lançado via Humano Mortos e Collapse Agency, que será o primeiro de uma quadrilogia. Os quatro discos ao final contarão uma história de terror criada pela banda, que será dividida em quatro partes.

O HORRIFICIA é formado por: Marcelo Uchôa - Vocal, Vinicius Cassemiro (Jesus) - Baixo, Bruno Moraes - Guitarra, Erick Moraes- Bateria.

O HORRIFICIA disponibilizou para streaming o seu trabalho nos links abaixo:



Ou assista abaixo:



A/C Sylvia Sussekind e/ou Bruno Moraes

NOTURNALL: Symphony X convida Thiago Bianchi para participação especial em São Paulo E é ovacionado por sua performance matadora!



Thiago Bianchi e Russel Allen durante show do Symphony X em SP – Crédito da Foto: Edu Lawless

O vocalista da banda NOTURNALL, Thiago Bianchi, participou de maneira inesperada no show do Symphony X, neste último sábado (7/5), no Tom Brasil, em São Paulo. Convidado de última hora a participar da apresentação, o vocalista brasileiro dividiu o microfone com Russell Allen em uma das faixas mais clássicas da banda e mais esperadas da noite, a música “Sea of Lies”.

E BIANCHI não decepcionou, muito pelo contrário, foi de fato um dos pontos mais altos do show!

Russell e Thiago dividiram os vocais durante toda a música, o que pode ser considerado uma honra para o brasileiro, já que o Symphony X nunca havia convidado nenhuma participação especial para algum de seus shows, em toda a existência da banda, isso dito no palco pelo próprio Russel. O vocalista se mostrava muito feliz e empolgado pela presença de Bianchi, já que os dois são muito amigos, além disso, Russell já se declarou fã incondicional da voz do brasileiro por diversas vezes. Os dois fizeram uma brincadeira com o público onde eles dividiram a plateia e fizeram a famosa disputa de quem grita mais alto. Ao final, ao que parece, a disputa ficou empatada, pois os dois lados cantaram muito alto.

“Fiquei muito feliz, muito honrado com o convite!! Cantar ao lado de meu grande ídolo e bom amigo Russell, ao lado de uma das bandas que literalmente mudaram os rumos de minha vida e ainda em casa, foi algo que de fato ainda não consigo resumir em palavras… Aquela típica coisa do tipo, a ficha ainda não caiu! (risos). Desde de que começamos a NOTURNALL, “Russ” tem sido um grande amigo, grande incentivador, inclusive na NOTURNALL, o chamamos de “Godfather”, pois ele foi um dos grandes responsáveis pelo atual sucesso da banda. Russell participou de nosso primeiro CD, primeiro Clipe, foi um dos produtores do disco e ainda voou para o Brasil pra participar de nosso primeiro DVD, o “First Night Live” e e ainda foi um dos grandes entusiastas por trás da entrada do guitarrista Norte Americano e também parceiro de Russel na banda americana ADRENALINE MOB, Mike Orlando, na NOTURNALL. Quanto ao público do show do Symphony X, UAU! Que noite! Fiquei muito orgulhoso também, não só por como receberam a banda, mas também por como me receberam! É muito bom saber que você é querido por um público tão especial! Valeu São Paulo, Russell e Symphony X, por essa noite mágica!”, disse Thiago Bianchi.

A banda NOTURNALL está em processo de composição e gravação do novo álbum de estúdio. Ainda sem título definido, o novo trabalho conta com o guitarrista Mike Orlando (Adrenaline Mob & Stonic Stomp), uma das grandes revelações da guitarra nos EUA, Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo), Junior Carelli (teclado), além do baterista Aquiles Priester (Hangar, ex-Angra). Mike Orlando já havia tocado com o Noturnall no cruzeiro Axes & Anchors e no Rock in Rio.

Em 2016, os músicos tem se preparado para lançar o novo trabalho de estúdio, uma nova turnê e DVD. Com Mike Orlando como membro oficial da NOTURNALL, a banda tem orgulho em divulgar que agora é também um grupo internacional.

Mais informações:

Site Oficial – www.noturnall.com


Fonte: TRM Press

FORKILL: novo clipe é sinônimo de Thrash Metal





Os thrashers cariocas do FORKILL acabam de lançar seu novo vídeo clipe, para a música “Let There Be Thrash”, que fará parte do novo disco, “Old Skulls”, ainda em fase de gravações. Com direção de Natane Vidal e produção da Tug Entertainment, o vídeo foca na presença de palco da banda, fugindo um pouco do trabalho realizado no primeiro clipe, da música “Breathing Hate”, de 2013, onde intercalam imagens da banda com cenas dos protestos ocorridos naquele ano. 

Assista ao clipe de “Let There Be Thrash”:


A música em si reflete a evolução do grupo em relação ao debut, trazendo um som mais agressivo. “A sonoridade está sensacional”, comenta o guitarrista Ronnie Giehl, que dá pistas sobre o que podemos esperar em termos de influências e método de trabalho: “Semanas atrás começamos as guitarras, mas como optamos por um processo de gravação mais preciso, esse método se torna mais demorado, mas a qualidade é muito superior ao modo tradicional! Nosso engenheiro de som é inspirado pelo produtor Andy Sneap, e pelo método de gravação de bandas como Testament e Exodus, então posso dizer que o resultado final será matador! Estamos buscando uma sonoridade à la “Dark Roots of Earth”, disco do Testament lançado em 2012, mas com a cara do Forkill.”

O grupo também tem alguns shows marcados entre as gravações e está fechando mais shows no estado de São Paulo. No próximo final de semana tocarão no festival Cordeiro Massacre (14/05, na cidade de Cordeiro/RJ) e no dia seguinte na Ilha do Governador/RJ, no festival Get Thrashed. Ronnie finaliza convidando todos os headbangers a comparecerem nestes eventos: “Será uma ótima oportunidade para testarmos ao vivo as novas músicas! Já temos tocado diversas composições do novo álbum ao vivo, e estamos saindo direto do estúdio para realizar estes dois grandes eventos dedicados ao Metal carioca! Esperamos todos lá, prontos para o mosh!”.

Contatos:

Leandro Caçoilo lança música com a banda Sancti e vídeo cover de “Powerslave”







O vocalista Leandro Caçoilo começa o mês de Maio repleto de novidades. Logo na primeira semana, o cantor lançou junto com a banda Sancti a faixa inédita “Liberdade”, música que estará presente no novo álbum do grupo. Cantada totalmente em português, a composição mostra novas facetas do vocalista, que é considerado um dos melhores do Brasil. Outra grande novidade é que o cantor segue com os vídeos institucionais onde ensina como cantar clássicos do Metal. Dessa vez, o músico apresenta o cover de “Powerslave”, do Iron Maiden.

“A Sancti foi um trabalho que comecei logo após que eu saí da banda Eterna. Comecei junto com o grande parceiro, também do Eterna, Jason Freitas. Na época, o Rafael Agostino, que não está mais na banda, também começou comigo. Depois de uma demo gravada, acabou que não deu muito certo e saí. Porém, recentemente eles me convidaram novamente e voltei para finalizar o trabalho. Por ser uma música cantada em português, acredito que mostra novas possibilidades tanto na linha vocal como na questão das letras. Aguardo feedback dos fãs, pois eu fiz para vocês”, disse o vocalista. A banda Sancti é formada por Leandro Caçoilo (vocal), Daniel Caçoilo (Guitarra), Jason Freitas (Baixo), Alecio Rodrigues (Teclado) e Wander Oliveira (Bateria).

Escute “Liberdade”, da banda Sancti:


Além da música com a banda Sancti, Leandro Caçoilo também lançou mais um vídeo em seu canal do Youtube. Neste, em especial, o vocalista canta a música "Powerslave", do Iron Maiden. Além disso, no mesmo vídeo ele explica como cuidar da voz em vários momentos e também apresenta a banda brasileira Carro Bomba.

“Nesse vídeo canto uma música de uma banda e vocalista que sou fã. Powerslave, do Iron Maiden. Uma de minhas maiores referências no canto e na vida também. Também vou começar a apresentar bandas brasileiras que gosto muito, a primeira, é o Carro Bomba, grande banda!”, disse o vocalista.

Veja vídeo de Leandro cantando "Powerslave":


Para quem quiser entrar em contato com Leandro para ter aulas ou workshops basta enviar um e-mail para leandrocacoilo@hotmail.com. As aulas do vocalista abordam técnicas como respiração, impostação, repertório, belting, apoio, aquecimento, resistência, drive e ressonância. Para ter aulas de canto com Leandro Caçoilo entre em contato por e-mail ou pelo site oficial do cantor. As aulas são totalmente voltadas para o aluno com gravações em pro-tools, com especialização em Rock ‘n’ roll, Metal, AOR, Thrash, Blues, Soul, etc.

Mais informações:

Site Oficial – www.leandrocacoilo.com.br
E-mail para contato: leandrocacoilo@hotmail.com

8 de mai. de 2016

Território Metálico - VALHALLA, MORETOOLS, MIASTHENIA, ROASTING (DVD)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Brasil tem entrado mais e mais no marcado dos produtos audiovisuais, e fazendo bonito, digamos de passagem. E uma das maiores vantagens é a documentação devida de shows que podem estar entrando para a história do gênero por aqui, como é o caso do festival "Território Metálico", festival ocorrido em Brasília e que acabou de virar um DVD, trazendo as apresentações de quatro bandas: VALHALLA, MORETOOLS, MIASTHENIA e ROASTING.

Gravado no Galpão Matrix, podemos perceber que a casa teve um bom público para as bandas. E cada uma delas mostra um trabalho ótimo, bem como a força do Planalto Central em termos de Metal extremo.

Em termos de qualidade visual, verdade seja dita: tudo está em um nível de capricho de primeira. A qualidade sonora está ótima para cada uma das bandas, sem exceções, assim como a qualidade de imagens é de primeira, em um nível que raramente vemos por aqui. Parabéns tanto para a equipe que trabalhou o som e para a de vídeo, pois está tudo muito bom, inclusive os takes de câmeras estão de primeira. E sem mencionar a existência de menu que nos permite ver e ouvir a banda que queremos.

Outro atrativo são as entrevistas das bandas entre as músicas, onde elas falam de sua história e planos, bem como de sua formação, discografia e estilo. E nas entrevistas, temos inclusive legendas em inglês, o que torna o produto acessível a fãs do exterior.

A primeira banda do DVD é o VALHALLA.

Valhalla

Um trio experiente, formado exclusivamente por mulheres, elas arrasam tocando um Death Metal Old School há quase 30 anos (o grupo foi formado em 1988, com o nome de PHOBIA). São precursoras das bandas femininas no Brasil, e usando de riffs abusivamente brutos, vocais guturais extremos, baixo e bateria em uma base rítmica sólida e pesada, tudo em seus devidos lugares.

O trabalho do trio é intenso, agressivo, horas mais veloz, outras vezes mais cadenciado e azedo, é algo ótimo de se ver e ouvir. Aos mais chatos pode soar não soar inovador, mas como pedir a um conjunto tão antigo que mude sua essência?

Apresentando uma ótima postura de palco, o impacto de canções como "Evil Fills Me", a brutal "Mistery of Existence" e "Internal War" é absurdo. E espero que elas retornem com um disco novo em breve!

Em seguida, é a vez do MORETOOLS destruir os tímpanos alheios.

Moretools

Usando de uma musicalidade sólida à base de uma Death Metal explosivo com muita influência do Grindcore (veja o contraste entre os vocais guturais e os berros rasgados e entenderão o que eu digo), mostrando uma boa técnica e peso de sobra.

A movimentação de palco da banda é boa, sua música flui cheia de energia e peso, mas não abrem mão de certa técnica no meio de tanta brutalidade. E uma característica deles é evitar ficarem presos a um único tipo de andamento, ao mesmo tempo em que algumas doses de Thrash Metal dão as caras vez por outra.

"Human Dependence", a trabalhada "Razor of Torment", e a veloz e brutal "Kill Him" são mostras do que este quinteto de Death Metal maniacs pode fazer.

Muito talento e são promissores!

Seguindo, vem o trio de Black Metal MIASTHENIA.

Miasthenia

Fugindo do ponto comum, investindo em um Black Metal mais melodioso e soturno, a banda vai bem, mesmo com a ausência de um baixista (compensada pelos teclados). Mesmo a postura é pouco afetada.

O estilo do trio mixa o lado mais sombrio do Black Metal com fortes melodias de guitarras, e a presença dos vocais rasgados de Hécate dão certa diferenciada. O grupo é único, não tem jeito, para desespero das viúvas do Metal gringo.

Cantado em português e com letras evocando o paganismo americano dos tempos antes da colonização, eles se mostram uma banda de primeira. Uma pena que apenas três canções foram postas no DVD (mas lembremos que o grupo é adepto de músicas longas), mas ouvir ao vivo "Entronizado na Morte", "Saga ao Xibalbá" e "XVI" valem qualquer coisa.

O ROASTING, quarteto local, é o último.

Roasting

É muito interessante ver a banda desfilando um Death Metal Old School (ou seja, voltado aos primórdios, próximo à explosão do estilo na primeira metade dos anos 90), coesa e brutal. Eles mostram uma boa dinâmica de andamentos em suas canções, sendo veloz algumas vezes, e um pouco mais cadenciada em outras.

Se a música do grupo não chega a ser algo inovador, ouvir e ver a banda tocando "Hypnotic Symphony" e "Lady in White" é algo de primeira, de deixar qualquer fã de Metal extremo de cabelos em pé.

A postura da banda no palco é muito boa, e tendem a crescer mais e mais musicalmente.

Nos resta dizer apenas que a iniciativa tanto do festival como do DVD é algo louvável, e nos resta comprar o item e nos permitir conhecer um pouco mais da cena do Planalto Central.

Mas fica a idéia: que tal um maior intercâmbio entre as bandas de Brasília com as de outros estados?

Fica a dica!




VALHALLA:

Músicas:

1. Evil Fills Me
2. Mistery of Existence
3. Weird Insane
4. Internal War
5. Renunciation

Banda:


Ariadne Souza - Bateria, vocal
Adriana Tavares - Guitarras
Alessandra Tavares - Baixo

Contatos:



MORETOOLS:

Músicas:

1. Human Dependence
2. Razor of Torment
3. Creeping
4. Kill Him
5. The Time
6. Still Burning

Banda:


Rhavi Santos - Vocais
Alu Pedrotti - Guitarras
Hudson Arsênio - Guitarras
Daniel Gonçalves - Baixo
Riti Santiago - Bateria

Contatos:



MIASTHENIA:

Músicas:

1. Entronizado na Morte
2. Saga ao Xibalbá
3. XVI

Banda:


Hécate - Vocais, teclados
Thormianak - Guitarras
V. Digger - Bateria

Contatos:



ROASTING:

Músicas:

1. Hypnotic Symphony
2. Sinner Insane
3. Lady in White
4. Ilusion Maker
5. Blood Arms


Formação:


Carola - Vocais
Japão - Guitarras
Marcos - Baixo
Júlio Fricks - Bateria

Contatos:

7 de mai. de 2016

VULTURE WINGS - Funeral Grounds (EP)


2016
Independente
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


A fertilidade do Brasil para bandas de Metal extremo é algo realmente surpreendente.

Basta olhar para publicações de confiança, como sites, revistas e zines e ver no número de bandas que se dedicam às vertentes mais esporrentas do Metal. O grupo não é pequeno, e poderíamos aferir que 75% das bandas nacionais dedicam seus esforços ao Thrash Metal, ao Death Metal, ao Black Metal ou alguma de suas vertentes. E isso torna o trabalho de se sobressair em meio ao dilúvio bem difícil.

Mas ainda bem que temos sorte, pois vez por outra surgem bandas promissoras, como o quinteto VULTURE WINGS, de Teresópolis (RJ), que chega com seu primeiro lançamento, o EP "Funeral Grounds".

A banda segue uma linha mais clássica dentro do Death Metal, algo próximo a bandas como ENTOMBED e DISMEMBER de seus primeiros trabalhos, embora não se furtem a usar elementos um pouco mais modernos. E assim, a música da banda se destaca justamente por ter uma gama de influências que os retira do bojo das bandas que só fazem mais do mesmo, ou daquelas que nem chegam a tanto. O VULTURE WINGS veio para acrescentar, para somar, e não para ser apenas mais um em meio a tantos.

O conhecido produtor Daniel Escobar foi quem pôs a mão na massa e acompanhou a gravação, mixou e masterizou o EP, tudo feito no HR Studio, tendo a própria banda com ele na produção. Óbvio que o trabalho soa brutal e cru nas medidas certas, com o peso vindo das músicas em si, e não da gravação. E, aliás, que se diga de passagem: a banda está com uma sonoridade seca e translúcida, nos permitindo entender o que eles estão fazendo. Óbvio que ainda não é o auge do que pode ser feito, mas está em um bom nível.

Tanto a arte como o layout ficaram nas mãos de Augusto Miranda, que mesmo na simplicidade de cores, fez algo muito bom e funcional, e que se encaixou como uma luva na proposta do grupo.

Musicalmente, o VULTURE WINGS se mostra uma banda que foge da acomodação, de repetir as fórmulas já erodidas pelo uso abusivo, e busca dar sua contribuição. E justamente pela diversidade musical das influências individuais de cada músico que tudo ganha uma vida diferenciada, aquele toque essencial, aquele algo a mais que faz o trabalho ter sentido, fluindo em cada detalhe, em cada arranjo. E em "Funeral Grounds", eles usam de músicas com média de duração de cinco minutos, logo, conseguem exibir bastante dinâmica, nunca ficando em um único tipo de andamento ou arranjos.

"Oath With No Words" é uma instrumental bruta e climática que vai preparando o ouvinte para o porradeiro que se aproxima. E ele chega de forma grotesca e explosiva em "Tower of Silence", uma música com uma bela dinâmica de andamentos e belo trabalho das guitarras (reparem como os detalhes para o grupo são importantes) e mesmo alguns momentos em que o baixo se destaca. Em "Walking Corpse Syndrome", o ritmo é mais cadenciado, com a bateria mostrando sua força e técnica, ao mesmo tempo em que os vocais usam bastante o contraste entre urros guturais e gritos rasgados, mas reparem bem como mais uma vez as guitarras estão com riffs ótimos e solos não muito convencionais. Fechando, temos "Necrophagous Majesty", um pesadelo sonoro que é cheio de elementos fora do Death Metal em termos de baixo e bateria, mas que poucos podem perceber, e, além disso, é recheada de mudanças rítmicas e vocais guturais no melhor estilo.

Teresópolis está se tornando uma nova força do Metal no RJ, e pelo visto, o VULTURE WINGS deve se tornar umas das forças do Metal na cidade.

Tem muito futuro, e isso chega a ser óbvio.










Músicas:

1. Oath With No Words
2. Tower of Silence
3. Walking Corpse Syndrome
4. Necrophagous Majesty


Banda:


João Valentim - Vocais
Alan Machado - Guitarras
Willian Passos - Guitarras
Ted Fernandes - Baixo
Wellington Cunha - Bateria


Contatos:

DYSNOMIA - Proselyte (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Nos domínios do Metal extremo, a fusão do Death Metal com o Thrash Metal é algo antigo, feito desde a segunda metade dos anos 80 e um pedaço da década de 90. E nos dias de hoje, muitas bandas buscam equilibrar esta mistura, sem descaracterizar o gênero. No Brasil, o estilo já possui uma escola, onde novos nomes estão surgindo e ampliando fronteiras com novas possibilidades. E um nome ótimo é o do quarteto DYSNOMIA, de São Carlos (SP), que após lançarem o EP "As Chaos Descends" de 2013, agora voltam com seu primeiro álbum, o destruidor de pescoços chamado "Proselyte".

A banda refinou um pouco mais o estilo, mantendo a brutalidade e agressividade do Death Metal com a técnica e pegada do Thrash Metal, mas incorporou certo fundo melódico que mantém suas canções mais concisas (reparem bem como os solos estão bem mais trabalhados e mantendo coerência melódica). Mas não se preocupem: a esporreira infernal de antes está intacta, apenas mais robusta e objetiva. E é bom prepararem os pescoços para o torcicolo!

Gabriel do Vale e o próprio quarteto dividiram a responsabilidade de produzir "Proselyte", e Gabriel ainda mixou e masterizou o disco no Nova Estúdio, e a banda conseguiu um bom nível em termos de qualidade sonora. Os timbres dos instrumentos estão muito bem, conseguindo aliar todos os aspectos musicais que compõem a personalidade do DYSNOMIA de maneira harmoniosa e coesa. E o melhor de tudo: a agressividade da banda está muito bem equilibrada com a limpeza necessária.

Do lado artístico, falar de Gustavo Sazes é chover no molhado. Mais uma vez, uma bela arte, que captou perfeitamente a mensagem azeda que a palavra "Proselyte" tem, e soube esboçá-la em forma de arte. E isso tudo embalado em um Slipcase providencial.

"Prosélito" (tradução do termo para nossa língua) era uma denominação dada aos convertidos ao Judaísmo na antiguidade, mas que foi adaptado não só ao âmbito religioso, mas mesmo ideológico/social/político. E realmente, é tão atual que nunca vimos as pessoas se degladiando por tudo, em especial nas mídias sociais. E é esse o lado que o DYSNOMIA trabalha suas letras críticas.

A música da banda atingiu um nível de maturidade ótimo desde "As Chaos Descends", e "Proselyte" é justamente um passo adiante, mostrando que tudo no grupo evoluiu bastante. É ouvir e ficar grudado!

Destaques: a brutal e bem trabalhada "Ascension" com suas mudanças de tempo e excelente trabalho de baixo e bateria; a feroz e agressiva "Palingenesis" com mais mudanças de ritmo, mas mesmo assim, as guitarras da banda mostram um serviço de primeira nos riffs e solos; "Proselyte" e seu ataque de riffs opressivos e contagiantes, além de vocais urrados muito bem encaixados nas partes instrumentais; a bela e criativa "Sisyphus", que tem um início melodioso e com partes de guitarras limpas, mas que vira um caos de peso e rispidez logo, sempre mantendo a qualidade musical do grupo em arranjos de primeira (reparem como algumas melodias sombrias dão as caras); e a avassaladora e rápida "Obsolete Humachinery" com seus arranjos mais brutais, mas sem perder a noção técnica.

"Proselyte" vem coroar um bom momento para o DYSNOMIA, que tem tudo para ir ainda mais longe. Por agora, é bom arrumarem cremes para torcicolo!




Músicas:

1. Ascension
2. Palingenesis
3. Proselyte
4. Spiralling into Oblivion
5. Sisyphus
6. Begotten
7. The Storm Arrives
8. Obsolete Humachinery


Banda:


João Jorge - Vocais, guitarras
Julio Cambi - Guitarras
Denilson Sarvo - Baixo
Érik Robert - Bateria


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)