O MADE OF STONE revelou a capa do novo álbum de estúdio, o terceiro da carreira, criada pelo artista Fábio Araújo.
“Monstro” apresenta uma sonoridade mais pesada que os anteriores “Day After” (2013) e “The Enlightened One” (2014), além de marcar a mudança do idioma para o português.
O lançamento está previsto pra ocorrer em 18/08/2016.
A banda de Hard Rock VALLET, está presente na terceira edição da coletânea digital do programa "Cangaço Rádio Rock". Esta edição da coletânea é dupla e é composta por 38 bandas do underground nacional. Segundo o apresentador do programa Cristiano Borges o objetivo da coletânea é divulgar e apoiar o cenário underground nacional.
Videoclipe da música “London Skinhead Crew” soma mais de 5 milhões de views no Youtube – foto: divulgação
Após vários shows importantes pela Europa, e estrear na Indonésia e EUA, a banda britânica BOOZE & GLORY, maior revelação do movimento Oi!/street punk dos últimos anos, finalmente confirmou que virá pela primeira vez a América do Sul para somente duas especiais apresentações.
Após 9 anos de carreira, Question Mark (vocal/guitarra), Liam The Lion (guitarra/vocal), Super Bubbles (baixo) e Frank Pelle (bateria) desembarcarão apenas em São Paulo (11/06 – Clash Cub) e Buenos Aires (12/06 – Palermo Club).
Os ingressos para a exibição na capital paulista já estão à venda na Galeria Ouro Velho (loja Atrox Casual Club), na Galeria do Rock (loja 255) e no site do Clube do Ingresso (http://www.clubedoingresso.com/boozeglory), além de pontos autorizados pela empresa.
Com incrível capacidade de produzir letras que mais se parecem com cativantes gritos de arquibancada de futebol, o BOOZE & GLORY vem conquistando espaço e reconhecimento ao redor do mundo. O grande exemplo é videoclipe da música “London Skinhead Crew”, que ultrapassou a incrível marca de mais de 5 milhões de views no Youtube e se tornou um verdadeiro hino aos amantes da música Oi!.
Assista ao clipe:
Formada em 2009, na multicultural Londres, a BOOZE & GLORY é uma banda de punk rock, que tem inspiração nos movimentos Oi! e street punk britânico do final dos anos 70. O grupo lançou até hoje três álbuns de estúdio “Always on the Wrong Side” (2010), “Trouble Free” (2011) e “As Bold As Brass” (2014), e é posicionado claramente contra a cena skinhead de direita, mesmo projetando-se de forma apolítica.
Além disso, eles também tem como inspiração toda gama de assuntos da classe trabalhadora britânica, o consumo de álcool até a autodescrição da cena skinhead londrina. As letras ainda expressam um certo patriotismo e orgulho pelo West Ham United, clube de futebol com uma das torcidas mais violentas e temidas da Europa.
A banda de grindcore carioca, HORRIFICIA, acaba de disponibilizar a primeira faixa de trabalho do seu primeiro Full-Lenght, intitulado "Il Quarto Cadavere Nel Cripta Giallo".
O disco foi mixado e produzido por Gabriel Zander no estúdio Superfuzz, Rio de Janeiro. O trabalho conta com 14 faixas e será lançado via Humano Mortos e Collapse Agency, que será o primeiro de uma quadrilogia. Os quatro discos ao final contarão uma história de terror criada pela banda, que será dividida em quatro partes.
O HORRIFICIA é formado por: Marcelo Uchôa - Vocal, Vinicius Cassemiro (Jesus) - Baixo, Bruno Moraes - Guitarra, Erick Moraes- Bateria.
O HORRIFICIA disponibilizou para streaming o seu trabalho nos links abaixo:
Thiago Bianchi e Russel Allen durante show do Symphony X em SP – Crédito da Foto: Edu Lawless
O vocalista da banda NOTURNALL, Thiago Bianchi, participou de maneira inesperada no show do Symphony X, neste último sábado (7/5), no Tom Brasil, em São Paulo. Convidado de última hora a participar da apresentação, o vocalista brasileiro dividiu o microfone com Russell Allen em uma das faixas mais clássicas da banda e mais esperadas da noite, a música “Sea of Lies”.
E BIANCHI não decepcionou, muito pelo contrário, foi de fato um dos pontos mais altos do show!
Russell e Thiago dividiram os vocais durante toda a música, o que pode ser considerado uma honra para o brasileiro, já que o Symphony X nunca havia convidado nenhuma participação especial para algum de seus shows, em toda a existência da banda, isso dito no palco pelo próprio Russel. O vocalista se mostrava muito feliz e empolgado pela presença de Bianchi, já que os dois são muito amigos, além disso, Russell já se declarou fã incondicional da voz do brasileiro por diversas vezes. Os dois fizeram uma brincadeira com o público onde eles dividiram a plateia e fizeram a famosa disputa de quem grita mais alto. Ao final, ao que parece, a disputa ficou empatada, pois os dois lados cantaram muito alto.
“Fiquei muito feliz, muito honrado com o convite!! Cantar ao lado de meu grande ídolo e bom amigo Russell, ao lado de uma das bandas que literalmente mudaram os rumos de minha vida e ainda em casa, foi algo que de fato ainda não consigo resumir em palavras… Aquela típica coisa do tipo, a ficha ainda não caiu! (risos). Desde de que começamos a NOTURNALL, “Russ” tem sido um grande amigo, grande incentivador, inclusive na NOTURNALL, o chamamos de “Godfather”, pois ele foi um dos grandes responsáveis pelo atual sucesso da banda. Russell participou de nosso primeiro CD, primeiro Clipe, foi um dos produtores do disco e ainda voou para o Brasil pra participar de nosso primeiro DVD, o “First Night Live” e e ainda foi um dos grandes entusiastas por trás da entrada do guitarrista Norte Americano e também parceiro de Russel na banda americana ADRENALINE MOB, Mike Orlando, na NOTURNALL. Quanto ao público do show do Symphony X, UAU! Que noite! Fiquei muito orgulhoso também, não só por como receberam a banda, mas também por como me receberam! É muito bom saber que você é querido por um público tão especial! Valeu São Paulo, Russell e Symphony X, por essa noite mágica!”, disse Thiago Bianchi.
A banda NOTURNALL está em processo de composição e gravação do novo álbum de estúdio. Ainda sem título definido, o novo trabalho conta com o guitarrista Mike Orlando (Adrenaline Mob & Stonic Stomp), uma das grandes revelações da guitarra nos EUA, Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo), Junior Carelli (teclado), além do baterista Aquiles Priester (Hangar, ex-Angra). Mike Orlando já havia tocado com o Noturnall no cruzeiro Axes & Anchors e no Rock in Rio.
Em 2016, os músicos tem se preparado para lançar o novo trabalho de estúdio, uma nova turnê e DVD. Com Mike Orlando como membro oficial da NOTURNALL, a banda tem orgulho em divulgar que agora é também um grupo internacional.
Os thrashers cariocas do FORKILL acabam de lançar seu novo vídeo clipe, para a música “Let There Be Thrash”, que fará parte do novo disco, “Old Skulls”, ainda em fase de gravações. Com direção de Natane Vidal e produção da Tug Entertainment, o vídeo foca na presença de palco da banda, fugindo um pouco do trabalho realizado no primeiro clipe, da música “Breathing Hate”, de 2013, onde intercalam imagens da banda com cenas dos protestos ocorridos naquele ano.
Assista ao clipe de “Let There Be Thrash”:
A música em si reflete a evolução do grupo em relação ao debut, trazendo um som mais agressivo. “A sonoridade está sensacional”, comenta o guitarrista Ronnie Giehl, que dá pistas sobre o que podemos esperar em termos de influências e método de trabalho: “Semanas atrás começamos as guitarras, mas como optamos por um processo de gravação mais preciso, esse método se torna mais demorado, mas a qualidade é muito superior ao modo tradicional! Nosso engenheiro de som é inspirado pelo produtor Andy Sneap, e pelo método de gravação de bandas como Testament e Exodus, então posso dizer que o resultado final será matador! Estamos buscando uma sonoridade à la “Dark Roots of Earth”, disco do Testament lançado em 2012, mas com a cara do Forkill.”
O grupo também tem alguns shows marcados entre as gravações e está fechando mais shows no estado de São Paulo. No próximo final de semana tocarão no festival Cordeiro Massacre (14/05, na cidade de Cordeiro/RJ) e no dia seguinte na Ilha do Governador/RJ, no festival Get Thrashed. Ronnie finaliza convidando todos os headbangers a comparecerem nestes eventos: “Será uma ótima oportunidade para testarmos ao vivo as novas músicas! Já temos tocado diversas composições do novo álbum ao vivo, e estamos saindo direto do estúdio para realizar estes dois grandes eventos dedicados ao Metal carioca! Esperamos todos lá, prontos para o mosh!”.
O vocalista Leandro Caçoilo começa o mês de Maio repleto de novidades. Logo na primeira semana, o cantor lançou junto com a banda Sancti a faixa inédita “Liberdade”, música que estará presente no novo álbum do grupo. Cantada totalmente em português, a composição mostra novas facetas do vocalista, que é considerado um dos melhores do Brasil. Outra grande novidade é que o cantor segue com os vídeos institucionais onde ensina como cantar clássicos do Metal. Dessa vez, o músico apresenta o cover de “Powerslave”, do Iron Maiden.
“A Sancti foi um trabalho que comecei logo após que eu saí da banda Eterna. Comecei junto com o grande parceiro, também do Eterna, Jason Freitas. Na época, o Rafael Agostino, que não está mais na banda, também começou comigo. Depois de uma demo gravada, acabou que não deu muito certo e saí. Porém, recentemente eles me convidaram novamente e voltei para finalizar o trabalho. Por ser uma música cantada em português, acredito que mostra novas possibilidades tanto na linha vocal como na questão das letras. Aguardo feedback dos fãs, pois eu fiz para vocês”, disse o vocalista. A banda Sancti é formada por Leandro Caçoilo (vocal), Daniel Caçoilo (Guitarra), Jason Freitas (Baixo), Alecio Rodrigues (Teclado) e Wander Oliveira (Bateria).
Escute “Liberdade”, da banda Sancti:
Além da música com a banda Sancti, Leandro Caçoilo também lançou mais um vídeo em seu canal do Youtube. Neste, em especial, o vocalista canta a música "Powerslave", do Iron Maiden. Além disso, no mesmo vídeo ele explica como cuidar da voz em vários momentos e também apresenta a banda brasileira Carro Bomba.
“Nesse vídeo canto uma música de uma banda e vocalista que sou fã. Powerslave, do Iron Maiden. Uma de minhas maiores referências no canto e na vida também. Também vou começar a apresentar bandas brasileiras que gosto muito, a primeira, é o Carro Bomba, grande banda!”, disse o vocalista.
Veja vídeo de Leandro cantando "Powerslave":
Para quem quiser entrar em contato com Leandro para ter aulas ou workshops basta enviar um e-mail para leandrocacoilo@hotmail.com. As aulas do vocalista abordam técnicas como respiração, impostação, repertório, belting, apoio, aquecimento, resistência, drive e ressonância. Para ter aulas de canto com Leandro Caçoilo entre em contato por e-mail ou pelo site oficial do cantor. As aulas são totalmente voltadas para o aluno com gravações em pro-tools, com especialização em Rock ‘n’ roll, Metal, AOR, Thrash, Blues, Soul, etc.
O Brasil tem entrado mais e mais no marcado dos produtos
audiovisuais, e fazendo bonito, digamos de passagem. E uma das maiores
vantagens é a documentação devida de shows que podem estar entrando para a
história do gênero por aqui, como é o caso do festival "Território
Metálico", festival ocorrido em Brasília e que acabou de virar um DVD,
trazendo as apresentações de quatro bandas: VALHALLA, MORETOOLS, MIASTHENIA e ROASTING.
Gravado no Galpão Matrix, podemos perceber que a casa teve
um bom público para as bandas. E cada uma delas mostra um trabalho ótimo, bem
como a força do Planalto Central em termos de Metal extremo.
Em termos de qualidade visual, verdade seja dita: tudo está
em um nível de capricho de primeira. A qualidade sonora está ótima para cada uma
das bandas, sem exceções, assim como a qualidade de imagens é de primeira, em um
nível que raramente vemos por aqui. Parabéns tanto para a equipe que trabalhou
o som e para a de vídeo, pois está tudo muito bom, inclusive os takes de
câmeras estão de primeira. E sem mencionar a existência de menu que nos permite
ver e ouvir a banda que queremos.
Outro atrativo são as entrevistas das bandas entre as
músicas, onde elas falam de sua história e planos, bem como de sua formação,
discografia e estilo. E nas entrevistas, temos inclusive legendas em inglês, o
que torna o produto acessível a fãs do exterior.
A primeira banda do DVD é o VALHALLA.
Valhalla
Um trio experiente, formado exclusivamente por mulheres,
elas arrasam tocando um Death Metal Old School há quase 30 anos (o grupo foi
formado em 1988, com o nome de PHOBIA). São precursoras das bandas femininas no
Brasil, e usando de riffs abusivamente brutos, vocais guturais extremos, baixo
e bateria em uma base rítmica sólida e pesada, tudo em seus devidos lugares.
O trabalho do trio é intenso, agressivo, horas mais veloz,
outras vezes mais cadenciado e azedo, é algo ótimo de se ver e ouvir. Aos mais chatos
pode soar não soar inovador, mas como pedir a um conjunto tão antigo que mude
sua essência?
Apresentando uma ótima postura de palco, o impacto de
canções como "Evil Fills Me", a brutal "Mistery of Existence"
e "Internal War" é absurdo. E espero que elas retornem com um disco
novo em breve!
Em seguida, é a vez do MORETOOLS destruir os tímpanos
alheios.
Moretools
Usando de uma musicalidade sólida à base de uma Death Metal
explosivo com muita influência do Grindcore (veja o contraste entre os vocais
guturais e os berros rasgados e entenderão o que eu digo), mostrando uma boa
técnica e peso de sobra.
A movimentação de palco da banda é boa, sua música flui
cheia de energia e peso, mas não abrem mão de certa técnica no meio de tanta
brutalidade. E uma característica deles é evitar ficarem presos a um único tipo
de andamento, ao mesmo tempo em que algumas doses de Thrash Metal dão as caras
vez por outra.
"Human Dependence", a trabalhada "Razor of
Torment", e a veloz e brutal "Kill Him" são mostras do que este
quinteto de Death Metal maniacs pode fazer.
Muito talento e são promissores!
Seguindo, vem o trio de Black Metal MIASTHENIA.
Miasthenia
Fugindo do ponto comum, investindo em um Black Metal mais
melodioso e soturno, a banda vai bem, mesmo com a ausência de um baixista
(compensada pelos teclados). Mesmo a postura é pouco afetada.
O estilo do trio mixa o lado mais sombrio do Black Metal com
fortes melodias de guitarras, e a presença dos vocais rasgados de Hécate dão
certa diferenciada. O grupo é único, não tem jeito, para desespero das viúvas
do Metal gringo.
Cantado em português e com letras evocando o paganismo
americano dos tempos antes da colonização, eles se mostram uma banda de
primeira. Uma pena que apenas três canções foram postas no DVD (mas lembremos
que o grupo é adepto de músicas longas), mas ouvir ao vivo "Entronizado na
Morte", "Saga ao Xibalbá" e "XVI" valem qualquer
coisa.
O ROASTING, quarteto local, é o último.
Roasting
É muito interessante ver a banda desfilando um Death Metal
Old School (ou seja, voltado aos primórdios, próximo à explosão do estilo na
primeira metade dos anos 90), coesa e brutal. Eles mostram uma boa dinâmica de
andamentos em suas canções, sendo veloz algumas vezes, e um pouco mais
cadenciada em outras.
Se a música do grupo não chega a ser algo inovador, ouvir e
ver a banda tocando "Hypnotic Symphony" e "Lady in White" é
algo de primeira, de deixar qualquer fã de Metal extremo de cabelos em pé.
A postura da banda no palco é muito boa, e tendem a crescer
mais e mais musicalmente.
Nos resta dizer apenas que a iniciativa tanto do festival
como do DVD é algo louvável, e nos resta comprar o item e nos permitir conhecer
um pouco mais da cena do Planalto Central.
Mas fica a idéia: que tal um maior intercâmbio entre as
bandas de Brasília com as de outros estados?
A fertilidade do Brasil para bandas de Metal extremo é algo
realmente surpreendente.
Basta olhar para publicações de confiança, como sites,
revistas e zines e ver no número de bandas que se dedicam às vertentes mais esporrentas
do Metal. O grupo não é pequeno, e poderíamos aferir que 75% das bandas
nacionais dedicam seus esforços ao Thrash Metal, ao Death Metal, ao Black Metal
ou alguma de suas vertentes. E isso torna o trabalho de se sobressair em meio
ao dilúvio bem difícil.
Mas ainda bem que temos sorte, pois vez por outra surgem
bandas promissoras, como o quinteto VULTURE WINGS, de Teresópolis (RJ), que
chega com seu primeiro lançamento, o EP "Funeral Grounds".
A banda segue uma linha mais clássica dentro do Death Metal,
algo próximo a bandas como ENTOMBED e DISMEMBER de seus primeiros trabalhos,
embora não se furtem a usar elementos um pouco mais modernos. E assim, a música
da banda se destaca justamente por ter uma gama de influências que os retira do
bojo das bandas que só fazem mais do mesmo, ou daquelas que nem chegam a tanto.
O VULTURE WINGS veio para acrescentar, para somar, e não para ser apenas mais
um em meio a tantos.
O conhecido produtor Daniel Escobar foi quem pôs a mão na
massa e acompanhou a gravação, mixou e masterizou o EP, tudo feito no HR
Studio, tendo a própria banda com ele na produção. Óbvio que o trabalho soa
brutal e cru nas medidas certas, com o peso vindo das músicas em si, e não da
gravação. E, aliás, que se diga de passagem: a banda está com uma sonoridade seca
e translúcida, nos permitindo entender o que eles estão fazendo. Óbvio que
ainda não é o auge do que pode ser feito, mas está em um bom nível.
Tanto a arte como o layout ficaram nas mãos de Augusto
Miranda, que mesmo na simplicidade de cores, fez algo muito bom e funcional, e
que se encaixou como uma luva na proposta do grupo.
Musicalmente, o VULTURE WINGS se mostra uma banda que foge
da acomodação, de repetir as fórmulas já erodidas pelo uso abusivo, e busca dar
sua contribuição. E justamente pela diversidade musical das influências
individuais de cada músico que tudo ganha uma vida diferenciada, aquele toque
essencial, aquele algo a mais que faz o trabalho ter sentido, fluindo em cada
detalhe, em cada arranjo. E em "Funeral Grounds", eles usam de
músicas com média de duração de cinco minutos, logo, conseguem exibir bastante
dinâmica, nunca ficando em um único tipo de andamento ou arranjos.
"Oath With No Words" é uma instrumental bruta e
climática que vai preparando o ouvinte para o porradeiro que se aproxima. E ele
chega de forma grotesca e explosiva em "Tower of Silence", uma música
com uma bela dinâmica de andamentos e belo trabalho das guitarras (reparem como
os detalhes para o grupo são importantes) e mesmo alguns momentos em que o
baixo se destaca. Em "Walking Corpse Syndrome", o ritmo é mais
cadenciado, com a bateria mostrando sua força e técnica, ao mesmo tempo em que
os vocais usam bastante o contraste entre urros guturais e gritos rasgados, mas
reparem bem como mais uma vez as guitarras estão com riffs ótimos e solos não
muito convencionais. Fechando, temos "Necrophagous Majesty", um
pesadelo sonoro que é cheio de elementos fora do Death Metal em termos de baixo
e bateria, mas que poucos podem perceber, e, além disso, é recheada de mudanças
rítmicas e vocais guturais no melhor estilo.
Teresópolis está se tornando uma nova força do Metal no RJ,
e pelo visto, o VULTURE WINGS deve se tornar umas das forças do Metal na
cidade.
Nos domínios do Metal extremo, a fusão do Death Metal com o
Thrash Metal é algo antigo, feito desde a segunda metade dos anos 80 e um
pedaço da década de 90. E nos dias de hoje, muitas bandas buscam equilibrar esta
mistura, sem descaracterizar o gênero. No Brasil, o estilo já possui uma
escola, onde novos nomes estão surgindo e ampliando fronteiras com novas
possibilidades. E um nome ótimo é o do quarteto DYSNOMIA, de São Carlos (SP),
que após lançarem o EP "As Chaos Descends" de 2013, agora voltam com
seu primeiro álbum, o destruidor de pescoços chamado "Proselyte".
A banda refinou um pouco mais o estilo, mantendo a
brutalidade e agressividade do Death Metal com a técnica e pegada do Thrash
Metal, mas incorporou certo fundo melódico que mantém suas canções mais
concisas (reparem bem como os solos estão bem mais trabalhados e mantendo
coerência melódica). Mas não se preocupem: a esporreira infernal de antes está
intacta, apenas mais robusta e objetiva. E é bom prepararem os pescoços para o
torcicolo!
Gabriel do Vale e o próprio quarteto dividiram a
responsabilidade de produzir "Proselyte", e Gabriel ainda mixou e
masterizou o disco no Nova Estúdio, e a banda conseguiu um bom nível em termos
de qualidade sonora. Os timbres dos instrumentos estão muito bem, conseguindo
aliar todos os aspectos musicais que compõem a personalidade do DYSNOMIA de
maneira harmoniosa e coesa. E o melhor de tudo: a agressividade da banda está
muito bem equilibrada com a limpeza necessária.
Do lado artístico, falar de Gustavo Sazes é chover no
molhado. Mais uma vez, uma bela arte, que captou perfeitamente a mensagem azeda
que a palavra "Proselyte" tem, e soube esboçá-la em forma de arte. E
isso tudo embalado em um Slipcase providencial.
"Prosélito" (tradução do termo para nossa língua) era
uma denominação dada aos convertidos ao Judaísmo na antiguidade, mas que foi
adaptado não só ao âmbito religioso, mas mesmo ideológico/social/político. E
realmente, é tão atual que nunca vimos as pessoas se degladiando por tudo, em
especial nas mídias sociais. E é esse o lado que o DYSNOMIA trabalha suas
letras críticas.
A música da banda atingiu um nível de maturidade ótimo desde
"As Chaos Descends", e "Proselyte" é justamente um passo
adiante, mostrando que tudo no grupo evoluiu bastante. É ouvir e ficar grudado!
Destaques: a brutal e bem trabalhada "Ascension"
com suas mudanças de tempo e excelente trabalho de baixo e bateria; a feroz e
agressiva "Palingenesis" com mais mudanças de ritmo, mas mesmo assim,
as guitarras da banda mostram um serviço de primeira nos riffs e solos; "Proselyte"
e seu ataque de riffs opressivos e contagiantes, além de vocais urrados muito
bem encaixados nas partes instrumentais; a bela e criativa "Sisyphus",
que tem um início melodioso e com partes de guitarras limpas, mas que vira um
caos de peso e rispidez logo, sempre mantendo a qualidade musical do grupo em
arranjos de primeira (reparem como algumas melodias sombrias dão as caras); e a
avassaladora e rápida "Obsolete Humachinery" com seus arranjos mais
brutais, mas sem perder a noção técnica.
"Proselyte" vem coroar um bom momento para o
DYSNOMIA, que tem tudo para ir ainda mais longe. Por agora, é bom arrumarem cremes
para torcicolo!