25 de abr. de 2016

25/04/2016: MS Metal Agency Brasil NEWS




SHADOW OF MERCY: compilação de EPs será lançada no formato físico


A banda SHADOW OF MERCY confirmou o lançamento físico de uma compilação, que trará os seus dois EPs, intitulado “Reflections of a Life” e que conterá dez faixas, através da MS Metal Records, com distribuição da Voice Music para todo o Brasil, no segundo semestre.

Em paralelo, a SHADOW OF MERCY lançou recentemente o seu mais novo videoclipe, para a música “The Face in the Crowd”, extraída do seu vindouro EP “Reflections of a Life pt. 1”.


O material, que foi disponibilizado no canal oficial do grupo no YouTube, contou com a produção da Mr. Fish Produções Artísticas, além da produção musical ter ficado a cargo da Ponto diFusão e do estúdio Vibe, este último responsável pelo processo de masterização.

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A CURVA: primeiro álbum já está em fase de produção


O primeiro álbum da banda soteropolitana A CURVA, ainda sem título, já está sendo registrado em Salvador, no Revolusom Studio, sob a condução do produtor fonográfico Marcos Franco.




O referido trabalho será lançado no segundo semestre de 2016, através da Alternative Music Records, com distribuição da Voice Music para todo o Brasil.

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AMENIZE: baterista do grupo lança vídeo inédito no YouTube


O baterista Danilo Cruz, da banda AMENIZE, lançou no seu canal no YouTube, um vídeo playthrough para a música “Rivals”, extraída do seu segundo álbum “Black Sky”. 


“Black Sky”, segundo álbum da AMENIZE, será lançado e distribuído no Brasil, no seu formato físico no primeiro semestre de 2016, através da MS Metal Records e  Voice Music, respectivamente.

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TRIEB: lançado primeiro single do álbum “Deserto”


A banda TRIEB lançou oficialmente no seu canal no YouTube, para audição, o single "The Ballad of a White Horse", primeiro extraído do seu vindouro álbum “Deserto”.

"The Ballad of a White Horse" é composta por extratos de um poema de GK Chesterton sobre as façanhas do rei saxão Alfredo, o Grande, publicado em 1911. Escrito em forma de balada, o trabalho tem sido descrito como um dos últimos grandes poemas épicos tradicionais já escritos no idioma Inglês. 


O poema narra como Alfredo foi capaz de derrotar os invasores dinamarqueses na batalha de Ethandun sob os auspícios de Deus operando através da agência da Virgem Maria. Além de narrar os feitos militares e políticos de Alfred, o poema também é considerado uma alegoria católica. Chesterton também incorpora uma quantidade significativa de filosofia na estrutura básica de sua narrativa.

O poema é conhecido por sua influência nas obras de outros escritores ingleses, como J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis. Ele também ficou conhecido por ser um dos poemas mais lidos pelos soldados ingleses que lutaram nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial.

A história do poema é um assunto muito comum na ficção inglesa, tendo sido retratada no romance histórico "The Last Kingdom" e na série de TV "Vikings". Nas últimas palavras do poema, Chesterton nos adverte sobre o perigo trazido pelas chamadas "novas ideias" do século XIX, como o comunismo, o evolucionismo, o utilitarismo, entre outras. 

Para combater essas doutrinas, Chesterton criou um sistema político-econômico que buscava ser não-destrutivo das formas tradicionais de vida da população pobre, o Distributismo, que tinha como objetivo a promoção da maior propagação possível de pequenas propriedades/meios de produção como forma de empoderamento do pequeno empreendedor, um sistema que, acreditava ele, era natural para a sociedade e que havia sido vilipendiado pela ganância do grande produtor, apoiado pelo governo. 

Em grande parte esquecido pelas massas, seus escritos ainda inspiram uma minoria dos combatentes da liberdade intelectualizados por todo o mundo, em sua luta contra a concentração em curso da propriedade nas mãos dos ricos e contra o grande governo que lhes sustenta. 

Para aqueles que se interessaram pelos feitos de Alfredo, o Grande:


Para aqueles que se interessaram pela obra de Chesterton: 


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THE CROSS: nota oficial sobre falecimento do guitarrista


O guitarrista da banda soteropolitana THE CROSS, Elly Brandão, veio a falecer no último dia 16 de abril, em Salvador, vítima de um quadro irreversível de Câncer no fígado.

O músico vinha lutando contra a doença nos últimos anos, em paralelo ao seu trabalho com o THE CROSS, que registrou o EP “Flames Through Priests” em 2015, o qual vem sendo extremamente bem recebido pela imprensa mundial.

O vocalista Eduardo “Slayer” Mota, líder do THE CROSS e amigo pessoal de Elly, disponibilizou um depoimento de despedida para o artista, que pode ser conferido logo abaixo:

“É com muita tristeza que me despedi de um grande irmão, que muito me incentivou em minha carreira e que, sem ele, não teria existido o retorno do THE CROSS ao cenário. É muito difícil ver uma pessoa tão querida partir, mas em alguns casos, a morte pode ser o melhor caminho, um descanso merecido para um guerreiro, que não tinha mais condições de lutar uma luta desleal. Vá em paz irmão! Estaremos juntos em breve! Nossos últimos momentos ao som de Candlemass, jamais serão esquecidos!”

Eduardo “Slayer” Mota”

Em paralelo, o THE CROSS continua o processo de pré-produção do seu vindouro álbum homônimo, que contém músicas de Elly Brandão e que será lançado no Brasil através da Eternal Hatred Records.

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TROPA DE SHOCK: confirmado show em casa tradicional de São Paulo


A banda TROPA DE SHOCK confirmou um novo show, em suporte ao seu nono álbum “Inside the Madness”, que acontecerá na cidade de São Paulo, contando com um set list repleto de clássicos para a ocasião.


A apresentação acontecerá no dia 30 de abril, sábado, no London Station, às 23h00. 

Serviço:

Tropa de Shock – Inside the Madness Tour 2015

Data: 30 de abril (sábado)
Local: London Station
Cidade/Estado: São Paulo/SP
Entrada: Não Informado
Horário: 23h00

“Inside the Madness” foi lançado no Brasil através da MS Metal Records, com distribuição da Voice Music.

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NEWSONIC: debut álbum será distribuído pela Alternative Music Records


A versão física do primeiro álbum da banda carioca NEWSONIC, intitulado “Novos Rumos”, será distribuído no Brasil através da Alternative Music Records para os principais veículos de mídia, a partir do segundo semestre de 2016.

Em paralelo, a NEWSONIC continua o processo de agendamento de datas para seus shows, em suporte ao referido trabalho. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através do e-mailcontato@msmetalagencybrasil.com.

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SILVER MAMMOTH: confira resultado da mega promoção da banda paulista


O inglês Martin Fraguglia, morador da cidade de Liverpool, foi o grande vencedor da promoção lançada pela banda paulista SILVER MAMMOTH, sendo agraciado com um kit completo do grupo.

A promoção consistia em responder a pergunta: “O que é uma Mindlomania pra você?”; e a melhor resposta seria avaliada pelos membros da banda, que elegeram nesta semana a de Martin: “MINDLOMANIA... O estado em que a mente sofre uma determinada mania, pode ser obsessão, perversão, compulsão, desilusão, histeria...”
 
Em paralelo, “Mindlomania”, terceiro trabalho da SILVER MAMMOTH, continua conquistando o velho mundo, com uma média altíssima de avaliações em alguns dos seus principais veículos, principalmente no Reino Unido.

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SUPERSONIC BREWER: novo single anuncia título do seu próximo álbum





A banda SUPERSONIC BREWER disponibilizou para audição, no seu canal oficial no YouTube, o seu novo single “Trapped In An Hourglass” do vindouro terceiro álbum "In Blackness".


Em paralelo, a SUPERSONIC BREWER continua o processo de composição do seu segundo álbum, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2017, novamente através da MS Metal Records no Brasil. 

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JUNINHO CARELLI: empresa do artista registrará novo DVD do Avantasia





O tecladista da banda NOTURNALL, Junior Carelli, será o diretor do novo DVD do Avantasia, que será registrado no Brasil no dia 23 de abril, através da sua empresa Foggy Filmes! 

Segundo o músico e diretor audiovisual: “Trabalhar com grandes talentos da música pesada internacional muito me honra. “Cresci ouvindo o Avantasia e, inclusive, já fiz parte de uma banda tributo aos caras, na época em que estive no conservatório de música. Ter sido convidado para dirigir este trabalho é emocionante”.

O show, que aconteceu no Espaço das Américas (SP), foi a última apresentação da turnê que promove seu mais recente álbum "Ghostlights" na América do Sul.

A banda realizou um show com mais de 3h de duração, executando músicas de todos os álbuns e também de seu supracitado novo trabalho.

Além de Tobias Sammet, o line-up da banda é formado por Sascha Paeth, Oliver Hartmann, Miro Rodenberg, Andre Neigenfind e Felix Bohnke. Os vocalistas confirmados para esta turnê são: Michael Kiske, Eric Martin, Ronnie Atkins, Jorn Lande, Herbie Langhans e Amanda Somerville.

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BUSINESS WEEKEND: confira o lyric video “Me Escute”





O BUSINESS WEEKEND registrou um lyric vídeo para a faixa “Me Escute”, segundo single em divulgação ao “[P]aradox”, lançado digitalmente no início de 2016. O vídeo foi produzido por Thiago Gomes no Gnu Studio, em Rio das Ostras-RJ.




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Assessoria de Imprensa: www.facebook.com/IslandPressBr


Fonte: Island Press

23 de abr. de 2016

HAGBARD - Vortex to An Iron Age (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


E os guerreiros do Folk/Viking Metal do Brasil estão de volta.

Sim, mesmo depois de apenas um ano desde "Tales of Frost and Flames", o quinteto HAGBARD, de Juiz de Fora (MG) está de volta, desta vez com seu segundo álbum, "Vortex to An Iron Age", que não deixa nada a desejar aos seus antecessores.

Mais uma vez, a banda caprichou, mantendo a personalidade que vemos em seus trabalhos anteriores. Mas há algumas diferenças interessantes: as harmonias, que já era ótimas, ganharam mais corpo e elegância, ao mesmo tempo em que as linhas melódicas estão bem mais trabalhadas e envolventes. Óbvio que o lado mais brutal do grupo continua ali, mas a banda parece ter reforçado o lado mais Folk/Viking de sua música, ficando um pouco mais melodioso. Óbvio que os vocais continuam guturais, mas existem muitas vozes limpas também, as guitarras estão ainda melhores, baixo e bateria caprichando na base rítmica pesada e bem coesa, e os teclados dão aquela atmosfera Pagan da qual tanto gostamos, mas o alinhavo melodioso e certa preocupação com os arranjos estão evidentes. Tanto que existem partes de violinos, vocais femininos bem melodiosos, corais com vozes masculinas limpas, e alguns deliciosos detalhes que poderão ouvir com calma.

Mais uma vez tendo mixagem e masterização de Jerry Torstensson, do Dead Dog Farm Studio, em Säffle, Suécia. Para quem não lembra, é o mesmo que fez os mesmos trabalhos em termos de sonorização de "Rise of the Sea King", logo, a gravação do disco ficou muito boa, com cada instrumento em seu devido lugar, e timbres bem escolhidos (embora fiquem bem próximos do que eles podem apresentar ao vivo), fora um peso avassalador.

Já a parte visual, mais uma vez vemos uma obra de muito bom gosto das mãos de Marcelo Vasco, da PR2DESIGN (que já trabalhou com SLAYER, BORKNAGAR, MYSTERIIS, entre outros), e ficou muito boa, antenada com a proposta musical/lírica do grupo.

Em 9 canções, mais uma vez o HAGBARD atinge um nível musical que não cabe mais no Brasil. Arranjos bem feitos, o som polido e agressivo nas devidas proporções. E isso sem falar nas presenças de Vinicius Faza Paiva nos violinos, Lívia Kodato nas vozes femininas, Luqui di Falco (da banda de Hard Rock GLITTER MAGIC, de Juiz de Fora) no violão, e Maurício Fernandes nos backing vocals, presenças que deram um brilho adicional às músicas.

Não é fácil observar as músicas de "Vortex to An Iron Age" e escolher uma melhor. O disco é nivelado por cima. Mas podem começar a audição pela épica e brutal "Never Call the Sage to Drink in Your Home" (cheia de belos arranjos de teclados, mas vocais de primeira), a mais cheia de detalhes e arranjos bem feitos "Bridge to a New Era" (com a base baixo-bateria aparecendo bastante, fora vocais limpos contrastando muito bem com violinos e vozes guturais); a mais cadenciada e azeda "Iron Fleet Commander" e seus belos toques de violinos; a introspectiva e limpa "Last Blazing Ashes" (sim, uma canção Folk, com bateria, vocais limpos e teclados apenas, dando um toque de bom gosto ao disco), a pesada e climática "Inner Inquisition" (bem trabalhada nos arranjos de guitarras, mas adornada com belíssimas vozes femininas), e a mais bruta "Shield Wall" (embora carregada de uma atmosfera melancólica típica do Folk Metal).

Rebuscando os valores de outrora, como orgulho e honra, sentimentos primordiais que há muito andam sendo esquecidos, "Vortex to An Iron Age" é um disco maduro, e que como foi mencionado acima, mostra que o grupo já deve pensar em viagens para fora do continente, pois a música do HAGBARD está grande demais para o Brasil.





Músicas:

1. Intro
2. Never Call the Sage to Drink in Your Home
3. Bridge to a New Era
4. Iron Fleet Commander
5. Last Blazing Ashes
6. Death Dealer
7. Relic of the Damned
8. Inner Inquisition
9. Deviant Heathen
10. Shield Wall
11. Outro


Banda:


Igor Rhein - Vocais
Danilo "Marreta" Souza - Guitarras
Rômulo "Sancho" Piovezana - Baixo
Gabriel Soares - Teclado, vocais limpos, backing vocals
Everton "Tonton" Moreira - Bateria


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22 de abr. de 2016

BLOOD TEARS - Three Wishes (álbum)


2016
Independente
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Músicas:

1. Peace at Last
2. Werther's Fate
3. Ultimate Meeting
4. Eminent Fall
5. My Dearest Scar
6. Jail of Solitude
7. In a Sea of Sadness
8. Still in Tears


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O mix de Metal com influências do Gothic Rock já foi um gênero bem popular dentro da cena. Mas de uns 7 ou 8 anos para cá, parece ter caído em desuso. Mas isso no fundo é bom, pois apenas as bandas que fazem este tipo de linha porque querem e gostam do que fazem continuam. E são essas que fazem a diferença.

Mas é tão bom ver uma banda com essa vocação aqui no Brasil, como é o ótimo trabalho do BLOOD TEARS, de Caxias do Sul (RS), que após Demo CDs e splits, chega com seu primeiro álbum, "Three Wishes".

Pesado, belo e elegante, "Three Wishes" é uma belíssima amostra do que poderíamos chamar de Gothic Doom Metal, onde o peso deve estar aliado a uma estética musical mais refinada. Percebe-se a influência de nomes como o MY DYING BRIDE e THEATRE OF TRAGEDY em suas fases mais seminais e criativas, mas o grupo tem personalidade. E muita, para ser sincero.

A banda não se furta do uso de vocais rasgados e guturais quando lhe convém, nos momentos mais agressivos. Mas ao mesmo tempo, existem momentos mais climáticos, onde o vocal limpo domina, outros em que são mais sussurrados, e ainda temos a presença de vozes femininas aqui e ali. Óbvio que as guitarras são de alto nível, baixo e bateria são bem entrosados na base rítmica, e os teclados estão muito bem encaixados, mas não sendo meros coadjuvantes, mas parte importante do todo.

Produzido por Roger Fingle, o disco possui uma sonoridade mais seca, priorizando alguns timbres mais azedos nas guitarras, mas ao mesmo tempo, todos os instrumentos estão claros e audíveis. A clareza está em bom nível, e a crueza faz parte do trabalho em si.

Basicamente, Earth cantou e tocou quase tudo em "Three Wishes", mas há a participação de vários músicos em algumas faixas, como Malthus na bateria, Rodrigo Boz na guitarras, Arntor nos teclados, Daniehl Tears no baixo e vocais, Fernanda Ishida nas guitarras e vozes faladas, e Myth nos vocais extremos e guitarras.

E em termos musicais, a criatividade impera, trazendo aquela aura melancólica sombria que envolve o ouvinte a cada segundo, mantendo-o preso à banda. Cada arranjo é belo, cada segundo é precioso.

Melhores momentos em um disco desses seria algo leviano de ser falado. Mas apenas para referência, a bela e introspectiva "Werther's Fate" (com seu jeitão meio Doom e meio Goth de ser, com belos vocais limpos); a força do lado mais agressivo dos vocais em "Ultimate Meeting" (mesmo com a beleza dos teclados atmosféricos aqui e ali, e o peso de riffs excelentes); a criatividade agressiva e soturna de "Eminent Fall" (belo trabalho de guitarras); a beleza instrumental contrastada por vocais rasgados e outros normais em "My Dearest Scar", que tem uma beleza triste e deliciosa; e o peso mais agressivo que a soturna e climática "In a Sea of Sadness" carrega, com um trabalho bem legal de baixo e bateria.

No mais, o BLOOD TEARS é uma excelente banda, merece aplausos, e que continue este trabalho tão bom que ouvimos em "Three Wishes".


Banda:

Earth - Vocais, vocais limpos, guitarras, baixo, teclados


Contatos:



WITH THE DEAD - With The Dead (Álbum)


2016
Importado

Nota: 10,0/10,0

Músicas:

1. Crown of Burning Stars 
2. The Cross 
3. Nephthys 
4. Living With the Dead 
5. I Am Your Virus 
6. Screams from My Own Grave


É muito interessante notar que músicos, mesmo após aposentarem suas bandas, parecem ter o bom e velho "bicho carpinteiro" em si de tal forma que eles se recusam a ficar parados. Morre uma banda, e logo eles voltam com outra.

E esse é o caso do trio inglês WITH THE DEAD, que se levantou do túmulo e concedeu ao mundo o seu primeiro disco, o ótimo "With The Dead".

Para quem não sabe, este é o novo trabalho de Lee Dorrian (conhecido amplamente por seus trabalhos com o NAPALM DEATH e CATHEDRAL), que se uniu a Tim Bagshaw (ex-baixista do ELECTRIC WIZARD) e ao batera do RAMASSES, Mark Greening. Creio que fica óbvio qual o estilo do grupo: Doom Metal na sua mais azeda e bruta forma de ser. Sim, é sinistro, azedo e melancólico nas medidas certas, com uma sujeira instrumental que é proposital, mas sem que a qualidade do grupo fique oculta. E digamos de passagem, o resultado é excelente.

A produção é de Jaime Gomez Arellano, que já trabalhou com nomes como o próprio CATHEDRAL, além de GHOST e ANGEL WITCH. O som é ríspido, cru e abrasivo, mas orgânico, mas ao mesmo tempo, conseguimos compreender o que a banda está tocando sem problemas. Ou seja, eles conseguem equacionar a crueza instrumental com uma qualidade sonora ótima de forma bem satisfatória.

Mas o que esses músicos tão tarimbados podem oferecer aos fãs do gênero?

O WITH THE DEAD não é uma banda com pretensões de revolucionar nada em termos musicais, e talvez por isso seja tão bom. A espontaneidade é sensível em cada segundo de música, nada é forçado.

A fusão da voz crua e azeda de Lee, mais os riffs sujos e criativos de Tim (bem como seus solos melodiosos), mais o peso da base constante de Tim (sim ele tocou baixo no disco) e Mark é capaz de dar aquele sopro de vida ao gênero, já desgastado pela overdose de bandas que nada possuem a dizer, aquelas que ficam na linha entre o bom e o regular. E aproveitando-se de sua liberdade de criação, o grupo criou seis músicas ótimas, todas com excelentes melodias, e que duram em média entre seis e sete minutos (sem cansar nossos ouvidos).

O disco abre com a ótima "Crown of Burning Stars", azeda e cheia de um feeling melódico denso, recheado de belas guitarras. Em "The Cross", o andamento ganha um pouquinho (só um pouquinho!) de dinâmica e groove, mas o peso é avassalador, mostrando que mesmo na simplicidade, baixo e bateria podem mostrar um toque de refinamento técnico que nos permite não ficarmos empanzinados. As lições do BLACK SABBATH ficam mais evidentes em "Nephthys", com aqueles riffs de guitarra pesados e cheios do feeling criado por Mr. Iommi, embora o contraste entre a voz forte de Lee e as guitarras de Tim seja muito interessante. E tais elementos tornam a aparecer muito bem em "Living With the Dead", que é soturna, mas recheadas de melodias sinistras no meio da base peso pesada de Tim e Mark, que mostra algumas variações muito interessantes. "I Am Your Virus" mostra alguns toques um pouco mais experimentais pela presença de efeitos sonoros sinistros, contribuindo para que a aura sinistra que permeia o disco continue constante, mais uma vez com Lee mostrando excelente forma. E em "Screams from My Own Grave", vemos que o trio é capaz de criar aquela mesma atmosfera sinistra e densa que os filmes da Hammer Film Productions fazia, devido ao andamento lento e aos riffs abusivamente climáticos e aos vocais bem trabalhados.

E merece uma versão nacional, nem que seja por um crowdfunding apenas para os interessados.

Excelente banda!

Em tempo: depois da gravação, se juntaram a banda o baixista Leo Smee e o baterista Alex Thomas.


Banda:

Lee Dorrian - Vocais
Mark Greening - Bateria, Hammond 
Tim Bagshaw - Guitarras, baixo


Contatos: