25 de jan. de 2016

SOMAGNET: primeiro show do ano é anunciado





O carioca SOMAGNET promete muitas novidades para este ano e para começar com o pé direito “estreia” o ano em um grande festival na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro.

A banda se apresenta no festival São Gonçalo Rck no dia 14 de fevereiro no antigo Forró do Bill, centro da cidade. Entre as bandas que completam o cast, nomes como Dixie Heaven, Staka, Paperhead, entre muitos outros.

Mais informações e lista amiga: https://www.facebook.com/events/1036368393092889/

O SOMAGNET prepara o sucessor de ‘Haunted Mansion’, e em breve anunciará detalhes. O EP, lançado em 2014, foi produzido pelo dinamarquês Flemming Rasmussen, responsável pela produção de clássicos universais como ‘Master of Puppets’ do Metallica, ‘Covenant’ do Morbid Angel e ‘Imaginations From the Other Side’ do Blind Guardian.


O EP pode ser ouvido gratuitamente e também comprado pelo link:


Um videoclipe para a faixa ‘Healed’ também foi lançado.


Contato para shows e merchandise: contact@somagnet.com.br

Sites relacionados:


Fonte: Metal Media

UNEARTHLY: atividades suspensas para recuperação da saúde do vocalista




Muitas vezes esquecemos que o músicos, apesar de tudo que oferecem a humanidade, também são humanos e estão sujeitos as intempéries da vida, como todo relis mortalis. Desta vez quem encara um destes desafios é o UNEARTHLY e seu vocalista Felipe Eregion.

Recentemente o talentoso músico descobriu um sério problema no coração e terá que ficar afastado de todas as atividades com o UNEARTHLY, pelo menos no que diz respeito a atividades que exigem mais do físico do músico, que deve continuar compondo para o próximo álbum dos Brazilian Devils.

O próprio vocalista envia uma mensagem:

“Ao fãs e amigos,

Nunca fui de me expor muito e não quero de forma alguma usar isso para chamar atenção, somente comunicar a todos que de alguma maneira estão relacionados e interessados no trabalho do Unearthly.

Durante os primeiros dias deste ano descobri uma má formação no coração que pensei ser algo simples (apesar de ser onde é) e durante as últimas semanas me mantive dedicado a seguir as prescrições médicas, infelizmente ontem descobri que é algo mais grave do que o imaginado e precisará de uma intervenção cirúrgica que poderá me afastar definitivamente dos palcos.

A banda decidiu por assim suspender todas as atividades até que eu possa ser clinicamente liberado a voltar, mas caso não ocorra infelizmente esse será o fim definitivo de uma era em nossas vidas.

Muito obrigado a todos, estou recebendo muito apoio e incentivo da minha família e amigos próximos e vou lutar até o fim.” – Felipe Eregion

Seu amigo e parceiro de banda, M. Mictian, também deixa uma mensagem:

“Estamos muito abalados com a notícia, manteremos o cronograma de pré-produção e gravação do novo álbum, mas shows somente quando tivermos a liberação de Eregion pelo médico e se isso acontecer.”

Eregion entrou no UNEARTHLY por volta de 2005 e junto com M. Mictian levou o grupo a um novo patamar, tanto musicalmente quanto de reconhecimento, lançado alguns dos maiores discos do cenário brasileiro e, enfim, sendo reconhecidos internacionalmente.

Agora, não apenas o UNEARTHLY mas todos os fãs da boa música feita no Brasil, esperam ansiosamente por boas notícias e pela recuperação plena do músico para que possamos continuar sendo presenteados com a música da maior banda de Black Metal do Brasil na atualidade.


Sites Relacionados:


Fonte: Metal Media

ANGRA: banda será uma das atrações do "Black Rock" em Salvador





Esse ano o carnaval de Salvador irá apresentar uma grande mistura de ritmos. O encontro entre o cantor Carlinhos Brown e as bandas de rock ANGRA e Sepultura, no sábado (6 de fevereiro), no Circuito Dodô (Barra-Ondina), é exemplo da diversidade musical mais esperada na folia baiana.

O bloco sem cordas que irá levar aos foliões uma grande homenagem ao rock foi criado através da amizade e parceria de anos entre o empresário Paulo Baron diretor da Top Link Music e o cantor Carlinhos Brown. 

O camarote andante intitulado “ Black Rock” foi anunciado ano passado durante a abertura do Sarau do Brown 2015 que contou também com a participação de músicos da banda ANGRA e não será apenas um projeto voltado para o período de carnaval.

O grande objetivo do “Black Rock” é proporcionar aos fãs do estilo uma nova experiência musical e uma opção diferente para curtir a festa neste que é o circuito mais famoso do carnaval baiano.


Outras informações: www.toplinkmusic.com

Site Angra: www.angra.net


Marketing Artístico/Entretenimento
A/C Damaris Hoffman


DOOMSDAY HYMN: banda posta primeira parte da retrospectiva 'DestrucTour On The Road'




Nas próximas semanas a banda DOOMSDAY HYMN soltará uma série de relatos descrevendo passo a passo sobre a DestrucTour, uma grande aventura pela América do Sul, acontecendo entre os dias 30 de Setembro e 11 de Novembro começando pelo Norte do país em Rondônia e terminando no Paraguai. Como nem todas as experiências foram positivas alguns nomes serão trocados ou omitidos por uma simples questão de ética e respeito, são muitas histórias e relatos extremamente interessantes que queremos compartilhar com todos vocês, esta foi apenas a primeira de muitas que ainda queremos realizar.

Segue abaixo o relato sobre o trecho Curitiba (PR) – Ariquemes (RO) - Rio Branco (AC).

Bom nossa tour começou no dia 30 de setembro a noite quando nos encontramos no aeroporto Eu Karím, Gil, Allan, Angelo e Jajá, por volta de 18 hs para embarcarmos rumo a Porto Velho-RO , onde faríamos uma breve escala com destino a Ariquemes no interior do estado a +/- 300 kms da capital, local do primeiro show. Como tudo nessa tour foi feito na base da economia, compramos as passagens da forma mais econômica possível e nem todos pudemos seguir no mesmo vôo, o Allan deu sorte pegou um vôo direto para Porto Velho chegando lá por volta de 23 hs onde foi recebido pelo nosso brother Jacob e hospedado na base Pingo D´Água, pelo Lauriano e sua esposa Kenny (gente finíssimas diga-se de passagem) Eu o Angelo e o Gil faríamos uma “pequena” escala de 7 hrs em São Paulo (aproveitamos para rever alguns amigos) afim de pegar o voo rumo a Porto velho dia 01/11 as 7:00 am e o Jarlisson, por motivos que não convém comentar foi de avião até Cuiabá e lá pegou um táxi para a rodoviária para embarcar numa pequena viagem de aproximadamente 20/22 hrs de ônibus até Ariquemes.

Em Porto Velho, fomos recebidos pela galera do Moto Clube Zadoque que foi nos buscar num micro ônibus cedido pela prefeitura e fomos direto para Ariquemes numa viagem de mais ou menos 3 horas debaixo de um sol escaldante (no ônibus tinha AC) mas paramos em um restaurante na estrada e pudemos experimentar um pouco do calor que nos acompanharia pelos próximos dias. Já em Ariquemes o Aldo (organizador) nos deixou no hotel para descansarmos um pouco antes de ir até a base Zadoque MC para um momento de comunhão com a galera, No dia seguinte, Sexta-Feira dia 02/10 a tarde fomos, até o local do evento para montar tudo e passar o som. Local esse muito legal, com capacidade para umas 200/250 pessoas o som providenciado para o evento era bem legal, o técnico também bem gente fina passamos tudo sem maiores problemas já encontramos com a galera nota 10 do Illusions of Death de Porto Velho trocamos uma ideia, montamos a banquinha do merchan e aguardamos o início do evento. De noite a galera compareceu em peso, casa cheia, público extremamente receptivo, se quebrando o show inteiro, apesar da parada de um dos terminais de Ar Condicionado da casa o que gerou um calor quase que insuportável durante nosso show. Para q se tenha uma ideia o piso era de azulejos e estava molhado, não suado, mas molhado mesmo como se tivessem derramado água no chão. Mas isso não diminuiu a adrenalina de ninguém, seguimos tocando normalmente. Som bom, público bom, interação boa, organização excelente. Tudo nota 10, maravilha. Tiramos muitas fotos com a galera, aliás isso foi uma constante em toda a Tour. Ariquemes foi uma grata surpresa pois não esperávamos tanta gente em uma cidade pequena como aquela. No dia seguinte tivemos um momento muito legal de convivência com o pessoal da base Pingo D´Água de PV e do MC Zadoque de Ariquemes antes de seguirmos novamente para a capital e embarcar no voo rumo a Rio Branco no Acre.

Chegamos em Rio Branco por volta de meia noite, curiosidade, saímos de Porto Velho meia noite e por conta do fuso horário chegamos em Rio branco 1 minuto mais tarde. O Heryc e o Max nos levaram até o mercado velho comer uma tapioca e tomar um suco de cupuaçu antes de ir dormir. No dia seguinte, domingo 4 de outubro na parte da tarde seguimos para o Loft Lounge Bar para montar e passar o som, bar muito legal, bonito, arrumado e o som, por conta do Josélio ficou filé. A noite fomos ao local do evento por volta de 20 hrs para montar o merchan e etc... Bom devo confessar que esse show também foi uma grande surpresa para nós, pois esperavamos a presença maciça do público acriano, que normalmente comparece aos shows de bandas de outros estados, mas por algum motivo que foge ao meu entendimento isso não aconteceu, apenas 30 % do bar estava ocupado, muito estranho para uma cidade onde seus principais ícones pregam a união e fortalecimento da cena porém não vi nenhum deles por lá. Só me resta concluir que houve algum tipo de boicote por algum motivo que realmente não entendo. O show seguiu com alguns problemas técnicos, falha nossa, assumimos a responsabilidade, e também estávamos bem chateados e frustrados pelas expectativas não correspondidas, Agradecemos em especial ao Bala a Aldine e o Fernando, o Arthur o Raylsson (que me emprestou a guita quando estourou minha corda) e ao Josélio pelo trampo. Organização massa, receptividade 100% show e público... bem, deixa pra lá, mas, não podemos deixar de citar e agradecer a galera que foi, permaneceu e interagiu muito bem. Chegamos no MH studio onde iríamos dormir por volta de 3 da manhã, apenas cochilamos pois as 7 horas já deveríamos estar na rodoviária de Rio Branco para partir rumo a Lima no Perú, trecho que se tornou o mais exaustivo e estressante de toda a tour como vocês poderão conferir na próxima semana.


Você encontra o álbum 'Mene Tequel Ufarsim' nos seguintes formatos :

Plataformas Digitais:

CD - Versão Nacional:

CD - Versão Americana (Com bônus).
Rottweiler Records: http://bit.ly/RottweilerRecords
Nordic Mission: http://bit.do/DDHNM

Clip - Mene Tequel Ufarsim:



DOOMSDAY HYMN é :

Gil Lopes (V), Karim Serri (G), Angelo Torquetto (G), Allan Pavani (B) e Jarlisson Jaty (D)




NOTA DE ESCLARECIMENTO EXODUS NO BRASIL!




A Liberation Music Company lamenta profundamente pelos problemas que a banda EXODUS e o público do Nordeste tiveram com a produção do show em Fortaleza, que veio a ser cancelado pela banda.

Segundo membros da banda e técnicos de sua equipe, a produtora responsável pelo show, Produções 4U, não teria cumprido com o pagamento total do cachê da banda, não teria providenciando alimentação e mínimas condições profissionais de trabalho.

Conforme noticiado em nossas redes sociais, a Liberation MC não é a organizadora da turnê do EXODUS no Brasil! Somos apenas a produtora dos shows em São Paulo (24/01 – Carioca Club) e Rio de Janeiro (28/01 – Circo Voador)!

Há também produtoras sérias e comprometidas envolvidas com os shows nas outras cidades brasileiras. Infelizmente, eventos desastrosos como os que ocorreram em Fortaleza prejudicam a imagem do metal brasileiro e é estarrecedor que fatos assim continuem acontecendo na América do Sul.


A/C Costábile Salzano Jr.

Novo álbum de Joe Bonamassa, ‘Blues Of Desperation’, no Brasil pela Voice Music




Um dos maiores nomes do Blues-rock, indicado ao Grammy, o guitarrista JOE BONAMASSA, anuncia seu novo álbum, ‘Blues Of Desperation’, será lançado no dia 25 de março nos EUA e simultaneamente no Brasil. Aqui o lançamento será feito pela Voice Music.

Assim como seu álbum anterior, o Top 10 da Billboard, ‘Different Shades of Blue’, este também será apenas de material original, mostrando mais uma vez o ícone da guitarra se esforçando ao máximo para se reinventar e redefinir o Blues-rock como nenhum outro artista na atualidade.

“Eu quero que as pessoas ouçam a minha evolução como músico de blues-rock”, diz Bonamassa, “alguém que não está descansando em realizações e que está sempre empurrando para a frente e pensando sobre como a música pode evoluir e permanecer relevante.”


As sessões de composição para o disco levaram Bonamassa de volta a Nashville, onde ele havia composto ‘Different Shades Of Blue’, para trabalhar com nomes como James House, Tom Hambridge, Jeffrey Steele, Jerry Flowers e Gary Nicholson.

JOE BONAMASSA e seu produtor de longa data Kevin Shirley (Led Zeppelin, Iron Maiden, Journey) reuniram-se no Grand Victor Sound Studios de Nashville (anteriormente conhecido como RCA Studio A), e durante um intenso período de cinco dias, gravaram 11 músicas com um grupo estelar de músicos, incluindo os bateristas Anton Fig e Greg Morrow, o baixista Michael Rhodes, tecladista Reese Wynans, sopristas Lee Thornburg, Paulie Cerra e Mark Douthit, e cantores de apoio Mahalia Barnes, Jade McRae e Juanita Tippins.

Mais detalhes sobre um dos principais lançamentos do Rock mundial no Brasil serão apresentados muito em breve.

Para ficar em dia com as novidades da Voice Music, não deixe de visitar e seguir a fanpage da empresa no Facebook: www.facebook.com/oficialvoicemusic

Lojistas, para mais informações entrar em contato com a Voice Music:
(11) 3744-0593


Fonte: Metal Media

CEIFFADOR - Ceiffador (EP)


2015
Independente
Nacional

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: Anjo Infernal, Juízo Final


Fazer Metal Old School, em qualquer vertente que se pensa, não é tarefa fácil. Muitos acabam caindo nos clichês do período ao qual estão referenciando, ou alguns clonando o que já foi feito. Chega a ser descarado que existem bandas que copiam até mesmo a estética visual de gigantes do passado. Fazer Metal com um enfoque um pouco mais Old School requer saber colocar vida no que está fazendo de verdade, para não ser algo que soe como uma cópia. E uma boa revelação vinda do Rio de Janeiro é o quinteto CEIFFADOR, que chega com seu primeiro EP, que leva o nome da banda.

A proposta da banda é Thrash Metal, referenciando um pouquinho a velha escola brasileira e colocando algumas doses de Death Metal em seu som. Soa Old School pelas músicas, que buscam seguir aquele velho estilo lá dos anos de 1985 a 1988, ou seja, a fase em que o gênero era mais bruto e cru. E o quinteto consegue a façanha de pôr vida no que faz. Soa Old School pela música em si, e não pela gravação.

Ceiffador
A gravação soa um pouco suja, mas sem ser algo que prejudique demais a audição do instrumental da banda. Poderia ser melhor em termos de alguns timbres de bateria, e um pouco mais clara. Mas não chega a ser sujo propositadamente para soar como um disco do início dos anos 80, onde a limitação tecnológica forçava as bandas a tanto. Soa pesado, bruto e agressivo, algo essencial a uma banda do gênero, um pecado que muitos andam cometendo por aí.

Em duas músicas, podemos aferir que o trabalho do grupo é promissor. O talento deles é latente, mas tendem a crescer mais e mais.

No mais, as duas faixas são muito boas.

Anjo Infernal - Um pouco mais veloz e forte, com bons arranjos nas guitarras, vocais muito bons e uma velocidade rápida (para o gênero). 

Juízo Final - Esta tem um andamento mais lento, mas com umas mudanças rítmicas bem interessantes. Ponto para baixo e bateria, que conduzem bem o ritmo do grupo, sabendo mudar quando necessário.

A banda tem talento e potencial, sem sombra de dúvidas. E pelo que sabemos, o primeiro álbum do grupo está vindo por aí.

Prometem bastante, logo, esperemos grandes coisas deles. Enquanto isso, basta uma vista ao perfil deles no Soundcloud para ouvir as músicas.





Música:

01. Intro
02. Anjo Infernal
03. Juízo Final


Banda:

Jefferson Tcheco - Vocais 
Mad Rock - Guitarras
Daniel Ribeiro - Guitarras
Hugo Andrade - Baixo 
Fernando Urubu - Bateria


Contatos:

W.A.S.P. - Dominator (CD)


2007
Nacional

Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: Mercy, Take Me Up, The Burning Man, Heaven's Hung in Black, Teacher, Deal With the Devil


Algumas bandas se negam a parar. Isso, muitas vezes, acaba resultando em trabalhos ruins, longe do que a banda pode ter rendido antes. Outras, pelo contrário, parecem continuar rendendo bem, mantendo o nível, muitas vezes sabendo se renovar. E um dos nomes que mais se mostra firme na estrada, e sempre mantendo um bom nível de criatividade é o do famigerado quarteto californiano W.A.S.P., hoje mais maduro e forte, como podemos confirmar ao ouvir "Dominator", disco de 2007 que a Shinigami Records acaba de pôr nas lojas no Brasil.

É preciso dizer que "Dominator" ostenta aquela mistura equilibrada dos aspectos Hard Rock do início da carreira com um peso instrumental muito bom que vem do Heavy Metal tradicional, ótimos refrões, tudo certo e meticulosamente encaixado, mas sem que soe algo forçado. Óbvio que os vocais estão em tons um pouco mais baixos que antigamente, mas são perfeitos para o que a banda faz no disco; as guitarras estão ótimas, com bases bem feitas e solos inspirados; e a base rítmica da banda está muito bem, com peso e boas conduções de ritmo. 

W.A.S.P. (Blackie Lawless)
A produção é assinada pelo próprio Blackie Lawless, como tem sido desde o início (exceto por "W.A.S.P." e "The Last Command"). Óbvio que a sonoridade é de alto nível, os timbres de cada instrumento foram bem escolhidos, e tudo se encaixa bem com a proposta sonora do grupo. A arte de Julia Lewis e Sandra Evans é excelente, quase que um manifesto contra a política militarista dos E.U.A. em certas questões.

Nas nove canções de "Dominator", se percebe logo de cara que o W.A.S.P. se mantém fiel às raízes de seu estilo, algo que notadamente impera desde "The Crimson Idol", quando o refinamento musical e um peso enorme foram se aglutinando ao trabalho musical da banda. Se o ouvinte for fã exclusivamente do segundo e terceiro disco, não creio que se decepcionará, embora leve um enorme susto; aos já acostumados, não creio que cause dissabores. 

Como uma banda de raízes mais antigas, o quarteto aposta as fichas em 9 composições bem inspiradas.

Mercy - Uma música que mixa bem os aspectos Hard e Heavy que o grupo faz, com uma levada não tão veloz, mas cheia de energia e com um ótimo refrão. As guitarras estão com ótimos riffs, além do vocal do velho Blackie ainda estar muito bem.

Long, Long Way to Go - Os elementos não diferem muito de "Mercy", exceto por uma levada mais ganchuda, além de apresentar um trabalho de baixo e bateria muito bom. E um belo solo de guitarra adorna a música.

Take Me Up - Uma vibração mais à lá Hard'n'Heavy anos 80 permeia esta canção, e embora tenha uma levada um pouco mais macia e melodiosa, é envolvente, e os vocais encaixam muito bem sobre a base instrumental.

The Burning Man - Um dos grandes momentos do disco. Uma música envolvente, ganchuda, com arranjos ótimos das guitarras. E observem bem o refrão, os corais e a estrutura harmônica como um todo: não é nada tecnicamente complexo, mas bem feito.

Heaven's Hung in Black - Uma semi-balada bem arranjada, com um ótimo refrão mais pesado. Mas não chega a ser algo meloso, de forma alguma. O trabalho de guitarras está mais uma vez ótimo (reparem no solo), além de uma base rítmica vibrante.

Heaven's Blessed - Cheia de energia, e com uma pegada um pouco mais Hard, envolvendo o ouvinte.

Teacher - Uma faixa cheia de energia Hard e do peso tradicional do Heavy Metal. E nisso, meus caros, o W.A.S.P. sabe o que faz, sempre com um trabalho ótimo de guitarras, além de um solo com certo toque de Rock'n'Roll.

Heaven's Hung in Black (Reprise) - Aqui, temos uma canção onde o foco principal é a voz de Blackie, com belos teclados dando um fundo mais melancólico e introspectivo.

Deal with the Devil - Por ser a canção que fecha o CD, temos um caminhão Hard desgovernado descendo uma ladeira, bem grundento e envolvente. Novamente as guitarras se sobressaem, mas é ótimo ouvir também a base rítmica, que mostra peso e contundência absurdos. E nos solos, temos a participação especial de Darrell Roberts.

Óbvio que não podemos comparar o W.A.S.P. de hoje com o dos anos 80, nem com o de "The Crimson Idol" ou outro que seja. Se "Dominator" não chega a ser um clássico da banda, tem seus méritos e, agora em versão nacional, merece a aquisição.

Download ilegal é para frutinhas...





Músicas:

1. Mercy 
2. Long, Long Way to Go 
3. Take Me Up 
4. The Burning Man 
5. Heaven's Hung in Black
6. Heaven's Blessed 
7. Teacher 
8. Heaven's Hung in Black (Reprise) 
9. Deal with the Devil


Banda:

Blackie Lawless - Vocais, guitarras, teclados 
Doug Blair - Guitarra solo
Mike Duda - Baixo, backing vocals
Mike Dupke - Bateria


Contatos:

Facebook (W.A.S.P.Nation)

24 de jan. de 2016

BLACK SABBATH - The End (EP)


2016
Independente
Importado

Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: Seasons of the Dead, Cry All Night, Take Me Home, Isolated Man.


E os pais do Heavy Metal se preparam para sua despedida...

Sim, depois de mais 50 anos de atividade, o BLACK SABBATH anuncia sua última tournée mundial. Mas existia, na época do anúncio final da excursão em si, certo sentimento de amargura, pois a banda iria parar sem deixar um último disco, aquela despedida essencial. Mas para sanar isso, eis que o quarteto promove o lançamento de "The End", que será vendido durante os shows.

O que temos aqui é uma sobra das gravações de "13", ou seja, continuamos com a bateria de Brad Wilk (conhecido por seus trabalhos com AUDIOSLAVE e RAGE AGAINST THE MACHINE) como músico convidado. O estilo não mudou: é apenas o mesmo BLACK SABBATH de seus tempos iniciais, mais azedo e pesado. O que diferente um pouco dos resultados de "13", que causou polêmicas na época, é que a banda está com músicas bem mais inspiradas, realmente honrando seu passado. Nada exagerado no lado técnico, apenas sombrio, direto, soturno e pesado.

Black Sabbath (esquerda para direita: Bill, Tony, Ozzy, Geezer)
A produção, como se sabe, é de Rick Rubin. E a timbragem que ele usou descaracterizou um pouco a sonoridade característica das guitarras de Tony e do baixo de Geezer (favor, não confundir sonoridade do instrumento com a forma do músico tocar). Mas parece que, devido a serem sobras, estas músicas não foram tão polidas assim. Elas estão soando mais cruas, o que deu muito certo para o BLACK SABBATH. Se não está perfeito, está um trabalho ótimo (ou seja, quanto menos Rick Rubin mexer, melhor será).

Como dito acima, podemos dizer que "The End" se encaixa bem no estilo mais direto e pesado dos primeiros discos do grupo, a fase entre "Black Sabbath" e "Master of Reality", onde grupo ainda não se encontrava fazendo os experimentalismos técnico-musicais como visto entre "Vol. 4" até a saída de Ozzy. Direto e azedo, com ótimos refrões, se "13" tivesse sido assim, talvez o resultado pudesse ter sido bem melhor. Ou seja, estas quatro músicas mais uma vez provam que Rick Rubin, em termos de produção, precisa reaprender o ofício. Deixá-las fora de "13" foi um verdadeiro tiro no pé.

Season of the Dead - Extremamente lenta e fúnebre, com o canto de Ozzy preenchendo bem a canção e sem tentar alcançar os timbres agudos de outrora. Os riffs de Tony são clássicos, mostrando um lado um pouco mais simples, mas funcional.

Cry All Night - Aqui, temos uma canção com um pouco mais de groove e swing, graças ao trabalho de Tony e Geezer. O andamento não é tão lento, mas é uma canção sinistra e excelente. E o solo mais melodioso casou muito bem.

Take Me Home - Azeda até a alma, Geezer brilha nas quatro cordas em intervenções magistrais. Mas basta ouvirmos alguns toque de guitarra espanhola feitos por Tony que ficaram excelentes, lembrando um pouquinho o experimentalismo do "Vol. 4".

Isolated Man - Uma música tradicionalmente "Sabbáthica", com Ozzy cantando muito bem mais uma vez, e Tony caprichando nos solos. Nem muito lenta e nem muito rápida, com algumas mudanças rítmicas mais simples, mas isso sempre foi uma marca do SABBATH.

Em "God is Dead?", "Under the Sun", "End of the Beginning" e "Age of Reason" são versões ao vivo. Sinceramente, "God is "Dead?" está com uma qualidade sofrível, mas as outras estão muito boas, e as duas últimas estão soando bem melhores que as versões de estúdio (mais pesadas e espontâneas). Uma prova para que todos percebam que o que estragou "13" realmente foi uma produção bem ruim.

Enfim: o BLACK SABBATH se vai, mas sua despedida não é melancólica. É gloriosa, e resta a todos que os conheceram nesses anos agradecer a oportunidade de ouvir sua música, ver seus shows e poder conhecer suas criações. 

Uma queixa bem pessoal desse autor é simplesmente a ausência de Bill Ward nas baquetas nesse último trabalho. Pode ser saudosismo ou mesmo coisa de fã, mas seria um encerramento perfeito.

No mais, ouçam e abusem de "The End".

E muito obrigado por tudo, Ozzy, Tony, Geezer e Bill (e que a Sharon não leia essas palavras).






Músicas:

1. Season of the Dead
2. Cry All Night 
3. Take Me Home 
4. Isolated Man 
5. God is Dead? (Live Sydney, Australia, 4/27/13) 
6. Under the Sun (Live Auckland, New Zealand, 4/20/13)  
7. End of the Beginning (Live Hamilton, ON, Canada, 4/11/14)
8. Age of Reason (Live Hamilton, ON, Canada, 4/11/14)


Banda:

Ozzy Osbourne - Vocais
Tony Iommi - Guitarras
Geezer Butler - Baixo


Contatos:

Wake The Dead Festival (Mageense Futebol Clube - Magé - RJ - 23/01/2016)

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Apesar da semana chuvosa, no dia do Wake The Dead Festival, a noite estava agradável, embora em intervalos uma garoa caísse dos céus.

E mais uma vez, tivemos um cast extremamente eclético, preço bem acessível, e a presença de um bom público. Torcemos para que a arrecadação de alimentos não perecíveis para instituições que cuidam de idosos e crianças abandonadas tenha sido satisfatória.

Realizado na sede do tradicional Mageense Futebol Clube, o festival tem como proposta uma fusão de estilos bem saudável. E como a cidade de Magé vive um pouco afastada, a polícia do "pode-não pode" não tem poder algum, logo, foi uma noite muito boa para beber, curtir  evento e aproveitar boa música com respeito. E mais: não foi registrada uma briga ou confusão.

Talvez isso mostre a potencialidade das cenas fora dos grandes centros do RJ.

A primeira banda a subir no palco foi o NEW DAY RISING.

New Day Rising

Destilando um Hardcore furioso e bem feito, Renato Rasta (vocal), Licco (guitarra), Maycon (guitarra), Caíque Xavier (baixo) e Felipe (bateria) mostraram uma presença de palco muito boa, e não se intimidaram com a tarefa de abrir o evento. Bem à vontade do palco, o quinteto mandou ver. Ponto para Renato, que se comunica muito bem e atiça o público. Músicas como "Killer" deixaram o público bem animado.

New Day Rising

Logo depois, veio o PUMPKINHEAD.

Pumpkinhead

Banda local (sim, eles são de Magé), eles retornam à ativa depois de quase 20 anos parados, destilando uma sonoridade que transita entre o Grunge pesado e denso à lá ALICE IN CHAINS com elementos mais azedos do BLACK SABBATH original, da época de seus primeiros discos. A banda precisa de um pouco mais de estrada para ficar um pouco mais justa, devido ao longo tempo fora da ativa. Mas nada que tenha comprometido a apresentação deles.

Muito, muito bom, apesar da reação do público não ser das melhores por conta do trabalho deles ser bem mais introspectivo e denso.

Outro que está voltando depois de um longo tempo parado é o quarteto SECOND COME, do Rio de Janeiro, que fez um show bem legal.

Second Come

F. Kraus (baixo, vocais), Fernando Kamache (guitarras), Kadu (bateria), e Maurício Mauk Garcia (guitarras) fazem um som realmente mais simples, voltado ao Noise e ao Grunge, mas cheio de energia e empolgante. E é bom ver que, apesar de alguns problemas com o som, a banda não se abateu e fez um show bem legal.

Um bom show, realmente.

Mas a surpresa da noite foi mesmo o quarteto BEEF, do Rio de Janeiro.

Beef
Com boa postura de palco, bem soltos, o quarteto mostrou a força de uma música mais intimista, pois o trabalho deles é um Folk Rock delicioso de ouvir, e que muitos dos presentes realmente gostaram.

Beef
É bem legal ver que o trabalho de Alexandre Marchi e Ricardo Nogueira embala o público, e que se adaptou ao contexto eclético do evento. E como é bom ouvir música assim, e vinda do disco "Live True".

Espero poder vê-los de novo!

Voltando a algo mais cheio de energia, veio a brutalidade do Hardcore do quinteto CONTRA TODOS, de Macaé (RJ).

Usando um "approach" um pouco mais moderno, próximo ao chamado Hardcore Beatdown, a violência sonora do grupo chega a doer os ouvidos dos mais incautos. Mas como é bom ouvir músicas assim, diretas e brutas, vindas do disco "Mãos que Constroem". Liu Heringer (vocais), André Camelier (guitarras), Júlio Cruz (guitarras), Matheus Cruz (baixo) e Adriano Marciano (bateria) ganharam mais fãs após este show, com certeza.

Mais um intervalo para todos poderem respirar um pouco, e o MAIEUTTICA sobe ao palco.

Maieuttica
Cuspindo seu Metalcore moderno e agressivo sobre a platéia, Allan Sampaio (vocais), Frank Lima (vocais), Rubens Junior (guitarras), Lucas Rodrigues (guitarras), Bruno Pinho (baixo) e Rômulo "Grilo" (bateria) fizeram um show com boa movimentação de palco, ótima comunicação por parte de Allan e Frank, que demorou duas músicas para aquecer e levantar o público. A desenvoltura da banda é ótima, e o sexteto se impõe muito bem com músicas como "Transição" (de seu vídeo mais recente). E como se já não fosse muito, Rodrigo Bizoro (baterista/vocalista do SAINT SPIRIT) subiu ao palco e detonaram uma versão bem azeda para "Roots Bloody Roots" do SEPULTURA.

Maieuttica

Ganharam o público e muitos fãs, tenham certeza. E que podem baixar material da banda de graça na página deles no Facebook.

Fechando o evento, veio o SAINT SPIRIT, que vomitou uma agressividade ímpar.

Saint Spirit

O Kraken de Belford Roxo (RJ) não deixou pedra sobre pedra, se impondo com músicas pesadas e bem feitas, uma mistura moderna do tradicional Thrash Metal que a banda sempre fez com um alinhavo DJent, graças ao uso de guitarra com oito cordas.

Rodrigo Bizoro (bateria, vocais), Clamer Lúcio (guitarras, backing vocals), e Daniel Lúcio (do FOLHAS DE OUTONO) fizeram um set bem barulhento, apostando nas músicas do último disco da banda, "Mea Culpa", de 2015, como a ótima "Release the Kraken", "Volt" e "City of Roses" (onde Frank do MAIEUTTICA participou, pois gravou a música com o trio), mas tocaram algumas mais antigas (como "Stupid Holy Nation").

Saint Spirit
Um ótimo evento, que realmente mostra uma nova realidade: a promoção de eventos fora dos grandes centros, que uma vez que estão tão comprometidos com a desunião e vícios antigos, pode ser que estes points e eventos mais afastados, com uma juventude muito boa, a coisa melhore e engrene de vez. Talvez o radicalismo infantil que persiste em atormentar o cenário possa, enfim, acabar.

No mais, parabéns à Allan Aguiar e toda a produção do evento, às bandas, ao público. E sim, Magé deu um show de educação e hospitalidade.

Ah, sim: fotos e vídeos do evento estarão em breve disponíveis no Facebook.