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1 de mai. de 2017

No Class Festival (30/04/2017 – Casarão Ameno Resedá – RJ)


Promoter: No Class Agency / Cronos Entertainement

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia
Fotos: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Rio de Janeiro, lentamente, está começando a recompor seu cenário Metal, depois de um período conturbado e com shows praticamente vazios. Desta forma, a cidade foi palco para a primeira edição do No Class Festival (Brutal Edition), que apesar das mudanças no cast, mostrou-se um formato promissor para terras cariocas.

O espaço escolhido foi o Casarão Ameno Resedá, no Catete. A casa mostrou-se ampla, com palco tendo boas dimensões e boa acústica. E troçamos que ela possa se tornar mais um point para shows na cidade, pois além do fácil acesso (saindo da estação de metrô do Catete, leva-se apenas 10 minutos para chegar ao local a pé), suas dependências são excelentes.

Como dito, desde seu anúncio até 15 dias, o festival apresentou mudanças em seu cast, e tivemos as seguintes bandas se apresentando: REBAELLIUN (RS), LACERATED AND CARBONIZED (RJ), FUNERATUS (SP), FORCEPS (RJ), D.I.E. (SP), VORGOK (RJ), e 7PELES (RJ). Sete shows em um festival que começou em uma tarde de domingo, véspera de feriado. O público compareceu em bom número, mas poderia ser melhor.

Abrindo o evento, o quarteto 7PELES foi o primeiro a subir ao palco, tendo uma boa qualidade sonora a sua disposição.

Usando de muita teatralidade (os integrantes tocam mascarados e com suas identidades mantidas em sigilo) à lá CULT OF FIRE e BATUSHKA. O estilo do grupo é aquele Black Metal de raiz, sem exageros técnicos, e em uma forma inspirada no trabalho do MAYHEM de sua fase mais clássica (ou seja, remetendo aos tempos de “De Mysteriis Dom Sathanas”), com riffs duros e envolventes, baixo e bateria em um trabalho sólido e em seus devidos lugares, e vocais urrados no melhor estilo. 

Como já mencionado, a postura de palco é ótima, e a toda essa ambientação macabra dá um toque especial ao trabalho do quarteto. E canções como “Qayin”, “Abaddon” e “Heylel” mostram o quanto a banda pode dar ao cenário, sem contar que visualmente é diferenciada do que existe por aí.

Mais shows, e que venha logo o primeiro disco!




Após o intervalo, veio o quarteto Thrasher carioca VORGOK, que teve alguns problemas com o som, mas foi se ajustando e dando mostras de que seu trabalho é promissor.

Edu Lopez (guitarra, vocais), Bruno Tavares (guitarras), João Wilson (baixo) e Renato Larsen (bateria) subiram ao palco com sangue nos olhos, e detonaram um set muito bom, baseado nas canções de seu primeiro álbum, “Assorted Evils”. O som é o bom e velho Thrash Metal Old School, agressivo e cheio de energia, transposto para os nossos tempos (por isso soa tão bem aos ouvidos e tão cheio de frescor e energia de sobra). A banda se mostrou bem solta no palco, especialmente Edu e Bruno (em que pese que João precisa se soltar mais, pois ainda está muito parado no palco). 

E músicas como “Last Nail in Our Coffin”, “Hell’s Portrait” e o hit “Hunger” são mostras de como a banda pode oferecer ao estilo em termos de Brasil, cheias de uma energia crua e envolvente.

O somo deles é uma chicotada das boas, logo, aproveitem!

Setlist:

Deception in Disguise (intro)
Last Nail in Our Coffin
Headless Children
Man Wolf to Man
Hell’s Portrait
Kill Them Dead
Hunger




Seguindo a tarde, estreando em terras cariocas, foi a vez do D.I.E., quarteto de Hardcore/Crossover de Botucatu (SP).

Alguns problemas com microfonias apareceram logo nas primeiras músicas, mas logo foram se resolvendo, e o experiente quarteto mostrou a que vem, e deixou muitos fãs babando. Charles Guerreiro (vocais), Hell Hound (guitarras), Roger Vorhees (baixo) e Mortiz Carrasco (bateria) fizeram um show cheio de energia, que a princípio o público observava. Mas bastou algumas brincadeiras com o público, e “homenagens” de Hell Hound a pastores televisivos e uma sinergia surgiu entre público e banda. Boa comunicação, postura sempre de primeira, a banda mostrou músicas de seus dois trabalhos, os EPs “D.I.E.” e “D.I.E. 2”, como “D.I.E.” (que teve clipe excluído do Youtube há um tempo atrás), “Lost” (faixa do novo vídeo), a inédita “O Tédio, o Ódio, o Ócio e a Reflexão”, entre outras. 

Que voltem logo ao Rio de Janeiro!

Setlist:

O Tédio, o Ódio, o Ócio e a Reflexão (próximo single, em gravação)
Truth like Yourself
Predicted
Religion
Tit for tat
Die
Space
Lost




Seguindo, a casa estava com um publico maior e a noite começava a cair na cidade quando o quarteto FORCEPS subiu ao palco e detonou um show irrepreensível. 

Se preparando para o lançamento do álbum, chamado “Mastering Extinction”, Doug Murdoch (vocais), Bruno Tavares (guitarras), Thiago Barbosa (baixo) e Emmanuel Iván (bateria), detonaram um set arrasador, que provocou alguns slamdancings na casa, mesmo com a qualidade sonora não ajudando muitas vezes.

Misturando músicas do vindouro álbum (que está na boca do forno) e do EP “Humanicide”, o quarteto mostrou uma postura de palco ótima, com bastante movimentação, e desencadearam uma energia empolgante, levando o público a agitar muito. E sons novos como “Mastering Extinction”, “Transdiferrentiated Nano-cells”, mais músicas antigas como “Processing Human Brains” e “Transmutation of Internal Organs” já mostram um FORCEPS coeso e de alto nível. Talvez a banda não caiba mais nem no Brasil com esse nível de performance!

Setlist:

Mastering Extinction 
Transdiferrentiated Nano-cells
Human Cryptobiosis 
Processing Human Brains (ep)
Transmutation of Internal Organs (ep)
Atrocities




Seguindo a noite, os veteranos paulistas do FUNERATUS retornaram, após 13 anos, à cidade do Rio de Janeiro, e não desapontaram. E a qualidade de som da banda se apresentavam em bom nível.

O trio de Mococa (SP) veio com tudo, Fernando (baixo, vocais), André Nálio (guitarras) e Guru Reis (bateria) mostraram o entrosamento que os mais de 20 anos de atividade lhes conferiu. Seu jeito tradicional de fazer Death Metal à lá MORBID ANGEL, AUTOPSY com aquela pegada Thrash Metal Old School de DESTRUCTION e mais influências diversificadas criaram sinergia imediata com o público. 

Energia vertendo de forma causticante, a banda tem boa movimentação no palco, se comunica muito bem com o público, e detonou um set ótimo com canções antigas como as já clássicas “Storm of Vengeance”, “Chaos and Death” e “Accept the Death”, mas o trio apresentou uma nova, chamada “Asphalt Eaters”, que estará no CD novo deles que sai no segundo semestre. 

Avante, FUNERATUS, e espero que não levem 13 anos para voltarem a Rio!

Setlist:

Instrumental
Indian Healing
Storm of Vengeance
Chaos and Death 
Echoes in Eternity
Accept the Death 
Asphalt Eaters




Mais um intervalo, e eis uma introdução de tiros e sirenes de carros de polícia anuncia que o quarteto carioca LACERATED AND CARBONIZED está no palco para desencadear o caos.

Onde quer que Jonathan Cruz (vocais), Caio Mendonça (guitarras), Paulo Doc (baixo) e Victor Mendonça (bateria) passem, é massacre sonoro do início ao fim, sempre com uma apresentação cheia de energia, agressividade e brutalidade.

A qualidade de som, de início, não estava 100%, mas foi se ajustando. Mesmo assim, a banda apresentou um setlist muito bom, pois abriram logo de cara com as pedradas “L.A.C.” e “Third World Slavery”, para logo abordarem canções do terceiro álbum, “NarcoHell”, como “Spawned in Rage” e a própria “NarcoHell”. O set foi ótimo, a banda perfeita em cada aspecto. Mas bem que poderiam colocar umas velhas canções de “Homicidal Rapture” no setlist, especialmente “Abiogenesis”.

Não percam os shows da banda, pois este foi o primeiro da tour!

Setlist:

L.A.C.
Third World Slavery
Spawned in Rage
NarcoHell
Awake the Thirst
O Ódio e o Caos
Blooddawn
Bangu 3
Severed Nation
Seeds of Hate
System Torn Apart
Mundane Curse




Por fim, fechando a noite, o grande nome do festival: os gaúchos do REBAELLIUN, lendário grupo de Death Metal do RS, pisaram em terras cariocas novamente após 15 anos.

E assim, Lohy Fabiano (baixo, vocais), Fabiano Penna (guitarras) e Sandro Moreira (bateria) vieram para realmente desencadear o caos no Rio de Janeiro!

A banda abriu o seu set com o cover que gravaram para “Day of Suffering”, do MORBID ANGEL, e o setlist priorizou “The Hell’s Decrees” de tal forma que todas as oito faixas do disco foram executadas!

Sim, todas elas, com pontos altos em “Affronting the Gods”, “Legion” e “Anarchy”. Mas os fãs de longa data, embevecidos por poderem ver o trio mais uma vez ao vivo, ainda tiveram o gostinho do passado quando a banda disparou sem dó músicas como “Unborn Consecration” (de “Annihilation”), e “Killing for the Domain”, “The Legacy of Eternal Wrath” e a clássica de veloz “At War”, vindas de seu clássico primeiro disco, “Burn the Promised Land”. Mas bem que algumas de “Annihilation”, como “Bringer of War” e a própria “Annihilation” poderiam ter entrado no setlist.

Os Senhores da Guerra estão de volta, e voltaram com tudo!

Setlist:

Day of Suffering
Affronting the Gods
Legion
Dawn of Mayhem
Crush the Cross
Anarchy
Spawning the Rebellion
Fire and Brimstone
Rebellion
The Path of the Wolf
Unborn Consecration
Killing for the Domain
The Legacy of Eternal Wrath
At War




No mais, agradecemos a No Class Agency e a Cronos Entertainement por tornar esta resenha possível, ao Casarão Ameno Resedá pelo espaço (e esperamos retornar para outros shows de Metal/Rock em suas dependências), às bandas pelos ótimos shows que nos proporcionaram, e aos fãs que compareceram.

27 de mar. de 2017

BORKNAGAR (24/03/2017 - Teatro Odisséia, Rio de Janeiro - RJ)


Promoter: No Class Agency

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia
Fotos: Thomas Abrantes


O calor do verão carioca começa a dar espaço à temperatura ameno do outono. E com esse clima agradável, a cidade recebeu o primeiro show do BORKNAGAR em suas terras. Sim, após anos de expectativas frustradas, de possibilidades que terminaram em nada, enfim, o sexteto veio à cidade para a divulgação de seu mais recente álbum de estúdio, “Winter Thrice”, e para deleite dos seus fãs.





O público nas dependências do Teatro Odisséia foi bom, mas poderia ser bem melhor. Bem, é hora do headbanger carioca parar de omissão e mimimi na internet, e realmente abraçar os shows da sua cidade, prestigiando-os para que possa existir uma sequência.

Um pouquinho depois da hora marcada, com as luzes do palco apagadas e com uma introdução tocando ao fundo, o grupo começa a subir no palco e é efusivamente aplaudido por todos os presentes, e logo de cara, detonam “The Rhymes of the Mountain” (faixa de abertura de “Winter Thrice”, onde a interação entre os vocais de Athera, Vortex e Lars foi perfeita) e “Epochalypse”, levando os presentes ao delírio.

É preciso dizer que o BORKNAGAR ao vivo é uma experiência maravilhosa, pois além de conseguirem reproduzir muito bem o que fazem em estúdio (mesmo com aquela complexidade que já é bem conhecida dos que os acompanham há um tempo), existe uma energia pesada e forte, algo que somente uma banda bem entrosada e com calos da experiência consegue fazer. E sem ser algo mecânico.




A dupla de guitarras de Øystein G. Brun e Jéns F. Ryland é perfeita, com riffs bem cuidados e solos com melodias nas horas certas, em uma solidez raramente vista ou ouvida com esse nível de técnica; ICS Vortex não é apenas um baixista com ótima técnica, mas ao mesmo tempo, um vocalista fenomenal em seus tons mais limpos de voz (especialmente quando ele cantou “Universal” e “Colossus”); Lars “Lazare” Nedland não é só um tecladista de primeira, mas tem um vocal excelente e uma atitude no palco ótima; Baard Kolstad é um baterista de peso, tocando com técnica e uma pegada muito intensa; e muito se temia por Pål “Athera” Mathiesen (do CHROME DIVISION, ex-SUPERIA), uma vez que a responsabilidade de substituir Andreas “Vintersorg” Hedlund não é pequena; mas ele não só conseguiu a façanha, e sua voz se encaixa perfeitamente no som da banda, sem contar sua interação com o público. E juntem a isso tudo o carisma e vontade de tocar, de fazer esse show.

Não tinha como dar errado! E uma banda com esse nível técnico e solidez ao vivo existe, e atende pelo nome de BORKNAGAR.

A qualidade do som estava muito boa, embora algumas vezes o microfone sem fio de Athera falhasse (algo resolvido quando a pane foi definitiva). De resto, tudo na paz.


No setist, músicas de vários discos da banda, com 3 delas vindas de “Winter Thrice”, “Oceans Rise” é uma das velhas favoritas do público, assim como “Ad Noctum”, e a clássica “Universal”, onde Vortex cantou-a inteira, enquanto Athera tocava guitarra e Jéns pegava outra guitarra. Houve um momento em que ele chegou a estar nos vocais com Vortex, enquanto Athera saiu um pouco de cena.





Vieram “The Eye of Oden”, “Icon Dreams”, a clássica “Ruins of the Future, e mesmo “Dauden”, do primeiro CD deles. Assim, encerraram o show com “The Dawn of the End”. Em algum momento, Athera mostrou-se humilde, e falou sobre a ausência de Vintersorg, e pediu uma salva de palmas para o vocalista, que infelizmente não pôde fazer a tour sul-americana.

Depois de alguns minutos, com o público pedindo por canções, a banda voltou e cumprimentou os fãs com um de seus maiores clássicos, a épica “Colossus”, que a platéia cantou com o sexteto. Eles prometeram que da próxima vez tocariam a música pedida, e então fechando a noite com chave de ouro, veio a climática “Winter Thrice”. E assim, foram aplaudidos por todos os presentes, e Athera, Øystein, Jéns, Vortex, Lars e Baard vieram a frente e interagiram o público.




Depois de alguns minutos, a banda desceu do camarim e veio interagir com o público que pacientemente os aguardava, autografando CDs e posters, conversando, tirando fotos, enfim, dando atenção àqueles que são o motivo da existência de qualquer band no mundo: os fãs.

Setlist:

1. The Rhymes of the Mountain
2. Epochalypse
3. Oceans Rise
(Outro playback)
4. Cold Runs the River
5. Ad Noctum
6. Universal
7. The Eye of Oden
8. Frostrite
9. Icon Dreams
10. Ruins of the Future
11. Dauden
12. The Dawn of the End

Encore:

13. Colossus
14. Winter Thrice

No mais, o Metal Samsara agradece à  No Class Agency por trazer o grupo para a cidade do Rio de Janeiro, e por nos conceder credenciamento; à Talent Nation Agency, que possibilitou a tour pela América do Sul, e a Thomas Abrantes por ter nos cedido gentilmente as fotos desse review.


Agora, é esperar pelos próximos shows!

21 de nov. de 2016

ROTTING CHRIST / AS DRAMATIC HOMAGE (18/11/2016 - Teatro Odisséia, Rio de Janeiro – RJ)



Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia
Fotos: Luciana Pires


Após um dia chuvoso, veio uma noite com temperatura amena, chuva intermitente e céu nublado na cidade. Nem parecia o mês de novembro, às portas do verão carioca. Mas o clima era propício para o quarteto grego ROTTING CHRIST tomar a cidade do Rio de Janeiro de assalto em seu terceiro show em terras cariocas. E ainda tivemos na abertura o quinteto carioca AS DRAMATIC HOMAGE, que aproveitou o evento para lançar seu novo trabalho, o EP “Enlighten”.

Pouco após às 18h00min, o AS DRAMATIC HOMAGE subiu ao palco e fez um bom show, embora para um público pequeno.

Um pouco prejudicados pela qualidade de som e equipamento no palco (que lhes deixou pouco espaço para uma movimentação melhor), o grupo não se intimidou e fez um set seguro. Alexandre Pontes (vocais, guitarras), Alexandre Carreiro (guitarras), Fabiano Medeiros (baixo), Leonardo Silva (teclados) e Vinícius Rodrigues (bateria) fizeram um show animado, com músicas de todos os lançamentos da banda.

Como dito acima, devido equipamento para a apresentação do quarteto grego já se encontrar no palco, a movimentação do grupo no palco ficou realmente prejudicada, mas eles souberam driblar a dificuldade e mostrar energia e entrosamento, e o som do grupo foi acertando aos poucos. Assim, ficou fácil de perceber como a banda, aquilo que se convenciona chamar de Avant-Garde Metal, tem uma sonoridade perfeita, ora mais agressiva e bruta, ora mais introspectiva e cheia de detalhes técnicos ótimos. E Alexandre se comunica bem com o público, e mesmo com pouco espaço, tem ótima atitude.

Canções como “Astral Infernal”, a ótima “Ominous Force for Ascencion”, “Enlighten” e “Monumental” os credencia para voos mais altos.

Esperamos poder ver a banda novamente em breve!






Setlist:

Astral Infernal
Awake to the Twilight
The Lover's Funeral
Ominous Force for Ascension
Enlighten
Monumental
Idyllic
From the Battle of Pain


Assim que o AS DRAMATIC HOMAGE terminou seu show, o palco começou a ser preparado para a banda principal. E logo, eles subiram ao palco enquanto tocava a sinistra introdução “Ze Nigmar”.

E saudando o público e sendo saudados de volta, o ROTTING CHRIST começou a desencadear uma apresentação cheia de energia. E nesta hora, o número de pessoas dentro do Teatro Odisséia já era muito bom.

Em sua terceira passagem pelo Rio de Janeiro, o quarteto estava perfeito em termos de postura, comunicação, e com uma grande sinergia entre público e banda. 

Lançando “Rituals”, seu décimo-segundo e mais novo álbum, Sakis Tolis (vocais, guitarras), George Emmanuel (guitarras, backing vocals), Van Ace (baixo, backing vocals) e Themis Tolis (bateria) mostraram que a experiência os ajuda, e muito.

Neste show, o foco ficou mais evidente em seu penúltimo disco de estúdio, “Κατά τον δαίμονα του εαυτού”, do qual tocaram a faixa-título, “In Yumen/Xibalba” e “Grandis Spiritus Diavolos”, mas levaram de “Rituals” a ótima “Ἐλθὲ κύριε”. Óbvio que fazer um setlist com uma discografia longa como a deles é difícil, mas acredito que algumas músicas de “Khronos” e “Genesis” fizeram falta.

Mas mesmo assim, ver os gregos com um som impecável e uma movimentação de palco excelente (Sakis se comunica muito bem e agita muito, ao passo que George e Ace não param de agitar e se movimentar no palco, enquanto Themis fica mais concentrado na bateria, sem perder o ritmo) é uma experiência única, que todo bom fã de Metal deveria ter.

Dos velhos tempos, tivemos “Athanati Este”, “The Sign of the Evil Existence”, e no bis, “Gaia Tellus”, e a obrigatória “Non Serviam”, auge do show e seu final, com a banda sendo muito ovacionada pelo público presente. 









Setlist:

Ze Nigmar
Κατά τον δαίμονα του εαυτού
Athanati Este
Ἐλθὲ κύριε
King of a Stellar War
The Sign of Evil Existence
The Forest of N’Gai
Societas Satanas
In Yumen-Xibalba
Grandis Spiritus Diavolos
Noctis Era
Gaia Tellus
Non Serviam


O evento vem coroar um bom momento em que o cenário da cidade está reagindo, começando a sair do caos em que se encontrava até pouco tempo. 

No mais, o Metal Samsara gostaria muito de agradecer à Be Magic Produções por tornar a cobertura do evento possível, à Luciana Pires pelas fotos usadas nesta resenha, e ao público por estar presente nesta noite memorável.