13 de dez. de 2015

RIFFOCITY - Disciples of the Storm (EP)

Músicas:

01. The Patriot 
02. The Past That Storms
03. Iron Will
04. Holethros
05. Discipling
2015
Independente
Importado

Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Contatos:



Resenha:

A cena grega de Metal, nos últimos anos, tem se mostra muito prolífica.

Sim, pois nos anos 90, houve aquela predominância voltada ao Black e Death Metal. Hoje, temos maior diversidade, com bandas de vários gênero coexistindo sem problemas por toda a Grécia. E como é bom poder ouvir uma banda como o RIFFOCITY, vinda de Cerres, que nos brinda com um excelente EP de estréia, "Disciples of the Storm".

O trabalho do quarteto é feito com muita personalidade, peso e uma boa dose de melodia, nos lembrando um pouco os primórdios o Thrash Metal americano, quando bandas como METALLICA, SLAYER e TESTAMENT ainda estavam se firmando. Mas isso não significa que o quarteto abra mão de impor-se. Não, longe disso, o RIFFOCITY faz o que quer de sua música, sem copiar quem quer que seja. É uma torrente de vocais agressivos em tons normais de voz, guitarras ferozes com riffs brutos e bem feitos, solos caprichados, baixo e bateria formando uma base rítmica sólida e técnica. Ou seja, é o bom e velho Thrash Metal, apenas com um jeitão mais pessoal.

A sonoridade que flui pelos falantes é bem clara, seca e pesada. Assim, o trabalho do grupo flui de maneira espontânea, nada forçada, e consegue se fazer entender. Mas se preparem, pois é pesado e agressivo o resultado da sonoridade.

Embora não seja uma banda com uma música inovadora, a forma com que o grupo lida com sua música, ou seja, sua abordagem do Thrash Metal, é algo bem pessoal, e longe de ser uma imitação de quem quer que seja. Arranjos bem feitos, técnica, melodia e peso se equilibrando, então, se preparem.

The Patriot - O EP já começa cuspindo fogo, com uma faixa intensa, de início veloz e com riffs técnicos e certeiros. Mas logo o andamento se torna mais variado, com a bateria exibindo boa técnica.

The Past That Storms - Com um belo trabalho de baixo e bateria, esta é a típica canção que leva os fãs ao slam dancing sem dificuldades, com um andamento empolgante e ótimo refrão. E reparem que as melodias estão bem evidentes nas guitarras.

Iron Will - Mais peso e empolgação misturados, fora uma agressividade explícita. Há algo do feeling que o SLAYER apresentava na época do "Show No Mercy" e o do TESTAMENT do "The New Order" nos riffs aqui, usando bem da dinâmica entre momentos mais velozes e outros mais cadenciados, onde as guitarras e os vocais se sobressaem bastante.

Holethros - Aqui, o ritmo dá uma desacelerada, usando bem mais o peso e impacto dos momentos cadenciados, adornado por belos bumbos duplos e bela técnica da bateria mais uma vez, o que obriga o baixo a fazer uma exibição de gala. E reparem nos solos de guitarra.

Discipling - Fechando o EP com chave de ferro, temos uma canção mais bruta, mais cheia de energia e peso, com o andamento em meio tempo, capaz de deixar fãs do gênero surpresos com o que a banda pode fazer em termos musicais. Mas reparem como os vocais estão muito bons, fora a intervenção das guitarras nos momentos certos.

Apesar de jobem, o RIFFOCITY é ótimo, e aparando algumas arestas, vai conquistar muitos fãs, tanto na Grécia quanto pelo mundo.

Banda:

Thomas Trabouras - Vocais
Dimitris Kalaitzidis - Guitarras
Giorgos Lezkidis - Guitarras, backing vocals
Dimitris Zacharias - Baixo, backing vocals
Tasos Diamantidis - Bateria (sessão)

SEU JUVENAL - Rock Errado (LP)

Músicas:

01. Homem Analógico 
02. Free Ordinária 
03. Antropofagia Disfarçada 
04. Asfalto 
05. Louva-A-Deus 
06. Um Dia de Fúria 
07. Rock Errado 
08. Moleque Dissonante 
09. A Chuva Não Cai 
10. Burca 
2015
Sapólio Rádio
Nacional

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Contatos:

Som do Darma (Assessoria de imprensa)


Resenha:

Desde o final dos anos 80, quando a cena Rock e Metal pelo mundo inteiro conheceu bandas como FAITH NO MORE, que faziam uma mistura saudável e diferente do bom e velho Metal com uma penca de estilos díspares, vistos até então como incompatíveis. E de lá para cá, muita água passou por baixo da ponte, o experimentalismo não é mais visto como bicho papão (só por fã mais radicais), e bandas como o SEU JUVENAL, de Uberaba (MG), podem existir e nos brindar com trabalhos ótimos, como o mais recente disco do quarteto, "Rock Errado".

O gênero da banda não busca ser tão eclético quanto se possa pensar. Imaginem uma mistura entre Rock and Roll, Punk Rock, mas com elementos de outros gêneros (Metal, Indie, Grunge, Stoner, e por aí vai) dando as caras de vez em quando. Pois é: é isso e um pouco mais, mostrando um trabalho diferenciado. Guitarras distorcidas com melodias inusitadas, vocais mais agressivos e outros mais melodiosos, baixo e bateria firmes na marcação rítmica, mas vez por outra exibindo boa técnica, é nisso que o quarteto se baseia. Mas tomem cuidado, pois para muitos, pode ser difícil de digerir logo na primeira ouvida.

"Rock Errado" foi gravado em  apenas  quatro  dias  no  Lab.Áudio, em  Passagem  de Mariana (MG), e foi produzido por Ronaldo Gino (guitarrista do VIRNA LISI), e o resultado é uma gravação suja, artesanal e bem orgânica. Há momentos em que a gravação parece ter sido feita toda em sistema analógico. Independente disso, a sonoridade do CD é suja e intensa, mas não é mal feita. Longe disso, a banda soa clara o tempo todo, apenas distorcida como deve ser. E a arte de Dinho Bento é ótima, com um bebê fazendo um gesto politicamente incorreto. Algo que anda em falta no Rock brasileiro, atualmente.

O ponto forte do SEU JUVENAL é soar espontâneo e cheio de energia sempre, mas não se iludam. Por baixo de tanta distorção e mesmo simplicidade técnica, a banda possui uma personalidade forte e mentes pensantes, o que se pode perceber claramente.

O disco é todo bom, mas podemos destacar e indicar como obrigatórias para as primeiras audições as seguintes canções:

Homem Analógico - Um Rock'n'Roll forte e intenso, com certo toque requintado, com um jeitão bluesy muito bom, onde se destaca o ótimo trabalho da base rítmica da banda.

Antropofagia Disfarçada - Gordurosa, esta aqui evidencia o lado mais Punk Rock do grupo, mesmo assim com boa dose de acessibilidade e um refrão bem interessante. E os vocais se mostram muito bem.

Asfalto - Esta já mostra um lado mais introspectivo, forte e impactante. Se por um lado pode soar estranha devido ao lado mais sensível, é uma canção muito bem feita, com presença evidente do baixo, que dá um punch extra.

Um Dia de Fúria - Aqui, a banda lança mão de um lado mais sujo e bruto de sua música, com muita distorção e peso. E que belo trabalho de guitarras.

Rock Errado - Um pouco mais curta e direta, a banda destila uma energia bem diferente e grudenta, com um bom trabalho de vocais mais uma vez.

A Chuva Não Cai - Um dos melhores momentos do disco. Uma canção mais lenta, introspectiva e densa, adornada com teclados e guitarras limpas.

Se "Rock Errado" pode ser visto como uma mensagem azeda contra o bom mocismo que atualmente permeia o Rock and Roll no Brasil, ela é validada graças ao trabalho musical de alto nível do SEU JUVENAL.

Um discão!

Banda:

Bruno Bastos - Vocais 
Edson Zacca - Guitarras, violão
Alexandre Tito - Baixo
Renato Zaca - Bateria


PRIMATOR - Involution (CD)

Músicas:

01. Primator 
02. Deadland 
03. Flames of Hades 
04. Caroline 
05. Black Tormentor 
06. Let Me Live Again 
07. Face the Death 
08. Erase the Rainbow 
09. Praying for Nothing 
10. Involution 
2015
Independente
Nacional

Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Contatos: 

Som do Darma (Assessoria de Imprensa)

Muitas vezes, definições de rótulos precisam ser explicadas. No caso, quando tratamos do dito Heavy Metal tradicional moderno, estamos falando de bandas que fazem Heavy Metal tradicional, ou seja, peso e melodia em doses generosas, mas o adendo moderno significa que a agressividade da banda em questão é evidente, esbarrando no Thrash Metal muitas vezes. Podemos citar como obras do gênero "Metal Church" do METAL CHURCH, e "Painkiller" do JUDAS PRIEST. Agora, podemos também inserir no gênero o disco "Involution", do quinteto paulista PRIMATOR, que já debuta em alto nível.

Equilibrando influências da NWOBHM com o peso e agressividade do JUDAS PRIEST, o quinteto mostra que sabe criar uma música forte e pesada, mas com melodia e peso bem definidos. Aqui, você encontra o autêntico e puro Metal tradicional com uma pegada atual, diferenciada e cheia de energia. E digamos de passagem, apesar de não ser inovador (no sentido de estar criando alguma coisa inédita em termos musicais), ouvir esse disco é ter a certeza que a escola brasileira do gênero vai muito bem, obrigado. 

Daniel de Sá é o produtor de "Involution", e ele soube deixar o trabalho da banda no mais alto nível possível. Seco, pesado, intenso e com uma clareza instrumental de alto nível, a banda desfila suas canções de forma que possamos compreender sua proposta e tenhamos acesso ao que eles podem oferecer de melhor.

Baseado em "A Origem das Espécies" de Charles Darwin, e obras de vários filósofos, a capa de "Involution", feita pelo vocalista Rodrigo Sinopoli reflete o conceito da raça humana estar indo para o passado, voltando às suas raízes, ao invés de afastar delas. Uma temática ambiciosa em uma época em que os fãs mal acompanham letras...

Inteligente, pesado e bem acabado. Assim podemos definir o que o PRIMATOR faz em sua música, enriquecida com arranjos fortes e agressivos, ao mesmo tempo em que a banda vai evoluindo por suas composições sem soar repetitivo ou mesmo maçante.

O disco todo é muito bom, mas podemos destacar as seguintes faixas:

Primator - A banda já abre o CD com uma saraivada de riffs agressivos, mas sempre entremeados por belos e melodiosos duetos de guitarras. As alternâncias de ritmo são ótimas, e belo trabalho dos vocais, que usam bem de timbres bem altos e agudos.

Deadland - Mais pesada e azeda, com um andamento em velocidade mais moderada, prevalecendo a força da base rítmica da banda, que mostra alguns momentos técnicos ótimos.

Caroline - Pesada, cadenciada e muito agressiva, mesmo com algumas melodias muito bem colocadas. E além de uma aula de interpretação dos vocais, vemos riffs raçudos e empolgantes.

Black Tormentor - Uma ótima canção, apresentando um refrão pesado e envolvente. E a dinâmica entre riffs e base rítmica é muito boa.

Face the Death - Uma faixa com o andamento em meio tempo, ganchuda e bem ríspida, capaz de deixar os fãs boquiabertos devido aos backing vocals fortes e peso dado por baixo e bateria.

Erase the Rainbow - Esta segue aquela dinâmica de momentos mais técnicos e andamento em meio tempo, adornada com vocais muito bem postados, mais uma vez usando muito bem timbres mais agressivos e outros bem agudos.

Involution - Por ser a faixa-título, carrega uma enorme responsabilidade. E ela consegue cumprir à risca sua tarefa, sendo uma faixa bem trabalhada, equilibrando peso, agressividade e melodia muito bem. Ponto para o trabalho das guitarras do grupo, que estão fantásticas.

O PRIMATOR pode evoluir mais, mas "Involution" já mostra que seu potencial musical é enorme, a ponto da possibilidade de serem um dos grandes nomes no gênero por aqui não ser algo a ser desconsiderado.

Ponho fé!

Banda:

Rodrigo Sinopoli - Vocais
Márcio Dassié - Guitarras
Diego Lima - Guitarras
André dos Anjos - Baixo
Alexandre Birão - Bateria


12 de dez. de 2015

DIRTY GLORY - Mind the Gap (CD)

Músicas:

01. Sticks and Stones
02. Failing the Test
03. 20 Years of Moving On
04. Beyond Time
05. Black Lightning
06. Fire
07. Damn the Human Race
08. Every Time I Think About You
09. What's Her Name Again?
10. Mr. Jack
11. Modern Gods
12. The Sentence
2015
Independente
Nacional

Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Contatos:

ASE (Assessoria de Imprensa)


AS COISAS ANDAM mudando no cenário brasileiro, pois dada vez mais, o Hard/Glam Rock tem dado as caras por aqui. Sim, pois cada vez mais, ótimas bandas do gênero andam dando as caras no Brasil. Ainda bem, pois isso nos confere maior diversidade musical, mostra que a tendência e tradição extrema do cenário brasileiro andam mudando (e espero que a mentalidade mude junto), e além disso, ouvir discos como o excelente "Mind the Gap" do quinteto paulista DIRTY GLORY é realmente um privilégio.

Neste disco, nada mais que o puro e ganchudo Hard Rock à lá Sunset Strip, com aquela pegada pesada envolvente, ótimos refrões, corais na medida certa. E isso tudo apoiados em vocais excelentes (os timbres de voz são ótimos e bem pensados), guitarras roncando com riffs e solos naquele meio termo entre o pesado e o acessível, e uma cozinha rítmica peso-pesado, com boa técnica e conduzindo bem os andamentos do quinteto. Nada complexo, nada inovador, mas tudo excelente, com energia, envolvente e de dar inveja em muito marmanjo metido a veterano que odeia Hard/Glam.

Com produção dividida entre o vocalista Jimmi DG e Luís Lopes (que ainda mixou o CD), e com a masterização feita nos BlackBelt studios em Seattle (EUA) pelas mãos de Levi Seitz (exceto por "The Sentence") deixou a sonoridade da banda bem firme, pesada e seca, com belos timbres nos instrumentos, mas sem deixar de soar clara, com cada instrumento com seu devido volume. E a arte como um todo é ótima, com uma capa bem pensada e layout inteligente, enriquecendo ainda mais o disco.

O trabalho do quinteto é fantástico em todos os pontos. A proposta de se fazer um Hard/Glam de primeira está em seu ápice, pois o grupo sabe o que faz. Arranjos bem feitos, dinâmica ótima, e tudo em um nível que beira a perfeição. E além disso, a banda ainda usa de pianos, harmônica, e percussões que enriquecem o disco. E além disso, vale citar que toda a parte de baixo foi gravada por Vinni Novack.

Nem dá para destacar uma ou outra faixa do disco. É esforço demasiado, já que "Mind the Gap" é um disco perfeito.

Sticks and Stones - O disco já abre com um Hardão de primeira, ganchudo e belo trabalho de vocais e backing vocals, refrão de fácil assimilação e que solos de guitarra!

Failing the Test - O andamento é um pouco mais lento, mas aquele clima Hard/Glam californiano está presente, onde baixo e bateria se destacam bastante.

20 Years of Moving On - Ô musiquinha grudenta do cão! É um dos melhores momentos do CD, esbanjando acessibilidade musical, transitando entre o Hard e o Rock'n'Roll, bem despojada, participação de harmônica, e novamente um refrão inesquecível. Nem precisa de uma segunda ouvida para ficar grudado!

Beyond Time - Uma canção um pouco mais acessível, mostrando um lado um pouco mais AOR de sua música. E mais uma vez, as guitarras mostram solos excelentes, mais melodiosos.

Black Lightning - Um Rock'n'Glam mais sujo e intenso, novamente com backing vocals providenciais e a bateria usa muito bem daquele bom e velho peso Hardão que todos os fãs do gênero adoram.

Fire - Definitivamente, esses caras arrombaram uma fábrica de chicletes, pois sabem fazer canções grudentas! Outro grande momento, com uma pegada bem ato astral e cheia de acessibilidade musical. Essas guitarras são um vício!

Damn the Human Race - Aqui, a banda inteira está em excelente forma, mostrando um Hard'n'Roll descompromissado, com vocais muito bons e um jeitão meio AOR em muitos momentos. 

Every Time I Think About You - Uma belíssima balada, muito bem feita, com cordas limpas e vocais bem encaixados. Tem aquele jeitão Hard Pop anos 80 maravilhoso visto em bandas como FIREHOUSE e BON JOVI. 

What's Her Name Again? - Aqui, a banda torna a pegar um lado mais acessível do Hard, mesmo mantendo doses fortes de peso. Harmônica e percussão mais uma vez dão um toque especial à canção.

Mr. Jack - Equilibrando bem o peso, a agressividade e a acessibilidade musical, a banda se sai em grande forma, com baixo e bateria mostrando a força e peso da base rítmica da banda, sem deixar de ter uma técnica bem sensível. E se eu falar em refrão grudento mais uma vez é pura redundância.

Modern Gods - Repete-se a mesma fórmula de "Mr. Jack", apenas com um pouco mais de peso e leve toque de ironia em alguns momentos. Mas o que seria o Hard sem este elemento essencial? Ponto para os vocais mais uma vez.

The Sentence - Mais uma baladinha, dessa vez toda feita em piano e voz. É belíssima, mostrando o quanto os vocais da banda são ricos em timbres e versáteis.

Uma banda desse nível no Brasil é algo absurdo, e vem se juntar a PÚRPURA INK, FÚRIA LOUCA e outros nesse front do Hard Rock brasileiro.

Banda:

Jimmi DG - Vocais, piano, harmônica
Dee Machado - Guitarras, backing vocals
Reichhardt - Guitarras, backing vocals
Vikki Sparkz - Baixo, backing vocals
Sas - Bateria, percussão










LYRIA - Catharsis (CD)

Músicas:

01. The True War 
02. Revenge 
03. Jester
04. The Phoenix Cry
05. Reflection
06. Insanity
07. The Phoenix Rebirth
08. Light and Darkness
09. What Do You Want from Me?
10. Craven

2014
Independente
Nacional

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


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Blog n Roll (Management)


Fazer Symphonic Metal no Brasil é algo bem difícil.

Sim, o estilo tem enormes problemas em ser feito por aqui, uma vez que o nível de exigência sobre a questão técnica é elevado, e ao mesmo tempo, é necessário manter a música o mais atraente possível para aqueles que não se importam demais com virtuosismo instrumental. E atingir este equilíbrio não é simples nem mesmo no exterior. 

Mas mesmo assim, bons nomes surgem a todo momento no Brasil, e é interessante ver que no Rio de Janeiro, terra marcada por radicalismos extremos no cenário local, surgirem bandas ótimas como o LYRIA, um trio que faz um trabalho ótimo. Basta ouvir "Catharsis" e perceber isso claramente.

A banda lança mão dos elementos já conhecidos no gênero, mas o que os diferencia da maioria é o uso de timbres mais agressivos e pesados em sua música, sem deixar que ela se torne menos acessível ou melodiosa. O trabalho do trio é ótimo, com vocalizações ótimas, belos arranjos de guitarra (mesmo não tendo um guitarrista efetivo na época da gravação, e nem um tecladista. Todas as partes dos teclados foi feita por Marcelo Oliveira, que ainda fez alguma programação de bateria, gravou parte das guitarras, além de produzir, mixar e masterizar o disco. E outro que ajudou nas seis cordas foi Sérgio Filho, além da participação de Rafael Picolo tocando flauta), baixo e bateria firmes na base rítmica, mas com bom nível técnico. Óbvio que a banda não chega a ser inovadora (pois a fórmula usada aqui já foi ouvida em muitos trabalhos), mas veio para dar sua contribuição e somar, sem imitar ninguém e impondo sua personalidade.

Em termos de sonoridade, a banda conseguiu aliar os requintes do Metal sinfônico com a garra do Metal, usando, como dito acima, timbres mais agressivos. Só que mesmo assim, cada elemento está em seu devido lugar, com o volume correto, e uma clareza bem evidente.

Musicalmente, o LYRIA capricha nas suas composições, polindo bem os arranjos, mas a espontaneidade de suas canções não é afetada. E a duração média de quatro minutos ajuda bastante, pois o ouvinte não se sente em momento algum entediado ou sonolento, pois a dinâmica instrumental é sempre interessante.

Melhores momentos: "The True War" (uma faixa climática, de andamento mediano, onde baixo e bateria mostram bastante sua força e técnica), a forte e mais pesada "Revenge" (belíssimos vocais preenchem uma cheia de sutilezas nos teclados e riffs agressivos), a melodiosa e grandiosa "Jester" (faixa do vídeo oficial, com muita elegância nos arranjos, mais uma vez apresentando vocais lindos e bem feitos), a belíssima "Insanity" (intensa, mostrando vocais mais operísticos em muitos momentos), "Light and Darkness" e sua riqueza de contrastes, especialmente no assentamento das belíssimas vocalizações femininas sobre um instrumental pesado e cheio de agressividade, e "What Do You Want from Me?", onde as participações de flautas aparecem no início, sem deixar de ter suas partes mais pesadas.

Um CD honesto feito por uma banda honesta, com músicas ótimas aguardando os ouvintes.

E viva ao Metal feito com classe e elegância!


Banda:

Aline Happ - Vocais
Thiago Zig - Baixo, vocais adicionais 
Eliezer André - Bateria




10 de dez. de 2015

Rock Meeting Nº 75



Saudações amigos!






A edição de dezembro está no ar!

E temos novidades: Hardcore Meeting. 
Uma sessão dedicada ao Hardcore.


Já baixou Rock Meeting Collection Vol. 3?

É uma coletânea somente com as bandas do Nordeste.
E disponível para download gratuito - http://bit.ly/RMCollectionVol3



# Nesta edição #


Capa: Hellcifest

Coluna –Top 5 de 2015 | Perfil RM com Mario Pastore | Lapada
News – World Metal 
Entrevista – Addicted to Pain | Dancing Flame | Individual | Exorddium
Live – Death Crusher Tour
Novidade – Hardcore Meeting - First Blood | Never Say Die | The Subliminal Criminals Tour




Você não viu as edições anteriores?

Veja todas as edições - http://issuu.com/rockmeeting



Fonte: Rock Meeting

KUAZAR: Marcelo Moreira é o novo baterista da banda paraguaia




Considerada uma das grandes revelações do Thrash Metal da América do Sul pelos fãs e pela mídia especializada, a banda paraguaia KUAZAR está com grande novidade em seu line-up. Para o posto de baterista a banda conta agora com um dos maiores nomes da bateria brasileira, Marcelo Moreira.

O renomado baterista, que tem em seu currículo trabalhos com as bandas Burning in Hell, Almah, do vocalista Edu Falaschi (ex-Angra), Circle II Circle, do vocalista Zak Stevens (Savatage), Destruction, dentre outras, está muito empolgado em poder desenvolver um trabalho também dentro do Thrash Metal.

“Eu conheci a banda através de uma entrevista para a TV britânica BBC WORLD. Percebi um grande diferencial no som e na forma de trabalhar, inclusive usando em alguns momentos a sua língua natal, o Guarani. Sou muito fã de estilos mais rápidos como o Thrash Metal, tanto que já toquei com a lendária banda alemã Destruction na Europa. Acabei entrando em contato com o José Maria (vocal) e acabamos nos tornando amigos. Quando fui convidado para entrar na banda, aceitei na hora. Estou participando do processo criativo e posso garantir que o disco será insano! Além de estar ajudando nas composições, estarei produzindo o álbum”, comenta Marcelo.

O KUAZAR é uma das bandas do Paraguai de maior atuação na cena e já dividiu os palcos com bandas como MEGADETH, KREATOR, SEPULTURA, VIOLATOR, KRISIUN, HIRAX, entre outras.


Contatos:




09/12/2015: Creptum, Maverick, Tellus Terror



Creptum: preparando novo material para o próximo ano


Desde seu retorno, o CREPTUM não para de mostrar serviço e, depois do relançamento de sua demo ‘The Age Of Darkness’ e do single inédito ‘In The Arms Of Death’ que colocaram o grupo novamente entre os principais nomes da nova geração do Black Metal, a banda enfim prepara o aguardado álbum.

Ainda um pouco cedo para detalhes mais concretos, é possível adiantar que no vindouro álbum encontraremos um CREPTUM ainda mais maduro usando toda a experiência de seus lançamentos e shows desde sua volta.

“Desde nosso retorno muita coisa tem acontecido quase que ao mesmo tempo. O fechamento do ciclo com a regravação do “The Age of Darkness” (2014), as mudanças na formação, shows e etc., além dos nossos compromissos particulares. Trabalhamos muito na intensidade das nossas apresentações ao vivo e hoje estamos muito mais entrosados e seguros.

Com tudo isso acontecendo, e as composições para o full caminhando em paralelo, conseguimos adiantar bastante coisa. Já estamos nos últimos ajustes e alguns sons até chegamos a experimentar ao vivo. Enfim, 2016 promete ser o início de um novo ciclo para o Creptum, mais amadurecidos e conscientes do nosso papel como músicos de metal extremo.”

A previsão para o lançamento do álbum é meado de 2016 e até seu lançamento todas as novidades e detalhes serão apresentados periodicamente.

Junto ao processo de composição do álbum, o CREPTUM segue divulgando ‘In The Arms Of Death’, lançado onze anos depois de seu último trabalho inédito.

O single foi gravado no estúdio Ponto Zero e produzido por Eric Nefus. A capa ficou novamente nas mãos do músico e também designer Raphael Grizilli, responsável pela identidade visual do grupo e também da estamparia Goetia72.

O trabalho traz duas músicas bônus: a também inédita ‘Burn The Cross’ e uma versão para a música ‘Massacre’ do lendário Bathory. Para ouvir e também comprar o material, visite:



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Maverick: novo álbum disponível em plataformas digitais


Com o álbum físico lançado pela renomada Shinigami Records, agora o MAVERICK disponibiliza ‘The Motor Becomes My Voice’ também em formato digital nas principais distribuidoras do mundo.

O disco está disponível tanto para compra quanto para streaming gratuito em alguns canais, confira os principais:

Google Play – https://goo.gl/Xlt8Vs
SoundCloud – https://goo.gl/PxHPQM


‘The Motor Becomes My Voice’ foi gravado e produzido no Studio Atthena’s em Poços de Caldas /MG e apresenta oito músicas.

A versão física também já está à venda diretamente com a banda através do link http://metalmaverick.com.br/merchmvk ou com a Shinigami Records: http://goo.gl/kmyJLp.

Originário da cidade de São José do Rio Pardo, o grupo de imediato conseguiu uma parceria com a grande Shinigami Records e, com seu Thrash Metal a lá Machine Head/Pantera, vem conquistando seu espaço na cena e na mídia especializada.



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Tellus Terror: música disponibilizada na compilação da Cangaço Rádio Rock


O carioca TELLUS TERROR teve um música inserida no compilado organizado pela rádio cearense Cangaço Rádio Rock.

A banda participa com a música ‘Bloody Vision’. Participam também vários grandes representantes da música pesada nacional, como Losna, Encéfalo, Arandu Arakuaa, entre outros. Para baixar gratuitamente: http://migre.me/sdDBW

O TELLUS TERROR se prepara para compor e lançar o sucessor do altamente bem-recebido debut ‘EZ Life DV8’, que colocou o grupo como uma das revelações do Metal no Brasil e no exterior.


O primeiro passo para o novo trabalho foi dado: o grupo reorganizou seu lineup e anunciou recentemente um novo baterista, Thiago Rafael, experiente músico com passagens por bandas como Berkaial, Peristaltic Movement e Gangrena Gasosa.

“Nós estamos trabalhando arduamente no novo álbum, e em breve vocês terão um novo álbum, feito com muita dedicação a todos os que curtem a banda e aos que possam curtir!” – comenta o vocalista Felipe Borges.



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Fonte: Metal Media

ABSOLUTE MASTER: celebrando 4.500 músicas masterizadas




A empresa especializada em masterização ABSOLUTE MASTER quer celebrar e dividir com os amigos mais uma de suas vitórias: em apenas três anos a empresa chegou a marca de mais de 4.500 músicas masterizadas.

A marca não para por aí, são mais de 360 artistas masterizados e mais de 110 produtores parceiros que confiaram suas produções/mixagens nas mãos da ABSOLUTE MASTER.

Não poderia ser para menos, afinal de contas a ABSOLUTE MASTER é um dos maiores nomes da América Latina quando o assunto é masterização, trabalhando com aparelhos analógicos e digitais.

Apesar de um investimento estratosférico para a obtenção de equipamentos de primeiro mundo, a empresa sabe da realidade dos músicos brasileiros, em especial os independentes, e sempre trabalha com preços justos para o alcance de todos que procuram o máximo de qualidade.

Recentemente, a empresa anunciou que em janeiro fará o sorteio da masterização de um single. Mais sobre o sorteio pode ser visto aqui: http://goo.gl/vQXVrN

Para saber mais, fazer orçamentos e tirar dúvidas, entre em contato:



Fonte: Metal Media

VETOR: grupo santista já tem novo baterista




Com muita alegria que o santista VETOR anuncia o novo dono das baquetas: o músico Bruno Conrado.

Bruno é um antigo conhecido da banda e conhecedor da proposta musical do VETOR. O baterista também toca junto com o guitarrista Pedro Bueno na banda Impetuous. Escolhido em consenso, Bruno chega para dar andamento a divulgação do CD ‘Chaos Before The End’ que em breve terá o videoclipe de uma das músicas.

“Bruno é dono de uma técnica invejável, é nosso caçula, um grande músico, um grande amigo e que já chegou colocando gás novo na banda” – dá as boas-vindas o vocalista Eduardo Junior.

Novamente completo, o VETOR segue divulgando o álbum ‘Chaos Before The End’, trabalho que vem sendo aprovado com louvor por críticos e fãs de música pesada. Entre várias citações da mídia, podemos destacar algumas:

“O sucesso é certo.” – Metal Samsara
“Um dos melhores lançamentos nacionais do ano” – Rebel Rock!
“Em suma, um trabalho grandioso e viciante” – Brasil Metal História
“Estreia matadora!” – Arte Metal
“Um dos melhores discos do estilo que escutei esse ano” – Whiplash
“Grande álbum de uma grande banda” – A Música Continua A Mesma
“Cacetada de primeiro mundo!” – Metal Na Lata
“Uma das mais promissoras do Brasil” – Hell Divine
“Álbum maduro e muito competente” – Mondo Metal

‘Chaos Before The End’ foi gravado no estúdio O Beco, em Santos, e produzido por Anibal Pontes no Pontes Studios no Reino Unido. Já o responsável pela mixagem e masterização do disco foi o sueco Fredrik Nordström (Opeth, At the Gates, Arch Enemy e Dimmu Borgir). A arte de capa foi feita por Jean Michel da Designations Artwors (Keep Of Kalessin, etc).

O álbum já está disponível diretamente com a banda por e-mail e Facebook, no site da Shinigami Records e nas melhores lojas do ramo.


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Fonte: Metal Media

HELLARISE: novo single, ‘Shaded Land’, disponível gratuitamente




O novo single da HELLARISE já está disponível na internet. ‘Shaded Land’ foi lançado no Bandcamp e também pode ser baixado gratuitamente.

O trabalho novamente foi gravado no UpTracks Studio e produzido pela guitarrista Mirella Max em parceria com o baixista Kito Vallim, já a letra contou com a ajuda da amiga de longa data Joyce Mattos.


Mais uma vez, com o novo single, a HELLARISE prova que não tem medo de ousar e enriquece ainda mais sua sonoridade mesclando mais influências para dentro de sua música, sempre com o foco no Metal mais extremo.


“Pretendemos continuar experimentando ainda mais, entre a diversidade de influências que temos na banda. Mas uma coisa é certa: vai continuar pesado!”

Contato para shows e merchandise: contact@hellarise.com

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Fonte: Metal Media