21 de jul. de 2015

THE MAINE: contagem regressiva para shows no Brasil



Banda se apresenta em quatro capitais – foto: divulgação

Realizando longas turnês pelo mundo e bem-sucedidos álbuns lançados, a banda norte-americana THE MAINE segue despontando como um dos grandes nomes do pop rock internacional. 

Um ano após performances arrebatadoras pelo Brasil, o grupo retorna ao país, desta vez, trazendo a aclamada turnê do álbum “American Candy”. Este trabalho é um enorme sucesso, vem recebendo feedback positivo de todos os antigos e novos fãs, além de ser considerado um dos melhores lançamentos de 2015.

Nesta nova passagem, John O'Callaghan (vocal), Garrett Nickelsen (baixo), Pat Kirch (bateria), Kennedy Brock (guitarra) e Jared Monaco (guitarra) trazem na bagagem os novatos do The Technicolors.

A “Brazilian Candy tour 2015” tem as seguintes datas confirmadas:

31/07 – Circo Voador – Rio de Janeiro
01/08 – Carioca Club – São Paulo
02/08 – Carioca Club – São Paulo
04/08 – Teatro CIEE – Porto Alegre (SOLD OUT)
05/08 – Music Hall – Curitiba

Ainda há ingressos à venda na capital fluminense, paulista e paranaense. Mais informações estão disponíveis no serviço abaixo ou no hotsite http://overload.com.br/themaine.

Com apenas oito anos de carreira, o The Maine vem surpreendendo o mundo da música figurando a cada lançamento no chart da Billboard . O grupo não para de crescer e de conquistar fãs por todo mundo com sua sonoridade “catchy”, pra cima e muitas vezes dançante.

Recentemente, o grupo lançou videoclipe para o single “English Girls”. Assista em https://www.youtube.com/watch?v=m8HA_xAdGtA.

Além disso, a banda também fez um video para “Miles Away”: https://www.youtube.com/watch?v=6G1Epvwpwpw.

Confira o videoclipe produzido para “Run” em https://youtu.be/J9rW1Q3c1N4.

Ouça “American Candy” na integra em https://www.youtube.com/watch?v=jIjiCzKS69M.


Links relacionados:


Serviço Rio de Janeiro

Data: 31 de julho de 2015
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 19h00 / Início do show: 20h00
Classificação etária: 14 anos
Pista meia/promocional: R$ 120,00 | Pista inteira: R$ 2240,00
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador


Serviço São Paulo

Datas: 1 e 2 de agosto de 2015
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde 2899 – Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima)
Abertura da casa: 17h30 / Início do show: 18h30
Classificação etária: 14 anos
Pista meia/promocional: R$ 110,00 | Pista inteira: R$ 220,00
Camarote meia/promocional: R$ 160,00 | Camarote inteira: R$ 320,00
Ponto de venda: bilheteria do Carioca Club
Venda online:


Serviço Curitiba

Data: 5 de agosto de 2015
Local: Music Hall
Endereço: Rua Engenheiro Rebouças 1645 – Rebouças
Abertura da casa: 19h00 / Início do show: 20h00
Classificação etária: 14 anos
Pista meia: R$ 110,00 | Pista inteira: R$ 220,00
Ponto de venda: Dr. Rock (Shopping Jardim das Américas)


Próximas divulgações THE ULTIMATE MUSIC – PR:

31/07 – SuidAkrA – Stonehenge Rock Bar – BH/MG
01/08 – SuidAkrA – ThorHammerFest 2015 – Inferno Club – SP/SP
01/08 – The Maine – Carioca Club – SP/SP
02/08 – The Maine – Carioca Club – SP/SP
02/08 – Sampa Music Festival 13 – Espaço Victory – SP/SP
08/08 – Taake | Agosto Negro – Clash Club – SP/SP
09/08 – Taake | Agosto Negro – Teatro Odisseia – RJ/RJ
14/08 – The Adolescents – Sesc Belenzinho – SP/SP
23/08 – Matanza – Centro de Eventos Pedro Bortolosso – Osasco/SP
05/09 – Overload Music Festival – Via Marquês – SP/SP
06/09 – Overload Music Festival – Via Marquês – SP/SP
13/09 – At the Gates – Clash Club – SP/SP
24/09 – Faith No More – Espaço das Américas – SP/SP
25/09 – Faith No More – Rock in Rio 2015 – RJ/RJ
25/09 – Nightwish – Rock in Rio 2015 – RJ/RJ
26/09 – Nightwish – HSBC Brasil – SP/SP
12/10 – Blind Guadian + Circle II Circle – HSBC Brasil – SP/SP
17/10 – Skillet – Music Hall – BH/MG
23/10 – Skillet – Vanilla Music Hall – Curitiba/PR
24/10 – Skillet – Audio Club – SP/SP
31/10 – CJ Ramone – Hangar 110 – SP/SP
14/11 – Millencolin – Carioca Club – SP/SP
12/12 – NOFX – Via Marquês – SP/SP
Mais informações em sobre os shows acima em http://theultimatemusic.com.



Costábile Salzano Jr.

DOOMSDAY HYMN: "Mene Tequel Ufarsim" finalmente é lançado no exterior





03 meses após o lançamento em território nacional, o álbum "Mene Tequel Ufarsim" da banda DOOMSDAY HYMN foi lançado no mercado americano pelo selo Rottweiler Records.

Com o contrato para distribuição no mercado estrangeiro acertado no final do mês de março, este lançamento carrega uma aura de pioneirismo, pois é o primeiro em língua estrangeira a ser lançado pelo selo, além de que a DOOMSDAY HYMN é a primeira banda latino americana a ter um contrato com a Rottweiler Records.

"Mene Tequel Ufarsim'" chega também as plataformas digitais com uma capa levemente alterada e com a adição de seu EP auto-intitulado lançado em 2013 remasterizado de bônus.

Tracklist:

01 - Mene Tequel Ufarsim
02 - Poderoso
03 - Levante e Viva
04 - Guerreiro
05 - Liberdade 
06 - Medos
07 - Recomeçar
08 - Destruidor
09 - Gigante
10 - A Resposta

Bônus:
11 - Além da Razão
12 - Doomsday 
13 - Inner Fight

Medos - FREE Single:


Rottweiler Records Store :


Medos - Live Video:


Mene Tequel Ufarsim - Official Video:


''O Doomsday Hymn, como costumo dizer, é o tipo de banda que possui a peculiaridade de pôr em ordem o caos." - Carol Mariana, Whiplash.net

"Mene Tequel Ufarsim é um ótimo álbum ... as músicas são todas cantadas em português , e por terem muitas variações rítmicas não torna o cd enjoativo , vale a pena conferir galera!" - Chiquinho Nóbrega, Metal Land

"... terá diante de si um belíssimo álbum de Metal.Pesado, moderno e enérgico." - Leandro Viana, A Música Continua A Mesma

" Ouça sem preconceito em relação à sonoridade ... , pois o Doomsday Hymn tem qualidade e singularidades." Leandro Nogueira Coppi - Brasil Metal História

''Mene Tequel Ufarsim é um álbum poderoso, pesado, com ótimas melodias e violento, como um disco de Metal deve ser.'' - Paulo Pontes, Roadie Crew

''Esqueçam fórmulas ou mesmo conceitos. O quinteto mistura tudo que pode em uma música furiosa e abrasiva, com muito groove e sabendo usar de melodias fortes sob tanta agressividade... Não há um momento em que fiquemos entediados. Dez composições furiosas compõem o CD, com um estilo bem delineado e original." - Marcos Garcia, Metal Samsara

''A banda destila riffs excelentes, assim como solos com ótimas melodias, um baixo consistente e uma bateria versátil que inclui até linhas tribais em sua execução." - Vitor Franceschini, Arte Metal



DOOMSDAY HYMN é :

Gil Lopes (V), Karim Serri (G), Angelo Torquetto (G), Allan Pavani (B) e Jarlisson Jaty (D)



Fonte: Lex Metalis

METHEORA: banda mineira de heavy metal alternativo retoma as atividades




A banda mineira de heavy metal alternativo METHEORA retorna a ativa com os músicos Ana Paes (vocal/teclado), Raffael Tavares (guitarra), Rafael Galdino (guitarra), Edy Moreia (baixo) e Richard Rodrigues (bateria). A banda é oriunda da cidade de Juiz de Fora, em sua carreira o quinteto ficou em 3º lugar em evento realizado em sua cidade de origem, em 2010 realizaram shows ao lado de nomes conceituados como Andre Matos (Viper, Angra, Shaman), Matanza, entre outros.

Seu trabalho de estreia intitulado "Apenas Ilusões" lançado em 2011 foi gravado no Estúdio Kolina, em Santos Dumont (Minas Gerais), com a produção de Alex Pereira. Em show promocional realizado no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora (Minas Gerais) a banda conquistou enorme sucesso cujo evento teve forte divulgação em diversos meios de comunicação (impresso e via internet) e com a ótima aceitação popular do álbum a banda METHEORA realizou shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Uberlândia e em Ipatinga, em 2011 com a antiga formação a banda gravou o vídeoclipe para a faixa título do álbum.

A METHEORA atualmente está em estúdio nos procedimentos de composição e gravação de seu próximo trabalho em estúdio, em 2015 a banda fechou parceria com a empresa de assessoria de imprensa e booking PRESS RTV.


Links relacionados:

METHEORA - contato para shows, entrevistas, merchandise: pressrtv1@gmail.com



Fonte: Press RTV
Assessoria de imprensa & booking

20 de jul. de 2015

20/07/2015: News Metal Media



Daydream XI: detalhes do novo clipe apontam ares de superprodução


Que o DAYDREAM XI sempre faz o máximo para elevar a qualidade de tudo que lança já está claro, mesmo antes de seu elogiadíssimo debut, mas quando achamos que nada surpreenderá mais, o grupo de Prog Metal nos encanta novamente.

Agora podemos acompanhar os passos finais da produção de seu novo clipe, desta vez para a música ‘Keeping The Dream Alive’, e dá pra sentir todo o capricho do grupo e da equipe de produção, seja pelos cenários escolhidos, caracterização e até mesmo pelos pôsteres de divulgação, tudo remete àquele ar de superprodução.


A equipe técnica está sendo dirigida por Ulisses da Motta. De forma exclusiva, toda a equipe, fotos das locações e ainda algumas fotos da banda em ação podem ser conferidas no Instagram oficial do DAYDREAM XI:


‘Keeping The Dream Alive’ foi retirada de ‘The Grand Disguise’, lançado pela alemã Power Prog e que ganhou destaque entre os melhores lançamentos de 2014 em vários sites da mídia especializada no Brasil, América Latina e EUA.

‘The Grand Disguise’ foi produzido pelo vocalista Tiago Masseti e pelo sueco Jens Bogren (Opeth, Symphony X, Pain of Salvation, James LaBrie) que também masterizou o trabalho em seu estúdio Fascination Street.


Sites relacionados:



Krucipha: faixa-a-faixa caprichado de ‘Hindsight Square One’


Os thrashmetallers curitibanos do KRUCIPHA entregaram um dos discos mais ricos em diversidade musical do ano passado, o álbum ‘Hindsight Square One’ e nos convidam a mergulhar um pouco mais dentro da construção de cada um das músicas.

Para isso, a banda preparou um faixa-a-faixa bem completo, confira:

“Greater Good Parasite” marca a abertura do disco, mostrando logo de cara o quanto a percussão faz parte do som da banda, em perfeita união com a bateria. As guitarras e o baixo criam um crescendo que culmina numa entrada em conjunto com muito peso. A alternância de vocais também dá um toque especial. A letra expõe os bastidores e motivações que regem uma guerra moderna, mostrando através de cada linha vocal a realidade de líderes, soldados e povos. É uma música que varia entre partes pesadas e cadenciadas, que serve não só como abertura do disco, mas também como preparação para a próxima faixa.

Na sequência temos “Pulse”, que é a música mais rápida (e uma das mais extremas) do álbum. Sem muito tempo para respirar, guitarras, bateria e percussão mantém uma dinâmica impiedosa, com direito a duelo de solos remetendo à bandas do Thrash Metal Bay Area. Desta vez o tema é sexo. Mas não algo pornográfico, e sim o instinto, expressão dos sentidos e impulsos mais primordiais de uma das forças mais poderosas da psique humana. A música segue descrevendo o quanto somos fadados à este ato até que, em um final tal qual um clímax, palavras e expressões sinônimas da cópula deixam o ouvinte quase sem fôlego, acabando repentinamente na sequência.

Depois de uma música rápida e eufórica, “Denial” vem para dar uma acalmada na pancadaria. A faixa, um pouco mais lenta, conta com grande peso e groove cadenciados, dando também espaço para riffs de guitarra um tanto quanto perturbadores e desconexos. Isto para casar com a letra, que traz a visão de alguém que vive, às vezes uma vida inteira, em constante negação consigo mesmo, reprimindo todos seus instintos e desejos por causa de algum tipo de constrição social à qual está imerso.

Mostrando influências do folclore brasileiro, o nome “Indigenous Self” é extremamente apropriado. Mais uma ocasião onde a percussão se mostra muito presente, não sendo apenas mais um detalhe de fundo, mas sim uma característica marcante. O tema carrega uma metáfora, traçando um paralelo entre indígenas que viram suas estruturas tribais sendo dizimadas e relações de indivíduos que tem suas vidas invadidas por outros tentando controlá-los e dominá-los até um ponto em que o sujeito nem reconhece mais seu verdadeiro eu.

“The Warning” é talvez a música mais complexa do disco, e com certeza uma das mais pesadas. Introdução com múltiplos vocais, riffs sincopados, solo esquizofrênico e atmosférico, e vocais variando do gutural ao gritado. É uma faixa que requer mais de uma audição para que o ouvinte consiga perceber todos os detalhes presentes. A letra exprime um cenário de destruição global onde a humanidade está sendo julgada e prestes a ser punida por seus atos catastróficos contra o planeta.

“Afforddiction” já é considerada o hit do Krucipha. E com razão: percussão muito presente, variação de rapidez e groove na medida certa, guitarras e baixo em harmonia compõem a receita infalível para apreciação do público. No tema temos uma afiada crítica ao consumismo desenfreado e capitalismo selvagem, muito comuns nas sociedades modernas.

“Tribal War” é definitivamente a faixa que mais exprime o diferencial contido na percussão dentro das composições da banda, dando uma pegada cheia de cadência. Mas quem acha que a música fica apenas no groove se engana, pois logo após o primeiro refrão, a porrada fica visível com uma bateria veloz e riffs com uma pegada de metal extremo, seguidos por uma leve pisada no freio e um breakdown, necessários para retomada do folêgo. Esta é a única faixa com tema fictício do disco. Parcialmente baseado em palavras de Albert Einstein, mostra as consequências da imbecilidade humana: um mundo pós-apocalíptico com recursos e tecnologia escassos que faz a humanidade reunir-se novamente em tribos que lutam entre si “com paus e pedras” por sua sobrevivência.

“Reason Lost” fecha o disco cativando por conseguir variar entre partes rápidas e partes pesadas, mesmo com riffs mais simples. Baixo e percussão tem mais espaço para mostrar serviço, especialmente nos refrães, e a música termina com soar de berros e guitarras. A letra contém uma forte crítica à obsessão e ao fanatismo, especialmente aqueles que cegam e causam destruição à sua volta.

Depois desta “aula” em cima das músicas de seu primeiro álbum, o KRUCIPHA convida a todos a conhecer um pouco mais do trabalho, agora conferindo o lyric video criado para a música ‘Pulse’:


‘Hindsight Square One’ foi lançado no ano passado de forma independente e está disponível para venda diretamente com a banda e nas melhores lojas especializadas.


Sites Relacionados:



Astafix: novo álbum já está disponível para venda!


O segundo álbum do ASTAFIX, ‘Internal Saboteur’, já está disponível para venda nas melhores lojas e diretamente com o quarteto.

Lançado em parceria com o famoso selo brasileiro Voice Music, ‘Internal Saboteur’ foi gravado no estúdio Norcal e produzido pelo renomado produtor Brendan Duffey. Já a capa ficou nas mãos do artista Marcelo Vasco, responsável por capas de bandas como Slayer, Machine Head, Soulfly, Distraught, entre outras.


Um dos destaques do novo álbum vai para a notícia que o trabalho conta com algumas composições do guitarrista Paulo Schroeber, falecido prematuramente no ano passado.

Uma série de vídeos acompanhando a gravação de ‘Internal Saboteur’ foi lançada. Confira:






Sites Relacionados:



Fonte: Metal Media

HIBRIA - Pain



LOTHLÖRYEN - Night is Calling (OFFICIAL VIDEO)



Opeth faz show sold out em SP e fãs ainda podem adquirir merchandising oficial de turnê



Suecos celebram encerramento de nova turnê pela América Latina, com belíssima apresentação no Brasil – foto: Costábile Salzano Jr./THE ULTUMATE MUSIC – PR

O OPETH, um dos nomes mais exaltados do atual cenário do heavy/rock/prog mundial, protagonizou, ontem (19/07), no Carioca Club, em São Paulo, o que já está sendo considerada uma das melhores apresentações deste ano no Brasil.

Durante aproximadamente mais de 2h de show, Mikael Åkerfeldt (voz/guitarra), Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Mendez (baixo), Martin Axenrot (bateria) e Joakim Svalberg (teclado) celebraram 25 inigualáveis anos de carreira, desfilando clássicos e as principais composições do excelente novo álbum “Pale Communion”.

Esmagadoramente melódico e evidentemente sem remorsos de sua diversidade musical, a banda mostrou toda a sua potência em hipnotizante exibição, que impressionou inclusive aos fãs de longa data.


Além disso, a Agência Sob Controle informa que o merchandising oficial desta nova passagem da banda pela América Latina ainda está à venda. Restaram pouquíssimos modelos de camisetas e de moletom. Pessoas interessadas em adquirir os itens devem enviar e-mail para merch@sobcontrole.org.


A “Pale Communion Latin American tour 2015” passu pelas seguintes cidades:

10/07 – El Escena – Monterrey, México
11/07 – Circo Volador – Cidade do México, México
12/07 – Circo Volador – Cidade do México, México
14/07 – Peppers Club – San José, Costa Rica
17/07 – Teatro Capoulican – Santiago, Chile
18/07 – Groove – Buenos Aires, Argentina
19/07 – Carioca Club – São Paulo, Brasil

Links relacionados:


Próximas divulgações THE ULTIMATE MUSIC – PR:

31/07 – SuidAkrA – Stonehenge Rock Bar – BH/MG
01/08 – SuidAkrA – ThorHammerFest 2015 – Inferno Club – SP/SP
01/08 – The Maine – Carioca Club – SP/SP
02/08 – The Maine – Carioca Club – SP/SP
02/08 – Sampa Music Festival 13 – Espaço Victory – SP/SP
08/08 – Taake | Agosto Negro – Clash Club – SP/SP
09/08 – Taake | Agosto Negro – Teatro Odisseia – RJ/RJ
14/08 – The Adolescents – Sesc Belenzinho – SP/SP
23/08 – Matanza – Centro de Eventos Pedro Bortolosso – Osasco/SP
05/09 – Overload Music Festival – Via Marquês – SP/SP
06/09 – Overload Music Festival – Via Marquês – SP/SP
13/09 – At the Gates – Clash Club – SP/SP
24/09 – Faith No More – Espaço das Américas – SP/SP
25/09 – Faith No More – Rock in Rio 2015 – RJ/RJ
25/09 – Nightwish – Rock in Rio 2015 – RJ/RJ
26/09 – Nightwish – HSBC Brasil – SP/SP
12/10 – Blind Guadian + Circle II Circle – HSBC Brasil – SP/SP
17/10 – Skillet – Music Hall – BH/MG
23/10 – Skillet – Vanilla Music Hall – Curitiba/PR
24/10 – Skillet – Audio Club – SP/SP
31/10 – CJ Ramone – Hangar 110 – SP/SP
14/11 – Millencolin – Carioca Club – SP/SP
12/12 – NOFX – Via Marquês – SP/SP

Mais informações em sobre os shows acima em http://theultimatemusic.com.



A/C Costábile Salzano Jr.

Pray For Mercy - In Absentia (CD)

2015 - Eternal Hated Records - Nacional

Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Metal sempre se destacou com o gênero musical das mutações. Apesar de passar dos 40 anos, quem disse que o estilo fica quieto, estagnado como tantos outros?

Nada disso, ele sempre se mostra renovado, miscigenando e indo adiante, firme e forte em direção ao futuro. E isso graças às bandas que buscam se renovar sempre, fugindo dos clichês e buscando seu jeito de ser. E é isso que o septeto PRAY FOR MERCY mostra mais uma vez em “In Absentia”, seu mais recente trabalho, lançado de forma independente em 2014 e que a Eternal Hatred Records acabou de relançar. 

Antes de tudo, o grupo faz uma mistura forte entre Death Metal, Hardcore e Deathcore, com alguns momentos que lembram o Djent (especialmente nas guitarras), buscando ter impacto sonoro e violência em meio a andamentos não tão velozes (embora existam momentos mais rápidos distribuídos pelo disco) e peso severo de seu instrumental forte, agressivo e que recebe algumas belas doses de melodias introspectivas, mais alguns toques de elegância dado pelos teclados. E a dupla de vocais dá um toque diferenciado. O septeto acerta a mão em cada uma das composições, e ainda ganha brilho com a presença de Felipe Eregion do UNEARTHLY em “Anexo IV: Exílio Manchado de Sangue” e Caio MacBeserra do PROJECT46 em “Anexo VI: Cegueira do Verdadeiro Mal”.

Produzido por Adair Daufenback, podemos aferir que o grupo acertou na escolha. Sim, pois apesar da brutalidade, existe uma clareza bem grande, que nos leva a compreender as letras cantadas apesar dos tons rasgados e guturais que se alternam e instrumental abrasivo. Mesmo os teclados conseguem aparecer bem. E a arte do grupo, usando como tema principal o branco, fugindo dos clichês e casando bem com o tema usado pela banda (que apesar de meio nebuloso à primeira vista, é extremamente real e esotérico em vários pontos, mesmo usando de subjetividade).

Pray For Mercy
E o trabalho do grupo, em termos musicais, é bem diferente. O PRAY FOR MERCY sabe manter o som intenso, pesado e esporrento, mas mesmo assim, existe um fundo melodioso e refinado que encorpa o trabalho deles. É violento, mas elegante.

Melhores momentos:

Ato I: O Inicio da Escuridão – Explosiva, agressiva e intensa, alternando os tempos de forma magistral. E isso evidencia o ótimo trabalho de baixo e bateria do grupo.

Anexo II: Intrepidus – Uma levada pesada e azeda, mesmo quando os tempos são mais rápidos, e onde a dinâmica da música é bem trabalhada, com destaque para as mudanças de tons dos dois vocalistas e encaixe perfeito dos teclados.

Anexo IV: Exílio Manchado de Sangue – Começa mais cadenciada e soturna, se baseando em teclados sinistros, até que o apocalipse de guitarras vem e torna tudo mais pesado e intenso. E os vocais de Felipe Eregion dão um sabor diferenciado à música.

Anexo VI: Cegueira do Verdadeiro Mal – Mais uma que tem um início mais ameno e vira um festival de agressividade, com os vocais se alternando de forma insana, com destaque para os teclados e guitarras. E como antes, Caio MacBeserra mostra que entrou na canção para dar um toque bem diferenciado e agressivo ao que já é brutal.

Ato III: Descobertas das Cinzas – Uma canção mais sinistra, mesmo com todo o peso opressivo da banda. E como baixo e bateria se mostram coesos e técnicos aqui.

Anexo VII: Decesso – Climática e intensa no princípio, deixando o ouvinte preso durante sua passagem cheia de quebradas de ritmo. E que guitarras!

O PRAY FOR MERCY se destaca bastante, e junto com bandas como PROJETC46 e CONFRONTO, representam a ponta de lança da juventude de nosso cenário.

Recebam-nos com os braços abertos e mentes tranquilas!



Músicas:

01. Prefatio (Intro)
02. Ato I: O Inicio da Escuridão
03. Anexo I: Cárcere
04. Anexo II: Intrepidus
05. Anexo III: Invocação
06. Ato II: Aceite a Dor
07. Anexo IV: Exílio Manchado de Sangue
08. Anexo V: Guiado pelas Sombras
09. Anexo VI: Cegueira do Verdadeiro Mal
10. Ato III: Descobertas das Cinzas
11. Anexo VII: Decesso
12. Ato IV: Martírio


Banda:

Otávio Augusto – Vocais 
Bruno Tortorello – Vocais 
Hebberty Taurus – Guitarras 
Isadora Sartor – Guitarras 
Gustavo Oliveira – Teclados 
André Soares – Baixo 
Lucas Gomes – Bateria 


Contatos:

Age of Artemis: baixista Giovanni Sena lança trailer de “Brazilian Metal Bass”





O baixista da banda AGE OF ARTEMIS, Giovanni Sena, lançará um DVD de vídeo aula, chamado “Brazilian Metal Bass”, focando na técnica do baixo elétrico através de exercícios e teoria musical. Serão abordados assuntos como: Mão Direita, Notas no Braço, Intervalos, Escala Maior e Menor, Tétrades e Tríades e Modos. O DVD também vem com encarte, com partituras de todos os exercícios e músicas.

Há mais de 15 anos como músico profissional, o professor efetivo de baixo elétrico da EMB – Escola de Música de Brasília e baixista da banda AGE OF ARTEMIS e do quinteto instrumental do Marcelo Barbosa (Almah/Khallice), Giovanni Sena traz esse trabalho para dividir seu conhecimento e técnicas, atendendo a pedidos antigos.

“Este material é um pedido antigo de meus fãs e alunos. Resolvi compilar algumas das músicas que gravei com a AGE OF ARTEMIS e mostrar exercícios práticos e importantes pra quem quer tocar este estilo”, conta Giovanni Sena.

Fiquem ligados nas redes sociais que em breve divulgaremos datas de lançamento.

Veja trailer de “Brazilian Metal Bass”: 



Ficha técnica de “Brazilian Metal Bass”: 
- Produzido por Giovanni Sena e Diogo Mafra
- Gravação de áudio e imagem no estúdio “Universo X” – Brasília (2015) por Arthur D.
- Edição de imagem por Diogo Mafra

Performances das músicas:

· Under The Sun (Music: Nathan Grego/Giovanni Sena, Lyrics: Alírio Netto)
· Mystery (Music: Nathan Grego/Gabriel Soto, Lyrics: Alírio Netto)
· Melted in Charisma (Music: Gabriel Soto/Giovanni Sena/Nathan Grego, Lyrics: Alírio Netto)
· Echoes Within (Music: Nathan Grego, Lyrics: Alírio Netto)
· Broken Bridges (Music: Nathan Grego/Giovanni Sena, Lyrics: Alírio Netto)
· Truth In Your Eyes (Music: Nathan Grego/Gabriel Soto, Lyrics: Alírio Netto)

Links relacionados:

Masterful – Fallen Angel (EP)

2015 – Independente – Importado
Nota 8,5/10,0


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Metal é um estilo que, graças à chegada da internet, ganhou maior projeção, ao mesmo tempo em que rompeu barreiras, inclusive aquelas nascida das distâncias entre músicos. E o Brasil acaba de entrar no círculo de bandas colaborativas internacionais com o excelente trio MASTERFUL, que acaba de soltar seu primeiro EP, “Fallen Angels”.

Aqui, temos a presença do vocalista Lean Van Ranma (bem conhecido por alguns trabalhos no Power Metal melódico por aqui), que junto à dupla Guillaume Rabut e Jean Michel Voltz (ambos franceses) fazem um trabalho ótimo. Óbvio que aqui temos o bom e velho Power Metal melódico, feito com categoria e peso, além de muito sentimento e bom nível técnico. Os vocais são ótimos, sejam nos momentos em que busca trabalhar tons mais baixos ou agudos (e isso sem incomodar nossos ouvidos), riffs de guitarra bem pensados, solos inspirados, baixo e bateria com peso e técnica sóbria, e teclados muito bem postados, criando belos momentos épicos. Sim, o MASTERFUL não chega a criar nada novo neste EP, mas o que faz é honesto e agrega valor ao cenário, já meio erodido pelo número excessivo de bandas de uns anos atrás.

A produção é limpa e bem cuidada, embora não seja exagerada ao ponto de obliterar o peso das canções. Não, podemos perceber que houve um cuidado em manter o peso, mas permitir uma clareza instrumental bem grande. E a arte gráfica criada por Ricardo Janke dá uma idéia clara da música que nos aguarda.

E uma riqueza instrumental muito boa nos espera em “Fallen Angel”, mas com um diferencial de muitos no meio: há equilíbrio entre o lado técnico, o bom gosto e o peso. Ou seja, é bem feito, pesado, mas as melodias nos agarram de forma que não conseguimos mais largar do EP.

The Land of Our Love – Esta é uma canção semi-épica, grandiosa e apoiada em ótimos teclados e guitarras, sem exagerar nos dois bumbos, fora vocais ótimos. 

Fallen Angel – Aqui, temos uma composição um pouco mais cadenciada e usando de muitos momentos diferentes, com ótimos riffs, e nos permite observar a versatilidade de tons vocais, além de belíssimos teclados.

Dr. Stein (HELLOWEEN Tribute) – Uma das mais divertidas canções do HELLOWEEN ganha uma roupagem bem legal nas mãos do trio. Os teclados estão bem legais (só poderiam estar um pouco mais baixos na mixagem), e novamente, os vocais mostram sua versatilidade de tons, evitando seguir o jeito de Michael Kiske cantar.

The Land of Our Love (Demo version) – Apesar de ser a primeira faixa do EP, existem algumas diferenças sutis, que seguidas ouvidas poderão detectar. A versão Demo, como poderíamos esperar, é mais crua e visceral, mas ficou muito boa.

Apesar de o gênero ter sido explorado à exaustão, o MASTERFUL mostra neste EP que pode dar uma nova energia ao gênero.

Muito, muito bom mesmo este EP.







Músicas:

1. The Land of Our Love
2. Fallen Angel 
3. Dr Stein (Helloween Tribute) 
4. The Land of our Love (Demo Version)


Banda:

Lean Van Ranna – Vocais 
Guillaume Rabut – Guitarra solo 
Jean Michel Volz – Guitarra base, baixo, bateria, teclados


Contatos:

Sistema Sangria – Sistema Sangria (CD)

2013/2015 – Equivokke Records/Corsário Discos/Manaós Distro/Back On Track/Cabra Da Peste/Vanila Tapes/Terceiro Mundo Caos Distro  – Nacional 


Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Brasil, desde o início dos anos 80, possui uma tradição no Punk Rock e no Hardcore. E isso ao ponto de ser referência na cena mundial dos gêneros, graças a nomes como OLHO SECO, CÓLERA, LOBOTOMIA, RDP e tantos outros. Os anos se passaram e este formato musical, esta atitude de vida, foram crescendo, amadurecendo e ganhando novos contornos. Isso é bom, e os frutos disso tudo são colhidos até hoje. Basta olharem bandas que sempre estão por aí, na cara e na coragem, disparando sua fúria contra tudo e todos. E um dos melhores nomes do gênero no Brasil é o do veterano quarteto SISTEMA SANGRIA, da tradicional São Paulo (berço do gênero em nosso país), que chega para comemorar 15 anos com “Sistema Sangria”, seu mais recente trabalho.

Os anos não abrandaram em nada a música abrasiva, raivosa e agressiva do grupo. Muito pelo contrário, está ainda mais raivoso que antes, usando de vocais urrados muito bem colocados, riffs de guitarra fortes e ganchudos, baixo e bateria com muito peso, criando uma base rítmica simples, mas muito boa e intensa (como se ser simples e bom fosse algo muito fácil de ser atingido). Óbvio que uma técnica refinada não é encontrada em “Sistema Sangria” porque ela se faz desnecessária. Aqui, o objetivo é outro: ser abusivamente azedo, mas feito com qualidade e coração em cada uma das músicas.

A produção é assinada por Marcelo Pompeu e Heros Trench, e os processos de gravação, mixagem e masterização foram feitos no estúdio Mr. Som. O resultado é uma soma bem equilibrada da qualidade sonora que a banda merece com a sua fúria musical que expressa. E não deixa de soar HC em momento algum, só estando mais encorpado e com uma qualidade sonora muito boa. Somente o cover para “Policeman” do NITROMINDS possui diferenças na ficha de produção (o produtor é Fábio Hardcore).

Sistema Sangria
A parte artística é toda de Luiz Angelelli, e ficou muito boa, mostrando um contraste das raízes HC da banda com o refinamento dos dias atuais. 

O ponto forte do SISTEMA SANGRIA é o conjunto. Aqui, não há espaço para individualidade, nem demonstrações técnicas exageradas. Nada disso, o grupo mostra inteligência dentro da aparente simplicidade musical que usa, mas os arranjos são ótimos.

Em 29 faixas ótimas, que possuem em média um minuto e meio de duração, muita raiva anti-sistema é posta para fora, e o grupo se mostra ótimo sempre. 

Os grandes destaques são: 

Tem Culpa Eu – Curta e grossa, rápida e ríspida, com força nos riffs e vocais (o título já mostra a ironia latente do grupo).

Corpo Fechado – Alguns momentos mais cadenciados e certa influência do Crossover nas guitarras.

Oca Sinistra – Aqui, o andamento muda entre a cadência e o mais veloz, mas com uma força incrível na base baixo-bateria.

Mensalão – Bom trabalho musical e mudanças de andamento, fora um trabalho vocal ótimo.

Mallucifer – Outra abusivamente pedrada intensa, uma crítica direta a Paulo Malluf, feita com riffs intensos e um discurso politicamente incorreto (uma das bandeiras do HC).

Moh Dzspero – Puro trinca-coturnos, veloz e azeda, com boa presença do baixo.

Barak – Aqui, o andamento é em meio tempo, mas a música demonstra uma fúria irônica imensa, especialmente nos vocais.

Bonde Sinistro – Uma faixa bem grudenta e que leva ao pogo sem misericórdia, recheada de ótimos riffs.

Uma Arma – Uma faixa de puro HC tradicional, onde a pancadaria rola solta, e a bateria mostra boa técnica.

Vontade de Matar – Veloz, é outra canção bem HC tradicional à lá DISCHARGE, com backing vocals fortes e intensos.

Maicon do Sertão – Riffs azedos e abrasivos fazem dessa, que é a faixa do primeiro vídeo de divulgação, uma pedrada na cara sem dó.

Isso que é Roubar – Outra pedrada que transita entre o HC e o Crossover, veloz e com impacto.

Vá se Virar – Uma excelente versão para a notória canção do RDP, que embora seja fiel à original, tem a personalidade do SISTEMA SANGRIA cuspida e escarrada na cara.

Policeman – Outra pancada, uma versão bem personalizada deles para um dos hinos do finado NITROMINDS (mesmo o insert de “War Pigs” do BLACK SABBATH está presente)

Se podemos dizer que existe um tutorial de como se faz HC com qualidade, “Sistema Sangria” é uma ótima referência. 

Parabéns a Antônio Carlos, Fábio, Nader e Igor por mais um excelente trabalho.


Músicas:

01. Cagaram No Mundo
02. Tem Culpa Eu
03. Corpo Fechado
04. Oca Sinistra
05. Jogaram uma Macumba das Malditas pra Você
06. Mensalão
07. Mallucifer
08. Fumo Zero
09. Pátria Armada
10. Ramelão
11. Moh Dzspero
12. Feitiço Da Morte
13. Alienação
14. Barak
15. Bonde Sinistro
16. Nada Mudará
17. Vá Em Frente
18. Disposição para Lutar
19. Uma Arma
20. Planalvo
21. Fatal
22. Segredos de Estado
23. Vontade de Matar
24. Mortoqueiro
25. Maicon do Sertão
26. Isso que é Roubar
27. Fim do Mundo
28. Vá se Virar 
29. Policeman 


Banda:

Antonio Carlos – Vocais 
Fábio – Guitarras 
Nader – Baixo 
Igor – Bateria 


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)







19 de jul. de 2015

Ghost – Opus Eponymous (CD)

2015 - Hellion Records/Black Legion Productions - Nacional

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia



Cinco anos atrás, o mundo do Rock sofreu uma mudança abrupta: o Rock Horror, iniciado nos anos 70 por ALICE COOPER e outros, que teve seqüência na década de 80, com nomes como MERCYFUL FATE, KING DIAMOND, VENOM e outros. Mas que andou em baixa nos anos 90, aparentando estar morto. Mas como tudo que é bom acaba retornando um dia, eis que das terras da Suécia, que tanto já deram o Metal, surgiu um nome que trouxe o Rock Horror em sua mais pura essência de volta. Sim, estamos falando do GHOST (ou GHOST B.C., por conta de problemas legais com o nome nos E.U.A.), grupo que usa indumentárias que lembram um culto religioso (uma paródia com o catolicismo, para ser mais exato) lançou seu primeiro álbum, “Opus Eponymous”, que causou uma comoção enorme no meio. Tanto que chegou a ter sua versão brasileira, e que agora é relançado no nosso país por meio da parceria entre a Hellion Records e a Black Legion Productions.

Essencialmente, o GHOST não faz nada que seja realmente novo. A fusão de um som sujo, orgânico e melodioso à lá BLACK SABBATH, BLUE OYSTER CULT e outras bandas dos anos 70 com um vocal mais limpo se mostrou algo forte. E se falarmos da música da banda em si, ela chega a ser bem simples em termos de arranjos, com refrões de assimilação simples, mas cheia de energia, evocando um clima denso e soturno, mas sempre diferente do convencional. Sim, o GHOST mostra ter personalidade forte nos tempos de hoje, em que a clonagem dos anos 80 é a moda vigente. E fazem um enorme sucesso. 

Gene Walter e Jaime Gomez Arellano produziram o disco (com o último fazendo a mixagem e masterização), e o esforço conjunto deles gerou uma gravação que evoca as mesmas qualidades daquelas do final dos anos 70 e início dos 80, com a diferença de ser mais clara, apesar daquele clima “esfumaçado” em muitos momentos. Mas é algo intencional e fazia parte do trabalho do grupo até então.

Ghost
A arte gráfica é bem simples, evocando o lado negro da vida, algo que está dentro da proposta lírica do GHOST. Mas lembrando: tudo no grupo é voltado para este lado por uma questão meramente estilística. 

E verdade seja dita: é divertido demais ver uma banda com uma proposta fantasiosa, que nos faz esquecer os problemas cotidianos, evocando essa imagem. Mas não se enganem: apesar do investimento na imagem, a música do GHOST é bem arranjada, com boa dinâmica, mas sem exagerar nos aspectos técnicos, e sendo pesado e soturno sempr. E isso em um momento em que o Metal ou adentra cada vez mais no domínio da técnica, ou que pára nos modelos do “Rock sujo” do início dos anos 80 (e que anda sendo clonado sem limites atualmente).

Deus Culpa – Uma introdução feita por um órgão, semelhante aos de antigas catedrais, reforçando o clima de “culto” que o grupo usa.

Con Clavi con Dio – Iniciada por acordes pesados de baixo, seguida por belos riffs e o som dos teclados dando aquele toque de horror, belas passagens pesadas e melodiosas, e vocais climáticos que chegam a dar arrepios nos mais incautos. E “Com Clavi com Dio”, em latim, quer dizer “Conclave (ou reunião) com Deus”.

Ritual – Uma das canções mais fortes do CD, baseada em melodias fortes e refrão de fácil assimilação. E isso sem mencionar que as guitarras se destacam com riffs ótimos e pesados. 

Elizabeth – Outro hino do grupo, que usa de uma base rítmica sólida e pesada, criando um andamento pesado e denso que permite que os vocais nos embalem, em especial durante o refrão, que é bem melodioso.

Stand by Him – Mais pesada, evoca o lado mais sinistro da musicalidade da banda, embora o refrão seja bem simples e provocante. Aqui, mais uma vez as guitarras mostram sua força e peso.

Satan Prayer – Mais uma das favoritas dos fãs. Com guitarras mais elaboradas e pesadas, baixo bem proeminente, peso e melodia se encontram perfeitamente, e com teclados perfeitos durante o refrão (onde mais uma vez o baixo mostra sua técnica).

Death Knell – Bela introdução de bateria, e mais um refrão simples e climático em uma canção pesada, soturna e azeda com muito do bom e velho BLACK SABBATH, só que mais dinâmico.

Prime Mover – Sinistra e melodiosa, esta é uma canção típica de encerramento de um CD, com momentos grandiosos e densos, como o GHOST sabe fazer, fora um trabalho muito bom de baixo, bateria e teclados.

Genesis – Uma instrumental para fechar o CD muito bem, onde os Nameless Ghouls mostram boa técnica, evidenciando o lado mais melodioso do trabalho do grupo.

Ainda bem que foi relançado, pois “Opus Eponymous” é um disco obrigatório para todos os fãs de Metal que se prezem, sem radicalismos e sem rótulos. O único porém é que, mais uma vez, a versão nacional não tem o cover para "Here Comes the Sun", do BEATLES, que existe em uma das versões do CD. Mas mesmo assim, esta versão tem seu charme.

Quem tiver medo, que tire o time de campo e vá ouvir clones e outros, mas este autor prefere fazer outra coisa:

A vossa Benção, Papa Emeritus, e a proteção de cada um dos Nameless Ghouls...





Tracklist:

1. Deus Culpa
2. Con Clavi con Dio 
3. Ritual 
4. Elizabeth 
5. Stand by Him 
6. Satan Prayer 
7. Death Knell 
8. Prime Mover 
9. Genesis 


Banda:

Papa Emeritus I - Vocais
Nameless Ghouls - Guitarras, baixo, teclados, bateria


Contatos:

Site Oficial  (Brasil)
Facebook (Brasil)

16 de jul. de 2015

Dr. Living Dead! – Crush the Sublime Gods (CD)

2015 – Tellus Records – Nacional 

Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


É interessante e muito bom ver que anda surgindo muitas bandas que evocam aquela divertidíssima aura de mistério e mesmo de horror estilo “filme B”. É divertido não ver o músico, mas um personagem que não possui ligações com a realidade, que muitas vezes assustam e causam polêmicas nos mais incautos só de existiram. Seja em qual vertente do Metal, sempre é uma ótima opção, e que ficou, inexplicavelmente e por muitos anos, no desuso. Mas eles estão aí, e agora, um quarteto insano vindo da Suécia acaba de aportar o Brasil, e chegaram com tudo. Sim, finalmente o nosso país ganhou versão nacional para um dos discos do furioso DR. LIVING DEAD!, e justamente para o mais recente, “Crush the Sublime Gods”. E sob as máscaras de caveiras e mistério de suas identidades, a diversão para todos os ouvintes está assegurada.

Musicalmente a banda faz uma mistura bem equilibrada de Crossover à lá SUICIDAL TENDENCIES, S.O.D. e D.R.I. com aspectos do Thrash Metal, e mesmo alguns toques mais melodiosos. O que torna tudo ainda mais interessante é justamente que mesmo fazendo um estilo já bastante erodido, esses mortos-vivos têm uma personalidade forte. Sim, os vocais são ótimos (com uma clara influência de Mike Muir em seus melhores momentos), os riffs de uma força absurda, bem como os solos mostram intimidade com a melodia, baixo e bateria estão formando uma base rítmica pesada e bem variada. Sim, esses Doutores da Morte não estão de brincadeira, e mesmo usando alguns clichês do gênero, se mostram uma banda ótima.

Dr. Living Dead!
A produção é de Martin Jacobson (que também mixou o disco), Anders Alexanderson e do próprio quarteto, mais a masterização de Dan Randall. E o interessante é que este time todo deu uma produção bem limpa e polida ao quarteto, mas sem deixar de soar pesado e intenso. Chega a ser um pouco estranho para uma banda do gênero, mas funcionou bem demais. E a arte de Dr. Ape (ex-baterista e depois vocalista do quarteto) é outra que destoa e pode dar a impressão errada nos fãs, pois pode esperar uma coisa e levar um murro nos dentes. Mas como ninguém mais compra discos sem ouvir, a capa e o layout são ótimos, e a versão brasileira caprichou na qualidade do material.

O quarteto tem por ponto forte saber usar a brutalidade de seu instrumental casando perfeitamente com os vocais mais melodiosos de Dr. Mania, e usa de canções não muito longas (média de 3 minutos cada, e apenas duas passam dos 3 minutos). Se juntarmos a produção sonora, a visual e esse aspecto, vemos que o DR. LIVING DEAD! realmente não quer ser apenas mais um no meio de muitos, mas quer se destacar. E com isso que fazem, conseguirão isso facilmente.

Final Broadcast: Uma introdução instrumental, focada em belos arranjos melodiosos, e entremeada por efeitos de comunicações de rádio, TV e sirenes de ataque aéreo. DR. LIVING DEAD! IS ON THE HOUSE!!!!!!!!!!!

Crush the Sublime Gods: começa com riffs insanos e andamento em velocidade média, mais logo o pau quebra, em uma exposição pura de ira Crossover para todos os lados, com backing vocals fortes e um trabalho insano da bateria.

TEAMxDEADx: uma paulada ganchuda na cara, com bela presença do baixo e muitas mudanças de ritmo.

Eternal Darkness of the Fucked Up Mind: aquele típico Crossover com andamento de velocidade mediana, ótimos vocais (é clara uma preocupação em deixar tudo bem encaixado e com boa dicção), e backing vocals de impacto mais uma vez. E que solo

Buck$: mais uma vez, o uso de uma introdução mais pesada e cadenciada precede uma canção que é um convite ao mosh sem limites, mas os tempos oscilam bastante. Quem se destaca mais uma vez são as guitarras, sempre com riffs ótimos.

Civilized to Death: aqui, é pura velocidade e explosão (embora alguns tempos mais à lá ANTHRAX apareçam), mas não é algo gratuito ou desproporcional. Como citado antes, há mentes inteligentes por trás de tudo no quarteto. 

Another Life: azeda e cadenciada, com aquele jeitão NYHC que os fãs adoram e riffs um pouco mais complexos, mas ganchudos. O pescoço vai doer, com certeza.

Force Fed: uma das faixas mais longas, ou seja, existem mudanças de andamento já esperadas. Mas mesmo com o estilo mais simples do quarteto, é uma das melhores do disco, com vocais muito bons, um refrão bem legal e backing vocals bem sacados.

Scanners: outra em que o pau canta e convida o ouvinte ao pogo e ao moshpit sem limites. Preparem-se para um assalto de riffs agressivos e grudentos, além de momentos bem irônicos dos vocais.

Salvation: outra instrumental focada na guitarra, com dedilhados melodiosos e solos bem feitos, lembrando o estilo de Rocky George (ex-guitarrista do SUICIDAL TENDENCIES), especialmente no que ele fez no início de “You Can’t Bring Me Down”, mas sem ser uma cópia. É um ótimo momento para o fã poder respirar.

No Way Out: mesmo tendo riffs insanos, é um pouco mais melodiosa e acessível, mas firme e não destoa do disco. Até dá um brilho a mais.

Triggerkiller: essa é veloz e impiedosa, cheia de influências do SLAYER nas guitarras, e mesmo sendo mais uma instrumental, é outra que causa pogo imediato.

Wake Up… Join the Dead!: esta é mais faixa pesada e dura, mas tem um clima muito divertido e nada sério, à lá S.O.D., com bastante enfoque instrumental, e os vocais aparecem na medida. 

Se um dia pediram para despertar os mortos, eles enfim estão aqui, e vieram exigir que nos juntemos a eles. E é óbvio que iremos, pois não há como resistir ao apelo forte que o DR. LIVING DEAD! nos faz em “Crush the Sublime Gods”.

A reclamação dos trues chatos e a nossa diversão são garantidas!


Músicas:

01. Final Broadcast 
02. Crush the Sublime Gods 
03. TEAMxDEADx 
04. Eternal Darkness of the Fucked Up Mind 
05. Buck$ 
06. Civilized to Death 
07. Another Life 
08. Force Fed 
09. Scanners 
10. Salvation 
11. No Way Out 
12. Triggerkiller 
13. Wake Up… Join the Dead! 


Banda:

Dr. Mania – Vocais 
Dr. Toxic – Guitarras, backing vocals
Dr. Rad – Baixo, backing vocals
Dr. Slam – Bateria 


Contatos: