A tour brasileira do guitarrista Marty Friedman que atualmente está em promoção de seu novo CD "Inferno" tem uma nova cidade confirmada, e o guitarrista passará por São José dos Campos dia 30/MARÇO no Hocus Pocus Studio & Café.
Até o momento 18 cidades estão confirmadas para receber o lendário guitarrista que fez história no Megadeth e Cacophony.
Confiram as cidades confirmadas:
06/03 - Volta Redonda (RJ)
07/03 - Vila Velha (ES)
08/03 - Rio de Janeiro (RJ)
10/03 - Juiz de Fora (MG)
12/03 - Fortaleza (CE)
13/03 - Natal (RN)
14/03 - Caruaru (PE)
15/03 - Serrinha (BA)
19/03 - Araraquara (SP)
20/03 - Limeira (SP)
21/03 - São Paulo (SP)
22/03 - Porto Alegre (RS)
24/03 - Sorocaba (SP)
26/03 - Londrina (PR)
27/03 - Maringá (PR)
28/03 - Curitiba (PR)
29/03 - Ponta Grossa (PR)
30/03 - São José dos Campos (SP)
O guitarrista Douglas Jen do SupreMa foi selecionado para fazer abertura do evento, assim como em outras nove cidades já anunciadas.
Os ingressos com Meet and Greet para o workshow de São José dos Campos já começaram a serem vendidos online e em breve os ingressos de pista estarão nos pontos de venda.
SERVIÇO:
Marty Friedman - Workshow em São José dos Campos SP
Data: 30/MAR/2015
Horário: a partir das 19h
Local: Hocus Pocus Studio & Café
Rua Paraibuna, 838 JD. São Dimas, São José dos Campos, SP
Algumas bandas brasileiras deveriam ter seu nome reverenciado dento do underground devido tanto à sua resistência (na questão de continuarem sempre, contra todas as dificuldades) como pela autenticidade de sua música, e também serem aquelas que sempre dão força aos mais jovens. E em São Paulo, mais precisamente em São José dos Campos (SP), existe um titã, uma instituição: o quinteto de Death Metal MORFOLK, na ativa há 25 anos, e que chega agora com seu quarto álbum, o destruidor de ouvidos “...Until Death”.
O grupo, como é de conhecimento de muitos, é comprometido até os dentes com o Death Metal mais tradicional, logo, não esperem deles inovações ou experimentalismos. Mas como pedir a um veterano que seja diferente disso? Aqui, a música da banda transpira honestidade e brutalidade. Vocais guturais entremeados por gritos rasgados, riffs de guitarra extremante brutos (mas empolgantes) e solos extremamente distorcidos e doentios, baixo e bateria mostrando um trabalho pesado e com boa técnica. Ou seja, em termos de música, o quinteto prefere uma música sólida e mais de raiz, mas nem por isso isenta de qualidade.
Produzido pelo próprio quinteto com a ajuda de Leandro Queiroz (que ainda mixou e masterizou o disco), podemos dizer que a banda está com uma sonoridade satisfatória, aliando peso, brutalidade e clareza nas devidas medidas. Todos os instrumentos estão em seus devidos volumes, com timbres bem agressivos. Óbvio que poderia ser bem melhor, mas está em um nível muito bom.
Morfolk
A arte da banda, feita por Daniel Sanchez (baterista do grupo), ficou simples no encarte, mas a capa é muito boa, bem entrosada com a proposta sonora do grupo. Proposta essa que é honesta e íntegra à toda prova, mas cujos arranjos e dinamismo musicais mostram uma banda madura e que sabe o que faz.
Em oito músicas com duração média de 4 minutos no máximo, o MORFOLK se sai muito bem. Abrindo com uma introdução soturna, “Shadows of Fear” é uma canção que mostra andamento mediano e empolgante, com ótimo trabalho das guitarras, enquanto “One Against All” tem uma levada mais abrasiva e azeda, com ótimo trabalho dos vocais, e surgem os famosos solos “guitarra-sendo-enforcada” que os fãs adoram (mas não isentos de certa técnica e feeling). Em “Hate Beyond the Pain”, o grupo já dispara para a pancadaria aberta e sem dó, onde baixo e bateria se destacam bastante pelo peso e técnica. “Desordem” (sim, a letra é em português) começa mais focada em peso e cadência, mas logo vira uma canção com velocidade mediana e toques de Punk/HC, ótima para slamdancing nos shows, e “Alienação” é outra cantada em português, com um andamento bem mais abrasivo e peso à lá BENEDICTION antigo, com belos riffs. “W.W.W. (World Wide War)” é basicamente a mesma canção do EP “Prelude...” de 2012, embora regravada e com peso adicional, ou seja: pancadaria para todos os lados, assim como “BloodLust” (esta mostrando um assalto sem dó dos vocais e bateria). Fechando, a explosiva e rápida “Reign of Terror”, um soco de brutalidade de quebrar os dentes, com guitarras arrasadoras.
Realmente, “...Until Death” é um ótimo disco, e mesmo sem apresentar nada de novo, é uma declaração antêmica, ou seja, o MORFOLK é Death Metal “Até a Morte”!
A criatividade das bandas brasileiras das gerações mais novas realmente anda em proporções assustadoras. Algumas até ousam fugir de modelos tradicionais em prol de algo mais novo, em busca de uma personalidade sólida que os faça sobressair ao grande número de clones que infestam a cena em âmbito mundial. E é de surpreender o descaso do público no Brasil com bandas mais inovadoras, que querem quebrar barreiras. E o METACROSE, de João Pessoa (PB) é um excelente nome novo, pois seu disco de estréia, “InTerrorGate”, é surpreendente.
O quinteto segue uma linha de Death Metal mais tradicional com alguns inserts energéticos de Thrash Metal, se diferenciando de muitos pelo uso de solos melodiosos à lá NWOBHM e estruturas harmônicas não convencionais ao gênero, e com um nível técnico de saltar os olhos. Esses alquimistas misturam vocais urrados do melhor estilo, mais guitarras excelentes em riffs e solos bem diferentes de tudo que estamos acostumados, uma base rítmica sólida e com boa técnica. E, além disso, ousam usar flautas (com uma contribuição especial de Nívea Maria Santos) em canções como “What’s Wrong With Killing?”, “How Can I Know Who I Am?” e “Interiorem”, e violoncelo (participação especial de Thomas Rodrigues) também em “Interiorem”. E sim, eles mostram, na marra, que possuem personalidade muito forte.
Produzido, mixado e masterizado por Victor Hugo Targino, ele conseguiu tirar o máximo possível da banda, e ao mesmo tempo, dar uma qualidade sonora que fosse brutal e agressiva, mas ao mesmo tempo em que soe clara durante todo o CD. Não poderia ser de outra forma, pois este disco precisa soar com clareza, para que os detalhes da técnica musical deles não sejam perdidos. E a apresentação gráfica passa por capa e contracapa bem simples, mas no encarte, a bela surpresa: cada integrante ganha uma imagem em quadrinhos personalizada, dentro do contexto lírico que a banda utiliza.
Metacrose
O METACROSE tem por maior qualidade justamente querer ser diferente, mesmo fazendo um gênero já tão exaurido. E se sai bem na empreitada, porque “InTerrorGate” mostra uma banda ousada, que ainda pode render bem mais. Mas no momento, já é capaz de criar um trabalho diferenciado, com ótimos arranjos e longe do mais do mesmo que já saturou a paciência alheia.
O CD já abre com a fantástica “What’s Wrong With Killing?”, cheia de momentos mais emotivos, presença de flauta e duetos de guitarra à lá IRON MAIDEN bem feitos, seguida de “Is This Democracy?”, mais brutal e opressiva, mas com boa técnica e belo trabalhado de baixo e bateria. Uma introdução acústica abre “How Can I Know Who I Am?”, faixa bem opressiva, mas se sente uma clara incorporação de elementos melodiosos e do Thrash Metal, e mais algumas coisas de música regional do Nordeste do Brasil e mesmo Jazz, e nos solos de guitarra, a presença especial de Marcus Siepen, do BLIND GUARDIAN. “Are You the Truth?” mais uma vez mostra o lado mais melodioso da banda em suas guitarras, tanto nos riffs quanto nos solos, quase uma música de Metal tradicional com ótimos vocais guturais, o mesmo acontecendo em “What is Established?”. Outra que é introduzida por violões muito belos é “Zé do Caixão”, que como o nome sugere, é uma homenagem ao querido personagem de José Mojica Marins (que inclusive participa da faixa com uma narrativa), cantada em português, em uma faixa mais soturna e com momentos cadenciados ótimos. “Interiorem” é uma melodiosa instrumental, onde temos o violoncelo belíssimo, mas é bem curta, para introduzir “Just Enough Rope”, outra faixa de andamento mais em meio tempo, pesada e bem azeda, com ótimos vocais, cheia de tempos quebrados. E “Why Should He Live?” segue a mesma linha, só sendo apenas um pouco mais melodiosa. Fechando, “Exteriorem”, outra instrumental que nos deixa com vontade de começar a ouvir o disco novamente.
Belíssimo trabalho, uma banda que merece menções honrosas e aplausos.
Seguindo nosso objetivo em 2015, de deixar nosso programa com temas jornalísticos, além de divulgar bandas e outros fatos do metal nacional, chegamos ao programa 54. Desta vez destacamos duas matérias interessantes, uma sobre o Evisceration Metal Fest, que aconteceu na Bahia e deu um prejuízo em torno de 22 mil reais para os organizadores, além do fatídico caso da briga envolvendo as bandas Test e Amazarak.
Mas não poderíamos deixar de dar destaque as bandas entrevistadas, que foram o Coldblood, o Necobiotic e meu bate papo com o Thiago Bianchi do Noturnall em sua passagem pela cidade de Governador Valadares.
Confira mais um programa e divulgue para seus amigos que ainda não conhecem o Heavy Metal On Line.
O primeiro videoclipe retirado do novo trabalho dos Brazilian Devils, ‘The Unearthly’, será lançado nesta terça, dia 10 de fevereiro.
O clipe, para a música ‘The Sin Offering’, estará disponível às 14h (horário de Brasília) no canal oficial do UNEARTHLY no You Tube.
Mais uma vez a banda trabalhou com a CSMusic Videos, um dos principais nomes da América do Sul quando o assunto é vídeos de Música Pesada. Confira a ficha-técnica da produção:
Direção: Vinicius Hozara
Direção de fotografia: Paulo Barros
Iluminação: Victor Pinheiro
Contra-regra: Douglas Araujo
A banda continua promovendo ‘The Unearthly’ e agora segue para Europa onde se apresentará em 31 datas entre os meses de fevereiro e março, passando por países como Rússia, Polônia, Alemanha, Holanda, Bélgica, França, Suíça, República Tcheca, Eslováquia, Lituânia, Letônia e Estônia.
Para comprar ‘The Unearthly’ pelo site da Shinigami Records, com várias opções de pagamento, visite: http://goo.gl/Dg623u
A Agência ON FIRE está disponibilizando vagas para turnê pela Europa nos meses setembro, outubro, novembro e dezembro deste ano.
Lembrando que a ON FIRE só trabalha com bandas de Thrash, Death e Grind. Vale ressaltar que é exigido que as bandas candidatas devam ter pelo menos um álbum completo e um videoclipe.
A empresa já levou para o Velho Continente bandas como: EXECUTER, ANDRALLS, WOSLOM, IMMINENT ATTACK, CLAUSTROFOBIA, KAMALA, FORKA, HARLLEQUIN, DISGRACE AND TERROR, DESALMADO e ASTAFIX.
A ONFIRE BOOKING AGENCY surgiu em 2011, idealizada pelo músico Alexandre ‘Xandão’ Brito, baterista da já conhecida banda Andralls, aproveitando todo seu grande contato pelo continente, tem como objetivo o agendamento de shows/turnês na Europa.
Hammurabi: Uila Max e Leandro Gavazzi no segundo teaser do novo trabalho
Depois de aguçar nossa curiosidade com o primeiro teaser focado no vocalista Daniel Lugondi comentando sobre o novo single, agora é a vez dos músicos Uila Max e Leandro Gavazzi deixarem suas impressões sobre o vindouro ‘The Emperor Returns to the Front’.
O novo teaser, assim como o anterior, ficou a cargo de Willians de Abreu da Lab Brain Filmes (www.williansdeabreu.com). Confira:
‘The Emperor Returns to the Front’ é esperado para o início de março em formato virtual. O HAMMURABI acaba de anunciar também que o single – e o vindouro clipe para a mesma música – conta com a participação de Dick Siebert, baixista da tradicional banda paulista de Thrash Metal, Korzus.
O single marca não apenas o retorno do grupo ao mercado, mas também é a estreia da nova formação que conta com Uila Max e Leandro Gavazzi ao lado do fundador Daniel Lugondi.
Capa, data de lançamento e mais detalhes sobre ‘The Emperor Returns to the Front’ serão anunciados em breve.
Lançado no ano passado, ‘Revolutionary Order’ foi gravado no estúdio Grafton e produzido por Junior Xavas, Xavier Collard e a própria banda. Para mixagem e masterização, o disco viajou para a França onde Xavier Collard no SteelMind Studios finalizou o trabalho. Já a arte da capa e encarte ficou a cargo do músico e artista Thiago Andrade (ex-Deadly Curse, atual Fanttasma e Abstrakta).
A distribuição do material digital está sendo feita em parceria com Metal Media Digital Music. O álbum pode ser comprado nas principais lojas de venda digital ou diretamente pelo link: http://goo.gl/OUGOET. O álbum também está disponível para streaming no Spotify, Deezer, entre outros.
Quem preferir comprar o material em formato físico, também pode fazer pelo Facebbok e e-mail da banda.
Luís Kalil: confira apresentação do guitarrista na maior feira de música dos EUA
Com apenas 15 anos de idade o guitarrista Luís Kalil realizou o sonho de muitos músicos: se apresentou na maior feira de música dos Estados Unidos, a NAMM Show, nos stands da Laney e ESP.
“É muito gratificante todo o resultado positivo que tive com essa apresentação. Ver o pessoal da ESP gostar e se orgulhar do meu desempenho ao vivo, é fantástico. Mas o mais legal foi ver a receptividade vinda do público em cima das músicas do meu disco, era isso que eu realmente buscava, pois o objetivo do meu trabalho não é fazer música para mostrar que eu sei tocar rápido e tenho uma técnica apurada, mas sim composições com melodia que querem dizer algo ao ouvinte, com técnica, mas na dose certa, tornando, assim, uma coisa assimilável até para a pessoa que não toca guitarra. Quero que quando a música acabe o ouvinte tenha vontade de escutar novamente por prazer e não para ver se eu sei ou não tal técnica”, comentou o jovem músico.
Um vídeo com um trecho da apresentação no stand da ESP foi disponibilizado, confira:
Missão cumprida com êxito! Agora LUÍS KALIL foca na fase final de preparação para o lançamento de seu primeiro disco, que conta com a produção de outro dos grandes nomes da guitarra no Brasil: Renato Osorio, guitarrista do Hibria. O material contará com 8 faixas e participação de grandes nomes do Metal nacional. Em breve mais informações.
Assista a um vídeo do guitarrista gravando para seu álbum:
Blackning: Cleber Orsioli totalmente focado no grupo
O vocalista e guitarrista Cleber Orsioli ganhou notoriedade durante sua passagem pelo Andralls onde lançou o ótimo ‘Breakneck’ e o DVD ’15 Years Breaknecking – Live in Belém’, mas foi com seu novo projeto BLACKNING que vem se encontrando como músico. E agora este será totalmente seu foco principal após oficializar seu desligamento do Andralls.
“Só tenho a dizer à galera que me apoia um muito obrigado, pois fiz ótimos amigos na estrada durante meus anos em que toquei com eles. Só estou oficializando o que já estava rolando há tempos, desde a pausa da banda, mas desejo a eles muita boa sorte!”
Trabalhando ao lado de Francisco Stanich, Elvis Santos e claro, Cleber, a BLACKNING acaba de lançar seu primeiro disco ‘Order Of Chaos’ que já vem chamando a atenção da mídia.
Prova disso foi o comentário do site polonês Old School Metal Maniac sobre o disco: “Todas as músicas aqui são perfeitamente equilibradas – elas são violentos tiros na cara, mas ainda sim são bem compostas e apresentam abundância de riffs fantásticos.”
A BLACKNING segue na divulgação do álbum e em breve anunciará as primeiras datas da turnê de promoção de ‘Order Of Chaos’.
Lançado oficialmente na 60º Feira do Livro de Porto Alegre no ano passado, o livro “Tá no Sangue! – A História do Rock Pesado Gaúcho – Parte 1” (400 pág.), como o próprio nome sugere, mergulha fundo na história do Rock Pesado Gaúcho dos seus primórdios até 1989, destacando, além das inúmeras bandas que desbravaram o som pesado naquela época, suas principais lojas, bares, shows e festivais, com depoimentos de músicos, lojistas e públicos em geral, que ajudaram a escrever esta história com muito suor e amor.
Inicialmente o livro contaria toda a história, desde o seu início até os dias atuais, porém, devido a grande quantidade de material coletado (foram cerca de 200 entrevistas e muita pesquisa), decidiu-se dividir esta verdadeira saga em uma trilogia, garantindo assim o espaço necessário para contar tantas aventuras e feitos nestas cerca de cinco décadas de história. E um dos assuntos que mais chamam a atenção de quem viveu intensamente a década de 80 foi o surgimento da loja MEGAFORCE, local fundamental para a formação musical dos jovens gaúchos.
Foto: Ademir na frente da Megaforce
Megaforce: Muito mais do que uma loja
O dia 2 de fevereiro de 1984 marcou a cena gaúcha de forma profunda, mesmo que inconscientemente. Trata-se da data de inauguração da Megaforce, a primeira loja exclusivamente de Heavy Metal de Porto Alegre. A pequena loja ocupava dois pisos do Centro Comercial Independência, tornando-se local de peregrinação dos jovens headbangers da década de 80, que além de adquirem LPs - que na época era o sonho de consumo da gurizada - também buscavam as famigeradas gravações de fita K7, formando assim uma turma unida, apesar das diversidades financeiras e até pela distância do interior para a capital. Muitos viajavam horas para ir comprar apenas algumas fitas K7! As atividades, entretanto, iam muito além, já que aos sábados eram exibidos VHS de shows no segundo piso, e a troca e compra de “figurinhas” (recortes de matérias e fotos de revistas) era uma constante.
Eram precisamente das mãos de Ademir Kessler, proprietário da Megaforce, e do seu sócio Jefferson Bellio, o Féfi, que chegavam aos interessados as novidades fonográficas mais pesadas editadas fora do estado e do país. “Descobrimos a Megaforce e nossos problemas acabaram, ou começaram... não sei bem, porque queríamos torrar todo e qualquer tostão lá. No início era Slayer, Venom e Exodus. Nossa! Apaixonei-me por Slayer. A grana era mirrada para poder comprar um LP. Quando podia comprar, dez gravavam, sabe como é, podia não haver uma próxima chance. Outro fato legal eram as trocas de fotos e reportagens que a gente fazia, aos sábados pela manhã, no Centro Comercial Independência. Caramba! Juntava uma vasta galera, de todos os gostos. Quantas vezes deixei de comer para comprar fotos do Slayer. Mas valeu! Também a gente aproveitava para ficar pela Megaforce para ouvir som, ver vídeos e marcar a hora do boteco”, contou Mara Slayer em depoimento para o livro.
Para ler mais depoimentos e outros textos e talvez relembrar alguns acontecimentos, acesse o site oficial www.tanosangue.net, e para quem quiser adquirir o livro e conferir tudo o que se passou na cena gaúcha até 1989, basta conferir os locais de venda em http://tanosangue.net/site/comprar ou entrar em contato através do e-mail projetolivrors@gmail.com (o custo do livro + correio é de R$ 43,00 no total).
Vários integrantes do Arch Enemy deixaram o Carioca Club em (SP), onde se apresentaram na noite de sábado (07), e foram para o Manifesto Bar, tradicional ponto de encontro de fãs de Rock da cidade. A casa, que existe há mais de vinte anos, se tornou parada obrigatória dos músicos estrangeiros e muitos já desfrutaram de suas longas e agitadas noitadas. Eles conheceram as dependências do bar, tomaram algumas caipirinhas, atenderam vários fãs e curtiram o som que rolava no Secret Room.
Além da galera do Arch Enemy, integrantes de bandas como Deep Purple, Scorpions, Metallica, Iron Maiden, Saxon, Skid Row, Motörhead, Winger, Megadeth, Rainbow, Red Hot Chilli Peppers, Marillion, Manowar, Helloween, Ramones, entre muitas outras, também se divertiram no Manifesto Bar quando passaram pelo Brasil para realizar shows.
O Arch Enemy promove seu mais recente e aclamado disco, “War Eternal” (2014), e após uma pequena folga segue com sua turnê pelo mundo deixando saudade nos fãs brasileiros.
A programação semanal do Manifesto Bar conta com shows de bandas autorais, tributos e DJs residentes, convidados e personalidades no ‘Secret Room’.
O Concurso Cultural “GUITARRA DO SERTÃO” é uma iniciativa desenvolvida pela SNS Produções em parceria com a Furia Music Produções, e com apoio cultural da loja Nova Music (Caruaru-PE) e da Carauru Web Radio, que tem como objetivo dar oportunidade e reconhecimento aos talentos de todo Nordeste brasileiro.
Seja o guitarrista do litoral, do agreste ou do sertão Nordestino, o concurso visa incentivar a cultural da região e proporcionar o intercâmbio musical.
Basta gravar um vídeo tocando qualquer solo ou riff do guitarrista Marty Friedman e enviar sua inscrição para o e-mail concurso@caruaruwebradio.com , contendo:
- Nome completo
- Endereço residencial
- Telefone
- Endereço de e-mail
- Link do vídeo no Youtube
- Uma foto a ser usada na divulgação do concurso
O concurso vai até o dia 05 de março de 2015, e os três melhores se apresentação ao vivo no dia 13 de março no SESC Caruaru, fazendo a abertura do evento do Marty Friedman na cidade. O vencedor leva pra casa um vale presente no valor de R$500 da loja Nova Music e também terá a oportunidade de fazer uma jam com o marty Friedman.
Separações, em termos de bandas de Metal, quase sempre são traumáticas e podem ter efeitos devastadores. Mas muitas vezes, após as feridas pararem de sangrar, surgem trabalhos das cinzas do que sobrou da separação que nos deixam de queixo caído. E assim é com o quarteto sueco ENTOMBED A.D., que surgiu das cinzas do finado ENTOMBED (no fundo, apenas o guitarrista e membro fundador Alex Hellid saiu, e eles tiveram que mudar de nome), e que chega com seu disco de estréia, “Back to the Front”.
O que se pode esperar de “Back to the Front”?
Simples: uma quase volta às raízes. Se por um lado o Death’n’Roll que o ENTOMBED praticava há anos ainda deixou alguns traços evidentes na música, o grupo busca uma volta às raízes. Ou seja, temos um híbrido de um pouco do que ouvimos em “Wolverine Blues” com muito da essência do “Clandestine” e traços da brutalidade opressiva de “Left Hand Path”, mais alguma coisa diferente, algo que faz parte da personalidade dos músicos. Vocais insanos (quem conhece LG Pretov de longa data, sabe que ele é uma fera, com um gutural carregado e forte bem particular), riffs de guitarra insanos e solos bem criativos (e vejam que Nico Elgstrand consegue fundir melodia no Death Metal way de solos), baixo e bateria em uma base rítmica muito pesada e com bom nível técnico. Tudo na medida certa, pesado e bruto como um mastodonte em uma loja de cristais.
Entombed A. D.
Roberto Laghi (que já trabalhou com o WITCHERY e o IN FLAMES) mostra-se uma escolha feliz na produção, pois soube dar peso, sujeira e clareza ao trabalho. É abrasivo, azedo, mas muito claro aos ouvidos. E soube dar esse tom de “Come Back” ao grupo, assim como a arte de Zbigniew Bielak também é capaz de mostrar.
Em vários momentos, “Back to the Front” é capaz de despertar momentos de saudosismo em fãs mais antigos, e é prazeroso demais ouvir tantos arranjos musicais brutos e esses timbres mais agressivos e ríspidos.
Nas 11 faixas do disco, vemos uma banda disposta a recuperar o tempo que perdeu com experimentalismos recentes, descendo a marreta sem dó nos ouvidos alheios, garantindo assim a aporrinhação devida aos vizinhos chatos de plantão. Basta ouvir pedradas como a rápida “Kill to Live” (que guitarras e vocais!), a opressiva “Pandemic Rage” (um Death Metal intenso e que empolga o ouvinte, graças aos ótimos riffs e ótimo andamento. E é a música do vídeo oficial de divulgação do CD), “Second to None” e seu andamento em meio tempo, “Bait and Bleed” (que começa a azeda e cadenciada, mas logo vira uma explosão de brutalidade), mais lenta e bruta “Eternal Woe” (belo trabalho de Victor no baixo e Olle na bateria), empolgante “Vulture and the Traitor” (possui alguma coisa de HC em alguns momentos, com um peso empolgante), “Underminer” que mostra um lado mais “Old School” da banda, e o fechamento perfeito com “Soldier of No Fortune”. Mas a versão nacional ainda tem um bônus em “Gospel of the Horns”, quase que uma balada (se é que isso é possível em termos de Death Metal!).
Um ótimo aperitivo para a tour que a banda fará pelo Brasil em março deste ano!
De uns três ou quatro anos para cá, é incrível ver a quantidade de bandas que andam buscando fazer trabalhos de Metal em português. Alguns são apenas oportunistas, buscando fugir das dificuldades do idioma bretão, mas muitos o fazem pela atitude, especialmente quando lidamos com bandas mais antigas do Brasil. E é esse justamente o caso do quarteto de Porto Alegre (RS) SPARTACUS, que nos chega com seu segundo disco, o ótimo e precioso “Imperium Legis”.
Antes de tudo, estamos lidando com uma banda clássica da cena gaúcha, com 30 anos recém completados de experiência e muita luta, chegando a gravar na histórica coletânea “Rock Garagem II” de 1985 (entraram com a faixa “Sem Cessar”), mas que devido aos problemas comuns de se fazer Metal no Brasil, só puderam lançar seu debut, “Libertae”, em 2004, e agora, 11 anos depois, eles voltam. Mantendo os pés fincados no Hard’n’Heavy Metal tradicional melodioso que tem todos os trejeitos da NWOBHM e de alguns elementos dos 70, mais alguns inserts do Power/Speed Metal (nada muito explícito), eles mostram como excelentes grupos são injustiçados na cena.
Ótimos vocais, com boa dicção e melodia, guitarras excelentes com riffs certeiros e solos inspirados, baixo e bateria em uma cozinha rítmica sólida e pesada. Fundido isso, não tem erro: uma música maravilhosa e emocionante o tempo todo, com ótimos refrões, que prima pela unidade e não pelo exibicionismo técnico vazio.
Sebastian Carsin mostrou-se uma boa escolha para mexer na mesa de som, pois a sonoridade do grupo soa forte, pesada e limpa. E embora a aura da NWOBHM esteja presente, a sonoridade não soa datada de forma alguma.
Spartacus
O grupo capricha em seus arranjos e na escolha dos timbres, mantendo aquela mentalidade de equilíbrio entre melodia, peso e agressividade, fora uma dinâmica instrumental perfeita. E em “Velho Rei”, “Sob a Sentença, Um Carrasco” e “Prisioneiro do Alvorecer”, ainda temos a participação de Vitor Petroscki nos arranjos orquestrais, piano e teclados, adicionando um toque de classe ao trabalho do grupo.
Chega a ser pecaminoso destacar faixas em um disco tão bom e homogêneo, mas a melodiosa e cativante “Encontro das Almas” (que belíssimo trabalho de baixo e bateria), a ganchuda “Na Rota de Colisão” (ótimos riffs melodiosos), a pesada e icônica “Não Morra o Sentimento” (vocais ótimos, variando muito bem seus timbres), a mais sombria “Nas Trevas da Insanidade” (com um andamento em meio tempo, e novamente baixo e bateria mostram peso absurdo), a Hard’n’Heavy’n’Roll “Velho Rei”, a linda e totalmente anos 80 “Sob a Sentença, Um Carrasco” (aprendam como se faz certo a coisa com o SPARTACUS, que fez parte da época. Não aceitem imitações), e a linda “Prisioneiro do Alvorecer” (começa como uma belíssima balada, bem feita e com melodias, mas depois ganha peso e agressividade sem perder a elegância). E com o detalhe é que cada uma das 11 faixas pode ser tocada ao vivo sem perda de nada do que ouvimos aqui.
Um belo trabalho, honesto e feito com o coração, logo, merece aplausos demorados.
Não é de hoje que reuniões de músicos experientes costumam
ocorrer. Muitas vezes, é decorrente ou do fim das bandas onde eles se
encontravam, ou simplesmente porque estes as deixaram, mas precisam continuar
na cena, fazendo música. Sim, fazer Metal acaba se tornando uma necessidade
vital para muitos, e seguindo esta tendência de continuar sempre, temos o trio
paulista BLACKNING, com ex-membros de bandas como ANDRALLS, WOSLOM e POSTWAR.
Ou seja, são todos músicos bem calejados e sabem claramente o que querem de sua
música, o que fica muito evidente em “Order of Chaos”, seu primeiro disco.
O trio faz um Thrash Metal bem diferente dos trabalhos de
suas bandas anteriores, apesar de podermos classificar como Thrash Metal
clássico, ou seja, buscam influências em bandas como METALLICA e TESTAMENT
(pela melodia e técnica), um pouco da energia crua de um MOTORHEAD, e se
preparem, pois Cléber continua sendo um ótimo vocalista/guitarrista, embora em
ambos, tenha tido sutis mudanças (os vocais estão um pouco mais roucos, e os
riffs bem mais variados e com melodias mais evidentes. E estas chegam a
aparecer com força nos solos); o baixo de Francisco (o nosso querido Chicão)
continua forte na marcação, com boa técnica e presença; e a bateria de Elvis é
fenomenal, com uma pegada absurda, boa diversidade rítmica e técnica bem
evidente. E quando isso tudo se junta, é boa música, e com qualidade!
A sonoridade que vem do disco é absurda, seca, pesada e
brutal, mas sem deixar de ser limpa. Mas ao ver o nome de Fabiano Penna na
produção, fica claro o motivo: já pode ser considerado um Midas em termos de
produção sonora e mixagem. A masterização é de Neto Grous. E se preparem, pois é
de doer os ouvidos!
Blackning
A arte, por sua vez, é de Marcus Zerma, da Black PlagueDesign de Curitiba/PR. E casou perfeitamente com a proposta do trio.
O BLACKNING já nasceu grande, podemos dizer assim, pois sua
música é de primeira. A fusão da experiência de cada um com suas influências
musicais deu uma personalidade bem própria ao grupo, que transpira em seus
arranjos e acordes. E a banda ainda teve Penna fazendo alguns solos em “Terrorzone”,
“Killing or Be Killed” e “Children of War”, além de fazer as intros e outros do
disco.
“Order of Chaos” já abre com a pesada e azeda “Thy Will Be
Done”, uma faixa forte, pesada, com ótimo trabalho de guitarras, e onde se
percebe que os vocais estão com uma entonação diferente do que já estávamos
acostumados, seguida da rápida e instigante “Terrorzone”, e da melodiosa e
direta “Unleash Your Hell”, com belo trabalho de bateria e onde certo toque “motorheadiano”
se faz presente e evidente. “Against All” é uma faixa com andamento em meio
tempo (ou seja, nem veloz e nem cadenciada), com belos vocais e baixo, e “Death
Row” segue com a mesma energia bruta e agressiva, só sendo mais rápida. “Silence
of the Defeat” segue o azedume com força nas guitarras (reparem como os solos
são ótimos), e “Devouring the Weak” é outra com jeitão de um MOTORHEAD Thrasher,
ou seja, insana e crua, mas com peso e bom gosto. Em “Censored Season”, surge
um pouco de influência de Thrash Metal moderno, mas mantendo a boa qualidade
musical (olhem que base rítmica forte e intensa, com boa técnica e peso, além
de guitarras absurdamente pesadas), enquanto “Killing or Being Killed” possui
mais velocidade e adrenalina, com belos vocais rasgados (mas em timbres
normais). E fechando com chave de Metal, temos uma versão para “Children of War”,
do OVERDOSE, que aqui ganhou uma roupagem mais pesada, agressiva e densa (pois
a versão que temos no primeiro álbum dos mineiros, “Conscience”, faltou peso).
E como se não fosse muito, ainda temos de extra o vídeo para “Thy Will Be Done”.
Bela chegada, e sejam muito bem vindos, Blackning Guys!
Fazer Black Metal realmente é algo um pouco insólito em alguns momentos. Desde a canonização do gênero pelo MAYHEM, já surgiram gamas de se tocar o gênero que chega a ser difícil catalogar. Mas há pontos positivos nisso: o estilo ganha diversidade, e a causa provável é que justamente as bandas andam tendo personalidade própria, o que reflete em seu trabalho. E independente de qualquer coisa, é bom ver no Brasil bandas como o ótimo quinteto MALEFICARUM, de Fortaleza (Ceará), que após alguns anos, chega com seu segundo CD, “Trans Mysterium”, que a Distro Rock Records disponibiliza para nosso deleite.
Antes de tudo, que se diga a verdade: o quinteto faz uma sonoridade mais clássica em termos de Black Metal, ou seja, segue a escola mais ríspida e crua, e assim, tem uma sonoridade orgânica. Mas como é uma tradição das bandas do Nordeste do Brasil, existe um tênue ranço do Death/Thrash Metal dos anos 80 (um pouco de SLAYER nos solos de guitarra, e a presença do cover para “Guerreiros de Satã” do VULCANO deixam esse ponto bem claro). Mas é bom que se diga que a fusão de vocais rasgados (em um timbre bem mais pessoal do que estamos acostumados a ver), excelente trabalho das guitarras nos riffs (os solos seguem bastante a escola de Kerry King, verdade seja dita), base rítmica sólida e com boas variações de andamento aqui e ali. Sim, a banda tem méritos instrumentais, e faz um trabalho criativo muito interessante.
Maleficarum
Em termos de sonoridade, o grupo usa de uma gravação bem crua e suja, mas buscando ao mesmo tempo ter clareza suficiente para que o ouvinte compreenda aquilo que o CD oferece. Mesmo porque a banda tem muito a dar aos ouvintes. E a apresentação é bem elegante, em um formato Digipack bonito.
A banda mostra, no lado musical, que possui talento e tem muito a oferecer, mas ainda precisam pôr para fora todo o potencial que possuem. Percebe-se que os arranjos da banda e mesmo sua dinâmica de andamentos é ótima, e ali está a alma de seu trabalho. Mais uma burilada pode ajudar bastante, embora já esteja em um nível muito bom. E em termos de letras, a banda usa um ecleticismo em termos de ocultismo mais saudável, evocando figuras de várias mitologias.
Tendem a evoluir mais, como músicas como “Anúbis (Guardião das Tumbas da Morte)” (um trabalho muito bom dos vocais), “Aqueronte” (baixo e bateria estão muito bem, dando belas mudanças de andamento. Há de se destacar também a presença do convidado Anderson Nunes no solo de guitarra), o trabalho de guitarras azedo e forte de “Ragnarök”, a explosiva e ríspida “Mictlantecuhtli (Senhor do Reino dos Mortos)”, e a versão para “Guerreiros de Satã” atestam.
Uma banda muito boa, honesta e que merece uma ouvida carinhosa de cada um de nós.