21 de nov de 2016

ROTTING CHRIST / AS DRAMATIC HOMAGE (18/11/2016 - Teatro Odisséia, Rio de Janeiro – RJ)



Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia
Fotos: Luciana Pires


Após um dia chuvoso, veio uma noite com temperatura amena, chuva intermitente e céu nublado na cidade. Nem parecia o mês de novembro, às portas do verão carioca. Mas o clima era propício para o quarteto grego ROTTING CHRIST tomar a cidade do Rio de Janeiro de assalto em seu terceiro show em terras cariocas. E ainda tivemos na abertura o quinteto carioca AS DRAMATIC HOMAGE, que aproveitou o evento para lançar seu novo trabalho, o EP “Enlighten”.

Pouco após às 18h00min, o AS DRAMATIC HOMAGE subiu ao palco e fez um bom show, embora para um público pequeno.

Um pouco prejudicados pela qualidade de som e equipamento no palco (que lhes deixou pouco espaço para uma movimentação melhor), o grupo não se intimidou e fez um set seguro. Alexandre Pontes (vocais, guitarras), Alexandre Carreiro (guitarras), Fabiano Medeiros (baixo), Leonardo Silva (teclados) e Vinícius Rodrigues (bateria) fizeram um show animado, com músicas de todos os lançamentos da banda.

Como dito acima, devido equipamento para a apresentação do quarteto grego já se encontrar no palco, a movimentação do grupo no palco ficou realmente prejudicada, mas eles souberam driblar a dificuldade e mostrar energia e entrosamento, e o som do grupo foi acertando aos poucos. Assim, ficou fácil de perceber como a banda, aquilo que se convenciona chamar de Avant-Garde Metal, tem uma sonoridade perfeita, ora mais agressiva e bruta, ora mais introspectiva e cheia de detalhes técnicos ótimos. E Alexandre se comunica bem com o público, e mesmo com pouco espaço, tem ótima atitude.

Canções como “Astral Infernal”, a ótima “Ominous Force for Ascencion”, “Enlighten” e “Monumental” os credencia para voos mais altos.

Esperamos poder ver a banda novamente em breve!






Setlist:

Astral Infernal
Awake to the Twilight
The Lover's Funeral
Ominous Force for Ascension
Enlighten
Monumental
Idyllic
From the Battle of Pain


Assim que o AS DRAMATIC HOMAGE terminou seu show, o palco começou a ser preparado para a banda principal. E logo, eles subiram ao palco enquanto tocava a sinistra introdução “Ze Nigmar”.

E saudando o público e sendo saudados de volta, o ROTTING CHRIST começou a desencadear uma apresentação cheia de energia. E nesta hora, o número de pessoas dentro do Teatro Odisséia já era muito bom.

Em sua terceira passagem pelo Rio de Janeiro, o quarteto estava perfeito em termos de postura, comunicação, e com uma grande sinergia entre público e banda. 

Lançando “Rituals”, seu décimo-segundo e mais novo álbum, Sakis Tolis (vocais, guitarras), George Emmanuel (guitarras, backing vocals), Van Ace (baixo, backing vocals) e Themis Tolis (bateria) mostraram que a experiência os ajuda, e muito.

Neste show, o foco ficou mais evidente em seu penúltimo disco de estúdio, “Κατά τον δαίμονα του εαυτού”, do qual tocaram a faixa-título, “In Yumen/Xibalba” e “Grandis Spiritus Diavolos”, mas levaram de “Rituals” a ótima “Ἐλθὲ κύριε”. Óbvio que fazer um setlist com uma discografia longa como a deles é difícil, mas acredito que algumas músicas de “Khronos” e “Genesis” fizeram falta.

Mas mesmo assim, ver os gregos com um som impecável e uma movimentação de palco excelente (Sakis se comunica muito bem e agita muito, ao passo que George e Ace não param de agitar e se movimentar no palco, enquanto Themis fica mais concentrado na bateria, sem perder o ritmo) é uma experiência única, que todo bom fã de Metal deveria ter.

Dos velhos tempos, tivemos “Athanati Este”, “The Sign of the Evil Existence”, e no bis, “Gaia Tellus”, e a obrigatória “Non Serviam”, auge do show e seu final, com a banda sendo muito ovacionada pelo público presente. 









Setlist:

Ze Nigmar
Κατά τον δαίμονα του εαυτού
Athanati Este
Ἐλθὲ κύριε
King of a Stellar War
The Sign of Evil Existence
The Forest of N’Gai
Societas Satanas
In Yumen-Xibalba
Grandis Spiritus Diavolos
Noctis Era
Gaia Tellus
Non Serviam


O evento vem coroar um bom momento em que o cenário da cidade está reagindo, começando a sair do caos em que se encontrava até pouco tempo. 

No mais, o Metal Samsara gostaria muito de agradecer à Be Magic Produções por tornar a cobertura do evento possível, à Luciana Pires pelas fotos usadas nesta resenha, e ao público por estar presente nesta noite memorável.

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