1 de jun de 2017

AVALANCH ALL STAR BAND - El Ángel Caído (Álbum)


2017
Independente
Importado

Nota: 10,0/10,0


Tracklist:

1. Hacia La Luz
2. Tierra de Nadie
3. El Ángel Caído
4. Xana
5. La Buena Nueva (instrumental)
6. Levántate y Anda
7. Alma en Pena
8. Corazón Negro
9. Delirios de Grandeza
10. Antojo de Un Dios
11. El Séptimo Día (instrumental)
12. Las Ruinas del Edén: Acto I
13. Las Ruinas del Edén: Acto II
14. Las Ruinas del Edén: Acto III
15. Santa Bárbara (instrumental)


Banda:


Isra Ramos - Vocais
Alberto Rionda - Guitarras
Jorge Salán - Guitarras
José Paz - Teclados
Magnus Rosén - Baixo
Mike Terrana - Bateria

Convidados:

Juan Lozano - Backing vocals
Leo Jiménez - Vocais em "Las Ruinas del Edén: Acto II"

Contatos:

Bandcamp:

E-mail:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Metal espanhol tem algumas particularidades que o tornam diferente, quase que regionalizado. Desde os áureos tempos do BARÓN ROJO e do OBUS, os primeiros nomes emergentes do país, as bandas de Metal da Espanha possuem o traço da língua e do peso. Como dito, parece que a cultura hispânica tem um poder de penetração enorme, pois não é difícil perceber elementos culturais do país no trabalho de suas bandas. E o AVALANCH, sexteto que hoje tem a aura de internacional, vem com o remake de um de seus clássicos, “El Ángel Caído”, que ficou belíssimo nesta atualização.

Antes de tudo, é preciso deixar claro que não é uma versão remaster ou algo do tipo. Não, “El Ángel Caído” foi completamente refeito, regravado pela nova formação e daí por diante. E o Power Metal melodioso e cheio de lindas harmonias do rupo ganhou mais peso e requinte, ao mesmo tempo em que a experiência de 16 anos (pois a versão original é de 2001) pesa bastante.

Personalizado, pesado e envolvente, “El Ángel Caído” é um disco excelente!

Ao falar da qualidade sonora do álbum, é nisso que se percebe o quanto esse remake é melhor: gravação perfeita, com qualidade límpida de som, mas capaz de fazer com que as canções soem pesados e com todos os detalhes em seus devidos lugares. E como a timbragem dos instrumentos ajudou, pois parecem ter sido procurados com esmero até serem encontrados. Até mesmo a capa ganhou uma atualização, ficando com timbres mais escuros e metálicos, contrastando com o original, que é uma bela pintura.

O AVALANCH mostra que seus integrantes funcionam como uma unidade, com a banda inteira fazendo o melhor para que cada composição soe única. Além do mais, os nomes de Magnus Rosén (baixo, ex-HAMMERFALL, atual SHADOWSIDE), Mike Terrana (bateria, que toca com TARJA, com passagens por MASTERPLAN, AXEL RUDY PELL, RAGE e YNGWIE J. MALMSTEEN), e Jorge Sálan (guitarras, ex-MÄGO DE OZ) já mostram a internacionalização da música do grupo, sem mencionar que o talento de Isra Ramos (vocais), José Paz (teclados) e do fundador e único remanescente Alberto Rionda (guitarras) tornam o disco algo fenomenal. E se preparem: esse disco gruda em nossos ouvidos e não sai mais!

Embora um discão, ousamos destacar as seguintes canções como mera referência ao leitor: a trabalhada e bem intensa “Tierra de Nadie” (que mostra um trabalho de primeira de baixo e bateria), a aula de interpretação ouvida nos ritmos alternados de “El Ángel Caído” (que além deles, tem belíssimas partes de teclados e magníficos solos de guitarra, tudo em uma canção diversificada e rica em arranjos belíssimos), a paulada nos ouvidos dada pela grandiosa e cheia de lindas orquestrações chamada “Xana”, a agressiva e recheada de riffs intensos e quase Thrash Metal (mas que contrastam com belíssimas melodias dos teclados) “Levántate y Anda”, a também agressiva e com andamento em velocidade mais mediana (e alguns belos “shreds” de guitarras nos solos) “Corazón Negro”, e as 3 partes da épica e grandiosa “Las Ruinas del Edén”, que formem três canções com elementos bem distintos (a parte um mixa peso com toques mais etéreos, a segunda mistura tempos mais amenos e outros mais velozes e pesados, e a terceira é bem intensa e com riffs cheios de energia e lindos vocais). Além disso, as instrumentais “La Buena Nueva”, “El Séptimo Día” e “Santa Bárbara” são essenciais, mostrando como trabalho de guitarras e teclados é sólido e bem esmerado.

No mais, nos resta torcer para que “Al Ángel Caído” venha a ter uma versão nacional, mesmo que com pouquíssimas cópias, pois a banda é fenomenal!

Gracias, hermanos, por un álbum sensacional como este!!!

Na lista dos melhores de 2017 com toda certeza!!!!

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