7 de set de 2016

MOBY JAM - Sem Juízo (Álbum)



2016
Independente
Nacional

Nota 8,5/10,0


Músicas:

1. Purpurina
2. Sol
3. Chuva Ácida
4. Descalabro
5. Homem de Gelo
6. Brilhar a Minha Estrela (Dá Mais Um)
7. O Vôo
8. Sem Juízo


Banda:


Marcelo Vargas - Guitarras, vocais
Elson Braga - Baixo
Augusto Borges - Bateria


Contatos:

Roadie Metal (Assessoria de Imprensa)


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Fazer Rock'n'Roll é uma tradição bem antiga no nosso país. 

Se falarmos com justiça, é preciso lembrar-nos de mestres como RAUL SEIXAS, MADE IN BRAZIL e outros que lá nos anos 60 e 70 deram o ponta-pé inicial na coisa. E esse jeito mais despojado e direto de fazer Rock ainda existe nos dias de hoje, com boas bandas surgindo de todos os cantos do Brasil.

Por isso, bandas como o power trio MOBY JAM, de Varre-Sai (RJ), têm seu lugar dentro do cenário, pois discos como "Sem Juízo" são fascinantes aos nossos ouvidos.

A banda faz um Rock'n'Roll melodioso e firme, mas com aquela dose de agressividade e sujeira que nos fazem bem. Ou seja, sua música tem seus toques de acessibilidade musical (o que nos prende à música do trio), mas sempre caprichada, com forte influência do gênero praticado nos anos 70 por aqui, com vocais bem postados, riffs de guitarra simples e solos funcionais, baixo e bateria formando uma base rítmica sólida e bem feita. Óbvio que sentimentos influências de BLACK SABBATH, LED ZEPPELIN, SCORPIONS e outros, mas a banda possui uma personalidade forte, e justamente por não terem compromissos e ambições que seu trabalho é tão bom.

A produção é do próprio trio, que soube buscar uma qualidade sonora que estivesse conforme o que desejavam para seu trabalho. E acreditem: produzir um disco assim no Brasil não é algo simples, pois permitir que a crueza sonora não danifique o lado melodioso não é fácil. Mas apesar de um ou outro percalço, a banda se saiu muito bem. 

A arte gráfica é bem simples, com a banda usando de um papersleeve sem muita pompa. Mas interessante é que assim, nos lembra dos famosos discos de vinil, que andam voltando ao mercado. O resultado final é muito bom.

"Sem Juízo" é muito bom de ponta a ponta, mas existem alguns momentos em que a banda mostra um trabalho excepcional.

"Purpurina" - Aquele jeitão pesado e azedo, mas melodioso, que se costumava usar em termos de Rock nos anos 70. O refrão é muito bom e grudento, e os arranjos simples da banda deram um tom acessível à canção. Reparem nos riffs de guitarra, que ficaram muito bons.

"Sol" - Alguns arranjos mais pesados nas guitarras, vocais bem postados, e a música é bem dinâmica, com partes bem acessíveis que ganhariam as rádios de Rock nos anos 80 facilmente. E algumas partes limpas com violão ficaram muito bem encaixadas.

"Descalabro" - Aqui, apesar da crueza, a banda exibe certo toque de Rockabilly (devido à presença de um piano, dando um toque de bom gosto à canção). Reparem como baixo e bateria estão ótimos na canção.

"Brilhar a Minha Estrela (Dá Mais Um)" - Para quem conhece os primórdios da cena do Rock carioca, sabe que este é um dos hinos dos anos 80, que originalmente pertence à banda SANGUE DA CIDADE. Mas é interessante reparar como a banda soube dar uma atualizada na canção, sem perder aquele swing desse Reggae/Rock que embalou muitos. Reparem como os vocais e as guitarras estão ótimas.

"O Vôo" - Nessa, a band escolheu usar de arranjos mais limpos nas guitarras, em uma faixa mais acessível, capaz de ganhar as rádios com facilidade. Mas a banda deu uma caprichada nos arranjos, com um teclado de fundo, fora baixo e bateria estarem muito bem mais uma vez.

No mais, nos resta dizer que este trio sabe o que faz com sua música, logo, ouçam "Sem Juízo" e boa viagem!

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