5 de ago de 2015

Circle of Infinity - Moments of Evil (CD)

2015 - Independente - Nacional

Nota 8,5/10,0


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Dos gêneros de Metal, o Thrash Metal é o que está mais em evidência no momento em nosso país. É fato consumado, e o número de lançamentos de bandas do gênero apóia esta idéia. Algumas são boas, a maioria nem tanto, e mas o saldo é positivo. Vide o CD "Moments of Evil", do quarteto CIRCLE OF INFINITY, de Limeira (SP), que terão a idéia do que é uma banda que se destaca.

Seguindo uma linha tradicional pesada e mais técnica do Thrash Metal com alguns aspectos do Death Metal, e sem negar que algumas influências pós anos 80 se aglutinaram ao som, o quarteto sabe o que faz e mostra que a experiência (estão na ativa desde os anos 80). Os vocais variam de timbres rasgados a outros mais guturais sem medo algum, a dupla de guitarras possui um arsenal de riffs muito fortes e solos caprichados, baixo e bateria criam uma base rítmica forte e técnica. Não chega a ser inovador, mas é ótimo sempre.

Circle of Infinity
O quarteto teve todo o trabalho de gravação e mixagem assessorado por Marcos Martin, e masterização por Eduardo Kusdra, tudo feito no Nock Studio Alive. A qualidade ficou muito boa, pesada e com clareza suficiente para compreender musicalmente a proposta da banda, sabendo usar uma timbragem o mais próxima possível do que eles usam ao vivo. A capa e design foram feitos por Fernando Lima, que ficou um trabalho ótimo.

A longevidade amadureceu a banda de tal forma que o CIRCLE OF INFINITY foge bastante de padrões. Mesmo veterano, não caíram no conto do vigário de tentar soar "anos 80", mas buscam criar algo que venha do coração. E verdade seja dita: raça e coração é com eles, e a energia da banda é assustadora.

We Fight - Uma instrumental pesada e climática que dá início ao disco, um expediente que é sempre bom, e que anda meio abandonado nos dias de hoje. Nela, se percebe como o quarteto possui boa técnica, além de riffs matadores.

Dark Souls - Uma faixa bem trabalhada, com momentos velozes mesclados com outros mais cadenciados e intensos. Aqui, se vê a força e peso da base rítmica.

Take My Mind, Take My Fear - Um dos pontos altos do disco, com início arrastador bem pesado, à lá BENEDICTION, mostrando como as guitarras do grupo são azedas e pesadas. Depois, mesmo cadenciada, mostra um pouquinho mais de velocidade, com vocais ferozes muito bem encaixados. 

Moments of Evil - Intensa e um pouco mais veloz, apresentando boas doses de melodias nas guitarras, andamento empolgante. Típica canção que leva o público ao delírio (e ao mosh, sem dúvidas).

Headbanger - Veloz, insana e intensa, é uma música mais curta (pouco menos de 3 minutos), com belas conduções nos dois bumbos e vocais bem fortes e intensos (lembrando um pouco os de Mille Petrozza em alguns momentos).

Wake Up and Fight - Outra pedrada empolgante, com andamento que nos cativa, e um trabalho das guitarras sempre forte. E algumas mudanças rítmicas tão boas que se percebe o refinamento de baixo e bateria.

Cycle of Therapy - Mais uma vez, a banda lança mão de um andamento que se alterna entre tempos medianos e cadenciados, com categoria e força durante toda a canção. E mais uma vez, os vocais mostram sua força, aliados a ótimos solos. 

We Are Puppets - A mais longa das canções do CD, passando dos seis minutos. Mas não se preocupem: a diversidade rítmica do grupo não o deixará se sentir entediado. Além disso, a bateria mostra uma técnica muito boa, além dos solos deixarem ótimas melodias surgindo. 

Uma excelente banda, que merece respeito por sua longa história, mas ao mesmo tempo, por seu ótimo trabalho. 

Ouçam, comprem e botem bem alto nos ouvidos do seu vizinho que te atormenta com churrascos de fim de semana ou música gospel em alto volume. É hora da retribuição!





Músicas:

01. We Fight
02. Dark Souls
03. Take My Mind, Take My Fear
04. Moments of Evil
05. Headbanger
06. Wake Up and Fight
07. Cycle of Therapy
08. We Are Puppets


Banda:

Edson Moraes - Vocais, guitarras
Allan Farias - Guitarras 
Mateus Paiva - Baixo 
Alexandre Bento - Bateria


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