10 de jan de 2014

Suicidal Angels - Divide and Conquer (CD)

Nota 10/10

Por Marcos Garcia

Há momentos em que nós, os membros da imprensa, temos que fazer resenhas de CDs que temos que aferir notas baixas, citar a problemática das bandas no mesmo, e quando elas são conhecidas, se torna um aborrecimento certo graças ao fã-nátismo vigente na cena Metal. Mas tão bom quanto é ver a banda que recebeu uma resenha negativa arregaçar as mangas e fazer o crítico engolir as palavras. E este é o caso do SUICIDAL ANGELS, pois se "Bloodbath" foi considerado por este autor como fraco, "Divide and Conquer" mostra a banda na sua melhor forma.

Aparentemente a entrada de Chris nas guitarras e Angel no baixo deu uma bela oxigenada no quarteto, pois mesmo conservando a essência de sua música (um Thrash Metal pesado, técnico e bruto), eles lançaram mão de alguns elementos mais modernos em sua sonoridade, ganhando mais punch e jogando no lixo o cheiro de mofo do disco anterior. Os vocais de Nick estão menos forçados, usando um timbre mais agressivo de sua voz normal e tendo bons resultados. As guitarras do próprio Nick e de Chris melhoraram muito, já que os riffs estão mais bem trabalhados e com boas melodias surgindo vez por outra, e ótimos solos (muito bem tocados e sem perder a conotação harmônica). Já a cozinha rítmica de Angel (baixo) e Orpheas (bateria) deu uma melhorada muito grande, já que o baixo está bem mais técnico e presente, como a bateria mostra peso e boa técnica. E agora, a sonoridade da banda está mais coesa e bem postada, ou seja, é o velho SUICIDAL ANGELS mostrando uma ótima faceta que ainda era desconhecida do público. E isso, mesmo caros, chama-se amadurecimento.

Suicidal Angels
Gravado mais uma vez no Prophecy & Music Factory Studios, com mixagem e masterização do mestre Fredrik Nordström ( que já trabalhou com DIMMU BORGIR, HAMMERFALL, IN FLAMES, ARCH ENEMY e outros) nos Fredman Studios, fica claro o motivo do salto qualitativo da produção, que sem obliterar a essência Old School da banda, soube dar um escopo moderno muito bom, sem contar que as melodias da banda se tornam mais claras. Até mesmo a capa, que à primeira vista evoca a Velha Escola, quando olhada em detalhes, se percebe toques de recursos computacionais bem feitos, um belo trabalho de Ed Repka.

E usando desta dualidade, o quarteto fez um disco ótimo, com músicas mais rápidas e cheias de energia, como a ótima "Marching Over Blood" (onde os vocais se destacam bastante), a furiosa "Divide and Conquer" (que chega a ter uma forte dose de EXODUS, especialmente nos riffs, e reparem na boa técnica dos solos), a empolgante "Terror is My Scream" (a cozinha se sai maravilhosamente bem aqui, com Angel e Orpheas conduzindo bem os andamentos),  e a quase crossover "Lost Dignity" (riffs rascantes e excelente vocais); mas ao mesmo tempo, temos música com velocidade mais amena e com andamentos cadenciados, privilegiando o lado mais pesado do quarteto, como "Seed of Evil" (mais uma vez, as baquetas de Orpheas arrasam, junto com os solos de Chris), e a fabulosa "In the Grave" (que aparenta ser uma música veloz em seu início, mas que logo desacelera e vira a típica faixa para bater cabeça e causar torcicolos, mesmo com alguns momentos mais velozes no meio. E mais uma vez, as guitarras roubam a cena). E surpreendente é ouvir uma música como "White Wizard", com seus quase nove minutos de duração, onde há boas variações de andamento.

Sim, a gangue do SUICIDAL ANGELS voltou com a carga toda, muito sangue nos olhos, e vieram realmente com vontade de conquistar seu espaço merecido na cena mundial. E nós, brasileiros, esperamos que algum selo tenha dó de nós e disponibilize este ótimo trabalho em uma versão nacional.

E mesmo sendo início de janeiro, já é um forte candidato ao top 10 de 2014.




Tracklist:

01. Marching Over Blood
02. Seed of Evil
03. Divide and Conquer
04. Control the Twisted Mind
05. In the Grave
06. Terror Is My Scream
07. Pit of Snakes
08. Kneel to the Gun
09. Lost Dignity
10. White Wizard


Banda:

Nick Melissourgos - Vocais, guitarras
Chris Tsitsis - Guitarras
Aggelos Lelikakis - Baixo
Orpheas Tzortzopoulos - Bateria


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