17 de nov de 2012

Witchcraft - Hegyek Felettem (CD)


Neverheard Distro - Importado
Nota 9

Por Marcos Garcia

E as terras da Hungria que deram ao mundo o imortal TORMENTOR mostram que continuam férteis em termos de Metal extremo, e o país mostra ao mundo mais um nome de peso, que chega para resgatar a essência do Black Metal de raiz, ou seja, cru e ríspido.

Seu nome: WITCHCRAFT, que apesar de ser veterano na cena, ainda é bem desconhecido.

A banda esbanja um som simples e direto, mas muito ríspido e frio, bem soturno, mas justamente por optarem por uma fórmula mais simples que o quarteto mostra poder de fogo, com vocais rasgados extremos, riffs de guitarra simples e convincentes, e até mesmo alguns solos aqui e ali, baixo e bateria mais simples e não tão rápidos, mas eficientes e com uma técnica boa. E tudo isso nos remete ao som que as bandas mais de raiz como BURZUM, DARKTHRONE, e especialmente o MAYHEM faziam lá pela virada da década de 80 para os anos 90. E ressaltando este lado raiz, as letras são todas cantadas em húngaro mesmo.

A produção, como é bem evidente, é suja e densa, deixando o som da banda ainda mais referenciado aos anos 90, mas isso não deixa as banda inaudível ou desabona este bom trabalho. E como já alegamos várias vezes, isso de certa forma já faz parte de toda a mitologia que circunda o Black Metal.

Ao ouvirmos o CD, não há como não gostar, uma vez que a banda, apesar de não estar fazendo nada de exatamente novo, procura fazer aquilo que escolheram em alto nível, pulsando com vida, e soltando brasas para todos os lados, como nos destaques 'Megittam a Vért', uma música forte e simples, com ótimos vocais rasgados ao extremo; a variada 'Arcomon Gyűlölettel', com ótimos riffs; a empolgante 'Hegyek Felettem'; a esporrenta e destruidora de pescoços 'Összeesküvés'; 'Fekete és Hideg', um pouco mais lenta que as anteriores, com um trabalho bem legal do baixo; a sinistra 'Csak a Fagy', que graças ao trabalho de variação de andamentos da bateria ficou ótima; e 'Vörös Köd', com um solo de guitarra muito legal, e mostrando a honestidade da banda, não há guitarra base por baixo, já que em shows ao vivo, ela sumiria mesmo. E para aqueles que amam os bons e velhos LPs, um atrativo a mais é a bônus 'Az Árnyékok Földjén'.

Um disco muito honesto e feito com bastante garra e energia, logo, um deleite para os fãs do estilo.

Megittam a Vért


Tracklist:

01. Istentelen
02. Megittam a Vért
03. Arcomon Gyűlölettel
04. Hegyek Felettem
05. Összeesküvés
06. Fekete és Hideg
07. Csak a Fagy
08. Vörös Köd

Formação:

Angmar - Vocais
WLR - Guitarras
Elzeril - Baixo
Knot - Bateria


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