O dia era 08/12/12, mais precisamente num sábado, onde os gaúchos do CARNIÇA realizavam em sua cidade natal - Novo Hamburgo – o lançamento de seu terceiro disco, o aclamado “Nations Of Few”. E para abrilhantar ainda mais está noite, o CARNIÇA trouxe diretamente de Minas Gerais a lenda do Metal nacional, o guitarrista do Overdose, Claudio David, que também tinha colaborado em “Nations Of Few” na faixa “Prayers Before the Death”, onde dividiu os solos com Parahim Neto.
Para um momento tão especial e tendo a presença de uma lenda viva em seu show o CARNIÇA tratou de fazer um registro histórico, pois além de tocar a faixa “Prayers Before the Death”, CARNIÇA + Claudio David proporcionaram uma verdadeira volta aos anos 80 tocando clássicos do grande Overdose.
E você confere tudo isso e muito mais nos vídeos a seguir:
Mesmo com a produção do novo álbum à todo vapor, o METALMORPHOSE faz algumas pausas no estúdio para estarem no seu lugar preferido: os palcos.
A banda está com dois shows agendados para os próximos dias e em negociação com novas datas.
O primeiro evento acontecerá dia 24 de junho, no Planet Music, ao lado de Pot Zombies e Mystical.
O próximo será no dia 9 de julho no Teatro Leonardo Alves, intitulado ‘Ultimatum na Maldição da Máquina em Fúria’, a banda promete um grande show e tratá mais informações em breve.
Recentemente tendo anunciado que o novo álbum sairá pela renomada Shinigami Records, o ANCESTTRAL libera agora a capa do material.
A arte foi confeccionada pelo guitarrista e designer Leonardo Brito, que comenta “A imagem representa bem o nome do álbum e o conceito do álbum. Por fim, achei que seria bem adequado usar a máscara não só pelo título como por trazer de volta o personagem usado em nosso primeiro álbum, ‘The Famous Unknown’“.
O lançamento de ‘Web Of Lies’ está previsto para as próximas semanas e foi produzido pelo ganhador do Grammy Latino, Paulo Anhaia.
Um single do material já divulgado. “What Will You Do” foi lançado em forma de lyric vídeo e pode ser conferido aqui:
Quando uma
banda possui integrantes e experientes, com trabalhos conhecidos pela
comunidade Metal do mundo inteiro, não é de se estranhar o quanto as pessoas
ficam à espera de seus trabalhos com muita ansiedade. Mas bandas como o DENNER/SHERMANN não possuem medo de
desafios grandes, e mesmo após o frisson causado com "Satan's Tomb",
eles retornam à carga com seu disco de estréia, o ótimo "Masters of Evil".
Para quem não
sabe, na banda estão músicos que já estiveram em bandas bem conhecidas: Hank
Shermann e Michael Denner dispensam maiores apresentações, já que foram os
responsáveis pelas seis cordas do MERCYFUL
FATE em sua fase mais clássica; o baterista Snowy Shaw é mais que
conhecido por também ter integrado o MERCYFUL
FATE (só que nos anos 90), KING
DIAMOND, THERION, DIMMU BORGIR e outros; o vocalista é
Sean Peck, conhecido por seus trabalhos no CAGE
e DEATH DEALER; e o baixista Marc
Grabowski já tocou com Hank noDEMONICA. Ou seja, só
feras com uma bagagem imensa nos ombros.
Mas o que se
pode esperar de "Masters of Evil"?
Bem, quem
estava esperando algo na linha do MERCYFUL
FATE como nos foi servido em "Satan's Tomb", é melhor
não esperar tanto. Embora existam elementos que nos leve realmente a pensar no
antigo grupo de Hank e Michael, a banda mostra um peso
absurdo, mas um approach um pouco mais moderno e diversificado, sem perder
aquela melodia e pegada Old School que lhes é peculiar. Ou seja, existem
similaridades, mas o DENNER/SHERMANN
mostra que tem personalidade própria e que vai para o futuro, sem estar vivendo
à sombra do passado. E é isso que faz do CD algo grandioso, maravilhoso e uma
experiência única.
Preparem-se,
pois os Mestres do Mal estão de volta!
Com mixagem
de Arnold
Lindberg (que também mixou o EP anterior) e masterização de Maor
Appelbaum, a sonoridade de "Masters of Evil" é
orgânica, lembrando bastante uma sonoridade mais analógica, mas sem abrir mão
de uma qualidade sonora limpa e moderna.
Em termos de arte,
mais uma vez, ela é de Thomas Holm, que além de ter feito a arte de "Satan's
Tomb", é o mesmo que criou as artes dos clássicos do MERCYFUL FATE. E para ser bem sincero, é uma clara referência a do "Don't Break the Oath" (chegam-se a ver os contornos de tinta, ou.
Mesmo mais
diversificado, o peso absurdo, as melodias envolventes e o trabalho com nuances
modernas, o álbum é uma referência ao Metal tradicional dos anos 80, óbvio. Os
duetos de guitarra são formidáveis, com bases lindas e solos de mestre (por
favor, estamos falando de Hank Shermann e Michael Denner), uma base
rítmica muito sólida e com boa técnica, e as vocalizações estão bem melhores,
usando múltiplas vozes ao mesmo tempo. Mas lembro-os que Sean tem uma forte veia
"halfordiana" de cantar, e é um mestre nas nos timbres agudos e
graves, mas sabe muito bem mudar quando necessário, além de ser um intérprete
de mão cheia.
Até a
quantidade de músicas é algo bem oitentista: oito faixas, e cada uma delas é
uma gema preciosa, algo de qualidade inquestionável.
Angel's Blood - Bem trabalhada e pesada, com ótimas
mudanças rítmicas. Mas reparem como os riffs são criativos e bem encaixados, e
que solos emocionantes.
Son of Satan - O andamento não é veloz, mas focado no
trabalho das duas guitarras. Mas seria injusto não citar o ótimo refrão e as
vocalizações preciosas, com gritos agudos.
The Wolf Feeds at Night
- Nesta, o lado
mais MERCYFUL FATE dá as caras. Riffs
mais técnicos, muitos ritmos quebrados (onde a baixo e bateria dão uma aula de
peso e técnica), e uma canção de muito peso e melodia. E em termos de vocais,
existem momentos em que parece que o velho Ozzy dá as caras (se não for ele,
caramba, Sean é um mestre!).
Pentagram and the Cross -
Meus caros, que
duetos fantásticos das guitarras. Aqui, temos uma canção mais melodiosa, preenchida
com uma levada não tão veloz, o que mostra o quanto baixo e bateria são
importantes na banda, ambos exibindo uma técnica preciosa.
Masters of Evil - O começo é mais lento e melodioso,
priorizando bastante as melodias das guitarras. Mas logo a canção ganha mais
adrenalina, e uma pegada mais agressiva, mas mantendo o foco nos solos de
guitarra (me perdoem, mas Hank e Michael merecem ser reconhecidos
como uma das melhores duplas de guitarras do Metal, sem exageros).
Servants of Dagon - Desta vez, quem se exibe bastante é Marc,
mostrando uma excelente técnica nas quatro cordas. É justamente aqui que a
banda mostra uma pegada mais moderna, mas sem deixar que o clima melodioso e
orgânico seja perdido.
Escape from Hell - Nesta, é Snowy quem mostra um
trabalho impressionante, guiando os ritmos com uma técnica apurada, com
momentos em que suas conduções e bumbos são ótimos. Mas não citar os solos de
guitarra chega a ser covardia.
The Baroness - Aqui, o lado mais sinistro e sombrio
da banda fica exposto, com as guitarras ditando um andamento bruto e azedo (nos momentos limpos, mais uma vez Michael e Hank se mostram perfeitos),
perfeito para uma mostra de quanto Sean pode ser versátil com suas
vocalizações.
Óbvio que o
saudosismo de muitos pode lhes nublar o julgamento. Mas acredito que algumas
ouvidas em "Masters of Evil" pode lhes mostrar o quanto eles são
capazes de ensinarem a muitos como se fazer Metal de qualidade.
Simplesmente
maravilhoso, e um dos grandes discos do ano.
Com o novo álbum prestes a ser lançado, o PANZER libera a capa e título do material.
Intitulado ‘Resistance’, o novo álbum marca não só os 25 anos da banda como o retorno do baixista Fabiano Menon, além da estreia do músico Sérgio Ogres nos vocais. A arte da capa ficou a cargo do baterista e desenhista Edson Graseffi.
‘Resistance’ foi produzido por Henrique Baboom e será lançado pela renomada gravadora Shinigami Records, que lançou os últimos trabalhos da banda.
O material tem previsão de lançamento para as próximas semanas.
A Nuclear Music Records com sua proposta de resgatar ao mercado títulos clássicos, após trazer aos fãs a edição de 20 anos do Satyricon "Nemesis Divina", nos trás agora, em meados de Julho, um dos clássicos do Death Metal mundial: trata-se do aclamado "Icons of Evil", do grupo norte americano, que contará com edição limitada em 500 cópias e slipacase.
Tal trabalho foi lançando originalmente em Abril de 2007, sendo sexto registro da banda e tem em sua formação Glenn Benton nos vocais, além de uma capa bem controversa.
Uma belíssima edição para os fãs da banda e do estilo!
Os tempos são outros para música e para política no Brasil, muitas mascaras caíram e de certo modo vamos tendo um retrocesso social. E no mercado musical, mesmo tendo a ajuda virtual que leva a música para qualquer lugar, sofremos um certo retrocesso cultural, pois todo o encanto e arte de se ter um material físico em mãos parece ter ido por água abaixo.
Sobre esses assuntos e algumas coisas a mais, o vocalista/baixista Thiago Rabuske do DUST COMMANDO comenta com a Heavy And Hell Press o seu ponto de vista, confira:
Hoje o cenário está tomado pela comunicação virtual, tendo menos interações reais se assim podemos dizer. De certo modo isso para indústria fonográfica é ruim, na visão do Dust Commando é ainda viável lançar materiais em formato físico?
Thiago: Eu (Thiago) sou da época da música em suporte físico, no caso, vinil e depois cd, então sou suspeito para falar - acredito que a mídia seja uma obra junto com a música em si. Cresci lendo e apreciando encartes e capas de vinis e cds das bandas que mais gostava, e até hoje acredito que um álbum deva guardar relação direta entre a música e a arte visual que dela tira inspiração para vir à tona.
Acredito, também, que entender e utilizar corretamente a mídia eletrônica (no caso o MP3 e os sites de streaming) é fundamental para sobreviver no meio musical atual.
Um bom momento que a cena vive, é o maior nascimento de bandas só de mulheres ou com que tenha algum membro feminino, desmitificando certas regras impostas em estilo que não tem regras. Como é para vocês este momento em que as mulheres headbangers crescem a passos largos?
Thiago: Eu acho sensacional que todo ser humano que tenha vontade e talento para disseminar sua arte possa ter a oportunidade de fazê-lo, pois é uma maneira de expressão e como temos liberdade total e irrestrita para isso devemos aproveitar da melhor maneira possível. Ando escutando direto os novos trabalhos da Nervosa e da Demolition, por exemplo, e estou impressionado com o que tenho ouvido!!! É muita qualidade! Não pode haver preconceito ou divisão a meu ver em uma cena que depende do público e somente dele para se manter!
O Brasil vive um momento complicado em termos políticos é escândalo em cima de escândalo, um país que virou chacota mundial. E parece que a situação só tende a piorar. Como vocês enxergam o Brasil daqui a cinco anos?
Thiago: Olha... Eu não tenho muita esperança, sinceramente. Se algum político atingisse um cargo muito elevado e fizesse um pacto pela educação que durasse pelo menos 100 anos eu começaria a acreditar... Mas como sabemos que quem se elege só faz obra de infra-estrutura e que apareça bem claramente aos olhos eu não sou muito otimista! A educação é a única estrutura capaz de sustentar o desenvolvimento de um país tanto em termos econômicos como sociais. A coisa anda tão difícil que todas as ideias atualmente andam convergindo para um futuro bem obscuro a meu ver - e acredito que haja um ardil político para garantir a votação que sempre alcançam distribuindo benesses de toda sorte, desde dinheiro a cargos. Para os que detém o poder, uma sociedade educada e informada não serve, pois ela se recusaria a ser servil e manipulada como sabemos ser, mas, fingimos não ser!
Falando sobre o Debut “ChaosLives In Fur”. O mesmo tem recebido muitas críticas positivas, tendo um ótimo reconhecimento no underground. Gostaria que comentassem tal momento.
Thiago: Para nós cada palavra contida em uma resenha, seja ela positiva ou negativa, é como se fosse uma vitória. É como diz o velho ditado - falem bem ou mal, mas falem de mim! Tivemos a sorte de ter recebido somente críticas positivas até o momento, e isto é o motivo pelo qual não desistimos e seguimos com força trabalhando para nos mantermos na cena e, quem sabe, adquirirmos uma relevância maior na mesma no futuro. Acreditamos na música como uma maneira de expressão livre, onde o que importa é tanto a ela em si quanto a mensagem, seja ela pela palavra, seja pela coerência do conteúdo, seja pelo amor com que tentamos colocar em tudo que fazemos por esta banda e pela nossa cena!
Falta pouco para que o primeiro álbum de uma das maiores promessas do Black Metal nacional dos últimos anos veja a luz do dia. Estamos falando de ‘of lies, curses and blood’, disco do CREPTUM que acaba de ir para a fase de masterização.
O trabalho está nas mãos do engenheiro Neto Grous, na Absolute Master. A empresa, uma das maiores do ramo de masterização na América Latina, vem se voltando cada vez mais para o trabalho com bandas de Rock e Metal, estilo favorito dos proprietários. Entre nomes que já passaram por lá Rebaelliun, Woslom, Blackning, entre outras. Para conhecer mais da empresa: www.facebook.com/masterizacao
‘of lies, curses and blood’ foi gravado no estúdio Ponto Zero (Santo André/SP) e produzido por Eric Cavalcante (Deimous Nefus), também guitarrista da banda, já a capa ficou nas mãos do vocalista Raphael Grizilli (Tanatos).
O disco, que será lançado pela Mutilation Records, conta com dez músicas, incluindo as duas presentes no single ‘In The Arms Of Death’, aqui regravadas e revistas. Confira o tracklist:
1. On The Pale Horse
2. In The Arms of Death
3. Against the Lies
4. An Inevitable End
5. Burn The Cross
6. Memento Mori
7. The Unknown Darkness
8. Through the Flames and Shadows
9. New Aeon Misanthropy
10. The Black Sword
A data de lançamento do álbum será anunciada em breve.
Quando a guitarrista Gisele Marie Rocha surgiu no mundo da música, algo chamou atenção de todos do meio: o fato de ser muçulmana e usar regularmente o niqab, deixando apenas os olhos à vista. Mas a guitarrista provou que, independente de sua religião, seu amor pelo metal e sua técnica no instrumento – com jeito Randy Rhoads -, são os fatores que realmente se destacam em sua carreira de musicista.
A guitarrista montou então a banda EDEN SEED, que, ao lado dos músicos Cláudio Marchese, Caio Caruso e Gilberto Meneses, executa um Thrash Metal que não se enquadra em apenas um estilo artístico, pois flerta com diversas influências trazidas por todos os membros.
O show de estreia da banda já tem data marcada: será no dia 29 de junho no Espaço Som, apenas para convidados. E a banda promete um espetáculo, acompanhado de uma dançarina árabe e um derbakista (um tipo de percussão árabe).
Depois de apresentar uma música do que vem por aí, o AFFRONT prepara também um videoclipe. O grupo divide conosco algumas fotos da produção.
O clipe será para a música ‘Under Siege’ e conta com a produção da renomada CS Music Videos. (escrito e dirigido por M.Mictian). Confira algumas fotos do trabalho pelo link:
Para quem não conhece, a AFFRONT é nova banda de Thrash/Death Metal dos músicos do UNEARTHLY. O grupo é formado pelo fundador e baixista da lendária banda, M. Mictian (que aqui também assume os vocais) e de seu companheiro de banda, o guitarrista R. Rassan. Completando o lineup, o baterista Jedy Najay.
A música ‘Under Siege’ já está disponível para audição, quem quiser conhece-la mesmo antes do clipe, visite:
Ser pioneiro
não significa que as coisas são melhores ou mais simples. Longe disso: são
justamente aqueles que começam algo que mais se arrebentam com mil
dificuldades, e uma das piores é justamente não ser bem aceito por estar
expandindo fronteiras. Um grupo guerreiro, em geral, tem que se impor e mostrar
que não se render diante das dificuldades de seu tempo. E é assim, na marra, na
cara e na coragem, que grandes nomes que são vistos no cenário como influentes
se ergueram e chegaram lá. Alguns, diante de tanta dificuldade, cedem e param.
E é esse o
caso do GORE, de São Gonçalo (RJ),
um veterano com quase 30 anos de muita experiência e garra. E motivados pela
resposta em shows recentes, e com a parceria da Cold Arts Industry Records,
relançaram o clássico "Consumed by Slow Decay",
seu primeiro álbum. Mas esta versão tem algumas surpresas muito interessantes.
Antes de
tudo, o trio segue a mesma linha de bandas como o CARCASS (na época de seus dois primeiros discos), DISGORGE e outros: Goregrind sujo,
podre e sem limites em termos de tosqueira e agressividade. Mas verdade seja
dita: o que um fã pode esperar do gênero que não seja isso?
E, aliás, me
permitam dizer: é justamente dessa forma que se percebe o talento, a vontade e
pioneirismo da banda. Tudo bem que o disco originalmente é de 1996. E imaginem
o quanto o trio lutou no cenário até chegar a ele. Foram 10 anos de muito
sangue, suor e lágrimas com recursos bem mais limitados dos que existem hoje. E
isso no Brasil!
Gore
Urros
guturais extremos e gritos estridentes, riffs de guitarra com uma distorção extrema,
com solos típicos do gênero, baixo e bateria soando pesados e bem entrosados, e
isso nos permite ver que a música do GORE
prima pela simplicidade, mas ao mesmo tempo, quem disse que para ser bom é
preciso ter complexidade técnica absurda? É brilhante como é!
O disco soa
bem aos ouvidos, já que o mesmo foi remasterizado em janeiro deste ano por Glésio
"Shitfun" Torres, e o áudio das faixas bônus teve toda edição
feita por Márcio Cativeiro (baterista atual) e Will "Sacer" Vieira
(guitarrista). Mesmo mantendo o charme tosco do original, soa bem aos ouvidos,
com maior definição sonora, mesmo nas faixas ao vivo (que não receberam nenhum
overdub ou regravação. É tudo artesanal, como foi captado no "More
Gore That Before Festival", em 07/11/2015).
Já a arte é
um atrativo à parte: ela foi toda refeita pela Cold Arts Industry, com direito
a depoimento de Robot (único membro que gravou o disco original que ainda permanece
na banda), várias fotos novas e da época, e tudo isso em papel couchet com
verniz, tudo muito caprichado.
Musicalmente,
pouco se precisa falar do GORE: é
sujo, podre, distorcido, mas feito com a sabedoria de quem conhece os caminhos
do Goregrind. É esporreira, porrada seca e direta na cara, sem dó dos mais
incautos. E isso com faixas curtas, diretas, sem firulas, onde os andamentos
mudam de forma insana. E por isso é tão bom.
"Fetus Jejunii", "Intestinal
Pestilence", "Dissimultated Incubation and Maximum
Infection", "Attenuated Mutant Worms",
e "Frenetic
Fetishism for Human Pieces in Decomposition" são testemunhos de uma
época bem intensa no underground carioca, todas elas com seu valor inerente. Mas evitem consultas às letras, pois
haja estômago para tanta podridão. Legistas vomitariam com facilidade!
Nas faixas ao
vivo, vemos a formação atual em ação.
É incrível
ver que a vontade, o tesão e força da música continuam ali, mesmo com a
formação sendo diferente. E tudo é feito sem overdubs, como dito acima,
deixando o trabalho mais espontâneo e solto, como visto em "Consummated Cancer"
e "Cannibal
Zoophilism With Extreme Sexual Aberration". E de quebra, temos "Ominous
Lamentation" do GENERAL
SURGERY, "Tips Trans Jugular Intra Hepatic Porta Tystematic Schunts"
do LYMPHATIC PHLEGM, e um dos hinos
da distorção abusiva e podreira absoluta, que é "Pyosisified (Rotten to the
Gore)", do CARCASS, e
cada uma delas em uma versão personalizada e muito criativa (coisa que o GORE cana de mostrar que sabe ser).
No mais,
parabéns à Cold Arts Industry pela aposta, e ao GORE por nos oferecer algo tão bom. E que venha logo o segundo
álbum!
Agora, com
licença, pois preciso ir pôr as tripas para fora de tanto vomitar!