No próximo domingo (25/06), o CORE DIVIDER estará no programa Pegadas de Andreas Kisser, na 89FM, de São Paulo. O programa é apresentado por Andreas Kisser (Sepultura, De La Tierra e Kisser Clan) e seu filho, Yohan Kisser.
Para ouvir (além da rádio, no 89,1), quem não for de São Paulo, pode acompanhar em www.radiorock.com.br. Além da entrevista, ouça músicas do disco de estreia do quarteto, “Against War I”. Além do CORE DIVIDER, também se apresenta no programa a banda Clear View.
O CORE DIVIDER estará na nova coletânea da Imperative Music (Volume #14), ao lado de várias bandas, dentre elas, nomes consagrados do Metal, como Obituary e Kreator. Para mais informações, acesse: www.imperative-music.com
Dia 09/07 (domingo), eles se apresentam em Mogi das Cruzes (SP), no “Domingo Alternativo”, ao lado das bandas Diamond Four e Scumunion.
“Até O Fim” está em todas as plataformas digitais. O som faz parte do novo EP da banda, “Coleta Seletiva de Ideias” que está sendo lançado aos poucos, com a divulgação de uma música por vez. Serão 4 faixas, todas gravadas no estúdio Family Mob sob a produção de Jean Dolabella do Ego Kill Talent (ex-Sepultura), e pós produção de Gabriel Zander.
O MÚSICA AGOSTO volta a lançar um trabalho inédito depois de dois anos, já que o último havia saído em 2015, com o single “Arte de Procrastinar”. Mais maduros os caras mostram toda a evolução nesse novo EP.
Formado em 2011, a banda ganhou maior visibilidade quando abriu para o Sublime With Rome em 2015.
Ouça “Até o Final”, também no Spotify (ela também pode ser conferida em sua plataforma digital, preferida!)
A formação do MÚSICA AGOSTO traz Borges (vocal), Léo (guitarra), Leandro (baixo), Biro (bateria), Joab (saxofone), Chileno (trompete) e Caio (trombone).
E de novo, temos um trabalho do quarteto paulista MAGISTER em mãos. Sim, mesmo depois do relançamento de “The Magister” ano passado, eles retornaram bem rápido e vieram com seu mais recente disco, chamado de “The Art of Changes”.
O que se houve no disco transpira o título: é uma obra de arte em que o enfoque musical é a mudança. Sim, pois a abordagem do quarteto do Heavy Metal tradicional com forte influência da escola germânica é bem incomum. Experimental e moderno, mais ainda assim, com claras raízes fincadas na melodia e peso do Metal tradicional, o quarteto sabe soar completamente diferenciado em todos os momentos, com arranjos muitas vezes inesperados para o ouvinte. Mas apesar disso (que para muitos conservadores de plantão é algo pecaminoso), é impossível não ser seduzido, pois a banda sabe colocar cada refrão de suas músicas de uma forma envolvente, que se ouve e não se esquece mais.
Ou seja: “The Art of Changes” é um puta disco, verdade seja dita.
“The Art of Changes” foi gravado em 2002 no Creative Studios, tendo produção de Ricardo Nagata (que faleceu em 2002). Mas para este lançamento, o álbum foi remasterizado por Gustavo Scremin no Greenhouse Studios em 2016. O resultado é que não parece um disco antigo, mas gravado recentemente, apesar da crueza que remete ao início da década passada. E se consegue entender tudo que a banda está tocando, sem que o equilíbrio entre peso e clareza seja afetado.
A capa, antenada com o título do disco, foi elaborada por Emerson Maia e finalizada por João Duarte. E ficou muito boa, com belos contrastes de cor.
Prestando homenagem ao guitarrista Fernando Sayeg (que faleceu em 2014), “The Art of Changes” vem para conquistar o ouvinte. É criativo e envolvente, diferente e requintado. Óbvio que muitos podem não gostar do disco (direito de todos), mas não se pode negar seu valor. E chega em muito boa hora.
Melhores momentos:
“The Endless Path” - Cheia de efeitos em seu início, logo surge um crescendo de riffs velozes e melodiosos. Mas a canção é cheia de mudanças de andamentos, é pegajosa e rica em belíssimas linhas melódicas.
“Over the Rainbow” - Outra rica em melodias de primeira, apenas com um ritmo não tão acelerado. Baixo e bateria mostram seu peso e eficiência, enquanto o refrão vai seduzindo o ouvinte.
“The Art of Changes” - Pesada, densa e cheia de contrastes entre peso e momentos mais introspectivos. Aqui, os vocais fazem um trabalho ótimo, e durante toda a canção (reparem em uns arranjos suaves bem interessantes).
“Getaway” - Aqui, a riqueza de arranjos e momentos díspares entre si é grande. Mas a pegada envolvente, ganchuda e deliciosa nos seduz com maestria. Se deixem seduzir por este mix de tantos arranjos diferenciados e não se decepcionarão.
“Unfolding Memories” - Alguns arranjos de guitarra no início remetem diretamente à algo que o CARCASS fez em “Heartwork”, ou seja, a junção de peso com melodia e alguma dose de agressividade salutar aos ouvidos. Mas logo a canção ganha uma pegada próxima ao Power Metal clássico, onde o destaque absoluto são as guitarras, que despejam riffs técnicos e belas melodias.
“Salvation Song” - As melodias vocais e das guitarras são belíssimas, e embora a faixa alterne momentos rápidos com outros mais focados no peso, temos um refrão de primeira e um trabalho de primeira de baixo e bateria.
O MAGISTER acerta a mão em mais um ótimo disco, e “The Art of Changes” é um lançamento que merece todo apreço.
Ah, sim: “The Art of Changes” pode ser adquirido nas plataformas digitais abaixo.
O vocalista Edu Falaschi informa que a turnê solo ao lado dos músicos Aquiles Priester (Hangar, Tony Macalpine, Noturnall) e Fabio Laguna (Hangar) teve uma mudança de nome por questões legais para “Rebirth of Shadows Tour”. Todos os shows estão mantidos e garantidos pelo músico e contratantes, inclusive o show em São Paulo, no Carioca Club, dia 23 de julho (domingo). Edu Falaschi está de volta cantando os sucessos e recriando a magia dos álbuns “Rebirth”, “Hunters and Prey”, “Temple of Shadows”, “Aurora Consurgens” e “Aqua”.
Ao longo de sua carreira, Falaschi vendeu mais de 1 milhão de discos, gravou 15 álbuns, realizou várias turnês mundiais, especialmente no Japão, Europa, EUA e América do Sul, além de ter tocado nos mais importantes festivais do mundo como Rock in Rio, Wacken, Sweeden Rock, Monsters of Rock, Prog Power, Rock Machina, Gods of Metal, etc.
Em sua primeira turnê solo o artista interpreta músicas dos álbuns “Rebirth”, “Hunters and Prey”, “Temple of Shadows”, “Aurora Consurgens” e “Aqua”. Para a inauguração dessa fase comemorativa Edu Falaschi ainda conta com um time de estrelas. Entre elas estão o baterista Aquiles Priester, o tecladista Fabio Laguna, além de Diogo Mafra e Raphael Dafras da banda Almah e o guitarrista Roberto Barros.
Infelizmente ainda há uma resistência sobre as bandas de som pesado que cantam em língua pátria. Mas não esqueçamos que 99% das bandas de som pesado iniciaram cantando em português, claro que devido a tendência de mercado a maioria foi mudando para o inglês, mas no caso do STONERIA que já nasceu com essa ideia fixa e não trocam a língua nativa em suas letras por nada.
E sobre essa atitude e por letras afiadas, o STONERIA foi citado pelo conceituado portal O SubSolo na seção especial “Topfive: bandas que cantam em Português”, confira um trecho da matéria:
“Stoneria é uma banda que você deve ouvir em volume máximo, com toda a certeza. Conhecida pela sua língua afiada e por não mandar recados, é uma banda direta, objetiva, doa a quem doer.”
O inédito álbum “The Art of Changes”, da banda de Heavy Metal MAGISTER, já está disponível nas principais plataformas digitais Spotify, iTunes, Amazon, Deezer, Google Play e Napster. Em breve será lançada a versão física, também através da Dunna Records!
Para lançamento oficial de “The Art of Changes”, originalmente gravado em 2002 no Creative Studios, com produção do talentoso Ricardo Nagata (falecido em 2002), o disco ganhou uma nova masterização realizada por Gustavo Scremin no Greenhouse Studios em 2016. A bela capa foi elaborada pelo artista Emerson Maia e finalizada por João Duarte.
O álbum também presta homenagem ao guitarrista Fernando Sayeg (falecido em 2014). O vocalista e guitarrista André Evaristo discute sua interação com Sayeg e a inspiração para “The Art of Changes”, a música que foi originalmente escrita por eles há muitos anos: “Enquanto estávamos no estúdio gravando nossa primeira demo (em 1990, para uma banda chamada Thrashin ‘Rage), de repente ele pegou um violão e gritou as primeiras linhas. Ele era um homem culto, um cara realmente espirituoso e um tremendo guitarrista. Cada riff ou melodia que ele tocava era como uma aula pra mim. Eu aprendi muito com ele, todos os dias.”
Clinger Carlos Teixeira e o HEAVY METAL ONLINE participaram de um importante debate sobre religião, política e diferentes atitudes dentro do Heavy Metal no último dia 09/06/2017.
Mediado pelo professor de letras, artes e cultura na UFSJ, Paulo Henrique Caetano, o bate papo contou também com a blogueira e produtora do documentário “Mulheres no Metal” Gracielle Fonseca e com Eduardo Davis, letrista e músico da cena Metal, confira:
Depois de três anos divulgando seu EP de estreia, “War Triumph” de forma extremamente bem-sucedida, o grupo paranaense de Thrash Metal FUSILEER volta suas atenções para o novo álbum.
A banda se encontra no Space K Studio, onde iniciou oficialmente as gravações do seu primeiro full length, o qual está 100% composto.
“Este trabalho mostrará o amadurecimento do FUSILEER, tanto em nossas composições, quanto na gravação e produção, estamos focados e queremos que o público receba um trabalho de qualidade, compensando estes três anos de espera.” - Comenta o grupo.
Ainda sem nome definido, a arte gráfica do debut álbum terá assinatura do talentoso artista Thiago Boller (FUG Design), enquanto seu lançamento mundial nos formatos físico e digital – previsto para o segundo semestre de 2017 – terá suporte do selo SANGUE FRIO RECORDS. Para mais informações sobre esse e outros lançamentos da empresa escreva para sanguefriorecords@sanguefrioproducoes.com.
Em outras notícias, o EP de estreia, intitulado “War Triumph”, foi disponibilizado recentemente nos principais serviços de streaming do mundo. Acesse o link a seguir e confira em sua plataforma desejada: http://www.sanguefrioproducoes.com/n/882
Uma das bandas do Metal nordestino que mais vem ganhando destaque nos últimos anos, PANDEMMY, acaba de confirmar mais uma novidade para 2017.Depois de uma grande apresentação no “Hellcifest”, ao lado das bandas Amon Amarth e Abbath, o grupo segue dando sequência na divulgação dos seus atuais álbuns “Reflections & Rebellions” e “Rise Of A New Strike”.
Para isso, o PANDEMMY fechou uma forte parceria com a SANGUE FRIO RECORDS, que fará a distribuição digital dos referidos álbuns, onde serão disponibilizados nas principais plataformas de streaming, dentre elas Spotify, Deezer, iTunes, Claro Musica e muito mais. Confira abaixo algumas informações adicionais sobre os mesmos.
“Reflections & Rebellions”: Lançado oficialmente e fisicamente em 2013 pelos selos Gallery Productions, Impaled Records e Rising Records, o álbum ganhou um enorme destaque nas mídias especializadas nacionais e internacionais e contou com grandes participações especiais como Fabiano Penna (Rebaelliun), Antonio Araújo (Korzus) e Alcides Burn (Inner Demmons Rise).
“Rise Of A New Strike”: Anunciado oficialmente em 2016 e liberado para audição no YouTube, Bandcamp e SoundCloud neste mesmo ano, o trabalho já está programado para ganhar o formato físico no segundo semestre de 2017.
Todas as resenhas, entrevistas e matérias especiais relacionada ao PANDEMMY e seus respectivos álbuns, você pode conferir acessando o CLIPPING oficial do grupo, disponibilizado pela Sangue Frio Produções, veja: http://www.sanguefrioproducoes.com/upload/clipping/Pandemmy.pdf
Após um período sabático de 5 anos, o MASSACRATION está de volta. A banda confirmou uma apresentação no dia 26 de agosto, no Tropical Butantã, em São Paulo, e recentemente foi atração do Estadão + Música.
Criado em 2002, como parte do programa humorístico Hermes e Renato, da MTV, o MASSACRATION ficou conhecido por fazer sátiras às bandas de heavy metal dos anos 80, brincando com todos os clichês em torno dos grupos da época com letras escrachadas, vocais agudos, roupas de couro e rítmica acelerada.
O receio de que fãs de heavy metal resistissem à brincadeira não se concretizou e o trabalho foi bem aceito. Depois de um começo avassalador, a banda lançou os álbuns “Gates of Metal Fried Chicken of Death” (2005) e “Good Blood Headbangers” (2009), foi escalada para os principais festivais de rock do país como “Abril Pro Rock”, o “Planeta Atlântida” e o “Porão do Rock”, além de abrir vários shows do Sepultura.
No próximo dia 23/07 (domingo) o ATTRACTHA será banda convidada no show que Edu Falaschi realizará para celebrar sua passagem pelo Angra. Na ocasião a banda irá apresentar músicas do debut álbum “No Fear to Face What’s Buried Inside You”.
“No Fear to Face What’s Buried Inside You”, lançado através da Dunna Records e Shinigami Records, obteve excelente repercussão perante público e imprensa especializada, sendo apontado em várias listas como um dos melhores álbuns de Heavy Metal de 2016 em várais mídias conceituadas. O disco foi produzido por Edu Falaschi no Loud Factory, em São Paulo/SP, com auxílio dos engenheiros de som Tiago Assolini e Wagner Meirinho. A mixer/master foi realizada pelo renomado Damien Rainaud no Mix Unlimited Studios, em Los Angeles/EUA. A capa e conceito de arte foram criados em parceria com o artista João Duarte.
SERVIÇO:
Data: 23 de julho de 2017 (domingo)
Local: Carioca Club
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
A banda de Symphonic Metal PERPETUAL LEGACY marcou presença no documentário "Toma Rock", que é organizado pela rádio Transamérica Brasília 100.1 FM e que visa divulgar as bandas presentes na coletânea "Toma Rock II".
A gravação contou com participação dos membros Rafael Lobo (piano e teclado), Michelle Rodovalho (vocal) e Matheus Maia (baixo) falando sobre a premissa que "o Rock não morreu" e pode ser conferida no link abaixo:
O grupo participa do CD coletânea "Toma Rock II" com a música "Looking For The Endless Light" e junto deles há a participação de nomes conhecidos da cena local entre eles Gustavo Bertoni, vocalista da banda Scalene, em sua primeira empreitada solo.
Para concorrer ao CD, basta sintonizar a rádio nos horários de 06h às 13h e 16h às 19h e participar das promoções.
A banda SEVEN SPIRES acaba de divulgar o videoclipe da música “The Paradox”, segundo vídeo oficial do álbum de estreia “Solveig”, que será lançado no Brasil em agosto de 2017 pela gravadora Hellion Records.
“The Paradox é definitivamente uma das músicas mais pesadas do álbum, e realmente mostra a habilidade de Adrienne de misturar perfeitamente as técnicas extremas. As partes instrumentais são mais técnicas aqui e muito influenciadas de Black Metal, e a orquestra é tão maciça e intensa, tornando-se uma explosão para que possamos tocar ao vivo também”, disse o guitarrista Jack Kosto.
“Neste ponto da história do disco, aprendemos um pouco do passado infeliz de Demon, bem como algum amargor cansado e profundo abrigado em sua prisão, o submundo decadente que ela governa”, completou a vocalista Adrienne Cowan.
O álbum Solveig” teve produção de Sascha Paeth (Avantasia, Kamelot, Epica, Rhapsody) e já é aclamada pela mídia especializada mesmo antes de seu lançamento oficial. A banda SEVEN SPIRES é atualmente formada por Adrienne Cowan (vocal), Jack Kosto (guitarra), Peter de Reyna (baixo) e Chris Dovas (bateria).
“Solveig” é um álbum conceitual dividido em dois atos. O trabalho conta a história de uma alma perdida e sua jornada através do submundo neo-vitoriano de um Demônio sem sol. Apesar de pequenos lampejos de esperança, é um conto sombrio com um foco pesado em escapismo, morte e decadência. Com uma atenção distinta ao Power Metal melancólico, ao Death Metal e ao Black Metal, a banda SEVEN SPIRES funde sonoridades de todo o espectro do Heavy Metal com seu grande amor por compositores românticos e as capacidades atmosféricas e narrativas das partituras de filmes.
O mago das oito cordas WAEL DAOU acaba de liberar seu mais novo Playthrogh, desta vez da música “Power to Believe”, a composição mais melódica de seu mais recente disco, “Sand Crusader”.
Uma variação intensa e cativante, com ótimos toques de progressivo. Não perca tempo e assista agora mesmo:
Em termos de América Latina, nós no Brasil somos um tanto
quanto alienados do que ocorre em termos de Metal e Rock nos países vizinhos
aos nossos. Pouco nós sabemos de nossos “Hermanos” do Uruguai, Argentina,
Chile, Peru e outros. No fundo, isso vem da mania de olharmos apenas para
Europa ou EUA em busca de bandas, quando poderíamos olhar o todo. E mostrando
que em termos de qualidade musical, a América do Sul está muito bem, temos o
REVLIN PROJECT, que estréia com o fantástico “Dimensión”.
Transitando em um caminho entre o Classic Rock, o Hard
melódico e o AOR, com algumas influências pontuais de Metal melódico. Mas como
o cabeça do projeto é o tecladista Nilver Pérez, pode-se pensar que o foco é
nos teclados, mas é um ledo engano: o que importa no trabalho do grupo é a
música em si, e assim, vemos um trabalho melódico, envolvente e cheio de
energia, que transpira em personalidade e vigor.
Ou seja: “Dimensión” é um discão, daqueles que se ouve e vicia
nas primeiras ouvidas.
O CD foi produzido pela Solar Empire Recorde e pelo próprio Nilver
Pérez, tendo a mixagem e a masterização feitas por Aquiles Solar, e o resultado
é uma qualidade sonora muito boa, permitindo que se entenda perfeitamente o que
o grupo toca, bem como tem sua dose certa de peso e agressividade. Está um
pouco crua, mas está muito boa.
A arte, muito bonita e com enfoque tradicional para o estilo
musical do grupo, é de Ricardo Esteban e Alex Mendieta Castro, trabalhando no
conceito concebido por Nilver Pérez e Ricardo Esteban.
O ponto mais interessante de “Dimensión” é a presença de
vários vocalistas convidados, e de vários países. Ziko Franco é do Peru; David
Fernández Cely, Siron Solano, Ricardo Esteban e Harold Waller (do SUPREMACY) são da Colômbia, Jordi
Castilla é da Espanha, e Rodrigo Marenna (do MARENNA) e Renato Costa (do STILL
LIVING) são do Brasil. E isso deu um toque de internacionalização ao disco, que
soa maravilhoso aos ouvidos, acessível (permitindo que um público bem amplo
possa apreciá-lo) e muito bem feito.
Destaques de “Dimensión”:
“Sólo Tú” - Peso, melodia e acessibilidade musical estão
aliadas nessa canção empolgante e cheia de energia. Os vocais são ótimos, assim
como os arranjos dinâmicos dos teclados.
“Vive” - Esta já possui um lado mais voltado ao Melodic Rock
e ao AOR, privilegiando os vocais, embora as partes de guitarra estejam muito
bem.
“Llévame a Ti” - Puramente anos 80, com lindas melodias e
acessibilidade em doses elevadas, mostrando uma energia envolvente e
empolgante, fora arranjos elegantes de teclados.
“Enamorándote” - Belíssima balada acúsica, em que se percebem
lindos violões acompanhando os contrastes vocais. É quase como uma mistura bem
feita das Power Ballads das bandas de Melodic AOR com um pouco das melodias tradicionais
sul-americanas.
“So Alive” - Que refrão mais pegajoso, fora uma estética
elegante e com belíssimos teclados mais uma vez, mas com uma pegada muito cheia
de energia de baixo e bateria.
“Te Sueño en Silencio” - Uma balada com presença de todos os
instrumentos, mostrando peso no refrão. A fórmula é batida, mas funciona muito
bem na mão do grupo, mostrando guitarras muito boas.
“Pantheismum” - Talvez a canção mais energética do disco,
usando aquele andamento forte e pesado com um baixo evidente, e onde a bateria
mostra peso no refrão. Mas é preciso perceber as sutilezas geniais de teclados
e guitarras.
“Nova” - Outra canção bem pegajosa, com jeitão bem clássico
e alguma influência e peso vindos do Heavy Metal tradicional. Arranjos musicais
bem feitos, e de uma acessibilidade incrível, fora o refrão grudento de
primeira.
Mas o disco ainda tem faixas bônus ótimas:
“Live Again” - É uma versão em inglês de “Vive”, que ganha
um jeitão europeu forte, graças à voz de Rodrigo Marenna. Todos os ótimos
elementos de antes estão presentes, mas os vocais estão com maior
expressividade.
“Keep Holding” - É a versão em inglês para “Sólo Tú”, com
arranjos de teclados um pouco diferentes. Mas novamente os vocais diferentes
chamam atenção, justamente porque Harold Waller usa de uma forma de interpretar
diferente e muito interessante.
“‘Til the End” - Versão em inglês de “Hasta el Fin”, na voz
de Ricardo Costa. O resultado soa melhor aos ouvidos, talvez pelo uso do
inglês, ou pela forma de se expressar dos vocais (que ganharam mais alcance nos
graves e nos agudos).
Um disco ótimo, digno de aplausos, e que poderia ganhar uma
versão brasileira, com certeza.