Os vocalistas Mario Pastore (Heaviest, Pastore e Powerfull) e Leandro Caçoilo (Seventh Seal, Sancti, ex-Eterna) se reuniram recentemente e idealizaram um workshop de voz inédito para a cidade de São Paulo. O evento acontece no próximo dia 16 de julho (sábado), as 14h, na escola de dança Move (ao lado do metrô Paraíso). Os ingressos são limitados para 60 pessoas e já estão à venda na loja Die Hard (www.diehard.com.br) e custam R$ 60,00 (pagamento somente em dinheiro).
Reconhecidos mundialmente por suas vozes e trabalhos expressivos em suas bandas, Mario Pastore e Leandro Caçoilo vão abordar temas que todo cantor ou amante do canto precisa saber para seguir em frente com sua carreira profissional. Dentre os tópicos abordados no workshop estão temas como dinâmicas vocais, drives sem forçar a voz, estilos diferentes do canto e como aplicar na prática, Melisma, Ressonância, Belting e cuidados da voz.
Serviço – Workshop de Voz
Mario Pastore e Leandro Caçoilo
INGRESSOS: R$ 60,00 (PAGAMENTO SOMENTE EM DINHEIRO)
DATA: 16 DE JULHO (SÁBADO)
HORÁRIO: 14H
ONDE: MOVE (ESCOLA DE DANÇA)
ENDEREÇO: RUA ARTUR SABÓIA, 445 (AO LADO DO METRÔ PARAÍSO)
CIDADE: SÃO PAULO/SP
PONTOS DE VENDA:
DIE HARD (GALERIA DO ROCK) – Endereço: Av. São João, 439 – 2º andar – Loja 313 – São Paulo
STONERIA: se é para ser um robô em palco é melhor ficar em casa
Um show de Rock em si sempre emana muita energia e feeling dos músicos, mexendo com o público. E com o STONERIA essa é uma das regras da banda: apresentar o melhor show de Rock possível ao público. Como explica o baterista Arthur George nas linhas a seguir, confira:
Os shows do Stoneria sempre são carregados de energia e feeling. Como vocês se enxergam em termos de performance?
Enxergamos que o público merece mais do que as músicas tocadas direto e reto, e músicos executando com perfeição quase robótica os sons. Se for assim, é melhor ficar em casa e dar play no álbum. O palco é o habitat natural da Stoneria, então nada mais justo do que dar o máximo de gás na performance para abrilhantar o show como um todo, e não apenas tocando as músicas. A Stoneria é uma banda predatória, subimos ao palco com a única intenção de fazer o melhor show de rock possível. O público merece essa entrega.
Referente ao show que vocês apresentam ao público, como ele é planejado?
Funciona mais ou menos por etapas:
Fazemos um ensaio para fechar a sequencia das músicas, juntamente sempre inventamos uma introdução potente para iniciar o show com o pé na porta.
Durante o ensaio, Pedro (Guitarra), Caio (Baixo) e eu prezamos por criar algumas emendas de um som para outro, para não dar a chance do público desfocar da apresentação e para que o clima do show seja sempre ascendente.
Agora o Jonas, esse é uma doideira a parte, pois sempre aparece no dia do show com alguma invenção artística para esquentar ainda mais o show/público (risadas) acredito que ele deva ficar bolando essas idéias diariamente dentro da cabeça dele, só pode ser isso rsrsrs...
Muitas bandas investem em algumas temáticas de palco, para deixar a apresentação em questão mais impactante. Vocês já pensaram em algo semelhante?
Já pensamos em temática de palco sim, acho que ainda não constou unicamente por uma questão financeira. Atualmente focamos no show de rock em si, mas adoramos quando vamos tocar e temos equipamento de palco disponível para complementar o espetáculo. Show com luzes é mais legal do que sem luzes!
Em um contexto geral, como você avalia o show do Stoneria? O que vocês conseguem perceber com a reação do público?
A Stoneria é uma banda de palco, é claro que temos muito orgulho do nosso registro e de nossas músicas, mas é no palco que acontece a troca de energias entre banda e público. A galera tem gostado das performances ao vivo, sempre agitando junto com a banda. Mesmo nas músicas mais densas como FAUSTO, nota-se que o espectador dá uma atenção maior a música sendo apresentada ao vivo, como se estivessem hipnotizados rsrs é muito bom isso.
Acesse o link a seguir e confira o poder do STONERIA ao vivo:
DISLEXIA: “o Rock é contra todas essas ideias que ferem a liberdade de expressão”
Não é de hoje que o falso moralismo, problemas políticos, separatismos infundados rondam o Brasil, e até mesmo o Rock/Heavy Metal, que é prejudicado em certo modo por questões políticas e separatistas como já vimos de muitos músicos e bandas.
Para comentar alguns desses problemas que nos assombram, a Heavy And Hell Press conversou com Raoni Joseph baixista da banda belenense DISLEXIA, onde o mesmo nos fala sem papas na língua sobre separatismo, política e muito mais, confira:
Como vocês avaliam o momento atual do Brasil em termos políticos e econômicos?
O momento atual do Brasil, economicamente falando, nos diz que temos que guardar dinheiro, pois mais cedo ou mais tarde vamos precisar dele, para quaisquer situações emergências. Uma hora a crise ataca, outra hora ela alivia, o que temos que fazer é evitar as malditas dívidas. Politicamente, é a hora que vemos quem é quem. Mais ainda, é a hora crucial de o brasileiro realmente aprender a votar e pesquisar os candidatos que se apresentam. Melhor arma é o voto, mas protestar sempre. Aos poucos o povo Brasileiro adquire a cultura de protestar, ainda que a maioria de nós ainda protesta pelos motivos errados.
Até que ponto isso prejudica o Rock no Brasil?
O Rock está prejudicado a algum tempo, principalmente para quem vive da música. Mas é neste momento que as bandas que apresentam consciência social nas suas letras que elas têm que mostrar a sua cara e vontade de mudar a situação, pois a internet está aí para isso, divulgar a informação que não é divulgada na televisão e nas rádios. Cabe as bandas se organizarem para conseguirem uma promoção digna do seu material e assim atingir as pessoas, passando suas mensagens.
Além do primeiro webclipe lançado (para música “Mídia Inversa”) vocês estão com uma nova linha de merchandisings, poderia nos falar um pouco mais sobre as ideias de criação dos mesmos?
Estamos prestes a lançar o nosso mais novo single, com duas músicas novas. Nossa ideia é continuar na produção de camisetas, mas também entrar na linha de bermudas, bonés, adesivos, palhetas, entre outras coisas que levem a marca da banda. A música continua sendo o nosso principal produto, mas o Marketing é fundamental.
Recentemente o vocalista Phil Anselmo (Pantera/Down) se envolveu em mais uma polemica, onde aparece em um show fazendo a saudação nazista e gritando White Power. Não é novidade para os mais fãs que Phil e o Pantera sempre tiveram esse lado mais “separatista” entre raças, como vocês enxergam está situação?
Nunca gostei de Pantera. Então só se confirmou o que eu já pensava, Phil Anselmo é um babaca. Down é uma banda que vez ou outra consegue evidência pela sua música, mas desta vez, com esse ato infeliz do Phil Anselmo, conseguiu se perpetuar negativamente. Isso fere a imagem não só do próprio Phil, mas da banda, ainda mais em mercados como a Europa, que é um local onde tentam esquecer a desgraça nazista de qualquer jeito.
Não deixa de ser triste tal atitude, ainda mais ligado ao Heavy Metal. Pois não é de hoje que o nazismo e demais coligações separatistas apareçam no som pesado em geral. E em uma situação dessa acaba dando ainda mais força para esses movimentos. O Rock em si significa liberdade, porem com tais situações acaba parecendo ter mais regras do que deveria. Gostaria que vocês comentassem esse parâmetro que acaba sendo contraditório.
O mundo anda louco demais. Algumas bandas e parte do público andam perpetuando uma linha de pensamento bastante conservadora, idolatrando Bolsonaro, Donald Trump e outros ícones conservadores. O Rock, originalmente, é contra todas essas ideias que ferem a liberdade de expressão e praticam a intolerância. Com isso, temos uma parte do público cada vez mais sectária, conservadora e machista. Estamos no século XXI, esses ideais já estão mais do que ultrapassados.
Uma das novas polêmicas no cenário musical atual é a Lei Rouanet, que em vez de privilegiar artistas e projetos sérios, acaba sendo usado por cunho político e por músicos/artistas que não necessitam desse apoio. Essa Lei de maneira correta ajudaria o cenário musical? Ou podemos afirmar que é uma Lei burra criada em um país em que o respeito e bom senso nunca prevalecerá?
As leis sempre são criadas para ajudar o cidadão, de qualquer classe. Porém, muitas pessoas enxergam brechas na lei e acabam usando-as de forma errada. A lei não é burra, o brasileiro que é “esperto demais” para se aproveitar dessas coisas. E quem realmente precisa acaba não tendo acesso a esse tipo de recurso. Coisas do nosso país.
CARNIÇA: entrevista especial ao site Road to Metal
O dia 21/04/16 foi mais um marco na bela carreira dos gaúchos do CARNIÇA, que completavam 25 anos, e para deixar está data na história, o site Road to Metal em parceria com a Chama Vídeo Independente realizaram uma super entrevista com a banda exatamente no dia 21/04/16, um registro completo e porque não histórico.
GODZORDER: noite de muito Thrash Metal no próximo sábado!
E o cometa GODZORDER não para! No próximo sábado (21/05) os paulistas irão invadir a cidade Leme/SP onde participarão do “Thrash Night”, dando continuidade a divulgação do aclamado “Obey”, além de dividir o palco com dois grandes nomes do Thrash nacional, Machinage e Crystal Lake.
O festival será na Sede Kaiowas Moto Clube (Avenida Vinte e Nove de Agosto, 1259), tendo início as 17h30min com ingresso custando R$10,00. Para demais informações acesse o evento:
A banda sergipana de Heavy Metal TCHANDALA anuncia oficialmente que as gravações de seu próximo trabalho em estúdio intitulado "Resilience" começará em breve e como convidados especiais é anunciado Renan Fontes e Clarice Pawlow que participarão na gravação da música "Echoes Through The Fourth Dimension", faixa esta que integrará o vindouro lançamento.
Os músicos Renan Fontes e Clarice Pawlow formam a dupla Write Me A Letter que ficou conhecida pela incrível interpretação de "Carry On", música da banda brasileira Angra cuja interpretação pode ser conferido no link abaixo:
No dia 22 de Maio, às 17:00hs, no Restaurante Picanha 200, Campina Grande (Paraíba) terá a honra de receber uma das lendas do cenário nacional, reconhecido internacionalmente por seu excelente trabalho na banda Angra e atualmente na banda Almah: EDU FALASCHI.
O cantor lança o primeiro álbum solo em comemoração aos seus 25 anos de carreira - intitulado "Moonlight" - contendo os grandes sucessos das duas bandas em que o mesmo marcou e marca a sua trajetória. A partir do dia 20 de Maio, ele fará o lançamento mundial e, Campina Grande-PB orgulhosamente está incluída em sua turnê.
O evento contará com as bandas de abertura Hard Rock Zin e Piratas da Somália, que prometem somar e abrilhantar este dia que pretende ser inesquecível. Os ingressos estarão à venda a partir do dia 04 de Maio, na loja de instrumentos musicais Metalzone, assim como no restaurante que ocorrerá a apresentação, Picanha 200 (situado na avenida Manoel Tavares). Contamos com a presença de toda cidade e região.
Na pauta estão os principais pontos da carreira da banda, tendo como foco o lançamento do seu novo álbum “Desolation’s Theme”, lançado no Brasil pela Eternal Hatred Records.
WARCURSED: Marcelo Vasco assinará a arte da capa do seu terceiro álbum
O renomado artista brasileiro, Marcelo Vasco, assinará toda a produção visual do novo álbum da WARCURSED, que ainda não possui título definido e que será lançado no segundo semestre através da Eternal Hatred Records.
Marcelo, que é um dos profissionais da Nuclear Blast Internacional, Century Media, Metal Blade e Roadrunner; já tem em seu currículo trabalhos para bandas como Slayer, Borknagar, Hatebreed, Machine Head, Soulfly, Dimmu Borgir, Dark Funeral, entre outros.
CARAPUÇA: novo álbum terá distribuição digital em âmbito mundial
O novo álbum da banda CARAPUÇA, que está atualmente em processo avançado de composição, terá o seu formato digital mundialmente distribuído pela empresa CD-Baby.
O referido trabalho, que ainda não possui título definido, será lançado no segundo semestre de 2016, no seu formato físico, através da Alternative Music Records, com distribuição da Voice Music para todo o Brasil.
Em paralelo, o CARAPUÇA continua o processo de agendamento de datas para seus shows. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
INNER CALL: confira entrevista completa para o site Rock Loco
O baterista da banda INNER CALL, Luiz Omar, concedeu recentemente uma elucidativa entrevista ao blog Rock Loco, após sua ótima participação no Festival Palco do Rock, em Salvador.
Na pauta estão os principais pontos da carreira da banda, tendo como foco o lançamento do seu debut álbum homônimo, lançado no Brasil pela MS Metal Records.
NECROHUNTER: Alcides Burn assinará próximos trabalhos gráficos do grupo
O artista e ilustrador gráfico pernambucano, Alcides Burn, fechou recentemente parceria com a NECROHUNTER, e assinará a arte da capa do seu próximo trabalho, intitulado “Damnation”, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2016.
O material será lançado nos formatos de CD (Eternal Hatred Records) e LP (Rising Records e parceiros), no segmento físico, e a sua distribuição digital será conduzida pela CD-Baby.
EDUARDO LIRA: versão digital de debut será distribuída pela Cd-Baby
A versão digital do primeiro álbum do guitarrista carioca EDUARDO LIRA, intitulado “The First Concept Project”, será distribuído mundialmente através da CD-Baby para as principais lojas do segmento.
A versão física de “The First Concept Project” será lançada no primeiro semestre de 2016, através da Alternative Music Records, com distribuição da Voice Music para todo o Brasil.
Em paralelo, EDUARDO LIRA continua o processo de agendamento de datas para seus shows e workshops, em suporte ao referido trabalho. Para mais informações sobre como reservar uma data para qualquer cidade do país, basta entrar em contato através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
MASS MAYHEM: versão digital do debut EP será distribuída pela CD-Baby
A versão digital do primeiro EP da banda de Metalcore MASS MAYHEM, intitulado “Beware the Consequences”, será distribuído mundialmente pela CD-Baby, para as principais lojas do segmento.
Em paralelo, o material será lançado no formato físico pela MS Metal Records, no primeiro semestre de 2016.
FISHEAD: baterista do grupo é patrocinado pela empresa Aquarian Drumheads
O baterista do FISHEAD, Rodrigo Kusayama, foi confirmado recentemente como o mais novo endorser da marca de peles Aquarian Drumheads.
Em paralelo, o FISHEAD já está em processo avançado de composição do seu próximo álbum, ainda sem título definido e já confirmado para ser lançado através da MS Metal Records no Brasil no primeiro semestre de 2016.
ARCANTIS: dividindo o palco com duas bandas estrangeiras neste fim de semana
A banda soteropolitana ARCANTIS foi confirmada na décima segunda edição do Boqueirão Rock Metal Festival, que acontecerá no dia 15 de maio, domingo, em Cícero Dantas, Bahia.
O evento acontecerá às 17h00, com ingressos fixados em R$25,00, no BNB Clube, e contará com as bandas Desecrator (Austrália) e Piraña (México), completando a sua programação.
SOTURNUS: confirmado importante show em Pernambuco
A banda paraibana SOTURNUS confirmou um importante show em Timbaúba, Pernambuco, neste sábado, dia 14 de maio, na segunda edição do festival Não Pare Na Pista.
O Não Pare Na Pista Mata Norte vem com a ideia de reunir diversas bandas do cenário underground nacional em Timbaúba, trazendo cultura, Rock, Reggae, poesia e Metal, com a intenção de difundir os respectivos trabalhos de diferentes bandas das mais variadas vertentes.
O evento acontecerá na Praça Jader de Andrade, será gratuito e terá seu início às 18h00. Além da SOTURNUS, se apresentarão os grupos: Insecticida, Rasga Mortalha, Corpus, Daimoth, Vênus em Fúria e Bagaço de Cana.
Para mais informações sobre as atividades das bandas acima e dos demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalagencybrasil.com.
A produtora e web rádio Rock Freeday inova mais uma vez e tem orgulho em confirmar que será a agência brasileira que levará a revelação do Metal Progressivo CIRCUS MAXIMUS para o Brasil e toda a América Latina. Datas disponíveis entre os dias 17 e 25 de setembro.
Produtores interessados em contratar o CIRCUS MAXIMUS entrem em contato com a Rock Freeday pelo e-mail rockfreeday@gmail.com ou pelo telefone (71) 9 9295 9471 (tratar com Alexandre Afonso).
Nessa turnê, os noruegueses divulgam o seu mais recente trabalho, "Havoc", que foi lançado no último mês de março de 2016 via Frontiers Records. "Havoc" é o quarto álbum da banda e já chamou a atenção da mídia e do público da cena do Metal Progressivo.
A fórmula musical do grupo não é fácil de alcançar. Com uma musicalidade ímpar, misture a voz celestial de Michael Eriksen com ganchos e melodias antológicas e termine com grooves e riffs pesados do guitarrista Mats Haugen e você chega ao som do CIRCUS MAXIMUS, que vai satisfazer a sede de qualquer fã de rock e metal progressivo.
O novo álbum, "Havoc", fala sobre momentos e experiências que levam ao amor e ao ódio. Metaforicamente, é sobre sucumbir ao fogo e lutar para conseguir lidar com as consequências de decisões tomadas quando se está ofuscado pelo amor que temos por nós mesmos e por outras pessoas.
Musicalmente, a banda oferece uma mistura simbiótica de momentos pesados com melodias extremamente acessíveis. Faixas como “Pages”, “The Weight” e “After the Fire” ou “Remember”, mostram todo o espectro sonoro da Circus Maximus, ao mesmo tempo em que conquistam áreas mais densas e pesadas como em “Havoc”, ou sensações mais melodiosas como em “Loved Ones”, que tem um grande refrão.
Circus Maximus já excursionou pela Europa, divulgando o novo disco, e está escalada para tocar ao lado de bandas como Spock’s Beard e Blind Guardian, no renomado festival Prog Power, nos Estados Unidos.
A banda ficou conhecida mundialmente com o seu primeiro álbum “The 1st Chapter”, que chamou atenção graças às influências bem latentes de Dream Theater e Symphony X, aliado a voz marcante de Michael Eriksen.
Recentemente, a banda lançou um show completo no Japão, gravado no festival Loud Park 2012. Na versão europeia de “Havoc”, este show vem como bônus no segundo CD. Esta será a primeira vez da banda no Brasil e na América Latina.
Fundir estilos tem sido uma estratégia que as bandas de
Metal que tem rendido frutos interessantes nos últimos anos. E ao que parece,
pode ser de onde o estilo revelará nomes em um futuro (breve ou distante) que
venham a suceder os dinossauros do gênero. Mesmo no Brasil, esta forma de se
fazer música é muito utilizada.
E é justamente nesse formato que o ótimo sexteto DARKSHIP, com
integrantes de Carlos Barbosa e Porto Alegre (RS), mostra potencial em seu
primeiro trabalho, o álbum "We Are Lost".
A banda mostra um fundo calcado no Symphonic Metal, mas uma
gama de influências diferenciadas vão se aglutinando ao trabalho musical que
eles nos oferecem, indo do suave e introspectivo ao grandioso, às vezes expondo
uma agressividade rasgada (alguns vocais guturais dão um toque muito bom de brutalidade
em meio às melodias). Até mesmo alguns elementos do Pop e do Rock Progressivo aparecem
no disco, mas a banda se mostra coesa, criando assim uma música de bom gosto e
que diferenciada. Ou seja, temos uma banda de Metal moderno, bem feito,
melodioso e de primeira qualidade.
Em termos de produção sonora, podemos aferir que a produção
é de primeira.
Darkship
A sonoridade é clara, nos permitindo compreender claramente
os arranjos da banda e perceber que os timbres instrumentais são muito bem
escolhidos. Mas ao mesmo tempo, ela consegue ter uma dose grande peso e
agressividade para que fã nenhum de Metal botar defeito.
Já o lado artístico é mais um ótimo trabalho de Carlos
Fides, da Artside Studio, que já trabalhou com EVERGREY, NOTURNALL, SHAMAN,
ALMAH, entre outros, logo, é de primeira, com uma capa linda e um layout de
muito bom gosto.
Quando "We Are Lost" começa a tocar, se percebe
que a banda é de primeira, com músicas bem pensadas, arranjos esmerados e um
trabalho musical como um todo de muito alto nível. Mas não pense que a
elegância deixa de fora a noção de espontaneidade, muito pelo contrário.
O disco como um todo é ótimo, mas podemos apontar alguns
destaques em "Black Tears" e sua ótima diversidade musical (belos
arranjos de teclados e guitarras, seja nos momentos mais agressivos ou nos mais
calmos, já que a música é bem rica), a beleza estética de "Different Days"
e seus toques pesados (e mesmo alguns momentos mais ecléticos), "We Are
Lost e sua diversidade melodiosa (como o contraste de vozes masculinas e
femininas ficou ótimo nela), a energia bem trabalhada de "Prison Of Dreams"
e suas mudanças de ritmo (os teclados se encaixam perfeitamente em todos os
momentos, fora a voz melodiosa da vocalista nos momentos que tem aquele jeitão
Pop), os toque mais góticos de "II Hearts", o trabalho bem coeso e
pesado na elegante "Eternal Pain" e suas doses belas de "Popssívo"
(mesmo alguns momentos Goth Rock dão as caras), e a elegante e bem trabalhada
"Frozen Feelings" (com momentos grandiosos, puxando para o lado
Symphonic Metal da banda, mas sem perder a noção de peso).
A banda tem muito a oferecer, e se já estão em um nível alto
assim na estréia, o que podemos esperar do futuro é algo brilhante. E verdade seja dita: potencial para isso o DARKSHIP tem.
No mundo globalizado em que vivemos atualmente, não é mais
tão raro assim ver brasileiros em bandas gringas ou com projetos musicais pelos
continentes onde o Metal tenha uma boa projeção em termos de mercado. Os
exemplos são muitos, como Kiko Loureiro no MEGADETH, Sérgio Crestana no
Moonspell, Carlos Zema no IMMORTAL GUARDIAN, e por aí vai. E sem contar o
respeito que o Metal brasileiro tem no exterior.
Tendo isso em vista, não é de se estranhar que uma banda tão
boa como o irlandês APOKATHILOSIS tenha um brasileiro em sua formação, e ouvir
um disco como "Where Angels Fear to Treat" é algo ótimo para fãs de
Metal.
O que se ouve no disco: Black Metal de primeira qualidade,
nos moldes do que era feito na Grécia na década de 90, ou seja, você pode
sentir a influência de nomes como VARATHRON, ROTTING CHRIST, NIGHTFALL e outros.
Ou seja, é algo mais climático, soturno e opressivo, embora não estejam
ausentes momentos mais agressivos e com uma pegada de velocidade tradicional
(em termos de Black Metal), mas sempre de muito bom gosto.
Gravado no Advaita Studio, em Dublin, a sonoridade de
"Where Angels Fear to Tread" é suja e abusivamente agressiva, mas que
não priva a banda de certa clareza, para que seu trabalho possa ser assimilado
sem grandes traumas. Ou seja, existe o equilíbrio entre a sujeira necessária e
a clareza essencial para que o disco seja compreendido.
Apokathilosis
A arte da Lost Cosmonaut Design ficou boa, mesmo trabalhado
usando um contraste de tons de cinza e vermelho que não ajuda tanto na visualização,
mas que está encaixando muito bem, que reforça a atmosfera dura e sinistra do
CD.
O APOKATHILOSIS tem alguns pontos diferenciais, como o uso
de um timbre rasgado mais intenso e soturno nos vocais, o uso sábio de
sintetizadores reforçando a aura densa e sinistra do grupo, guitarras com riffs
simples e rascantes, baixo e bateria fazendo uma base rítmica simples e
funcional. Mas é justamente quando tudo isso é unido que se percebe os méritos
da dupla.
Mas verdade seja dita: embora o trabalho deles tenda a amadurecer
mais no futuro, "Where Angels Fear to Tread" já mostra sinais que uma
excelente banda surgiu no cenário. Basta ouvir canções como a densa e agressiva
"Awaken Thee" (que é um pouco mais reta e direta, apresentando uma seqüência
excelente de riffs), a bruta e ríspida "Where Angels Fear to Tread"
com suas guitarras ferozes mais uma vez, a opressiva "Ashes" (com um
andamento mais refreado, o que reforça a aura sinistra do grupo e mostra a
força de baixo e bateria), a força mais tradicional de "To Die a Thousand
Deaths" (tradicional em termos de Black Metal, que fique claro), as
mudanças rítmicas ricas de "The Untameable Human Spirit" (adornada
com alguns teclados fúnebres bem legais em algumas partes), e a dinâmica "Synchronicity"
(com belos momentos em que o contraste entre os riffs e base rítmica fica
ótimo, mais a força dos vocais bem colocados e um clima que muda do agressivo
para o introspectivo sem causar ressalvas) são provas de uma banda que tende a
crescer e se desenvolver mais e mais. E podem, inclusive, se tornarem um pilar
dessa vertente do Black Metal mundial.
Quem viver os verá grandes em um futuro próximo, mas por
agora, "Where Angels Fear to Tread" é o testemunho que o
APOKATHILOSIS tem muito a oferecer aos fãs de Metal extremo. E se querem conferir, basta irem ao perfil da banda no Bandcamp, pois o CD está inteiro lá, disponível para a audição.
Ponho fé!
Músicas:
1. Awaken
Thee
2. Where
Angels Fear to Tread
3. Ashes
4. To Die a
Thousand Deaths
5. The
Untameable Human Spirit
6.
Synchronicity
Banda:
Felipe Roquini - Vocais, guitarras, baixo, bateria,
sintetizadores
Até os dias de hoje, os ecos da New Wave of British Heavy
Metal (NWOBHM) ecoam pelo Metal. Ainda fonte de inspiração para muitos, o
brilho daquele movimento que ficou compreendido entre o final dos anos 70 e o
meio dos anos 80 não pode ser abalado ou eclipsado.
Mas um fator interessante é que tirando algumas poucas
bandas como IRON MAIDEN, SAXON e DEF LEPPARD, ou seja, as bandas que tiveram
suporte de uma gravadora grande na época, poucas foram as bandas que
conseguiram permanecer ativas desde então. O tempo, infelizmente, não está ao
lado de todos nós e não se é jovem para sempre.
A NWOBHM também não foi justa, pois bandas com imenso
potencial como SATAN, DIAMOND HEAD e tantos outros ficaram escondidos. E entre
esses que foram e voltaram, mas que merecem respeito de todo bom fã de Metal,
está o quarteto inglês SAVAGE, que é bem conhecido por ter uma de suas músicas coverizada
pelo METALLICA. Mas o grupo tem seus méritos próprios, como o trabalho mais
recente do grupo, "7", está aí para mostrar.
O que se pode ouvir no álbum é o mesmo estilo de antes, o
puro Heavy Metal tradicional inglês pulsando com energia e vibração, mantendo o
estilo do grupo, que apenas soa atualizado graças aos timbres instrumentais
usados no disco. Ou seja, a mistura de vocais competentes, uma dupla de
guitarras que esbanja feeling e com boa técnica (tanto nas bases pesadas como
nos solos cheios de melodia), e uma cozinha rítmica de peso continua mostrando
frutos de primeira qualidade. O disco não decepciona.
A produção da banda está de primeira. Sim, pois o fruto é
uma qualidade sonora muito boa, clara e limpa, que permite ao quarteto desfilar
suas canções em alto nível, mas sem que ela soe suja em excesso (apenas o
necessário para bandas de Metal) ou muito limpa (onde o peso e distorção perdem
sentido). E justamente os timbres dos instrumentos que ajudam a banda a soar
moderna, mas sem abrir mão do estilo que eles mostram desde os anos 80.
Diferentemente de bandas que tentam emular a sonoridade das
bandas da NWOBHM, no trabalho do SAVAGE temos aquela noção clara de
espontaneidade, aquela energia selvagem e incontida (herança do Punk Rock, como
muitas bandas da NWOBHM mostram), ou seja, nada soa forçado. Os arranjos do
grupo são de primeira, e a banda mostra que merece mais expressão.
"7" funciona bem como uma unidade, logo, é um
disco para se ouvir de ponta a ponta sem medo. A diversidade musical do SAVAGE
(dentro dos limites que eles mesmos criaram para seu trabalho) é boa, e não nos
enjoa.
A energética e pegajosa "I Am the Law" com seu
refrão marcante e belo trabalho de guitarras, a sinuosa e cativante "Lock
n Load" e seu refrão muito bom, as pesadas e arrastadas "Empire of
Hate" (que solos legais!) e "Circus of Fools" (aqui, a
influência do velho BLACK SABBATH é bem clara, embora o trabalho mais suave e
melódico dos vocais tornem a canção mais acessível), a doce e introspectiva
"The Road to Avalon (Sins of the Fathers)" (que belo trabalho das
guitarras nos solos, mostrando que não é necessário tocar 10000 de notas por segundo
para ser fundamental), a acessível e cheia de energia "Children of the
Night" e a trampada "Payback's a Bitch" (onde o lado mais NWOBHM
fica exposto às claras, especialmente pelo trabalho de baixo e bateria).
Existe uma versão dupla de "7", em que o segundo
disco é o "Loose'n'Lethal" tocado ao vivo em sua íntegra, e vale o investimento.
No mais, "7" é um disco honesto de uma banda
honesta, e que merece muito a atenção dos fãs de Metal.