Grupo é formado por velhos conhecidos do underground
Guarde bem este nome; a banda LETALL está chegando com seu disco de estreia, “Máquina de Propaganda”. Na verdade, nova, mas com figuras carimbadas do underground, já que traz em sua formação, Gepeto (vocal, Ação Direta), Filipe F. (bateria, FISTT/ex-Seek Terror/BlackClass), Wagner (guitarra, Et Macaco) e Gigante (baixo, Et Macaco)
A banda iniciou as composições e todo o trabalho que antecederam esse lançamento, entre 2014 e 2015 – assim como muito ensaio, já que é uma banda pronta para cair na estrada.
Difícil é rotular o som do LETALL, já que a bagagem dos músicos, trouxe uma identidade bem forte para o som da banda – algo que eles preferem que seja analisado por cada um que ouvir.
A maior parte de “Máquina de Propaganda”, foi gravado no Family Mob Studios, no projeto “Rubber Tracks” (com a produção do Kbello e Jean Dollabella), e mixado pelo Rodrigo Loli (Estúdio Tonelada, que já trabalhou com bandas como Mato Seco, Nazireu Rupestre, entre tantos outras...)
A arte da capa de “Máquina de Propaganda” é uma “fusão” do trabalho de dois artistas; Hugo Silva (Abacrombieink/Weird) e Zé Flavio (Safari Hamburguers/Vulcano/Psychic Possessor/Sociedade Armada)
O lançamento desse álbum será no dia 26 de Fevereiro, e será uma ação conjunta dos selos, Equivokke Records, Xaninho Discos, Positive Youth, Terceiro Mundo Chaos e Distro dos Infernos.
O CD virá em formato ‘digipack’ e terá as seguintes músicas:
1- No Campo da Ciência
2- 3000 Voltz
3- Democracia Sepultada
4- Longe Demais
5- Alerta!
6- Seres Obsoletos
7- Crise de Consciência
8- Desumanizados
9- Senso de Unidade
10- Máquina de Propaganda
Acesse o canal do LETALL no Bandcamp e ouça as músicas “3000 Voltz” e “Máquina de Propaganda”:
A banda já trabalha no agendamento de shows, tendo alguns para o mês de março, com destaque para a abertura para o lendário Extreme Noise Terror (17/03 - @Hangar 110/SP) – nos próximos dias, serão divulgadas todas as datas, já fechadas.
O GOLPE DE ESTADO esteve recentemente nos estúdios da rádio Brasil 2000, em São Paulo, onde fizeram um set especial, dando uma geral nos 30 anos de banda, com direito a entrevista.
Veja como foi, aqui:
Quem quiser ouvir o áudio dessa apresentação, pode conferir, aqui:
A formação atual do GOLPE DE ESTADO, traz Nelson Brito (baixo), Rogério Fernandes (que já havia sido vocal da banda no passado, atual Carro Bomba), Marcello Schevano (guitarra, Carro Bomba) e o baterista Roby Pontes (que já estava na banda, em seu último disco, “Direto Do Fronte”, de 2012).
Em 2016 o Golpe fará shows por todo o Brasil, com uma turnê comemorativa, especial de 30 anos, que teve início na semana passada, com um show em Limeira, no Bar da Montanha, com abertura da banda Baranga.
O repertório dos shows da tour de “30 anos do Golpe” será recheado de clássicos – e podem contar com aparições de outros ex-integrantes, e convidados especiais.
A turnê de “30 anos do Golpe”, será empresariada pela TC7 Produções. Interessados em levar o show do Golpe de Estado para suas cidades devem entrar em contato em tc7producoes@gmail.com
O IMPÉRIA apresentará músicas que estarão no novo álbum de estúdio e faixas do debut “Em dias Assim” (2011) em show no Gillans’ Inn English, nesta quinta-feira (18/02), com início previsto para às 21h. O evento também terão as bandas Sharyot e Válvera.
No próximo dia 13/03 (domingo) o CANILIVE, revelação do Death Metal carioca, realizará show de lançamento do EP de estreia “Psychosomatic Schizophrenia” no La Esquina Teatro Bar, Rio de Janeiro-RJ, com início previsto para às 17h. O evento também terá como convidados as bandas Handsaw, Maieuttica e No Trauma.
O disco foi gravado, mixado e masterizado no Pyro Z Studio, Rio de Janeiro-RJ, com produção a cargo de Philip Leander e Murilo Pirozzi. A impactante arte foi criada pelo conceituado artista gaúcho Marcus Lorenzet, da ArtSpell Artwork.
Serviço:
Data: 13/03 (domingo)
Local: La Esquina Bar
Horário: 17h
Entrada: R$20,00
Endereço: Av. Mem de Sá, 61, Lapa – Rio de Janeiro-RJ
A banda limeirense de Death/Thrash Metal CIRCLE OF INFINITY disponibilizou o vídeo da música "Wake Up And Fight", a faixa faz parte do recém lançado álbum "Moments of Evil". A banda é formada pelos músicos Edson Moraes (Vocais e Guitarra), Allan Farias (Guitarra), Mateus Paiva (Baixo) e Alexandre Bento (Bateria), o grupo já se apresentou em eventos ao lado de diversas bandas reconhecidas internacionalmente.
O vídeo de "Wake Up And Fight" foi produzido por Gledson Freitas e pode ser conferido através do link abaixo:
O álbum "Moments of Evil" pode ser adquirido diretamente com a banda:
“Into The Legend”, o novo álbum de estúdio da banda italiana RHAPSODY OF FIRE, apresenta Power Metal, orquestra, elementos barrocos e trilha sonora, mistura que tem sido o parâmetro para o gênero desde os primeiros lançamentos da banda.
Para conhecer mais sobre este trabalho acesse os seguintes links:
Formada em 2007, FLESHGOD APOCALYPSE está na vanguarda do movimento do metal extremo da Itália, fusionado diversos gêneros e criando um som poderoso, impressionante e único. O seu novo álbum “King” não escapa dessa premissa, alcançando o equilíbrio perfeito entre todos os aspectos da música.
Confira o som de FLESHGOD APOCALYPSE com o Lyric Video da faixa ‘Gravity” no seguinte link:
Devido à baixa venda de números da rifa que a Shinigami Records está patrocinando para ajudar o trabalho voluntário de Elenice Coppe em prol de animais abandonados e vítimas de maus tratos, a gravadora decidiu aumentar a oferta de prêmios.
Agora, se o seu número for um dos três favorecidos, você poderá escolher entre os seguintes prêmios:
1 Kit de Nightwish (1 CD ‘Oceanborn’, 1CD ‘Angels Fall First’, 1CD ‘Wishmaster’, 1CD ‘Over the Hills and Far Away’, 1CD ‘Endless Forms Most Beautiful’, 1 CD ‘Elán’ autografado, 1 Palheta com o logo e 1 Bandeira oficial da banda) + 1 CD ‘Luna Park Ride’ de Tarja + 1 DVD ‘Lunar Park Ride’ de Tarja *Três kits disponíveis*
ou
1 Kit de Deep Purple (1 CD ‘From The Setting Sun...in Wacken’, 1 DVD ‘From The Setting Sun...in Wacken’, 1 CD ‘To The Rising Sun... In Tokyo’, 1 DVD ‘To The Rising Sun... In Tokyo’) *Três kits disponíveis*
ou
1 Kit de M: Pire of Evil (1 CD autografado ‘Crucified in South America’, 1 CD autografado ‘Live Forum Fest VI) *Dois kits disponíveis*
A Shinigami Records e Elenice Coppe agradecem profundamente a Eric de Haas da Dynamo Records que colaborou com os EP "Elán", as palhetas e as bandeiras para a rifa e ao produtor Rodrigo Scelza pelos autógrafos da banda M: Pire of Evil.
Cada número custa R$ 20,00 e o sorteio será realizado pela Loteria Federal assim que todos os números sejam adquiridos.
Warrel Dane, eterno vocalista das bandas Nevermore e Sanctuary e agora em carreira solo retornará no dia 27 de fevereiro ao Bar da Montanha em Limeira para mais uma apresentação com muita energia e carisma. Neste futuro show a apresentação terá como base músicas dos álbuns "Dreamind Neon Black" e "Dead Heart, In A Dead World" e mais clássicos da banda Sanctuary e músicas de sua carreira solo.
A empresa Circle of Infinity, produtora responsável pelo espetáculo divulgou o tearser oficial do evento:
As novidades não param de surgir em torno da SHADOWSIDE. Recentemente o grupo anunciou a entrada do baixista sueco Magnus Rosén, ex-Hammerfall, e desta vez anuncia a colaboração do guitarrista Andy La Rocque, mundialmente conhecido pelo seu trabalho no King Diamond.
O renomado músico, que também fez algumas aparições ao vivo com o Motörhead, escreveu algumas músicas em parceria com Magnus Rosén e no momento a SHADOWSIDE está trabalhando sobre este material, que fará parte do novo álbum da banda, já em processo avançado de composição e pré-produção.
A SHADOWSIDE tem o grande desafio de superar o álbum "Inner Monster Out", que rendeu à banda conquistas no Brasil e exterior, tendo sido eleito por votação popular como "Melhor Álbum de Heavy Metal/HardCore" na premiação americana Independent Music Awards, ficado na 26ª colocação entre os álbuns mais vendidos do Japão segundo a revista BURRN!, na 9ª colocação entre as músicas mais tocadas nas rádios de Rock/Heavy Metal de acordo com o CMJ nos Estados Unidos e que resultou em uma tour com mais de 60 shows em 18 países.
A produção ficará novamente a cargo de Fredrik Nordström, o mesmo produtor de "Inner Monster Out", e as gravações ocorrerão entre os meses de Junho e Agosto de 2016, em Gotemburgo, Suécia.
Nas próximas semanas serão divulgados mais detalhes do novo álbum.
A SHADOWSIDE está com agenda de shows aberta para 2016. Os contatos para shows devem ser feitos através do email contato@furiamusic.com.br, e jornalistas interessados no presskit do grupo e agendamento de entrevistas devem entrar em contato através do email imprensa@furiamusic.com.br.
Divulgando o álbum de estreia da banda LAST IN LINE, “Heavy Crown”, o lendário baterista Vinny Appice (Last In Line, Resurrection Kings) concedeu uma entrevista por telefone ao programa “Pegadas de Andreas Kisser”, na rádio 89 FM, que é conduzido pelo guitarrista do Sepultura e seu filho Yohan Kisser, e disse estar muito triste com a morte do amigo e também lendário baixista Jimmy Bain, mas que em homenagem a ele a banda LAST IN LINE seguirá na ativa e irá procurar um outro músico para realizar a turnê de divulgação do álbum ainda em 2016.
Vinny Appice disse que tem pretensões de vir ao Brasil com o LAST IN LINE em 2016, assim como com a banda Resurrections Kings, outro projeto que reúne ex-integrantes da banda Dio, como o guitarrista Craig Goldy.
Escute o programa “Pegadas de Andreas Kisser”:
No Brasil, a gravadora AWO Records irá lançar o trabalho em versão de luxo de maneira simultânea com a Frontiers Records no Japão e na Europa. A AWO Records tem feito lançamentos nacionais de alta qualidade como os últimos trabalhos do Whitesnake, UFO, Stryper, dentre outros. Para comprar os produtos oficiais da gravadora entre no site http://www.awo-mkt.com.br/ ou envie e-mail para awo@awo-mkt.com.br.
Formado por três integrantes originais da banda Dio, incluindo Vivian Campbell, do Def Leppard (guitarra), Vinny Appice (bateria) e Jimmy Bain (baixo), a banda LAST IN LINE conta com o vocalista Andrew Freeman, um amigo de Vinny Appice, e revelação da cena musical profissional de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Destaques: "The Game", "Class of '84", "Pave the Way", "Boundless", "Lurch"
O passado ainda é uma referência para o trabalho de muitas bandas da atualidade. E quando falo em passado, estou me referindo especificamente aos anos 70 e 80. Mas existem bandas que buscam fazer um som que, apesar da clara influência da Velha Escolha, soa vibrante, atual e cheio de energia, como o trio MISCONDUCTERS, que surgiu na Inglaterra, mas que com o retorno de seu idealizador (o guitarrista/vocalista Den) para o Brasil após 10 anos, se radicou aqui. E soltaram a pedrada "Boundless".
Podemos dizer que o grupo possui um caldeirão de influência, que resumidamente ficam entre o Heavy Metal, o Punk Rock, o Hard Rock e o Rock'n'Roll. Ou seja, temos uma energia intensa e forte em sua música, sendo que muitas vezes pode nos lembrar o trabalho clássico do MOTORHEAD, mas mais técnico e sem soar como uma cópia. E, além disso, o trabalho da banda é técnico (na devida proporção), pesado e, digamos de passagem, viciante.
Misconducters
Se vocês estão procurando uma superprodução em termos de sonoridade, desistam. O trio prefere algo mais orgânico e sujo, mas sem que soe mal gravado. Aqui, o lado sujo e cru da banda está evidenciado, soando pesado, cheio de energia e despojado. Mas sem soar sujo em excesso. A arte é bem simples, encarte e layout também, com tudo centrando em sua música.
Soando direto e pesado, o grupo mostra uma energia quase sem fim, mas ao mesmo tempo, existem pontos mais técnicos. Os arranjos de sua música são simples, mas é nessa simplicidade crua que tudo funciona, que o trabalho do MISCONDUCTERS ganha vida e personalidade.
Melhores momentos em um disco bem equilibrado:
The Game - Uma canção cheia de energia, onde o casamento entre o Punk Rock e o peso do Heavy Metal fica evidente. Ponto para as guitarras, que graças aos timbres mais simples, funcionam muito bem.
Class of '84 - O andamento aqui não é muito veloz, transformando esta em uma canção azeda e empolgante, com um trabalho bem forte de baixo e bateria.
Pave the Way - Aqui, o lado mais Punk/HC da band fica bem evidente, e mesmo com alguns momentos mais cadenciados, o azedume e energia são grandes, mais uma vez mostrando guitarras ótimas (e com um solo muito bem encaixado).
Hunter and Prey - Empolgante, com o baixo mostrando um trabalho de primeira, refrão muito ganchudo e a elaboração musical está em um nível muito bom.
Boundless - Assim como "Hunter and Prey", é uma canção com um nível de elaboração bem satisfatório, apresentando uma ótima dinâmica entre os instrumentos. E por ser instrumental, permite que cada um mostre um pouco de sua técnica individual.
Plain Conditioning - Com um jeitão meio SABBATH logo no início (riffs azedo e andamento lento), ela nos surpreende justamente por usar tempos não muito velozes, refrão grudento e vocais bem legais, que estão encaixados como um Lego na base instrumental.
Lurch - Segue a mesma tendência de "Pain Conditioning", apenas com um pouco mais de energia e certo toque de Hard clássico aqui e ali.
Vê-se que a banda caprichou no disco sem ter perdido sua espontaneidade musical. Logo, se deixem cativar por "Boundless".
Destaques:
"The Night Wizard", "A Warrior’s Blaze", "Against the
Ravens in the Sky", "The Grasping Hand", "Challenge of the
Gods", "Endless Hope".
Fazer Prog Metal no Brasil é um trabalho duro. Se por um
lado requer um time de músicos de boa técnica em seus instrumentos, demanda
também criatividade para sair do ponto comum, e o desprezo de uma parcela do
público pelo gênero. E sobre este último, é uma pena ver que os fãs
brasileiros, presos ao radicalismo, perdem a oportunidade de conhecer trabalhos
ótimos como "Sign Revealed", da banda carioca MINDCRAFTER, que acaba
de sair do forno.
Melodioso, bem feito, com um "insight" técnico
muito bom. Mas assim como algumas bandas ótimas do gênero, a técnica aqui surge
como uma conseqüência da música em si, não sua motivação. Óbvio que existem momentos
mais cheios das viagens "heavyssivas" que cairão no gosto dos fãs do
gênero. E digamos de passagem: o disco é muito bom, permeado até mesmo de um
ecleticismo muito interessante (como visto em "A Warrior’s Blaze",
onde toques de ritmos regionais no Norte/Nordeste do Brasil aparecem).
Phelipe Henriques (Mindcrafter)
Gravado no HR Estúdio (RJ), com produção de Phelipe Henriques,
mais mixagem e masterização de Daniel Escobar, e podemos dizer que a qualidade
sonora de "Signs Revealed" é muito boa, com alguns timbres mais
secos, e com tudo bem audível. Não está perfeita, mas muito boa. E o lado
gráfico é um trabalho ótimo de Rodolfo Ferreira (da Obsidian Design), que
realmente traduz para o físico algo tão etéreo e abstrato como é a música do
grupo.
Não é de estranhar que "Signs Revelad" seja tão
bom. Se por um lado as músicas são muito bem arranjadas, com esmero bem
evidente em cada momento, por outro, o disco soa espontâneo e livre de
pretensões absurdas. Ele é o que é: um disco excelente, com cada faixa tendo
seu próprio valor. E, além disso, para ainda dar um toque extra de classe,
temos em mãos um álbum conceitual, cujos temas giram em torno das experiências
dos personagens The Night Wizard, Avatar e Black Crowned Heart (este sendo o vilão).
E vemos a relação entre o ser humano e o sobrenatural, expressa pela caminhada de
Avatar em sua jornada pelo desconhecido. E vale citar a presença de Thiago
Velasquez (ex-STATIK MAJIK, e músico de estúdio) fazendo todas as linhas de
baixo do disco.
Melhores momentos:
The Night Wizard - Apesar de ser bem técnica, vemos uma
música cheia de feeling. Óbvio que existem variações rítmicas e mudanças de momento
ótimas, com alguns mais lentos e limpos. Ponto para o trabalho das guitarras,
que está ótimo, seja nas bases ou nos solos.
A Warrior’s Blaze - Outra que é cheia de contrastes entre
momentos mais limpos (onde solos de guitarra se encaixam perfeitamente) e
outros mais pesados. E como dito antes, alguns toques regionais dão um molho
especial à ela.
Against the Ravens in the Sky - Uma instrumental muito boa,
com belas variações rítmicas. Óbvio que as guitarras são bem valorizadas, mas
não dá para não citar o trabalho excelente de baixo e bateria.
The Grasping Hand - Com alguns toques de Rock Progressivo
que mostram influências à lá YES e JETHRO TULL, a música transpira peso e
inspiração, graças ao trabalho bem feito dos vocais e guitarras. Alguns ritmos
quebrados não convencionais acentuam este lado "Heavyssívo" da canção.
Challenge of the Gods - Técnica, recheada de tempos
jazzísticos e um peso avassalador, é uma canção bem agressiva. Ponto para a
cozinha rítmica, que guia muito bem os andamentos mais complexos.
Endless Hope - Um pouco mais introspectiva e azeda, se
caracteriza por um lado mais pesado e azedo. E assim, valoriza muito as
guitarras mais uma vez, com bases excelentes. E isso sem falar nas incursões
limpas, que se encaixam perfeitamente e geram um contraste quase barroco.
O MINDCRAFTER veio para ficar, e é recomendado a todos sem medo.
Destaques: "Call
You", "Tonight", "It's All I Need", "Any Road", "My Life", "When Love Goes Away", "Let's Dance",
"Never Give Up".
Há tempos que podemos reparar que a cena Hair Metal/Glam
Rock no Brasil tem crescido e revelado nomes excelentes. E nunca devemos cansar
de ter em mente que isso é bom, pois a cena ganha diversidade, e assim,
continuará sobrevivendo. E se junto ao time que já tem FÚRIA LOUCA, PÚRPURA
INK, DESERT DANCE e DIRTY GLORY, entre tantos outros, chega o quarteto paulista
CROSSROCK, detonando em "Come On Baby".
Aqui, o papo é curto e grosso: vemos aquela música
envolvente e chicletosa dos anos 80, cheia de ótimos refrões de assimilação
simples, aqueles corais bem postados, vocais competentes, e, além disso, o
estilo da banda é extremamente melodioso, com doses generosas de AOR aqui e ali
com um instrumental ótimo. Óbvio que não há cheiro de mofo aqui, ou mesmo a
sensação de clonagem. Não, tudo no trabalho musical do quarteto pulsa com
energia, com vida, e é extremamente empolgante ouvir esse disco.
Crossrock
A produção do CD é muito boa, dando aquela clareza essencial
para entendermos o que o grupo está tocando, mas também deu uma dose de peso
bem evidente. Sim, está pesado e denso, mas sem fazer a banda soar suja demais.
Poderia ser um pouquinho melhor em alguns pontos (um pouquinho mais limpa, e as
guitarras poderiam ter uns timbres melhores), mas não deixa de ser ótima. E o
lado visual buscou ser mais simples, com uma capa e layout bem simples, mas
funcionais.
O ponto forte do quarteto: transpor as características musicais
do estilo para atualidade, dando à sua música uma personalidade. Isso se percebe
no capricho dos arranjos, na dinâmica dos andamentos, na espontaneidade de seu
trabalho. E a técnica, se não soa exagerada (e realmente não o é), também não é
simplista demais.
O disco todo é ótimo, de ponta a ponta, mas os melhores
momentos são:
Call You - Uma faixa com andamento em velocidade bem moderada,
com arranjos muito bons dos vocais (que chegam a ter tons bem próximos ao de
Jon Bon Jovi em seu início de carreira). E, além disso, tem uns toques bem AOR
presentes.
Tonight - Envolvente, com um jeitão um pouco mais melodioso,
que esbarra no Hard Pop, que nos lembra bandas como o TYKETTO. E que belo
trabalho nas guitarras, diga-se de passagem.
It's All I Need - Uma das mais interessantes. A música é bem
pesada e dura, exibindo o lado mais Metal do trabalho do quarteto. Mas mesmo
assim, é um dos melhores refrões de todo o CD, e uma faixa ótima para perceber
o quanto a cozinha rítmica do grupo é forte e precisa.
Any Road - Novamente, a banda usa o expediente de uma faixa
com toques sutis de AOR (especialmente nos backing vocals), mas resulta em um
grude daqueles que ouve uma vez e fica preso nela por dias. E as guitarras
estão ótimas, especialmente nos solos.
My Life - Sim, não dá para não citar esta aqui, que
equilibra muito bem os aspectos pesados e melodiosos da banda, sem que a
acessibilidade musical seja perdida. Belo trabalhos dos vocais, os corais são bem
feitos, e belíssimo refrão. When Love Goes Away - Uma música acústica linda, com belos violões, vocais caprichados e um jeitão Country que é cativante. É curtinha, mas gruda mais que chiclete!
Let's Dance - Outro murro Glam Metal nos tímpanos, recheado
de guitarras bem pensadas e backing vocals insanos.
Never Give Up - Uma música mais simples, e bem grudenta.
Lembra o mesmo tipo de feeling que sentimentos em canções secundárias de bandas
como BON JOVI, que apesar de não serem hits, são excelentes.
O disco é muito bom, mas ainda é claro o sentimento de que
eles podem fazer bem mais que isso. E verdade seja dita: se botarem para fora
tudo o que eles podem, ninguém segura o CROSSROCK.