22 de abr. de 2013

METAL MEDIA (22/04/2013): OrckOut, Woslom, Shadows Legacy, Zombie Cookbook, Panzer



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OrckOut: Álbum completo disponível para audição e download


O ORCKOUT disponibilizou todas as musicas de seu último CD ‘[D]Generation’ em seu canal oficial no Reverbnation.

Lançado no início de 2012, ‘[D]Generation’ rendeu grandes frutos para o quarteto paulista, citações como “Uma banda fantástica” pelo site Heavy Metal Brasil e “O futuro parece promissor!” pelo site italiano Heavy-Metal.it motivam o ORCKOUT a seguir na batalha.


Para ouvir e baixar o álbum completo visite um dos links:

Paralelamente a banda continua nos preparativos para seu novo álbum, terceiro da carreira.

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Woslom: Tocando Mad Dragzter?


Isso mesmo! A faixa bônus do novo disco do WOSLOM será uma cover para a música ‘Breakdown’ da banda paulista de Thrash Metal MAD DRAGZTER!

“Essa é a nossa forma de homenagear mais uma grande banda da cena, o Mad Dragzter foi uma banda que nos influenciou muito desde o início” comenta o guitarrista Rafael Iak. “Nós procuramos não fazer um cover fiel da música, mas sim fazer a nossa versão, com a cara do WOSLOM, particularmente eu achei essa versão de Breakdown matadora” complementa o batera Fernando Oster. A música ‘Breakdown’ é a faixa de abertura do primeiro disco do Mad Dragzter, o clássico nacional ‘Strong Mind’ de 2003.


Esta não é a primeira vez que o WOSLOM homenageia bandas do nosso underground. O grupo já lançou vídeos tocando covers das bandas ANCESTTRAL e RED FRONT. Sua maneira de unir e reforçar o cenário brasileiro.

O álbum ‘Evolustruction’ foi gravado em São Caetano do Sul/SP no Studio Acustica com supervisão do engenheiro de som Danilo Pozzani A capa ficou a cargo do artista João Duarte.

O lançamento será no dia 03 de Junho, confira o teaser:


Confira, enfim, as nove faixas que farão parte de ‘Evolustruction’:

Evolustruction
Haunted by the Past
Pray to Kill
River of Souls
No Last Chance
New Faith
Breathless (Justice’s Fall)
Purgatory
Breakdown

Contato para shows e merchandise: woslom@woslom.com

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Shadows Legacy: Capa do novo disco é revelada


Próximo do lançamento do aguardado ‘You’re Going Straight To Hell’, o SHADOWS LEGACY apresenta a capa do trabalho.

A arte foi desenvolvida pelo artista Leonardo Amorim.



Recentemente a banda anunciou a participação especial do ex IRON MAIDEN, Blaze Bayley. O vocalista britânico figura na música ‘Hate Within’.

As gravações de ‘You’re Going Straight To Hell’ foram feitas no estúdio Anúbis, com o produtor Aldo Carmine, conhecido pelo trabalho com a banda de Symphonic Metal, Rhevan.

Agora o grupo procura parceiros para o lançamento do trabalho. Selos e distros interessados na parceria podem entrar em contato com a banda pelo e-mail: leandro.a.motta@hotmail.com

Vale lembrar que a banda disponibilizou sua Demo ‘The Sky is Falling Down’ para download gratuito pelo link:


Contato para shows e merchandise: leandro.a.motta@hotmail.com

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Zombie Cookbook: Gravando música em italiano!


Chega um ponto na vida (na morte) de um zumbi em que vociferar palavras desconexas em guturais podres apenas em inglês fica enfadonho. Aconteceu isso com o ZOMBIE COOKBOOK…

Para mudar um pouco o cardápio, a banda está preparando uma música em italiano, que fará parte do novo Split a ser lançado ao lado da banda Offal.

O título da música é ‘Eredità Maledetta’ (‘Herança Maldita’, em Português do Brasil). A letra é uma homenagem aos diretores italianos de horror.

O guitarrista Horace Bones, responsável pela composição da música e da letra, explica melhor sobre o trabalho:

“Esta letra é uma homenagem aos diretores italianos, ela foi inspirada no filme ‘The Beyond’ (‘L’aldilla’, título original) do diretor Lucio Fulci.

Ela fala de um hotel que foi deixado como herança, e ele é um portal para o inferno. E uma vez aberto vai consumir o nosso mundo. Resolvemos passar a letra para o italiano até para tentar resgatar aquele clima sufocante e perturbador dos anos 70 e 80.”

O responsável pela tradução e revisão da letra foi um ser vivo, amigo do grupo, Glauco Paludo Gazoni.

Lembrando que o grupo acaba de disponibilizar um novo lote de camisetas oficiais para venda, que podem ser adquiridas diretamente pelo email: contato@zombiecookbook.com.br

Ouça uma música:



Contato para shows e merchandise: contato@zombiecookbook.com.br

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Panzer: Em vídeo convidando público para o Panzer Fest


Aproximando-se da primeira edição do PANZER FEST, as bandas participantes do evento criaram algumas vídeo-chamadas para o festival. A primeira a enviar seu convite é o PANZER.


O evento acontecerá no dia 15 de junho na casa de shows Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82), com a bilheteria abrindo as 18h00 e o primeiro show marcado para exatamente as 20h00.

Confira um pouco sobre as bandas que estarão no evento:

PANZER: Surgido no começo dos anos 90, hoje contabilizando 22 anos de carreira, a banda é considerada uma das principais nacionais de Thrash Metal da década de 90, contando com uma vasta discografia, a banda retomou as atividades em 2012 com o single Rising e o aclamado EP ‘Brazilian Threat’.

NERVOCHAOS: É atualmente um dos maiores nomes do Heavy Metal no Brasil. A banda tem em sua discografia cinco discos de estúdio, um ao vivo e prepara o primeiro DVD, gravado na Europa. Em processo de expansão mundial, a banda tem em sua carreira turnês pela América do Norte, América do Sul, Ásia e Europa.

WOSLOM: Com o lançamento de seu debut ‘Time To Rise’, o grupo paulista se tornou um dos nomes mais queridos dos headbangers brasileiros, com shows extremamente energéticos levando a banda para as terras europeias durante turnê em 2012. A trupe se prepara para lançar o próximo disco, ‘Evolustruction’, e terá no PANZER FEST uma das primeiras oportunidades de apresentar o novo material ao vivo.

FORKA: Existente há 10 anos, a banda acumula três álbuns Feel Your Suicide (2006), Enough (2010) e o mais recente, Black Ocean, lançado em 2013. Com 12 faixas, o novo disco traz uma sonoridade agressiva, mas com a maturidade adquirida com os anos de experiência.

COMMAND6: Com pouco mais de quatro anos, a banda paulistana acaba de lançar o segundo disco, intitulado “Black Flag”. O álbum pode ser baixado no site oficial da banda (www.command6.com.br).

SERVIÇO:

Panzer Fest
Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – www.cinejoia.tv
Sábado, 15 de junho
Abertura da bilheteria: 18h
Abertura da casa: 19h
Horário previsto do primeiro show: 20h
Horário previsto do último show: 0h40
Bandas: Panzer, NervoChaos, Woslom, Command6 e Forka
Valores: R$ 25,00 (preço único)

Locais de venda de ingressos:

- www.facebook.com/cinejoia na aba “Compre seu Ingresso” e www.cinejoia.tv/ingressos

- Cine Joia: Praça Carlos Gomes, 82 (segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 18h, e durante o final de semana, a bilheteria só abre em dia de show, 1h antes da abertura oficial da casa).

- Loja X5: Rua Teodoro Sampaio, 825 – Pinheiros- fone: (11) 3060-6100



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Veuliah - Chaotic Genesis (CD)

 MS Metal Records - Nacional
Nota 9

Por Marcos Garcia

O Metal extremo possui fronteiras bem amplas, capaz de gerar bandas interessantes, mesmo quando algumas vezes os estilos parecem estar desgastados ou abarrotados de bons nomes. E eis que fazendo um Dark Metal de primeira, surge o sexteto de Salvador (BA) VEULIAH, botando as portas abaixo com seu segundo Full Length, 'Chaotic Genesis', que a MS Metal Records acaba de disponibilizar.

Bem trabalhado, agressivo e com boas melodias aqui e ali, dando um tempero especial ao trabalho do grupo, que usa e abusa de vocais mais sujos e outros limpos e quase operísticos, riffs e solos de guitarra perfeitos, teclados muito bem colocados e compostos, base baixo-bateria pesada e técnica, e cada um desses elementos se equilibra e forma o trabalho deste sexteto ótimo. E por falar nisso, temos dois ex-membros do MALEFACTOR aqui, o que justifica a qualidade musical do sexteto, bem como sua riqueza musical.

Produzido por Julio Gouvêa (guitarrista do grupo), e tendo mixagem e masterização das mãos de Jera Cravo, a sonoridade que chega aos ouvidos é bem ríspida e bruta, mas ao mesmo tempo requintada e com qualidade muito boa, sem tirar a agressividade e experimentalismo do grupo, já que sua música é bem rica. A arte é bem rica e diversificada, algo que expressa bem a essência da música do grupo.

E quando o CD começa a tocar, vemos que o grupo sabe fazer música de alto nível, usando não só da experiência de seus músicos, mas de uma diversidade musical bem ampla, em uma música pesada, agressiva e muito rica. 

Destaques???

A ótima e soturna 'Chaotic Genesis', que tem um clima épico e mais refreado, com ótima combinação de riffs pesados e ganchudos, solos bem feitos e teclados climáticos e soturnos, antes de ganhar mais agressividade e uma diversidade vocal ótima; a empolgante e agressiva 'Momentum', com guitarras ótimas e mais uma vez os teclados dão um toque de classe à canção; a igualmente empolgante e bem trabalhada 'United Solitude', com belíssimos momentos vocais, bons solos e cozinha hiper-afiada e pesada; a técnica e bruta 'Dark Heart'; a cheia de mudanças de andamento 'The Edge', onde melodias à lá MAIDEN surgem com força; e a mezzo Dark, mezzo Metal Tradicional 'Resurrection'.

Mais um grande nome da BA para o Brasil, e depois, o mundo, tenham certeza.




Tracklist:

01. Chaotic Genesis
02. Momentum
03. United Solitudes
04. Just to be Denied…
05. Dark Heart
06. Lost by Time
07. The Edge
08. Resurrection


Formação:

Fabio Gouvêa - Vocais
Julio Gouvêa - Guitarras
Ricardo Sanct - Guitarras
Márcio Medeiros - Baixo
Luciano Veiga - Baixo
Ricardo Agatte - Bateria
Thiago Nogueira - Bateria (estúdio)



Contatos:

Scelerata - The Sniper (CD)


Voice Music - Nacional
Nota 9

Por Marcos Garcia

Definitivamente, o Brasil em um número de bandas ótimas que cresce dia após dia, com trabalhos muito bons surgindo toda hora no mercado, e fica muito difícil de acompanhar tanta coisa boa, mas vez por outra a audição de uma banda nos concede a percepção de como a coisa anda boa por aqui, de Norte a Sul. E um nome muito bom é o SCELERATA, quinteto gaúcho que faz um Power Metal com muito peso e energia, e que chega com seu terceiro CD, o ótimo 'The Sniper'.

Ao contrário de muitas bandas do estilo que adoram meter o pé embaixo no acelerador, o SCELERATA prefere algo mais pesado e vibrante, especialmente no tocante às guitarras, com riffs bem trabalhados e pesados. Vocais que sabem usar bastante os timbres mais graves de voz (embora quando use tons mais altos, seja igualmente muito bom), baixo e bateria técnicos, mas coesos, mantendo o peso sempre. Óbvio que esta fórmula já foi usada em outros trabalhos, mas mesmo assim, o resultado neste trabalho é muito bom.

O trabalho de produção do Papa Charlie Bauerfeind (que também fez a mixagem e masterização) e Renato Osório (co-produtor) ficou em um nível bem elevado, no mesmo daquele que encontramos no exterior, mantendo peso e limpeza nas mesmas doses, encorpando o trabalho e mantendo o trabalho sempre ótimo. A arte, feita por Alberto Quirantes, é fabulosa e bonita, que já aclimata bem o ouvinte para o conteúdo musical do disco.

E que disco!!!!

Esses gaúchos não estão nem aí para serem os mais velozes ou técnicos, pois mesmo usando desses expedientes, eles preferem dar mais enfoque ao peso e vibração. E por isso temos destaques óbvios na abre-alas 'Rising Sun', uma típica música de Power Metal, rápida e energética, mas que tem um peso e elegância muito grandes, graças ao trabalho da base baixo-bateria, além da participação especial de Paul Di'Anno; a pancada pesada e empolgante de 'In My Blood', com ótimos riffs de guitarra e vocais muito bons, e um refrão bem ganchudo, mais uma vez com Paul Di'Anno participando; a mezzo Power, mezzo Hard 'Breaking the Chains', que de tão empolgante é capaz de erguer defuntos de seus túmulos; a técnica e não tão veloz 'Unmasking Lies', com um belíssimo refrão; a bela 'Must Be Dreaming', uma linda balada com a participação de Andi Deris; a rápida e empolgante 'Till the Day We Die', com belos arranjos vocais; e a grandiosa 'The Sniper'.

Lançado no final do ano passado, é mais um ótimo CD da cena brasileira, e que merece chegar em outros países, e conquistá-los.



Tracklist:

01. Rising Sun
02. In My Blood
03. Road to Death
04. Breaking the Chains
05. Unmasking Lies
06. Must Be Dreaming
07. Drowned in Madness
08. Welcome Home
09. 'Til the Day We Die
10. Money Painted Red
11. The Sniper


Formação:

Fabio Juan - Vocais
Magnus Wichmann - Guitarras
Renato Osório - Guitarras
Gustavo Strapazon - Baixo
Francis Cassol -  Bateria



Contatos:

Dynahead - Chordata I

MS Metal Records - Nacional
Nota 10


Por Marcos Garcia

Alguns trabalhos, musicalmente falando, são tão inovadores que são capazes de desafiar até mesmo o mais eclético ouvinte, uma vez que é sempre difícil de analisar certos discos. E o DYNAHEAD, grupo oriundo de Brasília, resolveram desafiar de vez os mais ecléticos bangers com o belíssimo quebra-cabeças chamado 'Chordata I', que a MS Metal Records acaba de lançar.

Podemos dizer que, guardada certas proporções, 'Chordata I' é como 'Into the Pandemonium' ou 'Wildhoney' em termos de versatilidade, com um trabalho musical tão amplo que torna cada momento da audição uma surpresa, pois temos momentos violentos e brutos contrastando com outros quase jazzísticos e progressivos sem o mínimo pudor, e alguns inserts de música brasileira aqui e ali, mas sem ser algo fora de contexto ou mesmo cansativo, muito pelo contrário: o quarteto se renova a cada momento.

A produção sonora, mixagem e masterização nas mãos de Caio Duarte, temos uma gravação extremamente limpa, já que nos momentos mais amenos e calmos, tudo fica muito audível e claro, mas nos momentos mais brutais, tome peso e brutalidade coesas, sem que nenhum instrumento seja inaudível em momento algum. A arte é chamativa e foge dos padrões do Metal, com uma bela embalagem Digipack ostentando uma gravura belíssima criada por Chris Panatier.

Mas quando o CD começa a rolar, se preparem, pois a viagem é garantida. O CD se nivela por cima, sem oscilações de qualidade, mantendo pegada, peso e beleza, sem enjoar o ouvinte.

Óbvio que por ser um disco que desafia o ouvinte, cada audição proporciona algo diferente em termos de sentimentos, e descobertas surgem ao ouvir o CD diversas vezes, mas podemos destacar a belíssima 'Abiogenesis', que tem um trabalho vocal ótimo, unidos à guitarras bem diversificadas; a mais energética 'Bred Patterns', que começa bruta, para então ceder lugar à vocais amenos e guitarras quase limpas, para então virar um apocalipse de vocais urrados, bateria técnica e tempos extremamente quebrados; a mais bruta e cheia de variações 'Collective Skin', com boas variações para momentos mais progressivos; a bela 'Echoes of the Waves', que é mais "slow motion" e se foca no dueto entre voz e piano, numa composição mais sentimental, mas longe de ser açucarada; a ganchuda e extremamente progressiva 'Foster'; a maravilhosa 'Growing in Veins'; e 'Hallowed Engine', com inserts de Samba muito bem feitos. E nem parece que o baterista Deth Santos não participou das gravações (estava com problemas pessoais), e que Caio Duarte (vocalista, e que também toca teclados no CD) fez tudo.

Revolucionário, e após algumas audições e resolver o enigma "decifra-me ou te devoro", será considerado por muitos como um dos melhores CDs de 2013, com toda certeza. 

E que venha logo a parte II desta obra conceitual.





Tracklist:

01. Abiogenesis
02. Bred Patterns
03. Collective Skin
04. Dawn Mirrored in Me
05. Echoes of the Waves
06. Foster
07. Growing in Veins
08. Hallowed Engine
09. Inevitable


Formação:

Caio Duarte - Vocais, bateria, teclados
Diego Teixeira - Baixo
Diogo Mafra - Guitarras
Pablo Vilela - Guitarras
Jorge Macarrão - Percussão (convidado)


Contatos:

21 de abr. de 2013

Pandora - Four Seasons (CD)

MS Metal Records - Nacional
Nota 10

Por Marcos Garcia

O estado da Bahia sempre contribuiu muito para a cultura brasileira, revelando bons nomes na MPB, bem como na Literatura, e no tocante ao Metal não poderia ser diferente, já que as terras do Pelourinho já cederam ótimas bandas, e agora, chega a vez do quarteto Thrasher PANDORA mostrar a cara com seu primeiro Full Length, 'Four Seasons', que a MS Metal Records colocou no mercado.

Primeiramente, que fique claro: estes caras sabem tocar, e muito, pois o Thrash Metal que eles praticam esbanja técnica e melodia vindas do Metal Tradicional, e mesmo sendo bruto como um mamute, e é empolgante de tanta energia e vida. O som não soa datado ou rebuscando a Old School, pois soa como uma mistura de um ANNIHILATOR com SLAYER, juntando isso tudo à personalidade do grupo, é um disco de fazer qualquer thrasher babar. Vocais agressivos e urrados com intensidade, riffs muito bem tocados e brutos e solos com fortes melodias, baixo proeminentemente técnico e bateria variada e absurda, e tudo isso coeso, formando uma muralha sonora compactada e firme.

A produção sonora, feita pelas mãos de André T. e Bruno Leal ficou evidentemente pesada e intensa, mas sem privilegiar ou destratar algum dos instrumentos, tudo muito bem equilibrado e evidente em cada detalhe (que são muitos). A parte gráfica ficou bem trabalhada, muito bem harmonizada com o conteúdo lírico-musical do CD.

E que CD é esse?!?!

"Aniquilação" seria uma bela proposta a ser posta na discussão, uma vez que a banda se equilibrou tanto em termos de composição, que o resultado que mixa agressividade, bom gosto e melodia ficou lá nas alturas.

Chega a ser pecaminoso destacar esta ou aquela música, mas podemos pegar 'Liar', faixa rápida e bem ganchuda, capaz de levar ao slam dancing facilmente, com destaque para o belo trabalho de guitarras insanas e vocais bem rasgados; a ótima e mais cadenciada 'Out of Earth', com lindas passagens melódicas nas guitarras (com inserts de música clássica) e um trabalho de baixo fantástico; o cover thrasher para 'Destroyer', do TWISTED SISTER, que ficou mais bruto e veloz que o original; 'Pandora', que começa arrastada e logo ganha um pouco mais de peso e agressividade, mantendo o clima opressivo; a ótima 'Four Seasons', uma faixa bem trabalhada e que transborda um feeling absurdo, ao mesmo tempo que tem peso e técnica bem evidentes, com alguns de jazz na bateria que precendem um ótimo crescendo; a longa e agressiva 'Springs of Creation'; e a magistral 'Nuclear Winter', novamente com grande coesão entre vocais e riffs, em uma canção mais melodiosa e com baixo muito evidente.

Um ótimo CD, elegante visualmente e avassalador musicalmente, e entra entre os melhores de 2013 com facilidade. E estão esperando o que para comprar os seus???



Tracklist:

01. Liar  
02. Out of Earth  
03. Death of a Friend  
04. Destroyer  
05. Pandora  
06. Prelude  
07. Four Seasons  
08. Springs of Creations  
09. Autumn of Decadence  
10. Summer of War  
11. Nuclear Winter  
12. Epitaph


Formação:

Bruno Leal - Vocal, guitarra
Rômulo Lebre - Guitarra
Marcos Cazé - Baixo
Louis - Bateria



Contatos:

SupreMa confirma show em Caruaru ao lado de Sepultura e Ratos de Porão



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Os paulistanos do SupreMa confirmam participação no festival Agreste in Rock, que em seu segundo ano consecutivo traz uma programação musical voltada ao público Rock e Heavy Metal.

O festival ocorrerá durante os dias 30 e 31 de Agosto, e o SupreMa fará o lançamento oficial do CD "Traumatic Scenes" pelo Norte e Nordeste brasileiro.

"Em 2012 fizemos uma pequena rota de shows no Nordeste aproveitando alguns festivais que fizemos pelo carnaval daquele ano. Foi nossa primeira tour levando toda estrutura que temos nas grandes capitais, porém não foi oficialmente a tour do CD 'Traumatic Scenes'. Agora com o CD lançado no Brasil e Europa, iremos partir para uma tour nacional levando uma estrutura bem maior do que a que levamos em 2012, além de todo equipamento de som, levaremos o cenário completo, e também faremos o show completo da banda tocando as músicas do novo CD e também as que marcaram em nosso primeiro. Fãs do Norte e Nordeste, vocês não perdem por esperar, esta tour vai ser um marco em nossa história!" diz o guitarrista Douglas Jen.

O lançamento nacional do CD "Traumatic Scenes" ocorrerá em SP dia 26 de maio ao lado do Shadowside, e ambos farão uma grande festa do Metal nacional no Via Marquês (SP). Inf www.wikimetal.com.br .

O SUPREMA continua agendando datas para a tour 2013, prometendo a maior tour já realizada pela banda. Os contatos devem ser feito pela Furia Music no contato@furiamusic.com.br para Brasil, EUA e Europa, e pela Stormblaze Entertainment no manager@stormblaze.com na América do Sul.

Serviço:

Agreste in Rock - Ano 2
30/08: Lobão, Dr Sin, Casa das Maquinas, Rosa de Pedra
31/08: SupreMa, Devotos, Ratos de Porão e Sepultura
Local: Palladium, Caruaru (PE)

informações: www.agresteinrock.com.br


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Fonte: Furia Music

St. Madness - Canonizing Carnage (English)

Nasty Prick Records - Imported
9 of10

By Marcos Garcia

The school of traditional North American Heavy Metal is, without doubt, clearly distinguished. To have this perception, just listen to a traditional American Metal band and European one, and you will see that the yankees make a more melodic sound and with a refined and elegant technique, even when the band does something more direct. It's a characteristic of North America, and this always generated good acts, as LIZZY BORDEN, OMEN, and even generates strong names, as the veteran band St. MADNESS, from Phoenix, Arizona, who arrives with her new album, the great 'Canonizing Carnage'.

For those who do not know, this quartet makes a traditional and strong Metal, Heavy as a mountain, with a lot of energy, with vocals very well posted and with a strong, aggressive and heavy and exciting guitar riffs, which occasionally go in Thrash Metal, and melodic solos, bass guitar with good technique and pounding drums, keeping pace, dictating the tempo and maintaining cohesive work. Result: a strong sound, dynamic and aggressive, which flows spontaneously, with various groove touches here and there. It's guaranteed to hear the music and have necks aches after they shake!

Having the production made by Patrick Flannery, Larry Lea and own Quartet, their music sound cleaned (which can be proven in the most calm moments), but at the very same time heavy and intense, without making you loose any characteristic of their sound. The art, by itself, is beautifully and well worked, with a striking cover and the inner art is attractive and well acclimatized.

Listen to the CD really is a great experience, because the level of composition is very high.

It is somewhat hard to pick one or another track specially, since all the songs are too good, but we have high lights in the heavy 'Not of this World', with their great vocals and chorus; 'My Name is Lester ' is another hit with extreme weight and great guitar riffs; the flurry and more rhythmic 'MDB', a catchy song with very good vocals and backings, MDB means 'Metal to the Death and Beyond, a anthemi statement; the shredding 'Canonizing Carnage', that give pain to the neck of the listener for headbanging; the heavy and full of feeling 'AZ Woman', where bass and drums give a show aside, precisely because diversity of tempo changes; the great version for PINK FLOYD's 'Comfortably Numb', who gained a heavy version; the rhythmic and sabbathical 'Energy Vampire', with its slow progress and its heavy and technique drums, along with intense vocals, showing themselves a versatile voice; 'Fuck All That', with its grooving and hooking pace and strong chorus; the sour version to METALLICA's 'Seek & Destroy', with memorable solo; and full of energy and heavy 'The Beginning of The End', which will cause huge slam dancing rings on the shows.

Buddy, this CD deserves both the investment for a physical copy as a live shows by Brazil.





Tracklist:

01. Prayer for the Doomed
02. Not of this World
03. My Name is Lester
04. She Used to Be my Girl
05. M.D.B.
06. Canonizing Carnage
07. AZ Woman
08. Comfortably Numb
09. Whipping Post
10. Energy Vampire
11. Hunting Humans
12. Fuck All That
13. He's Dancing on His Grave
14. Silver Tongued Devil
15. Seek & Destroy
16. The Beginning and The End
17. All I Have to Give


Line-up:

Prophet - Vocals
Heinous James - Guitars
Devlin Lucius - Bass
Sircyko - Drums



Contacts:


St. Madness - Canonizing Carnage (CD)

Nasty Prick Records - Importado
Nota 9

Por Marcos Garcia

A escola do Heavy Metal tradicional Norte-Americano é, sem sombra de dúvidas, bem diferenciada. Para ter esta percepção, basta ouvir um disco de Metal tradicional americano e do europeu, e notará que os yankees fazem uma sonoridade mais melodiosa e com uma técnica mais refinada e elegante, mesmo quando a banda faz algo mais direto. É uma característica dos Norte-Americanos, e isso sempre gerou bons frutos, como LIZZY BORDEN, OMEN, e ainda gera nomes bem fortes, como o do veterano ST. MADNESS, de Phoenix, Arizona, que chega com seu novo disco, o ótimo 'Canonizing Carnage'.

Para quem ainda não os conhece, este quarteto destila um Metal tradicional forte, pesado como uma montanha, com muita energia e garra, com vocais muito bem postados e com uma agressividade forte, riffs de guitarra bem pesados e empolgantes, que vez por outra esbarram no Thrash Metal, e solos bem melodiosos, baixo com boa técnica e uma bateria pesada e extremamente segura, mantendo o ritmo, ditando os andamentos e mantendo o trabalho coeso. Resultado: uma sonoridade forte, atual, dinâmica e agressiva, que flui de forma espontânea, com vários toques de groove aqui e ali. É garantido ouvir e ter dor de pescoços depois de tanto agitar!

Tendo a produçãod e Patrick Flannery, Larry Lea e do próprio quarteto, a produção consegue ser bem limpa (o que pode ser comprovado em momentos mais amenos), pesada e intensa, sem deixar que em momento algum se perca algo da música da banda. A arte, por si só, é muito bem trabalhada, com uma capa chamativa e todo encarte possui uma arte atraente e bem aclimatada.

Ouvir o CD realmente é uma experiência ótima, pois o nível de composição é bem alto.

É um tanto quanto árduo relacionar uma ou outra faixa como destaque, já que todas as músicas são ótimas, mas temos pontos altos na pesada 'Not of this World', com seus ótimos vocais e refrão; 'My Name is Lester' é outra pancada com extremo peso, com riffs de guitarra ótimos; a arrasadora e mais cadenciada 'MDB', com vocais e backings cativantes, e aliás, MDB significa 'Metal to the Death and Beyond', ou seja, 'Metal até a Morte e Além', uma declaração antêmica; a destruidora de pescoços 'Canonizing Carnage'; a pesada e cheia de feeling 'AZ Woman', onde a cozinha rítmica dá um show à parte, justamente pela diversidade de mudanças de andamentos; a ótima versão para 'Comfortably Numb', do PINK FLOYD, que ganhou uma roupagem pesada de primeira, com o baixo se destacando bastante; a cadenciada e sabbáthica 'Energy Vampire', com seu andamento lento e sua bateria esbanjando técnica, junto com vocalizações intensas e que mostram uma voz versátil; 'Fuck All That', com seu andamento grooveado ganchudo e refrão forte; a versão azeda e destruidora para 'Seek & Destroy' do METALLICA, com solo memorável; e a cheia de gás e pesada 'The Beginning of The End', que causará rodas de pogo enormes.

Discão, que merece tanto o investimento para uma cópia física quanto uns shows da banda pelo Brasil.



Tracklist:

01. Prayer for the Doomed
02. Not of this World
03. My Name is Lester
04. She Used to Be my Girl
05. M.D.B.
06. Canonizing Carnage
07. AZ Woman
08. Comfortably Numb
09. Whipping Post
10. Energy Vampire
11. Hunting Humans
12. Fuck All That
13. He's Dancing on His Grave
14. Silver Tongued Devil
15. Seek & Destroy
16. The Beginning and The End
17. All I Have to Give


Formação:

Prophet - Vocais
Heinous James - Guitarras
Devlin Lucius - Baixo
Sircyko - Bateria



Contatos:


20 de abr. de 2013

Optical Faze - The Pendulum Burns (CD)

MS Metal Records - Nacional
Nota 9

Por Marcos Garcia

Há alguns anos atrás, o Brasil andava, quase sempre, defazado do que ocorria no exterior, mas de um bom tempo para cá, nosso país está cada vez mais antenado com as realidades sonoras do eixo EUA-Europa, tanto o aspecto de qualidade sonora quanto na musical, e isso também se reflete nas sonoridades. Um ótimo exemplo é o OPTICAL FAZE, quinteto vindo de Brasília e que detona um Metalcore técnico e bruto, como se fosse uma mistura explosiva de KSE com aspectos sonoros do MESHUGGAH e do FEAR FACTORY.

O grupo faz um som extremamente ríspido e muito agressivo, mas sem deixar de fora ótimas melodias, sabendo equilibrar bem sua mistura sonora e tem méritos por isso, já que a fusão de vocais urrados intensos, guitarras em riffs abusivamente pesados, baixo e bateria técnicos e bem afiados, e teclados bem feitos, não poderia dar em outra coisa que não fosse uma música fenomenal.

Tendo a produção de Rhys Fulber (FEAR FACTORY, PARADISE LOST, FRONT LINE ASEMBLY), a masterização de Maor Appelbaum (SEPULTURA, CYNIC), o que por si deixa claro que em termos de produção sonora, não há o que fizer de negativo, já que a sonoridade que flui do CD é intensa e extremamente feroz, mas limpa e capaz de dar brilho aos momentos mais lentos e suaves de sua música, e sem contar que ainda temos as participações especiais de Jed Simon, ex-gutarra do STRAPPING YOUNG LAD, e de Leah Randi (CONJURE ONE). A arte, um luxuoso Digipack, ficou muito bonita e bem trabalhada nos contrastes de tons azuis e amarelos. 

Quando ouvimos o CD, a impressão causada pela arte se torna fato, uma vez que o nível de composições do CD é bem alto, mantendo a atenção do ouvinte presa da primeira até a última música.

Destaques???

A furiosa e trabalhada 'Trail of Blood', com uma pegada pesada, boas e variadas bases de guitarra, e ótimas variações vocais; a cavalar 'Pressure'; a mais cadencaida e com ótimos arranjos de guitarras 'One Way Path'; a mais climática e cheia de feeling 'Mindcage', com uma bela intro de teclados com efeitos, para longo vir o som de um grand piano, e o apocalipse sonora de guitarras, baixo e bateria se seguir com maestria, alternando entre momentos que mixam Thrash com Death, e outros mais amenos; a técnica 'Carved'; além do massacre de bumbos e urros em 'The Colapse'. Mas não se iludam, pois o CD é todo muito bom.

Belo nome, um grande CD, e que merece o investimento de olhos fechados.


Tracklist:

01. Trail of Blood
02. Pressure
03. Moment of Nothing
04. One Way Path
05. Lie to Protect
06. Mindcage
07. Carved
08. Red Sun
09. The Collapse
10. Ghost Planet
11. Never Let Me Down Again
12. Tied


Formação:

Mateus Araújo - Guitarras, vocais
Jorge Rabelo - Guitarras
Vicente Jr. - Baixo, backing vocals
Renato Carvalho - Bateria
Pedro Gabriel - Teclados, sintetizadores


Contatos:

19 de abr. de 2013

Rhestus - Heavy Metal (EP)


Independente - Nacional
Nota 9

Por Marcos Garcia

Existem duas visões concorrentes dentro do Heavy Metal nos dias de hoje: aqueles que pensam no estilo apenas pelo aspecto musical, e aqueles que acreditam que ele é um pouco além disso. Sem querer causar polêmicas ou confrontos entre ambas as correntes de pensamento, a segunda em geral leva alguma vantagem em termos de produção fonográfica comprometida diretamente com o estilo, mostrando bandas que não aceitam de forma alguma atitudes que as leve a públicos mais amplos se isso custar sua identidade. E o veterano RHESTUS, um quarteto thrasher insano de Santa Catarina, mostra em seu novo EP, 'Heavy Metal', que não abre mão de suas convicções sonoras, e cujo título mostra de que lado estão nessa discussão.

a banda é adepta até a alma do Thrash Metal europeu, especialmente o alemão (KREATOR, DESTRUCTION e SODOM são influências bem claras), mas tem uma personalidade toda deles pulsando debaixo de vocais 'petrozzianos', guitarras com riffs técnicos e solos com boas doses de melodia, baixo e bateria vibrantes e em uma parceria de peso e energia. Somando tudo, é algo bem duro e agressivo, mas sem abrir mão de melodias e técnica bem acima da média.

A produção, cujo próprio quarteto fez questão de fazer, ficou focada em algo mais oitentista, mas sem soar datado, com cada instrumento em seu devido lugar, e embora soe um pouco abafado, o peso e energia que saem do disco são absurdos. A capa, apesar de ser bem simples, ilustra o espírito do quarteto: Metal até os ossos, e ponto final. Mas faltou um selo dizendo "Metal até os ossos, manuseie com extremo cuidado".

O EP abre com 'Noxious Agent', uma faixa bem brutal, com riffs técnicos e brutos, em uma levada bem veloz e alternada, mas extremamente empolgante, onde as guitarras mostram serviço e a cozinha rítmica se supera com ótima técnica; 'Wolves Disguised in Sheep' é outra pedrada bem veloz e com boa instrumentação, ótimos vocais ferozes e que leva ao pogo com facilidade; já a ótima 'Guerras Insanas' é uma versão em português de ‘Insane War’, do álbum ‘Embryo of the Endless Sands’, uma faixa mais cadenciada, introduzida por belo dedilhado no baixo, e onde melodia e feeling fluem aos borbotões, até que ganha um pouco mais de velocidade, sem deixar dúvida alguma sobre o quanto este quarteto tem a oferecer. 'Scars' e 'How to Explain' foram gravadas ao vivo no River Rock Festival de 2010, e mostram que o quarteto prefere fazer em estúdio aquilo que podem fazer ao vivo, como se fosse pouco, pois ambas mostram um peso absurdo e empolgação de deixar gringo louco. E como se já não fosse o suficiente, ainda temos de bônus o 'making of' do EP, um registro do trabalho que tiveram com 'Heavy Metal'.

Este autor pede licença ao RHETUS para reproduzir um trecho que vale a pena ser lido, e que deveria ser gravado no coração de quem ouve Metal: 

'Este álbum é dedicado a todos os fãs de Heavy Metal deste planeta e representa a nossa gratidão por esta música tão intensa, podersoa e infinita!

Hail Metal Warriors!'

Nada mais precisa ser dito além de "nós é quem agradecemos"...



Tracklist:

01. Noxious Agent
02. Wolves Disguise in Sheep
03. Guerras Insanas (Insane War Portuguese version)
04. Scars (Live)
05. How to Explain (Live)
07. Making Of (vídeo)


Formação: 

Alex Leber - Guitarra e vocal
Andrei Uller - Guitarra solo e backing vocals
Richard Schmidt - Baixo e backing vocals
Marcos Diegel - Bateria


Contatos: