A nova edição da Hell Divine Magazine, referente ao mês de maio de 2012, contou com as resenhas dos novos álbuns das bandas Behaviour, Iluminato, Revengin e Warcursed.
Além das participações de quatro dos principais artistas do cast da empresa, o Vociferatus teve o seu show no Aliança Negra Festival analisado pela equipe do referido veículo, que enalteceu a participação do grupo carioca no evento.
A Hell Divine Magazine está disponível para download gratuito através do link ao lado: Hell Divine
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A próxima edição da Lucifer Rising Magazine, número 14, contará com entrevistas das bandas Denied Redemption, Torqverem, Behaviour e In Torment.
Além das participações de quatro dos principais artistas ligados ao Metal Extremo do cast da empresa, o Headhunter D.C. será protagonista de uma matéria especial, que evidencia os principais aspectos do processo de gravação do seu novo álbum, ...in Unholy Mourning...
Todos os artistas citados em nota, também marcarão presença no CD que virá encartado com a publicação, através dos seus mais novos singles.
Para mais informações sobre como adquirir um exemplar da Lucifer Rising Magazine, basta entrar em contato através do e-mail: info@mutilationrecords.com.br
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O baterista Gigante e o baixista Boni, ambos da banda paulista Thriven, se encontram atualmente em turnê na Europa com o projeto Meretrio.
Os músicos estarão em turnê nos meses de maio e junho, onde passarão por alguns dos principais países do velho mundo (França, Áustria e Alemanha) .
O Meretrio é um trio de música instrumental formado em Campinas, São Paulo, em 2004 que explora uma gama de gêneros, do jazz à música brasileira à música latina, misturando standards tradicionais de jazz com arranjos não-tradicionais.
Meretrio Tour:
08 maio workshop at Naison du Bresil paris
11 maio cafe bairro alto Paris
15 maio babilo Paris
31 maio kunsthure - graz Austria
04 junho anigos do brasil - graz Austria
11 junho - If - Budapeste
21 junho - fete de la musique at wendel - Berlin
22 junho - acud Berlin
26 junho - cafe tasso Berlin
27 junho - jam session at b-flat Berllin
28 junho - haus der sinne Berlin
11 julho - Caveau 38 Paris
13 julho - Cafe bairro alto Paris
14 julho - jazz act - Paris
17 julho - babilo - Paris
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A banda paulista Kamala disponibilizou em seu canal oficial no YouTube, três músicas do seu recém-lançado terceiro álbum The Seven Deadly Chakras, intituladas Crown, Heart e Root.
The Seven Deadly Chakras foi lançado no Brasil no último mês de maio, através da MS Metal Records. “Estávamos bastante ansiosos pelo lançamento do nosso novo álbum, e eis que finalmente ele foi lançado em nosso país. Disponibilizamos três faixas dele na internet, para termos um feedback maior do público e, até o presente momento, todas as críticas foram muito positivas”, declarou o guitarrista e vocalista Raphael Olmos.
Crown
Heart
Root
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A banda paulista Perc3ption, que se encontra pré-produzindo ao lado de Edu Falaschi (Almah, Age of Artemis) o seu primeiro álbum, disponibilizou no YouTube o sexto vídeo da série que engloba essa nova fase da carreira.
Nesse novo capítulo, os guitarristas Rick Leite e Glauco Barros descreveram a parceria vitoriosa ao lado de Edu Falaschi, focando também na estrutura do Norcal Studios onde registrarão o novo trabalho, além confirmarem o contrato firmado com a MS Metal Records para o lançamento do álbum.
O primeiro álbum da Perc3ption, ainda sem título definido, será lançado no Brasil através da MS Metal Records no segundo semestre do ano de 2012.
Para mais informações sobre as atividades da banda Perc3ptione demais clientes da empresa, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com.
A banda brasiliense Stone Cold Leaves disponibilizou no Vimeo um teaser onde os membros descrevem os detalhes da produção do seu primeiro vídeo clipe, para a música Sounds of April.
Sounds of April será lançado no mês de junho no canal oficial do grupo no YouTube. A referida canção fará parte do seu debut álbum homônimo, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2012, através da Alternative Music Records.
Para mais informações sobre referida promoção e também sobre as atividades da banda Stone Cold Leaves, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com.
A banda gaúcha Supersonic Brewer está em processo de composição para o seu segundo álbum de inéditas, sucessor do Debut Broken Bones (2010).
O material, que ainda não possui título definido, será lançado no Brasil no início do primeiro semestre de 2013, através da MS Metal Records no mercado brasileiro. “Já possuímos cerca de oito músicas finalizadas, e mais duas muito bem encaminhadas”, declarou o guitarrista Rodrigo Fiorini. “O material soa mais maturado que o anterior, mas sempre mantendo a essência musical da banda. Acredito que com o lançamento desse disco, daremos um enorme passo em nossa carreira”, finaliza.
Para mais informações sobre referida promoção e também sobre as atividades da banda Supersonic Brewer, basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com.
Artista é considerada a Lady Gaga do Rock contemporâneo.
Ela já gravou com Courtney Love, Billy Corgan e Otep.
Emilie Autumn, a musa dos cabelos coloridos e das roupas extravagantes, está de volta ao Brasil! Após performance bombástica em 2010, a cantora, escritora e violinista confirmou nova passagem pela América Latina. A única apresentação no país está confirmada para o próximo da 16 de setembro, na Inferno Club, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda (mais informações no serviço abaixo).
A artista, que consegue unir música clássica, eletrônica com pitadas carregadas do goth glam rock, está em plena turnê promocional do álbum Fight Like a Girl. Acompanhada das estilosas e sensuais Bloody Crumpets, a nova excursão já passou por diversos países da Europa e mantem as ousadas performances circenses e burlescas.
Emilie Autumn começou sua carreira com o lançamento do CD Enchant (2003) pelo selo Trisol Music Group. Hoje ela conta com seis álbuns na discografia, incluindo um CD/livro de poesias. Com mais de 60 músicas, entre composições próprias e regravações como Bohemian Rhapsody, do Queen, e Girls Just wanna Have fun, da Cindy Lauper, ela já gravou com Courtney Love (Hole), Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e a banda Otep, e faz parte da trilha-sonora do filme "Saw III".
Antes do show na capital paulista, Emilie toca no México (12/09 - Circo Volador, Cidade do México), Chile (14/09 - Blondie, Santiago) e Argentina (15/09 - Teatro Vorterix, Buenos Aires).
Serviço São Paulo
Agencia Sob Controle apresenta Emilie Autumn
Data: 16/09/2012
Hora: 19h
Local: Inferno Club
End: Rua Augusta, 501 (próximo ao Metrô Consolação)
Ingressos: 1° lote - R$ 70,00 (pista estudantes e promocionais) | 2° lote - R$ 90,00 (pista estudantes e promocionais)
Pontos de vendas:
Galeria do Rock: Hellion 1° andar (11) 3223.8855 | Lady Snake 1° andar (11) 3361.7705
Santo André - Metal CDS - Rua Dra Elisa Flaquer, 184 - (11) 4994-7565
O lendário guitarrista Dino Cazares, conhecido por seu trabalho com Fear Factory, Asesino, Brujeria e Divine Heresy, acaba de pôr na internet seu website próprio, onde estão disponibilizados vários itens referentes à sua carreira, como fotos, equipamento, datas de shows, vídeos, fotos e tudo mais.
Para conhecer mais do guitarrista e seu trabalho, basta acessar o site Dino Cazares.
Muitas pessoas se perguntam o motivo do Metal, apesar de alguns períodos de baixa, continua sempre forte e vigoroso, enquanto muitos estilos acabam desaparecendo por completo, e a resposta é bem simples: a existência do underground, pois este sempre gera bandas jovens e fortes, capazes de, com a devida chance, crescer e ocupar o espaço de outras que decaem ou encerram atividades.
Assim sendo, mais um bom nome surge em Lages, SC, o Neófito, uma banda que mescla aspectos do Death Metal da virada dos anos 80 para os 90 a elementos do Doom Metal, mais alguns toques aqui e ali de sonoridades não muito ortodoxas, ganhando assim uma identidade sonora. E o fruto do trabalho deles é este EP de quatro faixas, Abused, que merece o nome, pois é um abuso de peso e agressividade, permeado por um clima denso bem terroroso.
A gravação do EP é bem feita, embora ainda careça de uma pitadinha mais de limpeza, mas lembremos de que fazer Metal no Brasil nunca foi algo simples, e muito menos barato, logo, temos que dar um desconto, mesmo porque podemos ouvir os instrumentos com certa clareza e a sonoridade é intensa e possui vida, logo, é só um detalhe técnico.
O que esperar do disco?
Pulmões bafejantes em vocais guturais bem postados, guitarras azedas e ríspidas em riffs e solos bem compostos e técnicos, baixo e bateria muito pesados, ora mais extremos, ora bem técnicos, inclusive com as quatro cordas fazendo bem mais que se prender à marcação e a bateria inserido pequenos inserts de percussões tribais, mas que fique bem claro aos mais radicais: isso não descaracteriza a brutalidade da banda em momento algum.
Uma introdução de piano bem climática, The World Is Crashing Down, abre o EP, precedendo o abuso de peso e técnica de Abused, uma faixa bem bruta e que lembra em muito o Death Metal europeu da década de 90, mas devido aos toques mais trabalhados, foge de ser um ‘rip-off’; em Daily Tragedy, temos a presença de riffs e solos bem ‘kingeanos’, bem como momentos mais voltados à cadência e peso; com uma bela introdução de cítaras indianas, chega a cadenciada e intensa No One Hears Your Screams, com um clima para lá de aterrorizante, embora exista uns momentos de maior rapidez em seu final.
Um ponto interessante a ser citado é que vendo relatos e imagens feitos por Pablo Gomes, jornalista do Diário Catarinense (Diário Catarinense - Diário do Haiti) que se encontra na capital do Haiti, Porto Príncipe, nasceu a inspiração para a composição das músicas e letras do EP, pois mostram a realidade chocante de um país arrasado.
Um ótimo trabalho, que merece a conferida, bem como faz nascer em nós a conscientização que precisamos fazer algo para tornar o mundo um lugar melhor para todos.
A banda brasileira Krisiun, um dos nomes mais respeitados do metal mundial, será atração principal da 18° edição do "ROCK AL PARQUE 2012: ¡LA FUERZA DE LA DIVERSIDAD!", maior festival de Rock ao ar livre e gratuito da América Latina. O evento acontece de 30 de junho a 2 de julho, no Parque Metropolitano Simón Bolívar, em Bogotá (COL), com mais de 60 atrações estaduais, nacionais e internacionais. A expectativa de público é de mais de 50 mil pessoas. Vader, Skindred e Inquisition já estão confirmadas.
"É sempre um grande prazer estar na estrada, tocar em grandes festivais, reencontrar os amigos, mas receber o convite para ser headliner de um evento desta magnitude é uma verdadeira honra. Nossos fãs colombianos podem esperar por uma grande festa. Vamos preparar um repertório especial. Queremos ver a galera ensandecida", declarou Alex Camargo, frontman do grupo.
Considerado um dos nomes mais importantes no atual cenário do Heavy Metal mundial, Alex Camargo (vocal/baixo), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria) estão em plena turnê de divulgação do já aclamado álbum The Great Execution, considerado um dos melhores lançamentos de 2011 pela mídia especializada. Este trabalho foi lançado no mercado europeu e norte-americano pela gravadora Century Media e, no mercado nacional, pela gravadora Laser Company.
Recentemente, a banda realizou uma bem-sucedida longa séria de apresentações pelas principais cidades dos Estados Unidos e Canadá ao lado do Sepultura.
A Agência SobControle está agendando a turnê brasileira e latino-americana do power trio. Produtores interessados devem entrar em contato o mais rápido possível no e-mail sobcontroleproducoes@yahoo.com.br.
14/07 - Shadowside – Araraquara Rock Festival - Araraquara/SP*
15/07 - Shadowside – Stonehenge Rock Bar - Belo Horizonte/MG*
20/07 - Shadowside – Jack Music Pub - Bauru/SP*
21/07 - Shadowside – TBA
21/07 - Confronto + Matanza – República Music Hall, Taubaté/SP**
29/07 - At the Gates + Confronto – Hangar 110 - SP/SP*
01/09 - Sepultura – Suzaninho - Suzano/SP**
Além dos shows, a The Ultimate Music - Press assessora as bandas Sepultura, Krisiun, Shadowside, Confronto e Hugin Munin. Para mais informações, acesse http://theultimatepress.blogspot.com.
No Brasil, para se fazer Metal em qualquer vertente é algo infernal, sem trocadilhos, pois com os preços de estúdios e profissionais da área de gravação elevados, reflexos de uma economia ainda instável, cujos efeitos positivos quase nunca chegam às camadas sociais mais baixas (os negativos sempre chegam), e as bandas sofrem com prazos curtos e condições ruins para fazerem trabalhos. Muitas vezes, é necessário que as mesmas façam dívidas enormes, uma aposta em um futuro que, em geral, não é lá muito promissor.
Mais um bom nome do nosso Metal é trio Thrash/Death Metal oitentista Severe Disgrace, que com uma luta enorme, conseguiu chegar a esse Demo CD, Disciples of Agression.
A produção sonora está bem tosca, o que é uma pena, pois o som da banda é muito bom, em uma veia ‘kreatoriana’ forte, mas sem ser uma cópia xerocada do gigante germânico, pois tem força, peso e personalidade, pois as três faixas que compõem este trabalho são bastante empolgantes, pois Evil Possessed alterna bem momentos mais velozes com outros mais cadenciados, com ótimo refrão e riffs de guitarra bem postados; em Dark World, o baixo se mostra bastante técnico, bem como a bateria, em uma música que alterna cadência e velocidade de forma bastante satisfatória, com um climão bem Persecution Mania, mas a gravação acaba deixando o volume dos bumbos e do próprio baixo um pouco sumidos; e Behind the Mask é outra música bem forte, com ótimas guitarras e vocalizações à lá Petrozza, que é capaz de criar rodas de pogo instantaneamente e sem nenhum esforço, mas uma pena que uma guitarra base lhes faz um pouco de falta.
É óbvio que o produto final poderia ser bem melhor, e esperemos que a banda tenha chances para isso no futuro, pois sua música tem bom nível e técnica que lhes angariará bastante fãs, isso é certo.
O Melodic Death Metal tem ganhado cada dia mais adeptos e atenção por parte da mídia especializada, porque é inegável que ele veio para ficar, ou seja, é uma porta que se abriu e não mais se fechará, por onde ótimas bandas estão passando e brindando os fãs de Metal com trabalhos muito bons, e ao mesmo tempo, revigorando-o e conferindo-lhe vigor para resistir a mais décadas de vida.
O Brasil também já anda revelando bons trabalhos no Death Melódico, e um nome forte que pode fazer a diferença é o do Thyresis, de João Pessoa (PB), que em seu primeiro CD, Thyresis, faz bonito e mostra uma sonoridade que mixa bem a brutalidade e peso do Death Metal tradicional com riffs e solos de guitarra advindos do Metal Tradicional.
Os vocais são urrados o tempo todo, fugindo de tons limpos, as guitarras sabem bem alternar rispidez e momentos ‘maidenianos’ em riffs e solos bem cuidados e firmes, a cozinha baixo e bateria mostra não só coesão e peso, mas se sobressaem vez por outras, e isso tudo em um trabalho onde a brutalidade e melodia casam de forma perfeita, e sem deixar nenhum buraquinho que seja, pois a música que sai dos falantes é bem compacta.
A produção sonora e a mixagem foram feitas pelo baixista e vocalista Victor Hugo Targino, e a masterização é do renomado produtor Sueco Jens Bogren (Amon Amarth, Katatonia, Symphony X, Paradise Lost, Ihsahn, entre outros), e apesar de ser um trabalho independente, está em um nível ótimo, mostrando bastante o poderio musical da banda, bem como sua versatilidade e técnica, principalmente em pequenas instrumentais que antecedem várias faixas, e mesmo sendo um trabalho bem homogêneo e com nível elevado, Journey, uma faixa bastante forte, com excelente trabalho de guitarras, onde a sonoridade empolga o ouvinte; Voices of Me, uma faixa com momentos mais intensos e pesados, onde a bateria se destaca bastante; a rápida e técnica Dispersed, e que guitarras; a densa e massacrante A Dead Resource, que é bem agressiva em seu início, mas que ganha um approach mais melódico de sua metade até o fim, graças aos solos de guitarra, que logo estão juntos, em um momento bem ‘maideniano’; The Ties of Ignorance, um pouquinho mais Death Tradicional mesmo, apesar dos solos melodiosos; a agressiva Strength Within; a bela Thyresis, uma instrumental de mais de 6 minutos muito bem feita e longe de ser enfadonha; a tijolada ríspida de Still Alive; e Risen, outra faixa em que a melodia e a agressividade se alternam bastante.
Uma banda promissora, e que merece bastante uma chance de mostrar seu trabalho.
Constância versus Inovação é uma das grandes dicotomias existentes dentro do Metal atualmente, já que, de um lado, bandas que geraram o paradigma da ausência de mudanças em sua forma de fazer sua música, e criaram discos clássicos do estilo. Do outro, tempos bandas que, a cada lançamento, souberam (e sabem) evoluir e fazer trabalhos cada vez mais fantásticos, capazes de arrancar aplausos até dos críticos mais sisudos, e também criaram discos clássicos, e outras ainda, nessa mesma vertente, se perderam, ou seja, as mudanças foram tantas e tão radicais que as mesmas perderam qualquer tipo de identidade sonora com o seu passado.
Essa é uma equação difícil de ser desenvolvida em torno de uma solução única, digamos de passagem...
E ainda há aquelas que evoluem, mantendo suas raízes musicais intactas, e nos brindam com ótimos CDs, como é o caso do sueco Marduk, um dos nomes mais fortes e respeitados do Black Metal, que após 3 anos de espera, solta seu novo CD, Serpent Sermon, pela Century Media Records.
Desde que Legion saiu da banda, muitos fãs torcem o nariz para o trabalho do quarteto, em uma mostra de radicalismo desnecessário, já que Mortuus tem se mostrado um vocalista ao mesmo tempo agressivo e versátil, dando um sabor diferente ao som bruto da banda, e isso desde sua entrada, e a banda é sempre capitaneada pelo trabalho diferenciado de guitarras da parte de Morgan, um verdadeiro mestre em se fazer riffs fortes e ganchudos, daqueles que você ouve e não esquece mais, e isso tudo apoiado pela ótima cozinha rítmica de Devo e Lars, que se mostram ainda mais coesos e técnicos que no disco anterior.
Produzido pela própria banda, a sonoridade do disco é bem intensa e com doses de sujeira essenciais para o estilo bem postadas aqui e ali, mas ao mesmo tempo sem prejudicar o produto final que sai pelos falantes, deixando a música em um ponto em que se compreende cada instrumento e nuance da mesma, mas bruto e intenso, dando a impressão que a banda é uma autêntica máquina de guerra.
Estilisticamente, bem pouco mudou em relação aos discos anteriores, embora exista um pouco de sofisticação em meio a agressividade mais explícita, como na arrasadora Serpent Sermon, na curta Messianic Pestilence, com excelente vocalizações de Mortuus; na destruidora Souls for Belial (que tem vídeo oficial na internet), onde os riffs de Morgan estão afiadíssimos e cada vez mais grudentos, mesmos pontos fortes encontrados em Hail Mary (Piss-soaked Genuflexion). Há também músicas mais cadenciadas e aterrorizantes, como Temple of Decay, com urros apavorantes, bateria muito bem encaixada e bases de guitarra de deixar muito guitarrista com o queixo caído e nuances sonoras sutis muito interessantes; e World of Blades, onde Lars e Devo mostram ótimos trabalhos individuais em seus instrumentos, mas a guitarra de Morgan continua roubando a cena. E também há aquelas em que a velocidade não chega a ser muito exagerada e há variações rítmica muito boas, como a absurda M.A.M.M.O.N., um dos pontos altos do CD.
Realmente, falar em Marduk continua sendo sinônimo de grande qualidade, e quem andava meio desiludido com a banda, acho bom dar uma boa ouvida no CD, especialmente porque existe um bônus na edição limitada, que é Coram Satanae.
Definitivamente, o Hard Rock está de volta com tudo para retomar seu espaço, que foi tomado pela moda Grunge/Alternativo dos anos 90, já que o número de boas bandas novas do estilo está aumentando cada vez mais, e o seu antigo opositor está em franca decadência. Venhamos e convenhamos: é preferível encarar o dia a dia com alto astral do que com uma visão perdedora e pessimista.
Seguindo uma linha Hard’n’Roll, temos o ótimo quinteto gaúcho Sigma 7, que chega com seu novo trabalho, Uma Bala, Uma Chance, e mesmo resgatando uma sonoridade bem fundamentada no Hard Rock/Rock’n’Roll dos anos 70, pulsa com vida e personalidade bem próprios, pois temos uma música trabalhada (embora simples) e empolgante, com fortes vocalizações melodiosas, guitarras com bastante categoria e peso nas bases e solos, baixo e bateria pesados e concisos, sem deixar espaços ocos nas músicas. E um bônus para aqueles que reclamam não compreender o idioma bretão: as letras são cantadas em português.
Apoiados por uma produção sonora bem limpa, as idiossincrasias do quinteto são bem evidenciadas sem grandes problemas, especialmente nos destaques do CD, as faixas Estrada, música do primeiro vídeo oficial do CD, com aquele saudável clima descompromissado e leve, onde as guitarras e os vocais se sobressaem, especialmente pelo refrão ganchudo; a paulada Submundo, aquele Hardão não tão rápido, mas que empolga e leva o ouvinte a cantar o refrão junto com a banda, com um solo de guitarra bem ‘frehleyana’, bem como Vida Fácil, outra que deixa o ouvinte arrepiado; a balada essencial Por Mais Que Eu Tente Esquecer, melodiosa e muito bem estruturada, onde os vocais e o baixo se mostram bastante; Mistérios, bem cadenciada e com ótimas guitarras, que estão presentes na tijolada Vida Rock’n’Roll, uma típica canção para levantar o público à loucura, graças à sua levada grudenta; a cadenciada Obsessão; e a bela Reinventando Solidão, outra balada feita com violão e voz muito legal, onde fica clara a versatilidade da voz de Marcos Delfino.
Os anos 90, apesar da contestação de muitos, teve muitos pontos positivos, como permitir que as bandas novas e criativas dessem um pontapé inicial em musicalidades que hoje estão consolidadas, especialmente falando no uso de elementos eletrônicos e groove.
O Fear Factory foi um dos grandes pioneiros, e um dos pais por direito do que hoje chamamos de Metalcore e Thrash Metal Industrial, posição ainda mais consolidada com seu novo trabalho, The Industrialist, que acaba de sair do forno.
Apoiado nos vocais ora absurdamente urrados, ora mais melódicos e suaves de Burton C. Bell e na guitarra caótica de Dino Cazares, um mestre de riffs agressivos e ganchudos, o quarteto mostra o porquê ainda é um dos mais fortes pilares do estilo, pois a música apresentada aqui é não só uma espécie de retorno à sonoridade do clássico Demanufacture, mas adicionam a experiência e criatividade de anos, e pronto: surge um disco obrigatório.
Produzido por Rhys Fulber e pela própria banda em conjunto, e a mixagem de Greg Reely, a sonoridade que flui através dos falantes é límpida e vigorosa, pois nada na música complexa do grupo fica escondido, nem mesmo quando os elementos eletrônicos surgem, e ainda privilegia bastante o peso. E lembremos que a bateria no disco é programada, feita por Dino Cazares (que também tocou baixo), John Sankey (que gravou as sessões dos Demos) e do próprio Rhys Fulber. Mas que os mais puristas não se enganem: a bateria não está mecânica, mas bem variada.
O que se pode esperar de um trabalho onde esses dois estão enfiados?
Para quem conhece o poder de fogo da banda, a satisfação é garantida, já que espancamentos sonoros como a grandiosa e aniquiladora The Industrialist, que abre o CD com agressividade ríspida dos riffs de guitarra e pelos urros alucinados, em um andamento não tão veloz, mas focado na técnica; em Recharger, tome mais agressividade com ótimas levadas de bateria; New Messiah, com suas quebradas de ritmo e inserts de vocais limpos bem sacados; a cadenciada e variada God Eater, cheia de elementos industriais; e Difference Engine, outra pancada voraz sem muita velocidade.
Forte candidato ao Top Ten de muitos no final de 2012.
Aliás, se o mundo acabasse mesmo em dezembro, eis a perfeita trilha sonora!