3 de ago de 2017

NO TRAUMA: baterista Marvin Tabosa relata momentos inesquecíveis da tour Sul-Americana realizada entre os meses de março e junho


Os músicos cariocas da banda NO TRAUMA continuam proliferando sua musicalidade em todos os cantos do mundo, após um extenso tour por vários países sul-americanos, os músicos retornam ao Brasil e aos poucos vão evidenciando suas experiências em solo estrangeiro.

Os shows ocorreram entre os dias 10 de março e 12 de junho, com passagem por quatro países, Brasil, Colômbia, Peru e Equador, o guitarrista Tuninho Silva e o vocalista Hosmany Silva já relataram momentos marcantes da apresentação do grupo, agora é chagada a vez do baterista Marvin Tabosa expressar o sentimento que marcou sua carreira nesse tour sul-americana.


O baterista que é músico profissional, quando questionado sobre os arranjos para a viagem e datas do tour, foi muito direto e grato a agência No Class que cuidou de todo o processo de agenda e viagem dos músicos: “Nós tivemos a oportunidade de abrir um show do Matanza em Bangu, que quem estava produzindo era a galera da produtora No Class, que faz um trampo animal e conta com galera do Lacerated And Carbonized e Unearthly. E o show foi animal, passou um tempo a galera entrou em contato com a gente para fazermos a tour, a No Class, cuidou de todos os agendamentos de show e divulgação externa e fizeram um ótimo trabalho, só coube a nós nos prepararmos para nossa primeira tour! Ou pelo menos tentarmos, rsrs!”

Uma das principais dúvidas de quase todos os músicos brasileiros ao ir se apresentar em outro país, além da dificuldade na língua nativa, pode ser o risco a se correr de enfrentar dificuldades com a produção dos evento, porém o baterista Marvin Tabosa, relata que tudo ocorreu muito bem e que apesar de existirem diferenças de um produtor para o outro, tudo foi acordado como o combinado: “Tinham 3 tipos de eventos que participamos: Os que tinha uma produtora organizando tudo, os que a própria galera das bandas fazia e o mais legal na minha opinião que eram pessoas que querem fazer a diferença em sua cidade como era o caso do Diego uma menino de 18 anos de uma cidade quase fronteira do Peru chamada Tumbes, onde o cara fazia tudo, ele fazia as camisetas dele, cuidava das bandas, cuidava do evento! Todos nos trataram muito bem, fomos muito bem recebidos, e alguns viraram nossos amigos mesmo, parte da grande família NO TRAUMA! A galera pega uma cidade que não tem nada, não tem apoio e simplesmente trampa pra fazer acontecer, isso merece respeito!”

Diferentes regiões, possuem diferentes posturas, dessa forma o músico explicou como foi se apresentar para países e culturas distintas, destacando as cidades que pularam junto com a banda e as que apenas assistiram aos shows: “eu acho que não é a diferença em sí claro que tem uma galera do Equador que é brutal de mais, huahuahauha, tocamos em uma sala de um lugar não legalizado onde o dono era o Jonathan Davs do Korn e sua mãe ficava no bar huahauhuaaua, e mano, a casa veio a baixo, um frio fudido, o local cheio pra cassete, nego se destruindo! Mas o que eu pelo menos demorei um tempo para perceber e me tocar é que, nos lá éramos uma banda internacional para eles e eu nunca tinha me colocado dessa forma, na realidade eu estava me sentindo em casa pra cassete, trocava ideia com todo mundo, mas a galera ainda ficava meio que na deles olhando a gente e tal... mas nada que um belo portunhol carioques não resolvesse! Na Colômbia o Hard Core se faz presente intensamente e o público e bandas são destemidos, chegam junto e fazem acontecer. No Equador o Hard Core é absurdo também, mas a galera dependendo de onde for é meio estranho, o pessoal de Ibarra (primeira cidade que tocamos), estranharam a gente, demorou um tempo pra eles se estragarem na roda, huahau, pessoal de Quito, simplesmente já virou família, e o pessoal de Loja, onde tocamos em um bar quase todo feito de madeira pelo próprio dono, a galera foi à loucura, não conversaram muito com a gente, mas representaram de mais! No Peru, o público é mais observador dependendo da cidade, Trujillo eles nos assistiram por exemplo, em Lima eles quase que estavam em cima do palco com a gente!


Questionado sobre o principal show da banda, Marvin Tabosa vai além, o músico não relata um show em si, mas uma atitude que marcou toda a banda, uma atitude de uma banda colombiana que será eternizada na memória do grupo: “não teve o "Principal" show , todos foram fodas e absurdo, mas teve um que me deixou bem feliz, mas foi bem pelo o que fizeram pela gente! Devido há alguns problemas de tempo e um acidente que teve com um organizador de uma cidade na Colômbia, perdemos dois shows! E nisso um grande amigo nosso Julian, baixista da banda N.O.F.E. entrou em contato com a gente, e falou para a gente voltar pra Cali, (estávamos em Pereira), que eles estavam organizando um show em nosso homenagem com toda a bilheteria pra gente, pra nos ajudar, depois da perda de dois shows. Esse evento teve as maiores bandas de Hard Core da Colômbia, a galera chegou junto pra caramba, revemos nosso amigo PABLITOOOOO, e foi uma doideira só! Obs: Conhecemos eles 6 dias atrás e olha que os caras fizeram pela gente? A música, o Hard core e as pessoas de bem, sempre se unem por uma causa maior! Gratidão é o que temos por essa grande família!”

Assim como a música da banda NO TRAUMA, o momento mais marcante em toda a tour vivida pelo baterista Marvis Tabosa, foi de um casal que atravessou um país para ver o grupo se apresentar, mesmo após perder dois shows e não desistir, confira a emotiva resposta do músico brasileiro: “Pra mim foi um casal de equatorianos, eles eram de uma cidade que não me recordo, eles tentaram assistir a gente em Quito não conseguiram, depois tentaram assistir a gente em Loja, mais chegaram tarde demais, até que em Tumbes já no Peru, eles apareceram lá! Cara isso é absurdo, o que a gente é para esse mundo cara? A gente não é nada! Mas acabamos de ver um casal atravessar um país pra ver nosso show! Sempre a música! Música é a maior entidade a unir pessoas distintas em todo mundo e obviamente proporcionar momento como esse a 4 rapazes do Brasil em uma cidadezinha do Perú!”

A banda NO TRAUMA se apresenta dia 05 de agosto no evento “Mitchore 4” ao lado das bandas Norte Cartel, Involuntarium, N.D.R. e Tormentta, o evento será realizado no Bar do Beco na cidade de Itaboraí.

Mais informações no link abaixo:



NO TRAUMA é formada por:

Hosmany Bandeira: Voz
Tuninho Silva: Guitarra
João de Paula: baixo
Marvin Tabosa: Bateria


A/C Gleison Junior

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