21 de jul de 2017

THE EVIL - The Evil (Álbum)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 9,1/10,0

Tracklist:

1. Voices from the Deep (Intro)
2. About None Guilty
3. Screams
4. Sacrifice to the Evil One
5. Satan II
6. Silver Razor
7. The Ancients


Banda:


Miss Aileen - Vocais, sussurros, gritos
Iossif - Guitarras, efeitos
Theophylactus - Baixo
Saenger - Bateria, percussão


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A escuridão do Satanic Rock anda se tornando mais e mais evidente nos últimos anos. Focadas em um som sujo, arrastado e tenebroso, mais aparatos teatrais, muitos bons grupos estão surgindo e desafiando as concepções de muitos. E não é diferente com o quarteto mineiro THE EVIL, que veio para nos deixar aterrorizados com seu primeiro testemunho, “The Evil”.

Focados em um som bem lento, de tempos bem lentos, instrumental sujo e cheio de peso, vocais femininos, uma óbvia referência seria o THE DEVIL’S BLOOD, embora o quarteto prefira uma sonoridade ainda mais densa e sombria, sem nenhum tipo de concessão à acessibilidade. Mas mesmo assim, esse som soturno e azedo que eles fazem é bem pessoal e altamente envolvente, se ouve e não se esquece mais.

É ouvir e amar, ou se você tiver medinho do capiroto, se apavorar e mijar nas calças!

Gravado no Engenho Studio, tendo mixagem e masterização de André Cabelo e do próprio quarteto, a qualidade sonora de “The Evil” é ótima, casando perfeitamente com o tipo de trabalho que eles fazem. Mas uma diferença é sensível: mesmo com um som tão tenebroso e abrasivo, a banda optou por uma qualidade que permita que cada instrumento seja ouvido claramente. É sujo em termos de timbres sonoros dos instrumentos (justamente para soar mais orgânico), mas tudo está claro e muito bem definido.

A arte da capa é de Fernando Drowned (da The Most Destructive Art), e o visual casa perfeitamente com tudo que o quarteto faz sonoramente. E assim, vai causar pesadelos em muitos bobões metidos a trevosos.

Mesmo sendo um grupo ainda bem jovem e tendo nesse seu primeiro lançamento, o THE EVIL mostra uma personalidade única, sedutora e que é cheia de charme. Mesmo que a idéia principal não seja soar inovador ou criar outra vertente dentro do Doom Metal, eles criaram algo próprio, que é cheio de vida e energia. E mesmo sem usar nada tecnicamente complicado, eles mostram um trabalho não muito trivial mesmo porque eles optam por canções bem longas.

Seis faixas nos aguardam (já que “Voices from the Deep” é apenas uma introdução climática), e todas são ótimas. Mas não citar como a classe suja e orgânica da abrasiva “About None Guilty” (que belíssimos riffs de guitarra, com esses timbres “sabbathianos” azedos e envolventes), o azedume infernal da atmosfera que permeia “Screams” (tempos bem regulares, mas como esse baixo distorcido marca presença com essa bateria lenta, criando assim uma base absurdamente pesada), o pesadelo soturno como o inferno de “Sacrifice to the Evil One” (adornada com belíssimos vocais, que tanto usam timbres mais brandos e outros bem intensos, fora corais fúnebres muito bem colocados), e pegada mais dinâmica e trabalhada de “Satan II”, o amargor de doer os ouvidos causados pelos riffs distorcidos de “Silver Razor” e seus arranjos extremamente insanos (mas com um trabalho ótimo em termos de acabamento), e a sombria e distorcida “The Ancients” (outra com belas partes de vocais, onde o clima ora é fúnebre, ora mais cheio de distorção e peso).

Desta forma, o THE EVIL se mostra mais um excelente nome de nosso cenário, merecendo aplausos.

Que venham mais discos, e essas entidade do Mal continuem nos brindando com enxofre, absinto e Metal!

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