12 de jul de 2017

THE DEAD DAISIES - Live & Louder (Álbum ao Vivo)


2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Tracklist:

1. Long Way to Go
2. Mexico
3. Make Some Noise
4. Song and a Prayer
5. Fortunate Son
6. We All Fall Down
7. Lock’N’Load
8. Something I Said
9. Last Time I Saw the Sun
10. Join Together
11. With You and I
12. Band Intros
13. Mainline
14. Helter Skelter
15. American Band
16. Midnight Moses


Banda:



John Corabi - Vocais, violão
David Lowy - Guitarra base
Doug Aldrich - Guitarra solo
Marco Mendonza - Baixo
Brian Tichy - Bateria


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Sabem quando vocês ouvem um disco ao vivo de uma banda que você já gosta demais, e fica ainda mais viciado no som dessa gangue em questão?

Pois é, é isso que “Live & Louder”, primeiro ao vivo do quinteto THE DEAD DAISIES vai fazer com vocês, quer já gostem da banda ou não. É gostar ou gostar ainda mais, não existem outras opções! E agradecimentos à Shinigami Records por facilitar para todos, pondo uma versão nacional ao alcance de todos.

O estilo da banda em relação ao excelente “Make Some Noise” não mudou: continua sendo o mesmo Hard Rock/Classic Rock pesado, melodioso e “in your face”, sem dó dos ouvidos de quem quer que seja. Mas verdade seja dita: como faz bem ouvir uma banda cheia de grandes músicos conhecidos enchendo nossos ouvidos de composições que possuem melodias ganchudas, refrãos maravilhosamente envolventes, muita energia e certo toque de Blues/Soul norte-americano?

Não tem como não ficar, no mínimo, impressionado com esse ao vivo!

O guitarrista Doug Aldrich fez a produção do álbum, com mixagem de Anthony Fock e masterização de Howie Weinberg. E assim, um dos trabalhos mais difíceis de um disco ao vivo, que é transferir a energia e força de um show para uma mídia física (ou digital) está em alto nível. Alta qualidade de som, com tudo muito claro e com aquela agressividade saudável do Hard Rock e peso nas doses certas.

A arte gráfica ficou ótima, em um encarte repleto de fotos dos shows e mesmo bastidores, gerando aquela aura “live” tão essencial. Um trabalho ótimo de Sebastian Rohde.

Jeitão anos 70 sem soar datado, com uma energia absurda, o THE DEAD DAISIES é impressionante em estúdio, e ao vivo, soa ainda mais selvagem, agressivo e disposto a chutar o traseiro de muitos. E além de usarem de composições próprias, eles ainda colocaram algumas versões personalizadas de canções de monstros sagrados do Rock.

Obviamente, o foco são nas canções do último disco de estúdio da banda, “Make Some Noise”, como as porradas secas de “Long Way to Go” (que puta hardão grudento do cão, cheio de guitarras arrasadoras e vocalzão de primeira!), a ótima “Make Some Noise” (verdade seja dita: a fórmula dela não é novidade, mas como esses caras botam uma energia nova na canção, e que peso no baixo e na bateria), a acessível e envolvente “Song and a Prayer” (que refrão grudento da porra!), a energia crua e que nos agita a alma em “Last Time I Saw the Sun”. Mas o grupo ainda lança mão de pancadas no fígado como “Mexico” (que energia é essa, que gruda e que faz o coração acelerar), e a mais lentinha e bem feita “Something I Said” (que mostra um lado mais sensível e sofisticado da banda, com lindos arranjos de guitarra). Agora, é covardia deles lançarem mão de hinos como “Fortunate Son” (do CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL), “Join Together” (do seminal THE WHO), a imortal “Helter Skelter” (do THE BEATLES, tida por muitos como a primeira canção com elementos de Heavy Metal gravada na história), a Southern Rock “American Band” (que nada mais é que uma versão para "We're An American Band", do GRAND FUNK RAILROAD, que ganhou mais peso), e a “Midnight Moses” (do SENSATIONAL ALEX HARVEY BAND), todas capazes de fazer qualquer fã de Metal, Hard Rock, Classic Rock (ou seja lá como o leitor preferir chamar) enfartar de felicidade, pois respeitam as originais, mas colocam muito desse quinteto absurdo em cada uma delas.

“Live & Louder” mostra que, apesar de uma discografia curta, o THE DEAD DAISIES já é um nome monumental do estilo. Tomara que cresçam absurdamente, que conquistem rádios e muitos fãs, pois seria excelente ver o Metal e o Rock em alta mais uma vez. E bem que poderia ser duplo, mas já está perfeito como está.

Ouça alto, mas bem alto, até fazer toda a vizinhança se mudar, pois esse disco merece!


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