9 de fev de 2017

THE DEAD DAISIES - Make Some Noise (CD)


2017
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Tracklist:

1. Long Way to Go
2. We All Fall Down
3. Song and a Prayer
4. Mainline
5. Make Some Noise
6. Fortunate Son
7. Last Time I Saw the Sun
8. Mine All Mine
9. How Does It Feel
10. Freedom
11. All the Same
12. Join Together


Banda:


John Corabi – Vocais, violão
Doug Aldrich – Guitarras 
David Lowy – Guitarras 
Marco Mendoza – Baixo 
Brian Tichy – Bateria 


Contatos:



Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Se existe uma lição que todo bom fã de Metal/Rock deveria aprender desde cedo é: nunca leve fé em nomes de bandas, pois eles podem te iludir. Por trás de nomes muito estranhos, ou mesmo espalhafatosos, pode estar aquilo que você procura em termos de música. Um bom exemplo disso é o quinteto THE DEAD DAISIES, banda da Austrália, que acaba de ter seu terceiro disco lançado no Brasil pela Shinigami Records. Sim, estamos falando de “Make Some Noise”.

O que se encontra em “Make Some Noise”?

Uma mistura excelente de Hard Rock/Rock setentista com muito do Rock anos 80 e mais alguma coisa. É ríspido, agressivo, mas melodioso e deliciosamente envolvente, sempre focando em seduzir o ouvinte pela força de suas composições, bem como pelo desempenho diferenciado de seus integrantes. Ora, nos vocais está John Coraby (ex-MOTLËY CRÜE), nas guitarras Doug Aldrich (WHITESNAKE, DIO, LION, HOUSE OF LORDS), o baixista Marco Mendonza (do THIN LIZZY reformulado e ex-BLACK STAR RIDERS), e o baterista Brian Tichy (WHITESNAKE, BILLY IDOL, FOREIGNER, e OZZY OSBOURNE), e o líder é o empresário David Lowy. Um time desses não tinha como pisar na bola, e se preparem, pois o vigor, peso e melodias de “Make Some Noise” são tão cativantes que não tem como não gostar.

Marti Frederiksen é o produtor do disco, tendo Anthony Focx na mixagem e masterização de Howie Weinberg. A sonoridade é suja e orgânica, mas bem cuidada, onde se ouve cada instrumento claramente. Os timbres foram bem escolhidos, e tudo para que a música do grupo possa ser absorvida e compreendida completamente.

A arte gráfica, design, capa, layout e tudo referente ao aspecto visual de “Make Some Noise” é da Freimauer.com, e encaixou perfeitamente no despojo descompromissado da música da banda.

E é justamente esse lado descompromissado e espontâneo que fazem do CD um disco tão agradável, tão grudento e realmente envolvente. É pura energia e diversão, e o talento de seus integrantes faz com que cada momento do disco seja uma experiência maravilhosa para nossos ouvidos. E para dar um tempero a mais, Marti Frederiksen ainda fez alguns backing vocals, e Suzie McNeil toca harmônica e também participa dos backing vocals.

Segurem os pescoços, pois “Make Some Noise” é para levantar até defunto!

O Hard’n’Roll melodioso de “Long Way to Go” (belíssimo trabalho dos vocais, sem contar que as linhas melodiosas de guitarra e baixo estão perfeitas), aquele Rock mais anos 70 bem forte e raçudo mostrado em “We All Fall Down” (há certo acento de Blues aqui e ali, algo que o LED ZEPPELIN fazia com maestria), o peso acessível e envolvente de “Song and a Prayer” (a bacteria exibe uma técnica muito boa, bem como um pessoa avassalador), a energia mais veloz de “Mainline”, o jeitão cru e mezzo Hard Rock, Mezzo Glam Metal que a banda mostra em “Make Some Noise” (que refrão grudento do cão), a técnica instrumental bem utilizada nos tempos de “Mine All Mine”, e a porrada seca chamada “Freedom” pode ser considerados os melhores momentos desse disco tão homogêneo. Mas esses caras tem colhões suficientes para detonarem versões próprias de “Fortunate Son” do CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL, e “Join Together” do THE WHO, ambas com uma energia absurda, e que não superam as originais, mas as honram com uma roupagem mais despojada e cheia de energia.

Um disco fenomenal, e como dito: não se enganem com o nome, pois o THE DEAD DAISES veio para ficar, conquistar e ganhar fãs. E esses novos "Bad Boys" do estilo são raçudos o suficiente para isso!

Já entra no Top10 do ano dando uma bicuda na porta!



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