7 de fev de 2017

AXEL RUDY PELL – Game of Sins (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Tracklist:

1. Lenta Fortuna (Intro)
2. Fire
3. Sons in the Night
4. Game of Sins
5. Falling Star
6. Lost in Love
7. The King of Fools
8. Till the World Says Goodbye
9. Breaking the Rules
10. Forever Free
11. All Along the Watchtower (bônus edição brasileira)


Banda:


Johnny Gioeli – Vocais 
Axel Rudi Pell – Guitarras 
Volker Krawczak – Baixo 
Ferdy Doernberg – Teclados 
Bobby Rondinelli – Bateria 


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Evoluir ou não? Eis uma questão que atormenta a vida de muitos músicos e bandas. 

O melhor caminho deve ser o do meio: sim, é possível evoluir, mas mantendo sua personalidade, não abrindo mão do que já foi definido como personalidade musical. E nisso, só grandes músicos conseguem. Caras como AXEL RUDY PELL, que mantém uma carreira musical equilibrada desde 1989, e que nos brinda com seu disco mais recente, chamado “Game of Sins”, e que ganhou brasileira versão pela Shinigami Records.

Aqui, tem-se o bom e velho Hard Rock clássicos à lá DEEP PURPLE e RAINBOW com muita energia e generosas doses de acessibilidade musical, coisa que ele sempre fez. E mesmo não sendo nada novo, o disco nos seduz por suas melodias bem feitas, canções com pegada pesada e linhas de fácil assimilação, instrumental sólido e bem feito. E o melhor de tudo: Axel não parece ser o típico músico egocêntrico, pois a banda como um todo tem seu espaço para brilhar. Mas isso tudo tendo em mente que o mais importante em são as canções, não exibições individualistas de técnica. 

E verdade seja dita: nisso, esse sujeito sabe o que faz, já que “Game of Sins” é um disco inspirado em termos de canções.

A sonoridade que permeia as canções de “Game of Sins” é de forte, pesada e clara, tudo nas devidas medidas, com bons timbres e cada instrumento em seu devido lugar, com o destaque necessário. A tutela da produção é do próprio Axel, tendo como co-produtor do disco Charlie Bauerfeind, que também fez a mixagem, e a masterização é de Ulf Horbelt, o que garante um trabalho sonoro de primeira linha. 

A parte gráfica é de Martin McKenna, e ficou ótima, encaixada com a proposta musical da banda. A diagramação do encarte é bem tradicional, com foto de um integrante em uma página, e as letras na anterior.

Em termos musicais, “Game of Sins” não é inovador, é apenas um disco que segue o bom e velho estilo de AXEL RUDY PELL a que estamos acostumados. E isso, meus caros, já é muito para quem, como esse guitarrista soberbo, sabe o que está fazendo.

A força clássica do Hard’n’Heavy de “Fire” (um andamento simples, pesado e com aquela pegada anos 80, mostrando belas linhas vocais e teclados climáticos, fora o refrão marcante), a pesada e grudenta “Sons in the Night” (esses riffs pesados e acessíveis são uma especialidade do grupo, envolvendo o ouvinte a cada segundo, sem falar no solo caprichado), a pesada e climática “Game of Sins” (o andamento não é veloz, mostrando boas partes de teclados, mas com aquela pegada clássica mais pesada de baixo e bateria), as acessíveis e instigantes “Falling Star” (que refrão grudento, e sem mencionar o toque de classe essencial nas guitarras) e “The King of Fools”, além da raçuda e pesada “Breaking the Rules” podem ser ditas como os melhores momentos do disco. Além disso, a versão nacional ainda tem como bônus a versão metalizada da banda para “All Along the Watchtower”, de BOB DYLAN, aqui mais pesada e com uma energia vibrante.

Kings will be Kings, logo, longa vida a AXEL RUDY PEEL.

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