15 de out de 2016

CARNIFEX – Slow Death (álbum)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0


Músicas:

1. Dark Heart Ceremony
2. Slow Death
3. Drown Me in Blood
4. Pale Ghost
5. Black Candles Burning
6. Six Feet Closer to Hell
7. Necrotoxic
8. Life Fades to a Funeral
9. Countess of the Crescent Moon
10. Servants to the Horde


Banda:



Scott Lewis - Vocais
Cory Arford - Guitarras
Jordan Lockrey - Guitarras
Fred Calderon - Baixo
Shawn Cameron - Bateria


Contatos:



Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Gêneros do Metal, quando começam a ficar evidentes demais, causam o esgotamento dos mesmos, já que a quantidade de bandas que surgem em determinada vertente (seja por vontade própria ou por oportunismo) é enorme. E isso vai desgastando o gênero e a paciência dos fãs, até que ambos se tornem saturados. Nesse momento que se percebe quem realmente está na coisa de coração, e quem está apenas aproveitando o momento.

Mas de uma coisa podemos ter certeza: em termos de Deathcore, o quinteto californiano de San Diego CARNIFEX sobrevive a qualquer dificuldade. Seu sexto álbum, “Slow Death”, é a prova de que eles não são tão respeitados sem motivos.

Podemos dizer que a banda faz algo bruto e explosivo, mas com boa técnica. Mas ao mesmo tempo, eles se diferenciam por usarem um “approach” mais moderno, mas sem abrir mão de um arsenal musical extremamente brutal e opressivo, mais algumas melodias bem sacadas e nada de exageros que tenderiam a cansar nossos ouvidos. Para ser sincero, apesar do rótulo Deathcore, a banda não é tão presa a esta fórmula, o que torna “Slow Death” um disco ótimo de ser ouvido.

Preparem o pescoço e os ouvidos!

A produção de “Slow Death” é feita por Jason Suecof e Mick Kenney, e tem mixagem e masterização de Mark Lewis. O resultado é uma qualidade brutal e agressiva, mas que é esteticamente bem feita, com clareza que nos permite compreender o que a banda está tocando. E com isso, podemos dizer que a agressividade do quinteto explode pelos falantes.

A parte gráfica é um trabalho de Godmachine, o mesmo que trabalho com o NERVOSA em “Agony”, e ficou ótima, pois mesmo simples, expressa visualmente tudo que o quinteto faz em termos musicais.

Bem trabalhado, com momentos mais introspectivos sensacionais, sabendo evitar clichês desnecessários, apresentando arranjos musicais esmerados, mas sendo o centro de sua música o fato de não serem convencionais dentro do Deathcore. O CARNIFEX é bem diferente, verdade seja dita. E como convidados especiais, Jason Suecof toca guitarras em “Pale Ghost” e na instrumental “Life Fades to a Funeral”, e Sims Cashion também toca guitarras em “Countess of the Crescent Moon”

Melhores momentos:

“Dark Heart Ceremony” – O disco já abre em grande estilo, com uma explosão de brutalidade bem tocada. A técnica de baixo e bateria durante as mudanças de ritmo é absurda, bem como o impacto sonoro imposto pelo quinteto. E que excelentes arranjos de guitarras!

“Slow Death” – Uma golfada de agressividade bem trabalhada, cheia de toques melodiosos de primeira linha. E como as guitarras são fantásticas, bem como alguns momentos mais limpos muito bem feitos, com teclados providenciais e solos melodiosos.

“Drown Me in Blood” – Aqui, vemos um alinhavo introspectivo denso surgindo devido às linhas melódicas do quinteto. E há momentos bem sinistros que nos remetem ao Blackned Death Metal anos 90, graças às guitarras azedas e ao uso de timbres rasgados nos vocais.

“Pale Ghost” – A criatividade é uma característica marcante desses caras, especialmente devido à mudanças rítmicas de primeira. Mas reparem como os vocais oscilam entre momentos mais guturais e outros mais rasgados sob uma colcha de ritmos quebrados.

“Necrotoxic”  Outra em que o uso de alguns momentos mais melancólicos com o som de teclados de fundo. É uma faixa um pouco mais simples, mas as mudanças rítmicas mostram o quanto baixo e bateria sabem segurar o peso da banda, mas lhes conferindo uma boa diversidade técnica.

“Servants to the Horde” – Outra em que existe um fundo melancólico de primeira, com a presença de teclados melodiosos sob um instrumental extremamente bruto e agressivo. Óbvio que existe aquela atmosfera moderna devido à sonoridade das guitarras, mas os vocais estão mais uma vez se destacando.

Ou seja, “Slow Death” é mais um belo lançamento da parceria entre a Shinigami Records e a Nuclear Blast Brasil. Então, aproveitem!!!!


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