29 de set de 2016

SOILWORK - Death Resonance (CD compilação)




2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0



Músicas:

1. Helsinki
2. Death Resonance
3. The End Begins Below the Surface
4. My Nerves, Your Everyday Tool
5. These Absent Eyes
6. Resisting the Current
7. When Sound Collides
8. Forever Lost in Vain
9. Sweet Demise
10. Sadistic Lullabye 2010
11. Overclocked (2016 Mix)
12. Martyr (2016 Mix)
13. Sovereign (2016 Mix)
14. Wherever Thorns May Grow (2016 Mix)
15. Killed by Ignition (2016 Mix)



Banda:


Björn "Speed" Strid - Vocais
Sven Karlsson - Teclados
Dirk Verbeuren - Bateria
Ola Frenning - Guitarras (músicas 11-15)
Sylvain Coudret - Guitarras (músicas 1-10)
David Andersson - Guitarras (músicas 1-8)
Peter Wichers - Guitarras (músicas 9, 10, 14, 15)
Daniel Antonsson - Guitarras (músicas 11-13)
Ola Flink - Baixo (músicas 4-15)


Contatos:



Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Tem bandas que são referenciais dentro de estilos de Metal. E tem aquelas que são tão geniais que tudo que fazem é excelente. E para quem conhece o SOILWORK, um dos pioneiros do Death Metal melódico, até mesmo uma coletânea como "Death Resonance" acaba se mostrando algo de altíssimo nível. E a Shinigami Records, em parceria com a Nuclear Blast Brasil, nos possibilitou termos acesso ao disco por meio de uma versão nacional do mesmo.

Antes de tudo, é preciso deixar claro: você está bem longe de uma coletânea no formato "The Best of", pois o sexteto, assim como sua música, não é convencional em momento algum.

É preciso tirar o chapéu para a idéia de "Death Resonance": aqui temos uma coleção de músicas que foram "bonus tracks" em versões japonesas ("The End Begins Below the Surface" vem de "The Ride Majestic"; "Sweet Demises" é de "The Panic Broadcast"; "Sadistic Lulabye" também é de "The Panic Broadcast", mas por si só, já é uma versão nova da que se encontra em "Steelbath Suicide"), outras são remixadas exclusivamene para esta compilação (como "Overcloked", "Martyr" e "Sovereign", que originalmente estavam como extras na versão japonesa de "Sworn to a Great Divide"; e "Wherever Thorns May Grow" e "Killed by Ignition", que estão como faixas extras para aersão japonesa de "Stabbing the Drama"), algumas do EP "Beyond the Infinity", e duas canções inéditas. Algo diferente, e excelente!

Óbvio que em termos de sonoridade, existem algumas diferenças bem pequenas entre a sonoridade de uma faixa ou outra, conforme a proveniência da mesma (ou seja, de qual disco ela vem). Lembro-os que as mesmas ainda possuem períodos de tempos diferentes. Mas isso não deixou a sonoridade ruim, longe disso. São 10 produtores diferentes ao todo. 

Agora, a parte gráfica ficou de primeira.

A capa é simples, mas um trabalho interessante de Mircea Gabriel Eftemie, que deixou o visual bem soturno. E em termos de encarte, a arte gráfica ficou de primeira, pois mesmo usando apenas tons de preto, branco e cinza, mais letras em vermelho, temos fotos da banda, e depoimentos da banda sobre cada uma delas.

Musicalmente, o que podemos falar mais do SOILWORK que já não tenha sido dito antes?

Death Metal melódico com ótimos vocais que transitam entre as vozes limpas e timbres urrados ótimos, melodias bem encaixadas, uma cozinha rítmica de primeira (baixo e bateria são coesos e bem trabalhados), teclados muito bem pensados, e uma dupla de guitarras que sabe expor o necessário nos momentos mais brutos ou nos mais melodiosos. E adicionem a isso uma criatividade que parece não ter fim.

Primeiramente, falemos das inéditas:

"Helsinki" - Uma canção em que as melodias e agressividade características do grupo se acasalam muito bem, cheia de passagens introspectivas com vocais limpos, além de um refrão de primeira (outro traço marcante da personalidade musical do sexteto). Isso sem mencionar as belíssimas partes de guitarras (em especial os solos).

"Death Resonance" - Uma pouco mais cadenciada e com uma atmosfera densa e melancólica, mostra um trabalho técnico de bom nível, mas sem que a banda foque nisso. Há passagens melodiosas introspectivas onde vocais limpos e outros tons mais brutos se mesclam. E que belíssimo trabalho em termos de baixo e bateria, fora os teclados estarem muito bem.

O ponto interessante é que ambas as canções mostram um feeling mais "old" em termos de SOILWORK, algo quase sem os elementos de Metalcore presentes em "The Ride Majestic". Parece mostrar que o sexteto vai nos surpreender mais adiante uma vez mais, mas como falamos de uma banda em que evoluir é uma regra de vida, tudo é possível.

Agora, "My Nerves, Your Everyday Tool" com suas belas linhas melódicas de guitarras e acentuada agressividade (com outro trabalho ótimo de baixo e bateria), a atmosfera trabalhada e bem cuidada em termos estéticos de "Resisting the Current", as melancólicas partes das guitarras em "When Sound Collides", a linda e azeda "Sweet Demise" (com baixo e bateria mostram sua força uma vez mais. E sem falar nos teclados bem encaixados nos momentos mais lentos), a velocidade ríspida e insinuante de Sadistic Lullabye (com mais uma aula de riffs de primeira linha), as melodias de teclados bem delineadas na sinuosa e melancólica "Martyr", e a criativa "Wherever Thorns May Grow" (com suas linhas de voz maravilhosas) são provas claras de quanto o SOILWORK é uma banda que soube evoluir e fugir do ponto comum.

Uma das melhores bandas da atualidade, e "Death Resonance" vem coroar o ótimo momento da banda.

Ouça sem moderação alguma!



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