16 de set de 2016

IMPERATIVE MUSIC Vol. XII (coletânea)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Músicas:

1. ALICE IN HELL (Japão) - Time to Die
2. INFACT (Luxemburgo) - Change My Name
3. CAVERA (Brasil) - Controlled By My Hands 
5. NIHILO (Suíça) - On the Brink
6. STATUE OF DEMUR (Canadá) - Hot to Trot
7. DARCRY (Japão) - Cry of Despair
8. DEATH CHAOS (Brasil) - Atrocity on the Peaceful Fields
9. THE HOLY PARIAH (EUA) - No Forever
10. TRIBAL (Brasil) - Broken
11. HIDE BOUND (Japão) - Eden Kew
12. PHANTASMAL (EUA) - Specter of Death
13. BASTTARDOS (Brasil) - Exilados
14. METANIUM (EUA) - Resistiendo
15. THE WILD CHILD (Itália) - You and the Snow
16. ARMED CLOUD (Holanda) - Jealousy With a Halo
17. EDUARDO LIRA (Brasil) - The Edge
18. GODVLAD (Portugal) - Game of Shadows


Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


E mais uma vez, temos em mãos uma coletânea com várias bandas. 

Dessa vez, é o décimo segundo volume da "Imperative Musis", uma compilação que já se tornou tradicional no meio, cujo enfoque é ter sempre o trabalho de bandas brasileiras junto com de bandas do underground mundial. E esta é uma idéia diferente, e muito bem vinda, mesmo em tempos onde uma grande parte do público esteja entregue ao download ilegal.

Voltando ao disco: desta vez, bem como no volume anterior, não existe nenhum nome gigante. O lado positivo é que a atenção do ouvinte não se foca em apenas uma ou duas bandas, podendo assim se dar o trabalho de ouvir e escolher aquelas que mais se adaptam ao gosto pessoal de cada um. 

Em termos de produção sonora, como quase todas as coletâneas conhecidas, o nível de gravação muda de um grupo para o outro, já que além de cada um deles ceder uma música gravada e já presente em algum trabalho já lançado (ou não), cada um ainda tem sua própria forma de fazer sua música e a idéia de como ele deve soar. Mas mesmo assim, a masterização feita no Slab Sound Studio, na França, deu uma uniformizada na sonoridade, sem obliterar a personalidade de cada grupo.

O nível das bandas é muito bom, mas destacamos as seguintes: a força Thrash agressiva e crua do ALICE IN HELL (Japão) em "Time to Die" (tem aquele jeitão KREATOR de ser, mas muito bem feito, e com uma insana saraivada de riffs), a fúria melodiosa do INFACT (Luxemburgo) que permeia "Change My Name" (embora existam momentos melodiosos muito interessantes), a força moderna do AS DO THEY FALL (Brasil) em "Burn", a brutalidade Death/Thrash Metal do NIHILO (Suíça) em "On the Brink", o destruidor de ouvidos DEATH CHAOS (Brasil) em "Atrocity on the Peaceful Fields" (já enfocado no Metal Samsara na resenha de seu EP de estréia, e aqui, arrasam mais uma vez, com uma faixa intensa e explosiva), o Death Metal bruto e melodioso do HIDE BOUND (Japão) "Eden Kew" (com vocais urrados bem diferentes do usual, bom nível técnico de bateria, e um ataque furioso das guitarras, com riffs intensos e solos cheios de boas melodias), o Thrash mais Old School do PHANTASMAL (EUA) em "Specter of Death" (muito legal ver uma banda que consegue pegar um estilo antigo e dar uma cara nova ao mesmo sem pudores de ser criativo), o Rock sujo e variado do BASTTARDOS (Brasil) com "Exilados" (mais um que busca ser diferente e criativo, usando um "outfit" melodioso e cheio de influências modernas no meio da sujeira despojada e empolgante), o Heavy Metal melodioso e cheio de influências do Hard clássico apresentado pelo THE WILD CHILD (Itália) em "You and the Snow", o lado mais melodioso e sinfônico do Metal dado pelo ARMED CLOUD (Holanda) em "Jealousy With a Halo" (belo trabalho dos vocais, diga-se de passagem, em uma música diversificada e cheia de momentos ótimos), as lindas melodias impressas pelo trabalho de EDUARDO LIRA (Brasil) em "The Edge" (uma faixa instrumental de primeira, onde a técnica do guitarrista é focada em criar uma ótima música, não uma exibição de ego), e a beleza melodiosa e moderna do GODVLAD (Portugal) apresentada em "Game of Shadows". Mas que fique claro: o trabalho de STATUE OF DEMUR (Canadá), DARCRY (Japão), THE HOLY PARIAH (EUA), TRIBAL (Brasil) e METANIUM (EUA) também são muito bons, merecendo aplausos.

Apesar da ausência de grandes nomes, este é um dos melhores versões da "IMperative Music", então, pode comprar com a certeza que vai gostar.

Parabéns à Imperative Music por mais uma ótima empreitada.

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