10 de jun de 2015

Rage Darkness – Engine of Misanthropy (CD)


2015 – Independente – Nacional


Nota 9,5/10,0

Músicas:

01. Intro
02. Morphine
03. Fear of Change
04. Virus
05. Behind Your Eyes
06. Thanks for your Hostility
07. Painful Farewell
08. Trial of Hate
09. Inner Self
10. Silent War
11. Engine of Misanthropy


Banda:

Vinne – Vocais, guitarras
Juliano Moser – Guitarra solo
Caco Ramos – Baixo
Rafael Marques – Bateria 


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O Metal extremo tem sofrido algumas mutações interessantes nos últimos anos. O surgimento de nuances mais suaves e trabalhadas no meio acabou sendo benéfico no aspecto evolutivo, preparando o Metal para o futuro. Alguns fãs torcem o nariz para essas sonoridades mais modernas, outros as aceitam de braços abertos. Ame ou odeie, não há meio termos (embora “odeio” seja algo fora de moda. Apenas não gosta), e para fãs de um som explosivo, agressivo e bruto, mas feito com qualidade, vem o poderoso quarteto RAGE DARKNESS, de Curitiba (PR), detonando tudo e todos com “Engine of Misanthropy”, seu primeiro álbum, após dois EPs.

A banda não nega sua veia extrema, sabendo usar riffs muito pesados e abrasivos em sua música, sempre com boa dose de adrenalina e agressividade. Mas ao mesmo tempo, surgem melodias mais introspectivas e vibrantes em muitos pontos (especialmente nos vocais). Ou seja, sob o peso e agressividade opressivos do quarteto, há uma diversidade musical incrível. É como se influências do Death/Black Metal praticado na Polônia se encontrassem com algo da escola moderna do Metal Norte Americano, mais alguma coisa do Prog Metal e outros gêneros. E o resultado final é de alto nível.

Rage Darkness
A produção de “Engine of Misanthropy” é ótima. Com tudo gravado, mixado e masterizado por Alexandre Cegalla no Bunker Studio (Curitiba), a qualidade sonora beira a perfeição, sendo clara suficiente para entendermos o que é tocado, mas com peso em cada um dos instrumentos na medida certa. E a arte da capa (belíssima, por sinal) é de Jean Michel (que já fez trabalhos para KEEP OF KALESSIN, INCANTATION, e RAGNAROK), que se encaixa bem com a proposta do grupo.

Arranjos bem feitos (e são muitos durante o álbum), uma música concebida para ser diferente, e assim, o quarteto mostra aquilo que faz a diferença sempre: personalidade.

Destaques: a brutal e agressiva “Morphine” (que possui alguns toque de Progressive Metal nas guitarras), a bem trabalhada e diversificada “Virus” (com um trabalho ótimo de baixo e bateria, embora os riffs de guitarra não fiquem distantes. E reparem como ela é preenchida por momentos mais melodiosos ótimos), a intensa e pesada “Behind Your Eyes” (cheia de lindas melodias nas guitarras em um andamento não tão veloz, com muitos momentos de ótimos vocais limpos), a opressiva e sinistra “Thanks for your Hostility” (onde boa parte do andamento é intenso e pesado, mais cadenciado e azedo), a ganchuda “Trial of Hate” (com alguns teclados muito bem sacados, conferindo certo toque de requinte à brutalidade da canção), a mais introspectiva e experimental “Inner Self” (toda levada com guitarras mais limpas, um trabalho fenomenal de baixo e bateria, e vocais limpos perfeitamente encaixados), e a explosiva “Engine of Misanthropy” (que apesar de tanta violência, tem certo ar melancólico devido ao belo trabalho dos riffs. Mas se destaque o trabalho ótimo dos vocais urrados). Mas o álbum como um todo é ótimo, rico em detalhes e muitos aspectos técnicos que uma única audição não consegue perceber.

O grupo dá a impressão que pode render ainda mais, logo, o futuro do RAGE DARKNESS promete ser brilhante, sendo uma banda ponta de lança no estilo no Brasil. É esperar na certeza.

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