30 de mar de 2015

Antcorpus – Na Terra do Metal (CD)

Nota 8,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia




O Norte do Brasil é uma das áreas que, volta e meia, vemos notícias de grandes escândalos políticos e problemas sociais absurdos. E somos levados a crer que nos estados que compõem a Região Norte carecem em muitos aspectos. Mas é preciso saber que, apesar de todas essas dificuldades e outras relacionadas à cena underground, vemos nomes bons surgindo por aquelas bandas. E um nome que anda se destacando bastante é o do quinteto ANTCORPUS, de Parauapebas (PA), que após muitos anos de luta, um Demo CD em 2010 (“Chuva Ácida”), chega com seu primeiro disco, “Na Terra do Metal”.

Fruto de uma vontade de ferro, o CD é uma aula de Thrash Metal old school, mas sem ser um “Dolly Clone” de bandas que já existiram. Neste disco, vemos a força da influência da escola germânica do Thrash Metal mais alguma coisa do SLAYER e do DARK ANGEL em seus trabalhos mais seminais, mas não se enganem: o grupo tem personalidade sob a pancadaria composta de vocais agudos e rasgados (uma clara referência a Don Dotty), um trabalho muito bom da dupla de guitarras nos riffs e solos, baixo e bateria firmes na base rítmica. Óbvio que soa um pouco datado (estamos falando de uma banda cujo trabalho é uma referência aos anos 80, logo, isso chega a ser um pouco óbvio), mas não carece de personalidade. 

Antcorpus
A produção sonora é bem seca, chegando a soar um pouco oca. Mas não tenham idéias precipitadas: é nessa forma que o trabalho do grupo ganha identidade. E não temos alguns defeitos que muitas bandas que buscam a sonoridade dos anos 80 possuem, que é a repulsa ao uso de tecnologias modernas na gravação. E soa pesado e coeso, mas limpo. A sonoridade pode melhorar um pouco no futuro, mas não chega a ser ruim aqui. E a arte, um trabalho legal que referencia a veia Thrasher da Velha Guarda que a banda possui.

Embora a banda busque algo próximo ao que é feito nos anos 80, ao ouvir o CD, percebe-se que eles não possuem a pretensão de fazer o relógio voltar no tempo. Não, eles apenas querem fazer a música que gostam e do jeito deles, ponto final. E a banda se mostra sábia nos arranjos, de forma que as músicas não cansam nossos ouvidos.

O disco, em termos de músicas, é bem homogêneo. Mas seria uma injustiça não destacar músicas como “Artérias Podres” (com boa dinâmica de andamentos e ótimo trabalho das guitarras nos riffs), a feroz “Na Terra do Metal” (baixo e bateria mostrando serviço com andamento não tão veloz, além de bons backing vocals), “Desordem e Regresso” e “Demência”. 

Óbvio que a banda ainda pode fazer melhor do que isso, fica bem claro aos nossos ouvidos. Talvez uma produção um pouco melhor os ajude, mas saibam: “Na Terra do Metal” é um bom disco sim, e mostra que o ANTCORPUS é uma boa promessa.




Músicas:

01. Artérias Podres 
02. Antropofagia 
03. Na Terra do Metal 
04. Chuva Ácida 
05. Desordem e Regresso 
06. Violência
07. Tortura 
08. Homicida Nuclear
09. Demência 
10. Decreto do Fim


Banda:

Djair Oliveira – Vocais 
André Martins – Guitarras 
Anderson Albuquerque – Guitarras 
Sansão – Baixo 
Jhonny Santos – Bateria 


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