Fazer Metal à moda antiga não é algo simples. É preciso entender que não basta repetir os clichês já usados, mas que é preciso pôr de si, pôr vida na música. Por isso muitas bandas que apelam para o rótulo "Old School" podem estar sepultando suas possibilidades sonoras. Mas ainda bem que temos bandas que sabem, entendem do riscado e estão aí, ensinando como se faz a coisa com personalidade.
E meus caros, o trio mineiro GREY WOLF, de Contagem, dá uma lição de primeira em "Glorious Death", seu terceiro disco, que acaba de ser lançado pela Arthorium Records.
Antes de tudo, é preciso dizer que o GREY WOLF segue a mesma linha das bandas da NWOBHM, ou seja, peso e agressividade aliados à melodia e bom nível técnico, mas com alguns toques da elegância pesada da escola germânica. Mas não se iludam, pois o trio esbanja personalidade, criando canções que grudam em nossos ouvidos. É um trabalho bem diferente dentro do que o rótulo "Old School Heavy Metal", especialmente porque o grupo sabe arranjar bem suas músicas, e ao mesmo tempo, o peso é constante.
Como um todo, a produção de "Glorious Death" é de primeira.
Sonoramente, o grupo soube não só aliar sua música com uma qualidade de gravação mais moderna e clara. O velho e o novo se juntaram para criar algo de primeira, com timbres bem escolhidos e onde podemos entender os arranjos perfeitamente, sem dificuldades. Parabéns a Fábio Paulinelli pela ótima gravação e a Arthur Migotto pelo ótimo trabalho na mixagem e masterização.
Artisticamente, a apresentação do CD é de primeira. A capa de Nicolas Bournay mais o design de Arthur Migotto ficaram excelentes, dando corpo à música de primeira do grupo.
Arranjos bem cuidados, técnica de primeira, e uma coesão entre vocais (com um timbre rouco e azedo à lá Rock'n'Rolf, mas personalizado), guitarras, baixo e bateria de primeira. Tudo foi muito bem arranjado, nada é excessivo, tudo muito justo. E para dar um brilho a mais, temos a participação especial de Yuri Fulone nos teclados, e de Arthur Migotto nos backing vocals e nos vocais principais em "Cimmeria".
Chega a ser injusto destacar esta ou aquela canção, já que o disco inteiro é ótimo, mas destacamos a cativante "The Eyes of the Medusa" e seus belos arranjos de guitarra e baixo (notem como as mudanças rítmicas só ajudam a banda); a pesada e mágica "Glorious Death", com seu refrão de arrepiar e excelentes guitarras; o peso "maideniano" de guitarras e baixo em "Metal Avenger" e seu ritmo constante, elementos que se estendem à peso-pesado "The Axe Will Rule the Kingdom (King Kull part II)" (reparem bem na técnica do baixo); o andamento em tempo mediano de "Conan the Liberator", que gruda no ouvinte graças ao ótimo refrão e backing vocals de primeira; a força envolvente da pesada e empolgante "Warrior", com mudanças de tempo bem pensadas e ótimas guitarras; e a épica e intensa "Cimmeria", introduzida com dedilhados de violão, ótimos vocais limpos, incursões providenciais de teclados, fora uma atmosfera Folk introspectiva excelente, deixando o ouvinte pregado no lugar até seu fim.
Definitivamente, "Glorious Death" é empolgante, e uma aula de boa música, de como se faz Metal à moda antiga com personalidade.
Poucas bandas na atualidade podem gozar do status de emergentes dentro o cenário Heavy Metal mundial. É preciso ter penetração dentro do mercado, apoio de gravadoras e imprensa, e o mais importante de tudo: música de primeira linha, que possa fazer com que um grande número de fãs saia da letargia, lhes dê ouvidos e os convençam (nem que seja na marra). E podemos dizer que um dos grandes emergentes atualmente é o quinteto sueco SABATON, que vem crescendo mais e mais em uma carreira vitoriosa. E coroando o ótimo momento deles, vem o pacote "Heroes on Tour", duplo DVD e CD lançado por aqui pela dobradinha Shinigami Records/Nuclear Blast Brasil na íntegra.
Para aqueles que não conhecem, o SABATON faz um Power Metal que, tecnicamente falando, é mais simples que grande parte das bandas de hoje, ou seja, deixam de lado o virtuosismo instrumental em prol de músicas mais bem acabadas, cheias de ótimos refrões de fácil assimilação, corais épicos, e arranjos ótimos em termos de guitarras (Thobber e Chris se entendem muito bem em termos de riffs e solos), a cozinha rítmica de Pär (baixo) e Hannes (bateria) esbanja peso e coesão ao vivo, ótimos arranjos de teclados (aqui, reproduzidos por samples), e Joakim explorar timbres mais graves de sua voz, fugindo dos tons agudos tão comuns. E ao vivo, meus caros, essa combinação é explosiva, funciona perfeitamente. E além disso, o quinteto ao vivo é extremamente divertido, algo que anda em falta no gênero.
Além disso, pensem em uma banda que sabe usar o palco em seu favor.
Sim, eles sabem, e muito bem, pois a banda montou uma estrutura que remete diretamente ao disco "Heroes", com a bateria montada encima de um taqnue de guerra, pedestais de microfones com capacetes, e a própria banda e sua equipe usam uniformes militares (veja o início do DVD um, com a banda e sua equipe fazendo ótimos e bem humorados comentários). E o uso de efeitos especiais, como chamas e tudo mais é excelente.
E cada um desses detalhes pode ser apreciado em sua totalidade graças ao belo trabalho de edição de vídeo e áudio, que estão de primeira. As tomadas das câmeras são de primeira, e fora a banda, o público é mostrado em várias partes se divertindo (algo que o banger brasileiro deveria aprender a fazer), cantando junto, pulando, batendo palmas...
Em termos de parte gráfica, a apresentação é perfeita, com uma capa belíssima, fazendo referência à tour de "Heroes" (na qual os shows aqui foram gravados), encarte cheio de fotos da apresentação do quinteto no Wacken
Cada um dos DVDs é de uma apresentação da banda: o DVD 1 é a apresentação da banda no Wacken Open Air na Alemanha, em 2015; já o DVD 2 é a apresentação da deles no Sabaton Open Air de 2015 em Falun (cidades natal da banda).
No DVD 1, todo aquele glamour de uma apresentação no Wacken Open Air, no final da tarde. Óbvio que a banda faz uma apresentação perfeita, com excelente comunicação com o público, muitas piadas, e a banda bem entrosada, Os destaques são as excelentes "Ghost Division", a envolvente "Carolus Rex", a ganchuda "The Art of War", e as maravilhosas "Screaming Eagles" e "Primo Victoria". Nem é justo falar mais que isso, já que o setlist do show é de primeira. Mas confesso que "Smoking Snakes" fez falta.
E de bônus, temos a festa de lançamento da cerveja da banda em "Noch ein Bier", e duas músicas da tocadas em conjunto com a Bohemian Symphony Orchestra Prague, de Praga: "The Art of War" e "Final Solution".
O DVD 2, já em Falun, você pode escolher em ver o show de dois pontos de vista: "Live View" (a apresentação da banda em si) ou "Studio View" (onde a banda está em estúdio, gravando partes a serem usadas na edição de overdubs).
O show é precedido por pequenas entrevistas que abrangem da equipe técnica, a banda e mesmo depoimento de outros participantes (como Snowy Shaw, Mille Petrozza, Liv Kristine e Alex Krull), e fãs, e mesmo Peter Tägtgren (do HYPOCRISY, e produtor do DVD) dá uma canja, tudo muito ilustrativo.
Mas quando a banda entra no palco, o caldo engrossa, pois o show é fantástico, com um setlist arrasador, um pouco diferente do que foi visto no do Wacken. E como são a atração principal e estão em casa, é um shwo ótimo, com a banda se mostrando animada e solta, com todos os aparatos deles no palco, é um show de luzes e efeitos especiais, e o SABATON arrasa em "Ghost Division", "Carolus Rex", "Wolfpack", "Union", "The Art of War", "Swedish Pagans", e "Primo Victoria". Mas é interessante ver como eles se comunicam bem com a platéia (e não se preocupem: mesmo com a banda falando em sueco, as legendas em inglês ajudam).
O CD é o show do Wacken, com o áudio um pouco melhor que no DVD, para ouvir as faixas quando não desejar ver o DVD.
No mais, agradecimentos à Shinigami Records e à Nuclear Blast Records Brasil por permitir que chegasse aos fãs a versão integral do pacote!
Na história do Metal, vale a
máxima norte-americana: "who dares wins", ou seja, aquele que ousa
vence. E mesmo em um momento em que o Metal anda estagnado, com bandas e mais
bandas tentando emular as sonoridades dos anos 70 e 80, ainda existem aqueles
que ousam expandir fronteiras.
Um desses nomes é o do grupo
MAESTRICK, de São José do Rio
Preto (SP), que após o excelente "Unpuzzle!" de
2011, retornou com o EP "The Trick Side Of Some Songs", disponível
para download gratuito e composto de covers de bandas consagradas como QUEEN,
YES, JETHRO TULL e outros.
Mesmo assim, o grupo já se
encontra na fase de
preparação para o novo disco e abriram um tempinho na agenda, e Fábio (vocais, teclados) e Renato Montanha (baixo, vocais) nos atenderam
para um bate-papo bem interessante.
BD: Oi pessoal. Antes de
tudo, queria agradecer a oportunidade de entrevistar vocês. A primeira pergunta
é de praxe: como o MAESTRICK surgiu, e qual a idéia que tinham no início? Já
imaginavam a música no nível que compuseram para "Unpuzzle!"?
Montanha: Nós que agradecemos
a oportunidade de fazer esta entrevista. Bem, eu e o Fabio nos conhecemos desde os 8 anos de idade e temos banda
juntos desde esta época. Então depois de algumas experiências com diferentes
grupos formamos uma com o nome de Ramsés II. Depois de um tempo o nosso
baterista saiu e entramos em
contato com o Heitor Matos, que topou fazer parte do projeto.
A partir deste ponto decidimos repaginar a banda e criar um disco.
Nós fizemos vários ensaios nos inspirando na temática criada para o disco “Unpuzzle!”,
mas não ficamos presos somente ao conceito e sim a qual sentimento as músicas
nos passariam. Então seguindo esta linha, trabalhamos as composições até entrar
em pré-produção. Já no estúdio
com o produtor Gustavo Carmo, lapidamos os arranjos e trabalhamos
para fazer algo que fosse honesto conosco e com o público, e eu acredito que isto acabou
aparecendo como resultado final, porque não tentamos soar como nenhuma banda e sim tentamos criar
algo novo. Quando tivemos o feedback do público foi maravilhoso, tínhamos
conseguido mostrar nossas influencias
sem parecer uma cópia.
Fabio: Nós é que temos que
agradecer a gentileza do convite e o espaço para falarmos do MAESTRICK. Como o
Montanha disse, nós desde o início nos preocupávamos em fazer algo de dentro pra fora,
ou seja, algo espontâneo, que nos representasse como pessoas e consequentemente
como artistas. Embora muito novos, nós já tínhamos passado por várias
experiências em outras bandas, e isso nos fez entender que simplesmente copiar
alguém ou uma outra banda não nos deixaria satisfeitos. É claro que essa é foi a forma
que nós encontramos de nos realizar, não é uma fórmula e muito menos uma
crítica a quem busca o oposto. O “Unpuzzle!” foi simplesmente, se é que eu
posso usar essa palavra (rs), a confirmação dessa proposta. Acho que nós
estávamos tão seguros do que queríamos, que tudo fluiu naturalmente. Com
certeza nós acreditávamos nas músicas, como ainda acreditamos, mas tudo saiu
melhor do que imaginávamos e devemos muito ao Gustavo Carmo, que foi o produtor do disco.
BD: Ainda falando de
"Unpuzzle!", como foi a repercussão e recepção do disco por parte de público e crítica?
E ele chegou a ganhar uma versão gringa em 2013 pela Power Prog, certo? Como foi
o feedback do exterior?
Montanha: A repercussão foi
ótima em ambas as partes, tivemos ótimos reviews da imprensa e do público e as
vendas do disco nos deixaram bem satisfeitos.
Em 2013 assinamos com a Prog Power que
nos colocou no mercado fora
no Brasil e tivemos um feedback positivo de lugares que nem
sonhávamos alcançar como Alemanha, Japão e Tailândia.
Fabio: Na época nós
costumávamos falar uns pros outros que é necessário um certo grau de desapego com o
disco que você acaba de lançar. Isso porque a partir do momento que sai, já não
é mais seu. É
algo que você entrega para o
mundo e espera que captem tudo de bom que você depositou ali e pronto. Mas é
surpreendente ver a proporção que as coisas podem tomar. Recebemos críticas
totalmente positivas, de várias partes do mundo, e era algo que sonhávamos, mas
da forma como foi eu só consigo descrever com a palavra gratidão.
BD: Aquela perguntinha meio
chata: em termos de
projeção e compensações pessoais, esses anos entre o
lançamento de "Unpuzzle!" e o EP "The Trick Side Of Some Songs"
lhes permitiu ver quais os frutos do disco? O resultado foi positivo? Quero
dizer, em tudo, ficaram satisfeito com as metas atingidas?
Montanha: Os resultados foram
atingidos, ficamos felizes com
as vendas e parcerias feitas com o disco que nos
proporcionaram frutos para o próximo disco.
Fabio: Nós temos a seguinte ideia e procuramos
aplicá-la em todas os desdobramentos que nosso trabalho possa ter: Não pular
etapas! Nós entendemos que cada etapa que você está, proporciona uma ou mais
lições que são essenciais para atingir o que se busca. Então olhando para trás,
considero que o resultado foi sim positivo, até acima do que esperávamos.
BD: Hora de falar sobre o EP:
por que o nome "The Trick Side Of Some Songs"? Existe algo de mais
profundo na escolha?
Montanha: O nome reflete a
forma “MAESTRICK” de interpretar canções, nós não queríamos lançar um disco com
cópias das músicas, e sim mostrar algumas das nossas influências executando do
“modo MAESTRICK de tocar”.
Fabio: O nome do EP é algo
que gostamos muito de fazer, trocadilhos com palavras e nesse
caso foi o disco “The Dark Side Of The Moon” do Pink Floyd a “vítima” (rs). O
sentido é exatamente esse que o Montanha explicou, de mostrar do nosso ponto de
vista, obviamente de forma respeitosa, às versões originais de bandas que nos
influenciaram e influenciam.
BD: Em termos de disco, as
bandas que fazem discos
com covers em geral preferem o formato de álbum completo, mas
vocês preferiram um EP. Por que? Motivos de grana ou realmente eram apenas
essas que desejavam gravar?
Montanha: Nós queríamos
mostrar algumas influências da banda. Se fosse financeiramente viável, poderíamos
gravar até um CD duplo (rs), mas a proposta era mostrar um pouco da nossa base
musical.
Fabio: Sempre falamos sobre a
possibilidade de registrar versões de outras bandas, e vimos essa oportunidade agora,
porque não seria interessante um hiato maior sem material novo entre o primeiro
disco, “Unpuzzle!”, e o segundo que está em gravação. No final acabou sendo
como um “ritual” de passagem, para nos desvencilhar do outro projeto e começar
um novo. A quantidade de músicas foi mais pelo tempo hábil que tínhamos, pois
já estávamos com estúdio reservado para começar o disco novo. Mas quem sabe
isso não se torna uma tradição no MAESTRICK, de lançar um “Trick Side” entre os discos autorais. Foi uma
escola e tanto pra nós.
BD: E como se deu a escolha
das músicas? Alguma motivação específica?
Montanha: Nós escolhemos, na
maioria, músicas que já faziam parte do nosso repertório e músicas que não
haviam muitas versões, por exemplo, quando se pensa em Queen, logo vem a cabeça os grandes clássicos. Mas
mostramos outras músicas fantásticas que não seriam o alvo principal para fazer
um cover.
Fabio: Além disso, nos preocupamos
em dar um sentido ao EP, de começo, meio e fim. Temos uma música mais crua como a "Ogre Battle", outra Folk como a "Aqualung", outra mais progressiva como o medley
do Yes e assim achamos que encontramos um equilíbrio além das nossas
influências, da sequência que as músicas seriam apresentadas.
BD: Um dos pontos que mais
chama a atenção é a versão para "Rainbow Eyes", do RAINBOW,
utilizando arranjos orquestrais e uma elegância ímpar. Como foi que pensaram na
utilização de uma orquestra na música?
Montanha: O Fabio pensou em
acrescentar mais camadas de instrumentos, pois a música apresenta uma estrutura
sem muitos instrumentos, como, por exemplo, a bateria que esta ausente na música
original, e assim foi-se tecendo a ideia de colocarmos uma banda e orquestra pra
aumentarmos as camadas e só salientar com um outro ponto de
vista a grandeza desta música.
Fabio: Muito obrigado pelo
elogio, isso nos deixa muito felizes. A versão original da música tem um
arranjo de cordas e de flauta, então não tínhamos outra forma de fazê-la se não
com uma orquestra de verdade.
BD: Aproveitando que falamos
da orquestra, como conseguiram a participação da Orquestra OBA (Orquestra Belas
Artes) e do maestro Andrea
Porzio Vernino para a canção?
Fabio: Eu fui aluno de piano
do Andrea por uns meses e sabia que ele regia uma orquestra de jovens em uma
escola daqui da cidade. Aí comentei que o MAESTRICK iria fazer um tributo ao
Dio e perguntei se eles não topariam participar. Acho que já sabemos o que ele
respondeu né?! (rs)
BD: Ainda sobre as músicas do
disco: por que um medley do YES? Dificuldades em escolher uma só, ou o tamanho
das músicas em si? O YES tem algumas músicas grandiosas, mas que realmente são
imensas.
Fabio: O YES é uma banda
sensacional e somos muito fãs. Queríamos registrar algum clássico, mas quando
começamos a tirar as músicas, percebemos que elas tinham muito mais detalhes do
que imaginávamos, sem repetição de arranjos, e não teríamos tempo para nos
dedicar a ponto de
tirar uma canção inteira. A solução veio na forma do medley, que reuniria
apenas partes de algumas músicas. Mas depois de ter feito assim, confesso que
não sei dizer se deu menos ou mais trabalho. (rs)
De qualquer forma foi uma
experiência e tanto pra nós, e particularmente pra mim como cantor foi um desafio,
porque a voz do Jon
Anderson é muito particular, então eu não podia fugir da
estética que ele impôs na música, mas não podia soar como uma cópia.
A pesquisa foi grande e procuramos
dentro de cada sessão de cada música tornar tudo como se fosse uma só e não
simplesmente uma junção de
retalhos. Os encaixes entre uma parte e outra receberam
bastante atenção e no final
ficamos muito satisfeitos com o resultado.
BD: Outra: por que as duas
partes de "The Ogre Fellers Master March"? Essas devem ter dado um
trabalho imenso, já que músicas do QUEEN da época são bem difíceis de
recriar...
Montanha: Nós gostamos muito
do disco “Queen II”, e queríamos colocar as músicas inteiras, mas o EP ficaria
muito grande. Então as mesclamos para funcionar dentro da proposta.
Fabio: Uns meses antes da
gravação do EP, nós fizemos um show a convite do SESC, em um projeto de discos
conceituais, e executamos na íntegra o disco “Queen II” do Queen. Aí
aproveitamos que já sabíamos as músicas e registramos duas que mostram um lado
mais cru do MAESTRICK e outra mais complexa, cheia de camadas de vocais e de
instrumentos que é algo que gostamos de usar nas nossas composições também. Era
pra ser outro medley e ficar em uma faixa só, mas decidimos na última hora
separar a “Ogre” da “Fairy Fellers”, que já emendava com uma sessão da “March
of The Black Queen”, que é considerada como o embrião da “Bohemian Rhapsody”
pelos críticos, e isso explica a brincadeira com a frase final da música.
BD: Já para "While My
Guitar Gently Weeps" (BEATLES) e "Aqualung" (JETHRO TULL), vocês
pegaram duas composições que chegam a ser icônicas entre os fãs delas. Tá, eu
sei que vocês, eu e até o
Eliton Tomasi somos fãs dessas bandas (risos), mas havia alguma motivação para
serem eles, ou houve aquela famosa "indecisão" na hora das escolhas?
Montanha: Nós gostamos dessas
bandas e
principalmente dessas músicas escolhidas, além delas já
fazerem parte do nosso repertório há muito tempo. Então a escolha foi fácil.
Fabio: Além do que o Montanha
disse, tem o fato de podermos mostrar um pouco do nosso lado Folk, no caso da “Aqualung”,
que é algo que queremos explorar em futuros trabalhos também e no caso da “While”,
queríamos uma música que evidenciasse mais a guitarra além dos
outros instrumentos, que já tinham tido seu espaço nas outras faixas. Então
deixamos a guitarra
ser o carro chefe, com um espaço legal para um solo. O final dela surgiu porque ela
seria a última música do EP antes da vinheta de encerramento. Então queríamos
algo que passasse a ideia de um “gran finale”.
BD: "The Trick Side Of
Some Songs” deve ter dado um trabalho
enorme para ser feito, mas por que ele foi disponibilizado de graça na
internet? E por que resolveram gravar um vídeo justo para "Rainbow
Eyes"?
Montanha: Nós queríamos
mostrar para o público que estamos trabalhando para lançar material novo e este EP foi só um
“gostinho” do está por vir, por isso foi de graça. Sobre a “Rainbow Eyes”, foi
uma escolha mútua por podermos mostrar a banda junto com uma orquestra.
Fabio: O EP é simplesmente um
presente para o público que acompanha o nosso trabalho e uma homenagem a essas
bandas que tanto fizeram para a história do Rock. Então não tinha como ser
diferente, foi algo dado, de coração, do MAESTRICK para todos que se interessarem.
A “Rainbow Eyes” entrou como bônus no EP, porque foi feita em um outro momento,
de forma isolada, como tributo ao mestre Dio, quando se completaram cinco anos
da sua passagem. O vídeo foi parte da homenagem, já que queríamos registrar
tudo da melhor forma possível.
BD: Pelo tempo, e mesmo pelo
que está no encarte do EP, já tem coisa nova vindo por aí, certo? Se sim, o que
pode nos adiantar sobre o novo lançamento?
Montanha: Sim, estamos
trabalhando a todo vapor no novo disco da banda. O disco será conceitual e
duplo, a primeira parte sairá este ano e será assinada pelo produtor Adair
Daufembach e estamos ficando extremamente felizes com o resultado.
Fabio: Exatamente! Como o
Montanha disse, esse novo projeto será dividido em duas partes por conta do conceito,
que é uma viagem de trem de um dia. O primeiro disco terá 12 músicas,
representando as 12 horas do dia,
e o segundo 12 músicas, representando as 12 horas da noite.
Pesquisamos muito e levaremos a música do MAESTRICK para locais que ainda não visitamos. O nome da primeira parte desse projeto será “Espresso Della Vita:
Solare”.
BD: Agradecemos demais pela
entrevista, e o espaço é todo de vocês para sua mensagem final.
Montanha: Queremos agradecer
a oportunidade de lhe dar esta entrevista e agradecer a todos nos acompanham e que em
breve teremos mais novidades.
Fabio: O agradecimento é todo
nosso! Muito obrigado pelas ótimas perguntas e desejo para todos o melhor! O trem já
está a caminho e
tenho certeza que será uma viagem incrível! Muita luz, paz e arte!
Surpreender já se tornou rotina na carreira de WAEL DAOU, e mais uma vez o mago das oito cordas traz ótimas surpresas.
A primeira é de quem irá cuidar da mixagem e masterização de “Sand Crusader”, nada mais nada menos que o conceituado Brendan Duffey, que já trabalhou com diversos artistas renomados, e com certeza fará um trabalho soberbo, já que o novo álbum será um verdadeiro divisor de águas na carreira de WAEL.
E a segunda surpresa é a liberação da capa de “Sand Crusader” feita pelo mestre Gustavo Sazes, que mais uma vez surpreendeu e fez um trabalho digno de aplausos. A capa em si traz todos os elementos que permeiam cada faixa, que apresentará 11 capas singulares para cada música, e que estão unidas nesta bela arte que contemplará o álbum.
Em breve estaremos liberando algumas prévias do que virá a ser “Sand Crusader”, mas já adiantamos que o trabalho irá figurar entre os melhores do ano!
Kid Sangali, vocalista do LOUDER, concedeu entrevista ao programa Matéria on Air.
O músico falou sobre o cenário positivo para o Rock em Veranópolis/RS, a importância em produzir material de qualidade, opinou sobre a união de grupos Sertanejo Universitário. Comentou também sobre o lançamento especial do EP de estreia “Take One” no Dia Mundial do Rock (13 de julho), os desafios para atrair o público com músicas autorais e muito mais!
O RECKONING HOUR foi confirmado como banda de abertura do Suicide Silence em show no próximo dia 31/07 (domingo), no Rio de Janeiro/RJ. A apresentação faz parte da turnê The Uprising Tour em divulgação ao recém-lançado debut álbum “Between Death and Courage”.
Shadows Legacy: apresentação ao lado de Edu Falaschi em Campo Grande
O SHADOWS LEGACY foi confirmado com a banda que fará abertura da apresentação de Edu Falaschi e seu show Metal Classics Tribute na cidade de Campo Grande.
O show acontece no dia 6 de agosto no 21 Music Bar e os ingressos antecipados (que dão acesso a um meet-and-greet com o cantor) já estão sendo vendidos. Para saber mais, visite: https://www.facebook.com/events/1373672515983404/
“Pra gente será uma grande oportunidade. O Edu e seus trabalhos sempre foram uma influência para a banda e será uma honra dividir o palco com ele.” – celebra a banda.
O SHADOWS LEGACY segue trabalhando pesado em cima de um novo trabalho, que já vem sendo aguardado ansiosamente pelos fãs de Heavy Metal Tradicional feito pelo grupo campo-grandense. Para aliviar um pouco nossa espera, o grupo comenta sobre o que podemos esperar.
“Estamos com praticamente 80% do novo álbum pronto e tudo está fluindo com muita naturalidade. Além do heavy metal apresentado nos lançamentos anteriores, podem esperar muito feeling e muita pegada, as músicas estão com uma atmosfera muito legal e com climas realmente diferenciados.”
O premiado trabalho anterior, ‘You’re Going Straight To Hell’ de 2014, acaba de chegar nos famosos canais digitais, como CD Baby, iTunes e Spotify.
Para quem preferir o álbum físico, também foram colocadas novas opções. Além de poder comprar direto com a banda por e-mail ou Facebook, uma loja virtual está disponível:
Metalmorphose: metal nacional e Open Bar nesta sexta!
Quer coisa melhor que terminar a semana, celebrando com os amigos em um show regado com o melhor do Metal nacional e Open Bar? É o que o METALMORPHOSE e a Planet Music oferecem para o público que comparecer na casa nesta sexta-feira, dia 15.
O evento tem início às 21h e conta ainda com a presença das bandas Pot Zombies e Mystical. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente por um preço mais em conta. Informações aqui: www.facebook.com/events/283681028648749/
O METALMORPHOSE já está em processo adiantado de produção de seu novo álbum. A banda gravou a bateria no HR Estúdio e as cordas e vocais está gravando no estúdio Naked Butt. A produção continua nas mãos do talentoso Gustavo Andriewiski, que já havia feito os dois álbuns anteriores do grupo.
Retaliate: primeira Demo está disponível, confira!
Mais uma grande promessa do Metal Extremo vindo de Santa Cataria acaba de lançar seu primeiro trabalho. Estamos falando do RETALIATE, que promove sua Demo ‘Death Does Not Heal’.
Apesar do nome ainda novo, a banda foi formada em 2015, o RETALIATE tem em sua formação dois músicos que também emprestam seu talento para uma das bandas mais queridas da atual geração do Metal nacional: ZOMBIE COOKBOOK. São eles: Edson “Ed The Dead” Souza e Claudio Ivan “Dr. Freudstein” Wurfel. Completa o lineup o não menos talentosos baixista e vocalista Andrei Ruan de Souza.
A Demo ‘Death Does Not Heal’ foi gravada no Norbah Studio, produzida, mix e master pela própria banda. A capa foi feita pelo Rafael Maia Nicolazzi. O material está disponível para download GRATUITO no Bandcamp do grupo:
Lascia: banda disponibiliza série de vídeos ao vivo
Aproveitando sua recente apresentação no Manifesto Rock Bar em São Paulo, o LASCIA disponibilizou em sua fanpage no Facebook alguns vídeos de sua performance.
Mais novidades devem aparecer na fanpage do LASCIA, não deixe de acompanhar, curtindo o link: www.facebook.com/bandalascia
Lembrando que o novo single ‘Jealousy’ foi produzido no estúdio Top Floor na Suécia onde os fundadores da banda coproduziram o disco com o lendário Jakob (Europe, Machine Head e Evergrey, etc).
Bloody: comemorando expressivo número de downloads
Além dos 14 anos de carreira, o BLOODY comemora também os dois mil downloads de seu último álbum, autointitulado. O material foi lançado em 2015 e foi o terceiro da carreira da banda.
A banda também agradou em cheio aos sites especializados, que teceram muitos elogios e colocaram o material na lista de melhores do ano.
“Agressivo, raivoso, ríspido e impiedoso com os pescoços, essa é a definição perfeita para o retorno do Bloody. Um álbum que todo fã de Thrash deveria escutar”, comentou o site A Músia Continua a Mesma (http://goo.gl/73rYhh). O renomado Whiplash também foi só elogios ao material: “Ao ouvir o trabalho, a impressão é que o grupo não parou no tempo e se manteve ligado, afinal “Bloody” traz a banda em uma evolução natural e com suas características de sempre. Isto é, agressividade e peso caminham lado a lado trazendo temas que abordam o caos humano.” (http://goo.gl/iDl298). ‘Bloody’ também foi um dos mais votados em pesquisa popular no site HeavynRoll no quesito “Melhor Album de Thrash” (http://goo.gl/VSmkhT).
Todo o álbum está disponível para download gratuito e para baixar basta acessar o site da banda:
It’s All Red: banda em evento beneficente este fim de semana
Não existe melhor motivo para ajudar pessoas necessitadas do que fazer isso em um baita show de Metal. Desta vez é o IT’S ALL RED que empresta seu talento para uma nobre causa.
A banda se apresentará neste sábado em um evento beneficente para ajudar a Casa do Artista Riograndense. Além do quinteto, bandas como Bravery Branded e Sastras também se apresentam no sábado. O evento acontece também no domingo.
O 1º Rock Beneficente vai acontecer no Teatro Bruno Kiefer e tem início marcado para às 15h, em ambos os dias. A entrada custa apenas R$7,00 + 1 Kg de Alimento não Perecível e/ou R$7,00 + 3 produtos de limpeza.
No show, o IT’S ALL RED irá fará uma apresentação com sua estrutura de palco completa, votada para as músicas de seu mais recente trabalho, o álbum ‘Lead By The Blind’. Para quem quiser dar uma conferida, ouça via Spotify::
A versão física do novo álbum, assim como todo o material oficial do grupo, está disponível para venda diretamente em sua loja: https://goo.gl/p3KpPg. Também é possível comprar através do e-mail merch@itsallred.com e nas principais lojas especializadas.