O Brasil está prestes a receber mais um reforço em seu infinito rol de grandes bandas de Thrash e Death Metal: a banda carioca AFFRONT.
Apesar de seu um nome ainda completamente desconhecido, o gabarito de seus músicos fala por si só. O projeto é formado pelo fundador e baixista da lendária banda UNEARTHLY, M. Mictian (que aqui também assume os vocais) e de seu companheiro de banda, o guitarrista R. Rassan (que também já tocou em bandas como Imago Mortis e Ainur).
Completando o lineup do AFFRONT, o baterista Jedy Najay, mais um prodígio encontrado por Mictian em suas andanças pelo Metal.
A banda está em estúdio gravando seu primeiro trabalho e muito em breve disponibilizará uma música.
O PANZER, em parceria com a ZN Store, lança a nova linha de camisetas comemorativas dos 25 anos de banda. A coleção conta com diversas estampas, como a comemorativa, a capa do disco ‘The Strongest’ e ilustrações baseadas em músicas da banda.
O novo merchandise faz parte de uma série de ações que a banda fará durante todo o ano para comemorar esse quarto de século de carreira. A banda também prepara um novo álbum de estúdio, shows no Brasil e exterior e um documentário.
Ainda sem data prevista de lançamento, o novo álbum contará com o novo lineup contando o novo vocalista Sérgio Ogres e com o retorno do antigo baixista Fabiano Menon,
Já se sabe que novamente a produção ficará a cargo de Henrique Baboom e do guitarrista André Pars.
DEADPAN: EP. 04; “In Tour We Trust” no aquário de Santos/SP
Seguindo a divulgação da web série sobre a atual turnê da banda, o novo episódio retrata um pouco sobre como foi a primeira apresentação da turnê fora de Santa Catarina, no festival “Trinca Dus Inferno” em Santos/SP.
“Tínhamos escutado bastante afirmações do tipo ‘é hoje que o aquário se quebra’ ou ‘acho que de hoje o aquário não passa’, e sempre me perguntando: ‘será que vamos tocar com uns peixes muito doido ali nadando perto do palco? (Risos) ’.
Chegando lá para nossa surpresa, o local do show era uma sala de estúdio que tem vidros ao redor, de maneira que a banda fica separada do público, resumindo, nós é que éramos os peixes (risos), uma situação bem diferente que permite com que o som para o público fique extremamente profissional e de qualidade. Estar tocando e as vezes ver o próprio reflexo ou então olhar e perceber alguém balançando a cabeça para ‘caralho’ e aí notar que era o outro membro da banda, ver as palmas e berros, mas não os escutar direito, isso foi uma doideira sem tamanho”. - Gustavo Novloski (guitarrista e vocalista).
Confira agora o novo episódio da série “In Tour We Trust”:
ATLANTIS: “Hotter Than a Burning Church” já está disponível no Bandcamp
O grupo catarinense de Heavy Metal já está com seu novo álbum, “Hotter Than a Burning Church” disponível para audição e venda no Bandcamp.
“Hotter Than a Burning Church” foi lançado no início desse ano pela Xalpen Records do Chile em fitas K-7 e em cópias limitadas. A banda afirma que logo será disponibilizado esse material em CD.
DYING SUFFOCATION: Confira a entrevista para o programa Roadie Metal
A banda DYING SUFFOCATION concedeu uma entrevista ao renomado programa de rádio Roadie Metal. Nessa entrevista, DYING SUFFOCATION falou sobre seu início, o conceito por trás do seu bem recebido EP de estreia “When I Die”, estilo abordado, método de composição e projetos futuros. Confira:
O programa fica disponível apenas por uma semana no Soundcloud da rádio, mas a Sangue Frio Produções disponibilizará em seu Mixcloud oficial podendo ser acessado pelo link a seguir: https://www.mixcloud.com/SangueFrioProducoes/
A banda Hell Gun concedeu uma entrevista ao Programa Radioativo no último domingo dia 01/05/2016, onde falou um pouco sobre suas influências, surgimento da banda, atual EP “Southern Hell”, e sobre o novo trabalho previsto para o segundo semestre, “Sacrifice”.
O grupo ainda citou a “nova roupagem” que está aderindo, afirmado que os fãs não se decepcionarão com o que está por vir. Confira agora:
A banda HERYN DAE vem se destacando na região de Santa Catarina, sendo presença confirmada em vários eventos na região, a banda, confirmou mais um grande show para o mês de Maio.
Entre os dias 26 a 29 de maio acontece na cidade de São Francisco do Sul – SC o festival, “Não Vai Ter Coca”, a banda é uma das principais atrações do dia 26, com a apresentação programada para as 02h00min A.M.
O evento acontecerá na rua: Guiné, Nº 1181/1265, com inicio as 11h00min A.M. na cidade de São Francisco do Sul/SC.
Shows fazem parte da primeira edição do Tropical Rock Fest – fotos: divulgação
Após bem-sucedida turnê acústica, que percorreu mais de 100 cidades brasileiras e os principais festivais do país, o CPM 22 (foto) retoma ao formato elétrico para comemorar 20 brilhantes e respeitados anos de carreira.
Totalmente entrosados e protagonizando emocionantes performances, Fernando Badaui (vocal), Luciano Garcia (guitarra), Ricardo Japinha (bateria), Heitor Gomes (baixo) e Phil Fargnoli (guitarra) seguem na estrada atraindo uma legião de fãs por onde passam.
E para celebrar estas duas décadas em grande estilo, o CPM 22 volta a reencontrar os fãs paulistas, no próximo dia 10 de junho, na Tropical Butantã, em São Paulo, como atração principal da primeira edição do Tropical Rock Fest.
O evento também contará com a eletrizante exibição das bandas Gloria e Dance of Days, outros dois grandes representantes do rock nacional.
No repertório, o CPM 22 deve executar clássicos que embalaram gerações como "Um Minuto Para O Fim Do Mundo", "Não sei viver sem ter você", “O Mundo dá Voltas”, “Regina Let's Go”, “Desconfio”, “Dias atrás”, “Irreversível”, “Tarde de Outubro”, “Pra Sempre”, “Perdas”, entro outras.
Os ingressos estarão à venda, a partir desta sexta-feira (02/05), por meio do site da Ticket Brasil (https://ticketbrasil.com.br/festival/4103-tropicalrockfest-saopaulo-sp) e pontos autorizados pela empresa em São Paulo, Santo André, São Bernardo, São Caetano, São Mateus, São Bernardo do Campo, Osasco, Guarulhos e Santos. Os bilhetes custam R$ 40,00 (pista meia/estudante/promocional – 1° lote) e R$ 50,00 (camarote meia/estudante/promocional – 1° lote). Mais informações no serviço abaixo.
Com espaço de 1000 m², a Tropical Butantã está comodamente localizada à 200m da estação Butantã do Metrô, possuí capacidade confortável para 2.500 pessoas, ar-condicionado, camarotes extremamente bem distribuídos, com vista privilegiada do palco, espaço ao ar livre para fumantes. Todo o sistema de som e luz foi alterado, e a infraestrutura agora conta com equipamentos de última geração. A acústica e o teto tiveram tratamento especial justamente para satisfazer os ouvidos mais exigentes. Houve mudança significativa também no tamanho do palco, que agora está mais do que preparado para receber grandes artistas nacionais e internacionais. A Tropical Butantã já tem diversas atrações nacionais e internacionais confirmadas por lá como Marcelo D2, The Winery Dogs, Jeff Scott Sotto, Primal Fear, Paul Di'Anno, Blaze Bailey, entre outros. E ainda serão anunciados vários outros importantes shows em breve.
*Pontos de venda autorizados em São Paulo, Santo André, São Bernardo, São Caetano, São Mateus, São Bernardo do Campo, Osasco, Guarulhos e Santos. Mais informações em https://ticketbrasil.com.br
(Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito Visa, MasterCard, American Express e Dinners Club)
Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei.
A banda RONALDO E OS IMPEDIDOS se apresentará hoje no aniversário de 15 anos da rádio Transamérica Esportes, às 20h, ao vivo, no programa #DaBolaEspecial, onde estarão lançando o novo EP, “Onde Está O Rock’N’Roll?”, tocando músicas desse trabalho, além dos hits dos álbuns anteriores – e alguns covers de grandes nomes do Rock’N’Roll.
O EP traz as seguintes músicas: “Invisível”, “T.N.T.”, “Onde Está O Rock’N’Roll?”, “Jet Love” e “Eu Quero Mais”. Ele foi gravado nos estúdios Mr. Som, produzido por Marcello Pompeu, Heros Trench e Fares Junior.
RONALDO E OS IMPEDIDOS é formado por Ronaldo Giovaneli (vocal), Fares Junior (guitarra), Tico Rizzo (guitarra), Bola Moraes (baixo) e Nina Pará (bateria).
Nos shows, além das músicas autorais de seus dois discos anteriores, e agora, o EP, eles apresentam clássicos do rock’n’roll, de Elvis à AC/DC.
Para levar RONALDO E OS IMPEDIDOS para sua cidade, entre em contato com TC7 produções (11 99653 9014, tc7producoes@gmail.com )
Acompanhe Ronaldo e os Impedidos em seus canais oficias:
Fugindo de sua longa tradição, o Brasil tem sido varrido por
amontoados de música descartável nos últimos anos.
Este movimento começa em meados da década de 90, e tem se
estendido até a atualidade. Infelizmente, o populismo que permeia a política do
país se enraizou na música, e para os que preferem algo com qualidade sofrem
martírios ao ligarem TV ou rádio.
Mas como o que é bom resistem às intempéries modistas, o
Brasil também se mostra um produtor de ótimas bandas de Rock em todas as suas
vertentes. E no Rock Progressivo, temos no quarteto carioca BLUE MAMMOTH um de
seus grandes representantes em nosso país. E felizmente, para os ouvidos mais
exigentes, eis que eles retornam com seu segundo álbum, "Stories of a
King".
Em relação ao disco de estréia, "Blue Mommoth" de
2011, o trabalho do grupo está mais coeso, mais sólido. Mas não se preocupem,
pois aquela sonoridade rebuscada, muito influenciada por gigantes do gênero
como GENESIS, YES e JETHRO TULL continua a mesma, bonita e elegante, mas
existem toques modernos que fogem um pouco ao estilo, algo herdado do Prog
Metal. Mas não destoa, pois o trabalho do grupo é incrível, uma experiência
etérea e maravilhosa de ser experimentada.
Em termos de qualidade sonora, "Stories of a King",
podemos dizer que o disco foi um parto para ser feito, fora os problemas com a
saída do guitarrista César e a entrada de Vinícius. Mas mesmo com tudo isso, a
banda conseguiu uma qualidade sonora de primeira, estando bem claros cada um
dos elementos que compõem sua música. E mesmo alguns timbres mais modernos aparecem
nas guitarras vez por outra.
A arte da capa é maravilhosa, algo de belo e que transmite
as idéias conceituais das letras do disco, mas sem deixar de ligar a obra ao
grupo.
Vocais de primeira, linhas de teclados e guitarras excelentes,
baixo e bateria mostrando-se coesos e com bom nível técnico, fora momentos com cellos
e flautas. E tudo isso com uma dinâmica bem diversificada, com arranjos sempre
técnicos, e em alto nível. Se a palavra "fantástico" pode definir o
trabalho de uma banda, realmente o BLUE MAMMOTH merece.
Em dez músicas, a banda desfila um trabalho que supera as
expectativas, que vai adiante de certas limitações e fronteiras. Podemos dizer
que a banda faz Rock Progressivo atualizado, ou seja, tem toda a vibração e
técnica dos anos 70, com aquela atmosfera etérea, mas ao mesmo tempo não nega o
presente, e caminha para o futuro de peito aberto.
É interessante ver que a banda não tem uma música
gigantesca, algo comum ao estilo, mas mesmo assim, cada canção é preciosa e
mostra algo belo.
Se vocês desejam algumas faixas para mera referência do
leitor, podemos indicar "The Endless Road" e seu belíssimo trabalho
vocal assentado em uma base instrumental bem diversificada, a mais moderna e
pesada "Children's Fear" (com um trabalho de guitarras e baixo muito
bom, trazendo o peso e modernidade do Prog Metal para o trabalho do grupo,
embora os vocais temperem a música com aquele jeitão setentista), a linda e
introspectiva "Lonely Flight" e seus arranjos de teclados e uma
bateria muito bem postada, a envolvente "Nobody's Hero" (mais uma
vez, os teclados se sobressaem muito bem, fora um solo muito bom), a pesada "The
Reign" e seus arranjos instrumentais mais voltados para o Prog Metal (se
sobressaindo mais uma vez baixo e bateria), e a emotiva "Wrong Ways"
(que mesmo com momentos mais pesados, mostra forte dose de emoção e boa dose de
acessibilidade musical, sem, no entanto, perder a qualidade).
E é interessante citar que cada letra conta a história de um
personagem, contadas sob o ponto de vista de um narrador (no caso, o próprio
quarteto), que nos leva a contemplar cada momento da vida, com seus altos e
baixos, e talvez vermos as nossas próprias vidas ali.
Um disco marcante, e que pode ser tornar um futuro clássico
do gênero por aqui.
A primeira edição da revista mineira BHCaos foi oficialmente lançada e já está disponível para venda em bancas de jornal de Belo Horizonte e online para todo Brasil. Em sua respectiva edição de lançamento a revista BHCaos Megazine destaca as entrevistas com as bandas DeFalla – Certo Porcos!, Impurity, Fake, Declínio Social, Renegados, Serenity In Fire, Ogum e uma entrevista com os apresentadores do programa E ai Cara?? e fechando a pauta de entrevistas na sessão “A Resistência das Bancas Undergrounds” com Sadao Knup do selo Confronto Discos, Cleia Neres do selo Sinfonoise Distro Records, Bruno Somalha do selo Produções Marginais Distro, André Stuchi do selo Back On Track’s, Adriano do Jornal Microfonia e Ícaro do selo De Bike No Velô.
Outros destaques de relevância na revista vai para os temas Uzômi 20 anos, Drástiko Chegou!, Certo Porcos! & Agathocles, Debut do The Elephants, Clip novo do Ódio Social, K7 e Box CD do Imputiry, Aneurose novo álbum, Stomachal Corrosion de Cep novo, Espírito Santo Herege, Novos Materiais do Expurgo, O retorno do Sagrado Inferno, Bulldogs com nova formação, Pathologic Noise em tour, Exorddium de álbum novo e Spirit, pluralidade sonora.
Confira a sessão de releases que destaca as bandas Warfare Evil, Rastros De Ódio, Mollotov Attack, Ratas Rabiosas, Ass Flavour, Rotten Flies, Dunkell Reiter, Downhatta e a sessão Stage Dive que realizou a cobertura dos eventos Sinfonoise Festival, MetalPunk Overkill, Exhale the Sound, Panela Lisérgica e sessão Toskko na Escuta divulgando os lançamentos em CD das bandas Tuatha de Danann, Mata Borrão, Maldita Ambição, DOPS, Ódio Social, Sarcófago, Ódio Ao Extremo, Blackning, Repelentes, Sistema Sangria, Dymon’s e Kaos Attack & Boozer Abuser.
Para adquirir a revista BHCaos Megazine, anunciar e obter outras informações acesse o link abaixo ou entre em contato com o selo Sinfonoise Distro Records:
A segunda edição do evento Rock na Praça teve como headliner a banda TORTURE SQUAD, contando também com a participação das bandas John Wayne, Woslom e Sinaya. Estima-se que cerca de 5 mil pessoas ocuparam a rua 24 de Maio, conhecida por ser endereço da histórica Galeria do Rock, onde puderam desfrutar gratuitamente de um domingo com muito metal e diversão. O Rock na praça é uma iniciativa do idealizador Fabrício Raveli e seus apoiadores em parceria com a Prefeitura de São Paulo.
O baterista Amilcar Christófaro comenta sobre o evento: "Esse projeto é simplesmente sensacional. As bandas da nossa cena metal terem a oportunidade de tocar no centro de São Paulo, na frente de um templo como a Galeria do Rock, com uma estrutura de qualidade, tendo milhares de bangers na sua frente, com todos se respeitando e curtindo, é o paraíso. Obrigado Fabrício Ravelli pela iniciativa. Que o Rock na Praça seja eterno!"
O TORTURE SQUAD segue realizando shows e divulgando seu mais novo EP "Return Of Evil" , embarcando na próxima semana para apresentações na Bolívia.
Falar do JUDAS PRIEST é sempre algo bem trabalhoso. Sob
muitos aspectos, é uma banda cuja importância para o Metal é a mesma do BLACK
SABBATH, de quem são conterrâneos. Mas uma coisa não se pode negar: o quinteto
inglês é a banda que ou erra completamente ou acerta no alvo. Nada deles é meio
termo, e mesmo assim, somente o supracitado quarteto e o MOTORHEAD podem gozar
da mesma fama de "bandas mais importantes para o desenvolvimento do Heavy
Metal".
Mas o que levaria a banda a criar um disco como
"Turbo", de 1986, tido como seu pior momento na carreira por muitos?
Vamos por partes.
É preciso entender que estamos falando do meio da década de
80, quando as bandas mais antigas já eram ameaçadas pela nova geração. Bandas
como METALLICA, SLAYER, MEGADETH, TESTAMENT, ANTHRAX tinham uma sólida base de
fãs com seu som mais agressivo e moderno. E muitos deixavam as bandas mais
antigas de lado, preferindo aderir às sonoridades modernas de então.
Outro ponto a ser citado é a necessidade constante de se
reinventar, justamente porque as bandas precisavam expandir fronteiras de sua
música. Óbvio que a mentalidade atual é de respeitar o passado dos monstros
sagrados, mas verdade seja dita: o Santo Graal que MOTORHEAD e AC/DC haviam
encontrado não era para todos. E tocar as mesmas músicas, o mesmo estilo, todas
as noites por um ano de tournée deve ser uma experiência estafante para qualquer
um.
Ponto final: o JUDAS PRIEST, como seus contemporâneos, já
haviam experimentado o néctar do sucesso comercial, pois estavam em ascensão
desde "Killing Machine" de 1978 (lançado nos EUA como "Hell Bent
for Leather"), "British Steel" de 1980, e "Screaming for
Vengeance" de 1982, onde eles chegaram ao status de gigante. Nem mesmo
"Point of Entry" de 1981 (com uma visão mais melodiosa e orientação
comercial) pôde os tirar desse crescendo, mas "Defenders of the Faith"
de 1984 não chegou aos pés (em termos de vendagem) do que seu antecessor, e
isso, aos olhos da gravadora, sempre gera problemas. Na época, era de praxe as
gravadoras grandes desejarem que suas bandas vendessem mais discos, o que
acarretaria em maiores investimentos.
Mas o que "Turbo" tem de tão destoante assim?
Mais uma vez, o quinteto de Birmingham flertou com o Hard
Rock, mudou o tema de suas letras, e mesmo o visual da banda nos palcos e fotos
mudou. E isso causou muito mal diante dos olhos dos fãs mais radicais de Metal,
que viviam às turras com os fãs do Hard Rock californiano. Além disso, o uso de
guitarras sintetizadas foi o pano para manga para reclamações dos fãs mais
extremistas (embora o IRON MAIDEN tenha usado o expediente em "Somewhere
in Time" e "Seventh Son of a Seventh Son" e não gerou a mesma
reação).
No fundo, o real problema de "Turbo" é seu
direcionamento musical, por ser mais acessível e capaz de atingir novos fãs.
Foi uma jogada bem ousada, mas infelizmente, o disco ficou marcado como o pior
momento da carreira do quinteto.
A produção, mais uma vez, é de Tom Allom (que estava com a
banda desde "Unleashed in the East", disco ao vivo de 1979), que
conseguiu dar uma sonoridade mais moderna e limpa ao trabalho do quinteto. Tudo
está em seu devido lugar, e os timbres dos instrumentos é muito bom (mesmo o
uso das guitarras sintetizadas não destoou). A arte, mais uma vez, foi feita
por Doug Johnson, mesmo artista que fez "Screaming for Vengeance" e
"Defenders of the Faith", e já ilustra a nova orientação musical do
grupo.
Individualmente, o quinteto estava mantendo a qualidade. Rob
Halford havia se livrado das drogas e estava mostrando sua melhor forma nos
vocais, assim como Glenn Tipton e K. K. Downing ainda ditavam as regras em
termos de criatividade nas seis cordas, com bases e solos de primeira (os
duelos de solos e duetos são uma marca registrada do grupo). Ian Hill continua
sendo um ótimo baixista, sabendo manter a base sólida durante todas as músicas,
e até alguns momentos mais técnicos. Mas o calcanhar de Aquiles do grupo, desde
"British Steel", sempre foi a bateria quadrada de Dave Holland, com
seu feijão com arroz simples e sempre dentro das regras. Um baterista perfeito
para o AC/DC, mas nunca para o JUDAS PRIEST, e que em "Turbo",
continuou seu "mais do mesmo" chato e repetitivo de sempre.
Em termos musicais, uma ouvida sem o preconceito e
radicalismo pueril dos anos 80 (que deveria ter continuado por lá, mas que
andam querendo trazer de volta nos últimos tempos, o que é um retrocesso mental),
vemos que "Turbo" não chega a ser um clássico do grupo, mas de longe,
é bem melhor que "Point of Entry" ou "Nostradamus".
"Turbo Lover" é uma música pesada e bem arranjada,
com seus toques de Hard Rock e ótimo refrão (e se reparar direitinho, as
guitarras da banda continuam excelentes), o peso pesado de "Locked
In" e seus vocais excelentes (realmente, Rob está muito bem no disco inteiro)
e um refrão bem envolvente, além de duetos de solos excelentes; a comercial
"Parental Guindance" e a energética "Reckless" mostram-se
dignas de serem músicas do JUDAS PRIEST e possuem todos os elementos que os fãs
amam, apenas com uma roupagem mais comercial, o que não chega a ser um pecado. As outras são igualmente muito boas, mas estas se destacam.
Uma nova audição pode quebrar muitos conceitos antigos e
colocar "Turbo" em uma colocação melhor no gosto dos fãs. Ele até
merece, pois representa um lado diferente e criativo da música do JUDAS PRIEST.
Após o enfraquecimento dos efeitos iniciais da explosão do
Punk Rock em 1977, a Inglaterra começava a mostrar o surgimento de uma nova
geração de bandas de Heavy Metal. Todas possuíam similaridades, e muitas
diferenças. A estética das bandas do início estava sendo alterada,
personalizada e diversificada, mas mantendo o peso e energia de seus
antecessores.
Capa da versão remasterizada
Este é o apogeu da NWOBHM, onde as bandas do gênero que começaram
a lançar Demos e Singles de forma independente (um legado do Punk Rock, o bom e
velho "Do It Yourself", que será uma bandeira de muitos nessa década
que se iniciava), até que as gravadoras abriram os olhos para o potencial
comercial do gênero. Mas é óbvio que, como todo movimento musical, algum nome,
em meio a tantos, virá a se destacar e ser a ponta de lança do mesmo.
No caso da NWOBHM, não há o que questionar: o grande nome
daquela geração era, sem sombra de dúvidas, o do IRON MAIDEN, que depois de
muita ralação no circuito underground de shows em Londres, de muita luta para
estabilizar sua formação e de ter sucesso enorme dentro do cenário underground com
a Demo (que viraria um EP mais tarde) "The Soundhouse Tapes", chegou
com seu primeiro álbum, "Iron Maiden", lançado pela Emi.
Lançado em 14/04/1980, podemos dizer que "Iron
Maiden" já nasceu clássico, mas infelizmente, teve problemas e mais
problemas até chegar nas mãos dos fãs: o produtor Will Malone mais foi um peso
morto que uma peça a ajudar no processo criativo (e a banda já havia despedido
dois antes dele: Guy Edwards por não gostarem da sonoridade que ele criou, e
Andy Scott por insistir que Steve tocasse baixo com uma palheta), o guitarrista
Dennis Stratton aprontando das suas em "Phantom of the Opera" pela
costas da banda... Se lerem a biografia "Run To The Hills", terão a
clara idéia do que digo. E um fator interessante é que Martin Birch (o produtor
que foi o sexto membro do grupo até sua aposentadoria, em 1990) estava disposto
a entrar no projeto com eles, mas nunca foi chamado.
Coisas da vida.
O motivo de "Iron Maiden" ser tão importante,
histórica e musicalmente falando, pode ser compreendido com uma audição mais
aprofundada e a consciência do que era feito em termos musicais naqueles dias: em
palavras simples, a banda conseguia associar a agressividade e energia crua do
Punk (que eles negavam na época), o peso do Metal tradicional (e o refinamento
musical de bandas como THIN LIZZY e WISHBONE ASH) e as estruturas musicais
complexas do Rock Progressivo (lembrando que Steve sempre foi musicalmente influenciado
por Chris Squire (YES), Geezer Butler (BLACK SABBATH), entre outros). Ou seja,
o IRON MAIDEN junta um grande bojo de influências musicais e transforma em
músicas coesas, fortes e que são capazes de seduzir os fãs. E verdade seja
dita: a banda assim deu passos em direção de se tornar o maior gigante do Heavy
Metal em cima dessa fórmula.
Gravado nos Kingsway Studios, em Londres, a produção de Will
Malone não ajudou. Embora a sonoridade de "Iron Maiden" não seja
ruim, está muito aquém do que o quinteto iria nos oferecer nos próximos anos.
Está limpa, mas carece de mais peso e soa oca, mesmo para os padrões da época.
Mas lembrando que ele foi gravado em menos de 15 dias, com a banda basicamente
fazendo tudo (já que Will não se mostrava muito interessado no trabalho), o
resultado final não é ruim. É muito bom, mas como dito: longe do nível que os
caracterizaria nos anos seguintes.
A capa, trazendo Eddie (o monstro favorito de quase 99% dos
fãs de Metal), é de Derek Riggs, que seria o ilustrador da banda pelos próximos
anos, até 1990. Óbvio que é bem simples em comparação ao que o grupo mostraria
no futuro, mas é claramente uma declaração de guerra: o Heavy Metal estava de
volta, e para ficar!
Musicalmente, falar das músicas do disco chega a ser algo
pecaminoso. O que mais se pode acrescentar a canções que são hinos de 36 anos
de idade que já não tenha sido feito? O que falar de Paul, Steve, Dave Murray,
Dennis Stratton e Clive Burr, que se mostravam uma banda afiada e precisa?
"Prowler" mostra a força do dueto de guitarras da
banda em uma canção rápida e cheia de energia, enquanto "Remember
Tomorrow" e suas mudanças de ritmo nos embalam e exibem a habilidade
instrumental do grupo em muitos momentos, mas a força e versatilidade de um
vocalista inimitável. Já "Running Free", um dos maiores clássicos da
banda, é simples e acessível, exibindo um caráter extremamente envolvente. Em
"Phantom of the Opera", um dos maiores clássicos do grupo, a banda
inteira se mostra em excelente forma em meio a tantas mudanças de ritmo, e com
o baixo mostrando-se um tanque de guerra em certos momentos. Isso foi o lado A.
Já o lado B abre com a ótima instrumental "Transylvania",
que mostra muitas mudanças, além de evidenciar a força de um dos elementos mais
característicos do grupo: seus duetos de guitarra. Em "Strange
World", uma balada introspectiva, mostrando o lado mais sensível dos
vocais, mas é um tanto quanto descartável por não estar no mesmo nível das
outras músicas. Embora cheia de energia e mostrando boas variações harmônicas,
podemos aferir que "Charlotte the Harlot" seria um bom lado B de um
Single, sendo uma boa canção, mas não no nível das outras. E fechando o disco,
a clássica "Iron Maiden", com um dos melhores riffs e refrão do
Metal, mostrando que realmente a Donzela de Ferro iria pegar a todos, não
importasse o quão longe.
Nas versões mais recentes do CD, tem saído a clássica e mais
Hard "Sanctuary", com uma sessão rítmica excelente e belo trabalho
nos vocais. Ela poderia ter entrado no lugar tanto de "Strange World"
ou "Charlotte the Harlot", mas quem conhece o IRON MAIDEN sabe que
eles têm um histórico de pôr em lados B de Singles músicas que poderiam estar
no álbum, como "Total Eclipse" que poderia ter entrado no lugar de
"Gangland" no "The Number of the Beast". Mas esta é outra
estória.
Um último ponto que gostaria de citar é que o trabalho de
Paul neste disco e em "Killers" é tão contundente que, para muitos, é
o melhor vocalista que passou pelo grupo, justamente por ter um timbre de voz
bem mais particular que Bruce, mais cru e rocker. Nos anos 80, essa discussão
era levada muito a sério, diga-se de passagem, e em um ponto, tem sua razão de ser: nas músicas de "Iron Maiden" ao vivo, Paul sempre se saiu melhor que Bruce (não seja fanático, meu caro leitor. Isso é um fato).
Enfim, se "Iron Maiden" peca no quesito de
qualidade sonora (novamente referencio os problemas acima descritos), excede na
qualidade sonora e ajuda a definir o que seria o Heavy Metal nos anos
vindouros.
É ouvir e deixar que o IRON MAIDEN te pegue, não importando
o quão longe estejam.