1 de abr de 2017

ONCE HUMAN - Evolution (álbum)


2017
Nacional

Nota: 9,5/10,0


Tracklist:

1. Flock of Flesh
2. Eye of Chaos
3. Mass Murder Frenzy
4. Gravity
5. Dark Matter
6. Paragon
7. Drain
8. Killers for the Cure
9. Passenger


Banda:


Lauren Hart - Vocais
Logan Mader - Guitarras
Skyler Howren - Guitarras
Max Karon - Guitarras
Damien Rainaud - Baixo
Dillon Trollope - Bateria


Contatos:

Site Oficial: 
Bandcamp:
Assessoria:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Houve uma completa inversão de valores nos últimos 15-20 anos no Metal. Antigamente, recebia-se uma banda nova e com uma proposta sonora diferente do que já existia de braços abertos, como se fossem heróis; hoje em dia, elas são quase sempre vistas com desconfiança e apedrejadas por velhos fanfarrões dos anos 80 e meninos que nem sequer nasceram na referida década, mas se olham como bangers “old school”. Longe de ser correto, isso é um dos piores erros que se pode cometer, uma vez que o Metal tem como característica a evolução, por isso ele dura mais que outros estilos que vivem de regravações do passado, tal qual pessoas que reciclam lixo. 

Nunca na vida deles entenderão os motivos de bandas como o ONCE HUMAN, sexteto norte-americano de Los Angeles, serem tão importantes. E o grupo chega ao Brasil com a versão nacional de seu segundo álbum, “Evolution”, recém-lançada aqui pela Shinigami Records.

O que podemos aferir é que o sexteto faz uma vertente moderna de Metal que ficam entre o Melodic Death Metal e o Thrash Metal atual, mas sem se furtar de usar elementos diferentes em sua música. A banda tem agressiva e bruta, mas sempre usando de um alinhavo melódico/técnico de primeira, e se preparem, pois o disco sangra em energia de uma forma intensa. E ao mesmo tempo, “Evolution” é sedutor, um disco que tem um “appeal” simples e acessível. 

A arte visual do CD é caprichada, um trabalho interessante do artista grego Spiros Antoniou (que também é baixista vocalista do SEPTICFLESH), com uma capa linda e uma diagramação no encarte perfeita.

A sonoridade moderna, agressiva e vigorosa que se ouve na qualidade sonora é um trabalho ótimo do guitarrista Logan Mader (sim, o ex-guitarrista do MACHINE HEAD e do SOULFLY, e um conhecido produtor musical), que fez a gravação, a engenharia e a mixagem do CD, e os toques finais de arte são dados pelo produtor sueco Jens Bogen, que fez a masterização. E mesmo diante de tanto peso, se percebe uma clareza ótima, tornando a compreensão do que o grupo está fazendo bem simples.

A força do ONCE HUMAN vem de suas composições bem feitas, dos arranjos musicais que encaixam perfeitamente uns nos outros, e o fato de terem 3 guitarristas ajudam que o trabalho nas seis cordas seja bem pesado, mas criativo e diversificado.

A experiência de alguns membros do grupo transformam “Evolution” em um disco obrigatório para fãs de gêneros mais modernos de Metal, pois o disco beira a perfeição. Mas destacam-se momentos ótimos como a brutal e opressiva “Flock of Flesh” (preenchida por arranjos excelentes das guitarras e vocalizações urradas de primeira linha, além de ritmos que se alternam muitas vezes), o caos intenso e melancólico de “Eye of Chaos” (cadenciada e azeda, pode-se perceber melodias soturnas feitas pelas guitarras, fora vocais limpos excelentes em alguns momentos), a trabalhada e com toques jazzísticos no baixo e bateria “Mass Murder Frenzy” (sim a sessão rítmica da banda é incrível, e isso sem falar no refrão de primeira), a força opressiva das guitarras e ótimas linhas vocais urradas em “Dark Matter”, a lindas linhas melódicas das guitarras em “Paragon” (muito bem trabalhadas e complexas, mas sem deixar de ter um oque de acessibilidade), e o groove moderno de “Drain” (mais uma canção com o contraste vocal de timbres agressivos e outros mais limpos), e o contraste entre brutalidade azeda e elementos de Jazz de “Passenger”.

Podemos dizer que o ONCE HUMAN nasceu grande, que tem todas as condições de emplacar, e “Evolution” é o certificado de uma banda que veio para ficar e conquistar, para desespero dos puritanos chatos cuja única “contribuição” é falar mal de tudo e todos. Aos que apenas observam sem nada dizer, meu respeito.

No mais, comprem "Evolution", ouçam, e preparem-se para a dor de pescoço!



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