23 de jan de 2017

RHINO HEAD - You Get What You Pay For (Álbum)


2017
Independente
Nacional

Tracklist:

1. Outta Line
2. Keep On Rollin'
3. Love Taken
4. Fools
5. Time Has Come
6. To Come and Go
7. Someone
8. It's Black
9. Never Trust a Man Who Walks Alone
10. Who Stalks


Banda:



Stefano Zalla - Vocais
Fábio Yamamoto - Guitarras
Thor Salles - Guitarras
Victor Kutlak - Baixo 
Caio Al-Behy - Bateria


Contatos:



Nota:

Originalidade: 7
Composição: 9
Produção: 8

8/10

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Em termos musicais, a ligação que une o passado ao presente, e possivelmente ao futuro, vem de apenas uma qualidade: a personalidade do músico. E é justamente esta qualidade que permite que músicos de hoje possam trazer as sonoridades do passado para o presente sem problemas. Quando há personalidade, há vida; sem ela, é apenas clonagem, e como a experiência já mostrou, trabalhos clonados soam vazios, ocos aos nossos ouvidos. O que não é o caso do quinteto RHINO HEAD, de São Paulo, que faz um trabalho muito bom em “You Get What You Pay For”, seu primeiro trabalho, recém-lançado.

Aqui temos um Hard Rock antigo, onde são claras as influências de LED ZEPPELIN, AC/DC e alguns toques do que bandas como PEARL JAM fazem. Mas o quinteto paulista ainda flerta com o lado Bluesy do Rock’n’Roll de raiz. E isso tudo sem soar datado ou bolorento. Nada disso, aqui existe vida, energia e feeling em proporções ótimas, sem contar que o nível de acessibilidade musical que permeia “You Get What You Pay For” é bem alto.

A produção deu aquele toque de classe e peso à sonoridade do quinteto, mas respeitando seu lado setentista engajado. Ou seja, tem-se aquela atmosfera “old”, mas com a qualidade sonora dos dias de hoje. A vibração e energia são enormes, e a crueza visceral está sob medida.

Tecnicamente, a banda não é soberba, usando de algo mais rebuscado apenas quando a canção pede. De resto, os arranjos são mais simples, mas bem feitos, com foco no conjunto entre os quatro músicos.

Melhores momentos: a hardona acessível e pesada “Outta Line” (cheia de ótimos fraseados de guitarra e groove intenso), a acessível e totalmente clássica “Keep On Rollin’” (belo trabalho de baixo e bateria, diga-se de passagem), o Rock’n’Blues intenso e melodioso de “Fools”, a pegada melodiosa e pesada da groovy “Time Has Come”, o Blues Rock presente em “Someone” (os vocais são muito bons, sabendo usar de bons timbres nos momentos mais necessários), e o peso cavalar e cheio de melodias de “Never Trust a Man Who Walks Alone”. Mas evitem pular faixas, pois o disco é muito bom do início ao fim.

Uma bela revelação, verdade seja dita.



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