26 de mai. de 2014

Resenha: Tellus Terror - EZ Life DV8 (CD)

Independente
Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Um fenômeno não incomum na cena Metal é o surgimento de trabalhos que precedem shows, ou seja, bandas que seguem o caminho inverso ao algoritmo montar banda => tocar ao vivo => gravar algo. E isso vez por outra é capaz de nos surpreender com trabalhos de qualidade inegável. E o TELLUS TERROR, banda de Niterói (RJ) prova que chegou para realmente ser diferente da grande maioria, já que "EZ Life DV8" é um disco muito, muito diferente do comum. Ou seja, o Terror não está chegando, mas está entre nós. E para ficar, preparem pescoços, ouvidos e o cérebro para uma experiência completamente nova em termos de Metal.

Antes de tudo, o quinteto foge do convencional, usando a designação "Mixed Metal Styles", ou seja, podemos aferir que é um grande caldeirão de múltiplas influências, uma verdadeira falta de limites, e que só faz bem, indo de momentos extremamente brutais e opressores a outros mais trabalhados e suaves. Vocais que oscilam de timbres normais (ora melodiosos, ora mais agressivos), sussurros macios, tons rasgados e guturais sem ter pudores dos mais desavisados, riffs de guitarra extremamente criativos e alguns solos muito melodiosos e bem colocados, teclados constantes e com boas orquestrações, baixo muito técnico e mantendo peso, e uma bateria fantástica, muito bem trabalhadas e pesada, conduzindo bem as canções. E não falei no uso de vocais femininos. Mas esqueçam os rótulos, basta dizer que é excelente.

Gravado nos estúdios Visom Digital e AM, ambos no Rio de Janeiro, sob a tutela de Fernando Campos, a mixagem e masterização são da dupla Fredrik Nordström e Henrik Udd, dois suecos que tem no currículo trabalhos com gente de peso como DIMMU BORGIR, IN FLAMES, ARCH ENEMY, DARK TRANQUILITY, OPETH, SOILWORK, ROTTING CHRIST, entre tantos outros, mais a ajuda providencial de  Anders Patrik Jerksten (ou Pat Power, para os mais íntimos), batera do DREAM EVIL e técnico de áudio do DIMMU BORGIR, fazendo as famosas "Click Corrections" da bateria, tornando as mudanças de metrônomo bem precisas. Não tinha como não ser outra coisa: uma sonoridade cristalina, vibrante, pesada e que se assenta a cada momento da música do grupo.

A arte é algo muito belo, mas o que se poderia esperar de um trabalho do renomado artista grego Seth Siro Anton (o mesmo de trabalhos visuais de NILE, ROTTING CHRIST, PARADISE LOST, EXODUS, VADER, e por aí vai). A beleza e bom gosto se aliam à uma arte bem enigmática. 

O que falar das composições do disco?

Simples: eles, usando a experiência que possuem de trabalhos em bandas anteriores ao TELLUS TERROR, usaram e abusaram da criatividade, e de romper fronteiras. Sim, eles não se restringem às barreiras estilísticas que muitos preferem respeitar e enrijecer. A fusão, no entanto, é saudável, apontando uma direção nova para o futuro. E sim, eles capricharam em cada arranjo, em cada nota está colocada com perfeição, e assim, conquistaram um lugar deles. Pode parecer que o Pai Marcão aqui está exagerando, mas se o tempo fizer justiça, pode ser que estejamos vendo nascer um novo "To Mega Therion" ou "Into the Pandemonium" em termos de ousadia e criatividade, algo muito à frente de seu próprio tempo. E aqui no Brasil!

Tellus Terror
Se repararem bem, o nome do disco, "EZ Life DV8" é um anagrama para "Easy Life Deviate", ou "Desvio Fácil da Vida", com o CD abordando um conceito bem ousado: a criação do universo a partir do Big Bang, passando pela formação dos corpos celestes, surgimento da vida inteligente e de como os seres vivos de intelecto podem destruir tudo, e de que apesar de nossos esforços, a morte é  a única certeza ao final de tudo. E se olhar por um lado mais positivo, estas letras inspiram-nos a viver cada dia de uma forma intensa e sem arrependimentos.

Óbvio que "EZ Life DV8" não é um disco de fácil assimilação, longe disso, leva uma duas audições para se compreender a complexidade e completitude musical do sexteto.

Falar das músicas?? São todas perfeitas, simples assim.

O disco inteiro é maravilhoso de seu início até o último acorde. O CD já abre com a excelente "Stardust" (cheia de variações rítmicas e belas melodias nas guitarras que conduzem a faixa muito bem), passando pela enigmática e opressiva "Terraformer" (a dinâmica dos vocais é impressionante, novamente com estruturas harmônicas preciosas), a mais compassada e firme "3rd Rock from the Sun" (que bateria fantástica, fora os arranjos de teclados estarem ótimos), as ríspidas e trabalhadas "Bloody Vision" (mas notem bem que os riffs, apesar de mais secos e brutos, são bem arranjados e com bastante técnica, seguidos de perto pelo baixo técnico), "Equinox" (uma pedrada mais brutal, mais seca e simples em comparação às outras composições, mesmo com belos arranjos de teclados), a insana e pesada "Civil Carnage" (ótimo refrão, excelente bateria e baixo muito bem colocados, ambos conduzindo bem a base rítmica técnica do grupo), a linda e sensacional "I.C.U. In Hell (International Chaos United)" (mesmo extrema, a beleza estrutural e feeling mais melancólico surge em vários momentos sobre a colcha de riffs opressivos e vocais ríspidos), "Brain Technology Part 1 (This Is Where It Starts...)" (outra faixa bem bruta e com feeling melnacólico, acentuado ainda mais pelos belos vocais femininos muito bem colocados, inclusive em um dueto interessante e surpreendente com os masculinos rasgados, guturais e normais se alternando). "Endtime Panorama" é uma faixa absurdamente trabalhada e ríspida, mas novamente temos um refrão ótimo e bem envolvente. Fechando, "Error", onde agressividade e um clima mais soturno se alternam, sempre com ótimos vocais (reparem na mutação da voz humana para uma robótica, que se encaixa perfeitamente no contexto lírico do grupo) e guitarras com ótima diversidade. É insano, absurdo, fantástico e maravilhoso. Simples assim.

Muito prazer, TELLUS TERROR, e muito agradecido pela aula de Metal bem feito. E também por apontarem uma nova direção para o Metal!

Exagero? Ouçam e tirem suas próprias conclusões...




Tracklist:

01. Stardust
02. Terraformer
03. 3rd Rock from the Sun
04. Bloody Vision
05. Equinox
06. Civil Carnage
07. I.C.U. In Hell (International Chaos United)
08. Brain Technology Part 1 (This Is Where It Starts...)
09. Endtime Panorama
10. Error


Formação:

Felipe Borges – Vocais
Álvaro Faria – Guitarra
Wederson Félix – Guitarra
Arthur Chebec – Baixo
Ramon Montenegro – Teclado
Rafael Lobato – Bateria


Contatos:

Metal Media (Tellus Terror Press)

26/05/2014: Unearthly, Semblant



Unearthly: revelada a capa do novo álbum, "The Unearthly"



O principal nome do Black Metal nacional da atualidade, UNEARTHLY, recentemente revelou a capa do seu novo álbum intitulado “The Unearthly”.

O trabalho ficou sob a responsabilidade dos músicos M. Mictian e F. Eregion, baixista e vocalista da banda respectivamente. O primeiro foi responsável pela concepção, enquanto que o segundo foi o encarregado da edição do álbum.


“The Unearthly” está sendo gravado no Rio de Janeiro, no renomado AM Studio sob a tutela do produtor Fernando Campos e está previsto para ser lançado no mês de agosto através da Shinigami Records.

Em breve mais novidades.



Semblant: Shinigami Records lançará novo álbum da banda


“Lunar Manifesto”, novo álbum da banda de Curitiba SEMBLANT, será lançado em breve pela Shinigami Records.

Gravado em São Paulo/SP e produzido por Adair Daufembach (Hangar, Command6, entre outras), o álbum apresenta onze faixas onde as influências musicais entram em sinergia completa, misturando características do Heavy, Black, Death e Thrash Metal com linhas mais atmosféricas e sinfônicas do Gótico que se encaixa perfeitamente com a temática sombria e noturna sobre a civilização moderna.

“Lunar Manifesto” ainda não tem data prevista de lançamento.



Shinigami Records
Caixa Postal 60191
Sao Paulo, SP 05323-970
Brasil

Manilla Road e Omen: Mythological Cold Towers é confirmado em noite épica




A produtora OPEN THE ROAD anuncia a banda MYTHOLOGICAL COLD TOWERS como abertura do show em São Paulo da "Beetween The Hammer and The Axe - South American Tour 2014", envolvendo duas verdadeiras lendas do Heavy Metal americano: OMEN e MANILLA ROAD. O evento será realizado no dia 04/07 a partir das 19h na tradicional casa de shows HANGAR 110, e com a adição da banda brasileira, promete ser uma noite épica. Fábio Campos, guitarrista do MYTHOLOGICAL COLD TOWERS, declara:


“Estamos muito satisfeitos e honrosos em participar deste evento. Estas duas lendas do Metal oitentista carregam uma atmosfera épica em suas músicas, algo que a gente sempre admirou não só nas bandas de Metal daquela época, como na música em geral. Foram estes conceitos de batalhas, misticismo e mitologia que moldaram as características sonoras e líricas do Mythological Cold Towers. Sem contar que, de certa forma, estamos ligados a essa postura que estas duas bandas (além de outras) tinham nos anos 80, mantendo a estética underground, sem muito apelo no circuito mainstream e “establishment” que predominava na cena da época. Sem dúvida, será uma noite épica e memorável para os fãs brasileiros do verdadeiro Metal.”.


O MYTHOLOGICAL COLD TOWERS foi formado no início de 1994, entoando um estrondoso e obscuro Doom Metal, remetendo a contos antigos cheios de escuridão e enigmas. Em 1995,  a banda foi destaque na compilação “The Winds of a New Millenium”, pela Demise Records. Em 1996 lançou o seu primeiro álbum "Sphere Of Nebaddon – The Dawn Of A Dying Tyffereth", causando excelente reação na cena underground e vários comentários anunciaram a banda como a mais nova revelação do Metal brasileiro. Em 2000 é lançado “Remoti Meridiani Hymni (Towards The Magnificent Realm Of The Sun)”, aclamado no underground e, consequentemente, se tornaram um grande nome da cena. Em 2005, seu terceiro álbum, “The Vanished Pantheon”, é tido como o mais intenso e caótico álbum do que os seus anteriores. O álbum foi lançado pelos selos Firedoom Music na Europa e pela Somber Music no Brasil. Em 2011, o Mythological Cold Towers lança seu mais recente álbum, pela gravadora alemã Cyclone Empire. “Immemorial" nos traz sete canções do mais puro Doom Metal nos relembrando o clássico estilo dos anos 90, com passagens épicas, vocais soturnos e letras obscuras. Este álbum lhes rendeu uma turnê europeia em maio de 2012, passando por países como: Irlanda, Holanda e Portugal, dividindo o palco com Saturnus, Officium Triste e Ophis. Para esta turnê, a banda teve o apoio de Thormianak e Hecate (ambos do Miasthenia, tocando baixo e teclado, respectivamente). “Immemorial” também foi reconhecido como um dos melhores 60 álbuns de toda história da cena Metal brasileira, pela revista Roadie Crew (#172). Em Setembro de 2013, o Mythological Cold Towers toca pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza/CE, sendo este o último show com a tecladista Hécate. No dia 19/04/2014, Mythological Cold Towers toca no festival “Medium Mortem”, ocorrido em São Paulo, no prestigiado Inferno Bar, abrindo para a banda italiana Mortuary Drape. Esse evento obteve uma grande repercussão, não só na cena underground de São Paulo como no Brasil e o Mythological Cold Towers foi bastante aclamado pelo público que compareceu em peso neste evento. Foi o último show com o baixista Thormianak. Nesse mesmo ano, o Mythological Cold Towers se prepara para gravar o quinto álbum. Saiba mais: https://www.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers



Ouça:

“Colossal Megalithic Monument”: https://www.youtube.com/watch?v=37K6lirHDb8

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Produtora: 


Bandas: 



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Bioface: Em entrevista banda fala sobre novo álbum




Do ABC paulista vem mais uma banda que transborda fúria em seu som. E o BIOFACE é daquelas que acertam a mão e entendem do que fazem. Com uma década de existência, a banda vem batalhando na estrada.

Em entrevista para o site Whiplash o baixista Marco Aurélio “Chileno”, comenta sobre o começo das composições de um novo álbum do grupo e os novos caminhos que a banda pretende percorrer em 2014.

Confira no link abaixo o bate papo completo:


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Tempo de Cinzas: Primeiro single do novo álbum será lançado em Junho




Formada em outubro de 2011 por cinco amigos de infância, a banda TEMPO DE CINZAS imediatamente iniciou o processo composicional para a gravação de um EP.

Contendo as músicas “Trilha das Mentiras” e “Quadros e Cenas”, em dezembro de 2012 foi lançado o EP “Tempo de Cinzas”, produzido pelo renomado produtor Adair Daufembach.

Tendo ótima aceitação do público da atual cena brasileira underground, o EP chamou bastante atenção da mídia especializada e rendeu entre diversas matérias em pages e blogs.

Inspirado no título do livro ‘A Season of Ashes” do escritor J. S. Thompson, o nome "Tempo de Cinzas" sintetiza tanto o caos, a destruição e a discórdia da humanidade quanto o renascimento, o despertar e o ressurgimento, como no mito milenar da Fênix que renasce das cinzas.

Entrando na cena para agregar valor e estilo o vocalista Douglas Moreira assumiu os vocais da banda que finalizou recentemente a produção de seu primeiro álbum  previsto para ser lançado no 2° semestre de 2014.

O lançamento do primeiro single deste trabalho intitulado “Legado de Ódio” será lançado dia 02 de junho pelo canal oficial da banda no youtube.

Confira o Teaser:


Página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/tempodecinzas
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Seita: Banda abrirá shows da turnê européia do Suffocation




A banda SEITA que conta com os brasileiros Michel Gambini (G/V) e Dom Mura (D), além dos uruguaios Diego Gomez (B) e Pablo Minoli (G), estará abrindo os shows da European Summer Tour 2014 dos americanos do Suffocation.

A banda se apresentará ao lado das bandas Havok e Skeletonwitch que também fazem parte da turnê que passará pelo continente europeu.

Essa turnê é uma pausa nas gravações do próximo álbum da banda, ainda sem título, e que está novamente nas mãos do produtor sueco Daniel Bergstrand (Meshuggah, In Flames...).



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Statues on fire: Confira video clip oficial de “You Can´t Tell the Reason”




A banda STATUES ON FIRE, mais nova cria de André Alves, mentor de uma das mais importantes e respeitadas bandas do hardcore/punk nacional, o Nitrominds, lançou recentemente o clip oficial da música “You Can't Tell the Reason”.

Quase dois anos após o termino das atividades do Nitrominds, André Alves se juntou ao seu parceiro de longa data, o baixista Lalo (ex-Nitrominds), André Curci (Ex-Threat/Musica Diablo) e Alex Kacttus. Juntos eles lançaram o disco de estreia do STATUES ON FIRE que foi intitulado de "Phoenix" e tem como produtores os renomados Marcello Pompeu e Heros Trech (Korzus) do MR. Som estúdios.

O disco foi lançado no dia 28 de Março pela Rookie Records de Koln, Alemanha no formato de Vinil e no Brasil pela Gravadora Thirteen Records em CD.

Confira o vídeo clip oficial no link abaixo:


Ficha técnica
Song:You Can't Tell the Reason
Album: Phoenix

MondoCão Filmes
Direção: Daniel Cardoso
Fotografia e edição: Jr Nenê e Daniel Cardoso

Atores:
Lucas Gurgel
Beatriz Mitev
Thiago Xuxa

Rookie Records 2014 - Germany
Thirteen Records, Bombardeio Distro, Voice e RedStar - 2014 - Brasil

Ouça o disco/listen to the record
Booking: statuesonfire@gmail.com


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Explicit Hate: “Somos melhores músicos agora, o peso a e pressão são 1000 vezes maior!”




Arena Metal é um site de grande circulação em Pernambuco, Hugo Veikon é um dos idealizadores que convidou o EXPLICIT HATE para uma entrevista que passa entre a limpo o passado, o presente e futuro de uma das pioneiras do Thrash Metal da Cidade Maravilhosa.

Confira a entrevista!


Formada em 1986, no Rio de janeiro, pelos irmãos Gus (g-v) e Rod Santoro (bt-v). Era inicialmente um trio, com Denilson Costa no baixo, e apesar das referências metálicas, de bandas como Motörhead, Sodom e Voivod, faziam um som fortemente influênciado pelo hardcore europeu de bandas como Discharge e Anti-Cimex. Agora com uma nova formação, em 2014, se apresentam ao vivo e preparam o material para um novo lançamento ainda em 2014.

Arena Metal – Inicialmente agradeço o tempo cedido nesta entrevista e sem muita volta vamos lá: Gostaríamos de saber o porquê da pausa dada em 2009 na atividade da EXPLICIT HATE?

EH – Tínhamos o Alex Kaffer na guitarra, hoje baixista da banda, e tentamos 3 baixistas diferentes, mas nenhum deu certo por vários motivos (musicais e pessoais…). Ainda assim gravamos algum material novo. Não fomos em frente por falta de apoio e interesse do meio.


Arena Metal – E como se deu o processo da volta da banda?

EH – Em 2013 tentamos novamente, mas dessa vez como um trio… Foi válido. No início de 2014 convidamos mais um guitarrista, o Edu Lopez, que já conhecíamos há muitos anos…


Arena Metal – A banda chegou a fazer um full length na década de 80. Com essa volta e visto uma renovação de metalheads na cena no geral, vocês têm pretensão de relançar aquele material?

EH – Já foi relançado no “A View Of Every Side” de 2012, pela Marquee Records (RJ). Ele trata-se de uma coletânea das demo tapes desde 1986 até 2009, e inclui o disco de 88, “A View Of the Other Side”. São 18 faixas remasterizadas.


Arena Metal – Quanto as composições novas, o que podemos esperar da EXPLICIT HATE?

EH – A nossa ênfase é no estilo que cativou os fãs desde os anos 80. Continuamos com as mesmas influências, mas naturalmente somos melhores músicos agora, e o peso e pressão são 1000 vezes maior!!!


Arena Metal – Dei uma conferida na música “Population Zero” e notei que ela se manteve naquela linha de Thrash oitentista, feita pela safra de bandas daquela época. Vocês se mantiveram ouvindo a mesma linha de som daquela época ou curtem também algo mais atual?

EH – Nós curtimos estilos diferentes, mas priorizamos a música pesada. Sim, como já disse anteriormente, nos mantemos fiéis às influencias que sempre tivemos… Se fosse pra fazer algo diferente teríamos formado uma outra banda, com outro nome, outra proposta… Mas não. EH é THRASH!!!


Confira a entrevista completa no link abaixo:




Curta EH:
Oficial:



Escute “Population Zero”, original de 2009:



Assessoria de Imprensa/Contato para shows
(24) 9 8182 3264 (TIM)

Scalped: Death Metal desgraçado e doente tem novo Single liberado na rede para Download




O Death Metal do Brasil apresenta mais uma novidade, Minas Gerais nos surpreende desde os anos 80, então SCALPED atenderá os mais exigentes por ter um som extremamente agressivo, impiedoso e doente! Formado por membros que já passaram por bandas experientes, tais como Devastation Kaos, Disgracelator, Divine in Flesh, Obsessive Hate e Hell Trooper.

A música escolhida para o Single da banda foi a “Scalped”, que leva o mesmo nome e faz parte do EP “Psychopath” que contará com 5 faixas. Gravado e produzida nos estúdios Roffer e Oxido, com produção de Marcelo Rocha. A arte ficou a cargo do artista gráfico Pablo Míconi.


O Baterista Marcelo Augusto comenta: “Nossa música tem temas baseados em carnificinas, mortes, mutilacões, destruicão, jornalismo e política, e o que se tem de mais sujo, pesado e perturbador compõem o Scalped. Um Death Metal Old School com vocal avassalador, baixo estremecedor, bateria rápida e técnica e aliada uma quantidade de riffs enfurecidos e solos cortantes.”

Para escutar e baixar gratuitamente:


Para escutar o Single “Scalped” no Youtube:


  
Foto: Jordana Lee

Curta e acompanhe Scalped no FB:


Assessoria de Imprensa
Twitter: BlackLegionProd

25 de mai. de 2014

Resenha: X-Empire - End of Times (EP)

Independente
Nota 10,0/10,0

Por Marcos "Big Daddy" Garcia


Há certas bandas no Brasil que realmente surgem do nada para nos surpreender. 

Após o Single "Fallen", desta vez, temos a volta do quarteto paulista X-EMPIRE, que finalmente chega com seu primeiro disco, o EP "End of Times", que é um petardo de primeira grandeza, coisa muito fina em termos de Brasil.

Antes de tudo, a música da banda foge bastante de padrões convencionais, buscando mesclar influências brutais com o Metal tradicional moderno. Ou seja, é quase uma mescla de JUDAS PRIEST e ICED EARTH com urros guturais e outros mais rasgados. E vejam bem, soa pesado, intenso e bem inovador, fugindo um pouco dos padrões convencionais tão em voga na cena Metal atual, tanto em termos de Brasil quanto lá fora.

Vemos que os vocais foram muito bem cuidados, para se encaixarem sobre a base instrumental com perfeição. As guitarras do grupo são muito boas, sabendo oscilar entre riffs melodiosos e outros mais agressivos (com solos bem feitos e certo feeling mais clássico). Baixo e bateria mostram técnica invejável em termos técnicos, mas ao mesmo tempo, sem ficarem de exibições desnecessárias. E tudo isso junto resulta em algo vibrante, vivo, e cheio de energia e com cara própria.

Óbvio que os convidados especiais Willian Vankar (teclados), Raphael Dantas e Cauê Leitão do ANDRAGONIA, Raphael Dafras (do ALMAH), Airton Araújo (DELOHIM), Leandro Tristane, Daniel Kopecky e Bruno Santos (do CHIMERAH), Daniel Della Santina (SÓRIA), Sidnei Hares e Carolina Frade (do OPIUM) deram um brilho todo especial a esta obra produzida por Michel Marcos e Rogério Oliveira (nos M&H e Flight e M&H estúdios, de propriedade deles dois, respectivamente). A gravação ficou limpa, intensa e pesada nas mesmas medidas, sem priorizar este ou aquele instrumento. Mesmo sendo independente, está muito caprichada e minimalista. Já a arte, feita por Cleyton Souza e Michael Douglas Bruno está caprichada, apesar de evitar algo super complexo. E bem antenada com o que o grupo faz musicalmente.

X-Empire
E o grupo soube caprichar em suas composições, tendo em vista que o mix de melodia e brutalidade não ser algo novo em termos de Metal, mas acreditem: estes caras acharam um caminho deles, algo surpreendente, pois a criatividade parece inesgotável, passando por cada uma das faixas sem deixar uma sequer como faixa "para completar tempo de disco". Cada detalhe brilha como um diamante precioso, cada arranjo foi bem cuidado para se encaixar perfeitamente.

Nas cinco faixas do EP (uma é uma intro, outra um outro), não há como ter um destaque mais evidente, pois todas se nivelaram por cima.

"Fallen" tem toda uma pegada moderna muito bem feita, boa diversidade de andamentos, com riffs galopantes e vocais muito bem encaixados (faixa que foi o primeiro Single da banda há um tempinho). Já "WarCry" tem um clima bem mais agressivo e duro, em uma faixa que se desenvolve em cima de belos arranjos de bateria e vocais (os urros guturais, unidos à vozes rasgadas e lindas melodias são algo de um refinamento raramente visto). O clima opressor é quebrado pela belíssima "No Answers", uma faixa muito elegante, com belos arranjos de piano e grande dueto de vocais femininos e masculinos, e um refrão absurdamente envolvente. Mas a agressividade opressora e melódica da banda volta à carga em "Scars from the Past", uma faixa bem sinuosa em termos musicais, novamente com ótimos riffs de guitarras e o baixo dá um peso bem evidente à canção. "End of Times" é uma música onde a fusão melodia/agressividade é muito bem balanceada, graças aos vocais e riffs, sem mencionar um solo bem técnico e cheio de alavancas (não, nada que lembre o Kerry King) e incursões mais técnicas do baixo, e vai deixar pescoços doídos e ouvidos apitando. 

Perfeito, deve estar na lista do Top 10 de muitos, e por méritos. E é apenas um aperitivo para o Full que será gravado este ano.

Ah, sim: o EP pode ser adquirido em seu formato digital nas seguintes lojas na internet:

Amazon.com - http://amzn.to/1nJyfJv
CDBaby - http://bit.ly/1mi6Ajg
iTunes - http://bit.ly/1oMmDD9
Bandcamp - http://bit.ly/1kBDEyW

Além disso, "End of Times" é dedicado ao Sr. João dos Santos, pai de Michel. E acreditamos que ele esteja orgulhoso demais em ver o que o filho pôde criar.



Tracklist:

01. Principium et Finis (intro)
02. Fallen
03. WarCry
04. No Answers
05. Scars from the Past
06. End of Times
07. Reflections in the Dark (outro)


Banda:

Michel Marcos - Vocais
Rogerio Oliveira - Guitarras
Felipe Gabriel - Baixo
Raphael Jorge - Bateria
Raphael Dantas - Vocais limpos em "Warcry" e "End of Times"
Cauê Leitão - Guitarra solo em "End of Times"
Raphael Dafras - Baixo em "Scars from the Past"
Airton Araújo - Vocais limpos no piano em "Scars from the Past"
Bruno Santos - Guitarra solo em "Scars from the Past"
Leandro Tristane - Bateria em "Scars from the Past"
Willian Vankar - Orquestrações em "Scars from the Past"
Daniel Della Santina - Piano em "No Answers"
Sidnei Hares - Vocais limpos em "No Answers"
Carol Frade - Vocais femininos em "No Answers"


Contatos:

Metal Media (X-Imperial Press)

Resenha: Kliav - This is a New Kliav (EP)

Independente
Nota 8,0/10

Cada vez mais, as bandas buscam novas sonoridades para expandir as fronteiras musicais do Metal, já que mudanças de paradigmas têm sido a tônica da necessidade das pessoas no caminho constante da evolução humana, que nada pode parar, e boas e novas bandas têm surgido todos os dias, com sonoridades cada vez mais interessantes e fortes, capazes de satisfazer o mais exigente dos fãs, e o quinteto paulista KLIAV, adepto de um som intenso, feroz e inovador, que poderia ser rotulado de um crossover entre o Metalcore, o New Metal e o Thrash/Death anos 90, de tão bruto e pesado, que chega até nós através do EP "This is a New Kliav", um autêntico murro raivoso nos tímpanos incautos, um lançamento independente desses protegidos pela Ziv Produções, de Sol Brocanelli.

A produção visual é muito boa por sinal, e bem inovadora no formato, já que a capa feita com papel rígido é algo já bem usado, mas não da forma que eles usaram, com letras presentes e a capa mostrando que eles têm muito a dizer nas letras, também presentes.

O lado sonoro prima por uma produção sonora límpida e cristalina, mas que dá ênfase à brutalidade e peso de uma banda que sabe o que quer, como quer e onde quer chegar, pois usam da tecnologia do estúdio como aliada de seu som.

Kliav
São quatro faixas muito boas, mostrando as facetas do trabalho da banda: uma mostra que primam algumas vezes mais pelo peso e brutalidade em cada uma delas em detrimento à velocidade, como visto em ‘Can You Hide?’, que é uma verdadeira insanidade musical, com grandes guitarras e solos (que mostram intimidade com melodias bem estruturadas); outra mostra andamentos mais variados, como em ‘This is a New Kliav’, onde os vocais se mostram algo realmente caótico e insano. Uma tem algumas levadas mais empolgantes e brutas, que leva ao slam dancing com enorme facilidade, que é ‘Fame’s Virus’, que saiu na coletânea ‘Rock Now!’ em 2010, onde a cozinha baixo-bateria se destaca bastante no meio de tanta agressividade. E uma que mostra todos estes elementos em uma fusão bem homogênea, que é ‘Bullet Time’, cujo vídeo deve estar quase saindo, e pelo que já sabemos, deve ser algo extremamente inovador em termos de vídeo por aqui.

Mais uma boa banda, que merece destaque e mostra que boa música não é boa para ouvidos mais abertos às novas tendências musicais do Metal, mas a todos com bom senso de não se fazerem surdos a novidades.

Em tempo: este EP pode ser baixado de forma gratuita no site da banda, ou seja, com apenas um simples clicar no mouse, poderá conferir o poderio de fogo da banda.

Recomendado.



Tracklist:

01. Can You Hide?
02. This is a New Kliav
03. Fame’s Virus
04. Bullet Time


Banda:

Theago Loco – Vocais
João Paulo – Guitarras
Piu – Guitarras
Kabello – Baixo
Natinho – Bateria


Contatos:



Originalmente publicado no Whiplash!

KLIAV: Banda publica vídeo nas gravações do CD




A banda KLIAV está no meio das gravações do seu primeiro CD, sendo produzido por Thiago Bianchi (Noturnall) no estúdio Fusão em Cotia/SP, neste último final de semana, dia 25, a banda publicou em seu canal no YouTube, um vídeo registrando o andamento das gravações, num clima bem descontraído.



"Finalizamos uma etapa importante hoje, a cara do CD ganhou a expressão que a gente queria!" diz Theago liddell, vocalista, que fez questão de registrar trechos de várias músicas enquanto o Guitarrista, Piu Loko, fazia as linhas de Guitarra de todo o CD.


O produtor da banda, Thiago Bianchi, durante as gravações postou em suas contas pessoais do instagram e Facebook:

"Producing the new brazilian Thrash Metal promise.. KLIAV!!
Produzindo a nova promessa do Thrash Metal brasileiro, @KLIAV!!" 

Nas próximas semanas mais vídeo virão com o andamento das gravações, que culminarão no lançamento do aguardado CD.


Links relacionados:


Fonte: Kliav