29 de mai de 2016

Quem Sou Eu: Edson Graseffi (PANZER)


Função: baterista da banda PANZER.

Estilos de Metal/Rock que gosta: Thrash Metal, Stoner Rock, Doom Metal, Rock Progressivo, Hard Rock, Heavy Metal tradicional.

Como começou no Metal: eu fui criança em toda década de 70 e todos nós tivemos uma grande carga de Rock'n'Roll colocada pela TV e rádio naquela época. Meus pais haviam comprado algum eletrodoméstico na extinta Eletroradio Bras, e era costume na época se ganhar de brinde um LP na compra. Então tive na minha frente, um LP de uma banda Hippie chamada JODE, que trazia 3 hippies na capa. Aquilo me intrigou até que comecei a ouvir aquele vinil na velha vitrolinha da minha casa e simplesmente me apaixonei por aquelas músicas cheias de guitarras. Acredito que esse foi um dos discos que mais ouvi na vida, pois só tinha aquilo para ouvir. Em 1983, o KISS aportava no Brasil pela primeira vez e eu da mesma forma como foi o caso de muitos garotos da época, fiquei chapado com aquele visual e som, que era muito mais pesado do que a banda de hippies que eu costumava ouvir, eu tinha apenas 13 anos e acabei ganhando aquele vinil de presente. Este disco e tudo que a banda representava, acabou definindo quem sou hoje.

OBS: Eu ainda tenho estes 2 discos guardados em minha coleção.

Qual a primeira música que ouviu de Metal/Rock: CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL, "Have You Ever Seen The Rain".

Primeiro disco que teve de Metal/Rock: JODE

Disco favorito de Metal/Rock: KISS, "Creatures of the Night".

Banda favorita: METALLICA e BLACK SABBATH.

Vocalista favorito: Ronnie James Dio.

Guitarrista favorito: Tony Iommi

Baixista favorito: Cliff Burton.

Baterista favorito: John Bonham e Bill Ward.

Um hino dentro do gênero, e por que ele: "Screaming for Vengeance" (JUDAS PRIEST), porque o PRIEST é a banda que realmente define o conceito Heavy Metal.

Uma decepção com uma banda que gosta: eu curtia muito o MANOWAR quando garoto, os 4 primeiros álbuns são ótimos. Mas com o passar dos anos eles começaram a se repetir, até o fatídico show em SP, onde eu vi uma banda que já não trazia nada de novo. Foi decepcionante para mim e passei a não acompanhar mais o que fazem hoje.
  
Melhor recordação: conhecer pessoalmente Dan Beehler (EXCITER) e poder conversar com ele e também o dia que recebemos a prensagem do álbum "The Strongest" (PANZER).

Um sonho dentro do cenário: poder fazer turnês por todo o Brasil com estrutura profissional e com produtores sérios.

Um pesadelo dentro do cenário: o maior pesadelo no cenário de hoje é a desinformação, mesmo em um momento onde estamos vivendo dentro de uma maré de informação, onde tudo é possível se achar e absorver conhecimento. Eu realmente sinto muito em ver que as pessoas ligadas ao Metal, principalmente os mais novos, não tem o mínimo interesse em conhecer bandas novas, até mesmo sendo “o novo”, bandas mais das antigas. Hoje no Metal temos um fenômeno de “grande massa”, o número gigante de pessoas que conhecem aquelas mesmas meias dúzias de bandas e levam aquilo como sendo as únicas. Isto, pode no futuro matar o verdadeiro espirito da coisa, pois um dia estas bandas deixarão de existir e este futuro está próximo.

Minha vida no Metal/Rock pode ser definida pela letra da canção: "It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)", do AC/DC.


Veja o vídeo de "Left Behind", trabalho mais recente do PANZER:


Acompanhe o trabalho de Edson Graseffi nos seguintes links:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

28 de mai de 2016

Quem Sou Eu: Fabiano Penna (REBAELLIUN)


Função: guitarrista, compositor, produtor.

Estilos de Metal/Rock que gosta: todos.

Como começou no Metal: entre 1989 e 1990 peguei emprestado alguns discos de amigos da minha rua, ouvi em casa e a partir daí viciei em ouvir Heavy Metal. Pelo que lembro tinha SLAYER, SEPULTURA e HELLOWEEN nessa lista.

Qual a primeira música que ouviu de Metal/Rock: antes desse episódio no meu bairro, eu já tinha tido contato com Iron Maiden na escola, inclusive tentei comprar o "The Number of the Beast" quando tinha uns 10 anos, mas meu pai não deixou, haha... Acho que a primeira música que ouvi mesmo foi a "Bark at the Moon" do Ozzy, durante a programação do primeiro Rock in Rio na Rede Globo, em 1985.

Primeiro disco que teve de Metal/Rock: "Ride the Lightning", do METALLICA.

Disco favorito de Metal/Rock: "South of Heaven", do SLAYER.

Banda favorita: SLAYER.

Vocalista favorito: Max Cavalera.

Guitarrista favorito: Jimi Hendrix.

Baixista favorito: Lemmy.

Baterista favorito: Dave Lombardo.

Um hino dentro do gênero, e porque ele: "Inner Self", do SEPULTURA. Acho que muito em função da letra, não tinha como você ser um adolescente no Brasil no início da década de 90, curtir Heavy Metal e não se identificar com essa letra. A gente pirava no SLAYER, no JUDAS PRIEST, no IRON MAIDEN, mas o que o SEPULTURA tava fazendo tinha a ver diretamente com a nossa realidade e a identificação era imediata e genuína. Lembro que na primeira turnê do REBAELLIUN na Europa em 1998, depois de um show bebendo no bar, em algum momento o DJ tocou essa música e fiquei meio que em choque ouvindo, eu tava do outro lado do mundo tocando com a minha banda e tudo por influência desses caras...

Uma decepção com uma banda que gosta: nenhuma, eu respeito o artista e acho que ele pode e deve fazer o que quiser, quando quiser. Se não me identifico mais, não ouço e sigo a vida, esse lance de se decepcionar, de dar piti porque a banda mudou o som é um exagero e um desrespeito com o artista, que deve ser livre pra fazer o que bem entender.

Melhor recordação: há muitas. Mas talvez o fim do primeiro show que fizemos em Ghent, na Bélgica, em Novembro de 1998. Fomos fazer uma participação num show no Frontline, pub clássico naquele país, acabamos tocando 5 ou 6 músicas e a plateia ficou simplesmente alucinada, compraram todas nossas demos em poucos minutos e todos do bar queriam pagar uma cerveja pra gente. Acabamos todos bêbados e felizes pra caralho, porque ali praticamente demos o primeiro passo na nossa trajetória.

Um sonho dentro do cenário: o meu sonho pessoal é continuar podendo dedicar meu tempo integral à música, algo que conquistei e espero conseguir manter pra sempre. Pro cenário, que as pessoas reclamem menos e trabalhem mais, ouço muita desculpa e vejo pouca gente com sangue no olho pra ir atrás das coisas com vontade. Quem vai, acaba atingindo seus resultados.

Um pesadelo dentro do cenário: não consigo conceber um ‘pesadelo’. As pessoas meio que visualizam o ‘cenário’, como se fosse algo sagrado, uma entidade, sei lá. A cena de Metal, aqui ou em qualquer lugar do mundo, é formada por pessoas. Há pessoas boas e pessoas ruins. Fora e dentro do cenário. Eu conheci muita gente legal em função da música, do Metal, mas também conheci e conheço muito filho da puta. E a vida é assim, a gente tem que aprender a lidar com as pessoas boas e com as ruins também, o cenário sempre vai ter gente boa e gente ruim, não adianta achar que um dia vai ser perfeito porque não vai. Assim como também nunca vai ser um desastre total, um ‘pesadelo’.

Minha vida no Metal/Rock pode ser definida pela letra da canção: "Inner Self", de novo.


Veja o lyric video para "Affronting the Gods", do disco mais recente do REBAELLIUN, "The Hell's Decrees".



Acompanhe o trabalho de Fabiano Penna nos seguintes links:

Site Oficial (REBAELLIUN)
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Metal Media (Assessoria de Imprensa)

VAN CANTO - VOICES OF FIRE (Álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Cada vez mais, as bandas jovens buscam se diferenciar das que vieram antes, e mesmo das que já existem. Estas são herdeiras da mentalidade que guiou os criadores do Heavy Metal e todas as bandas grandes que conhecemos: a necessidade de ter um trabalho próprio, diferente do que já existe.

Este fator gera, vez por outra, bons nomes. E um que tem se destacado bastante é o do VAN CANTO, grupo alemão que trabalha usando várias linhas vocais diferentes em meio ao seu Power Metal, gerando um efeito conhecido como Acappella (que nada mais é que o canto com várias vozes diferentes, mas sem nenhuma intervenção instrumental, em geral visto nas igrejas antigas, e originado a partir do canto gregoriano). Ou seja, temos o que pode ser definido como Power Metal Acappella. E é justamente isso que encontramos em "Voices of Fire", novo disco do grupo, e que a Shinigami Records colocou no mercado nacional.

Van Canto
O que diferencia o estilo do grupo de seus colegas não é apenas na complexidade do trabalho vocal, mas também na pegada mais pesada e agressiva, e no pouco uso de levadas mais rápidas. Há uma preocupação estética evidente durante todo o disco, mas ao mesmo tempo, soa espontâneo, com alguns momentos cheios de grandiosos crescendos, e outros onde a beleza mais introspectiva se faz ser sentida. E assim, "Voices of Fire" se mostra um álbum deliciosamente desafiante aos nossos sentidos.

A produção do disco foi feita de forma que ele soa limpo e com cada detalhe claro aos nossos ouvidos, mas ao mesmo tempo, há uma dose de peso bem evidente, sensível, e que nos leva a balançar a cabeça durante as canções. Ao mesmo, o trabalho artístico da capa é algo belo, fora o layout e design usados, mais um encarte com ótima apresentação, embora não seja algo muito carregado ou complicado. É justo, apenas isso, e assim, ótimo.

O trabalho do VAN CANTO exige dos não acostumados certa paciência, já que sua musicalidade cheia e pomposa não é tão fácil para ser digerida, e a compreensão toma um tempo considerável. Mas grandes discos são assim, pois a cada ouvida, um universo de diversidade musical nos aguarda em "Voices of Fire", novos detalhes e arranjos são percebidos. E digamos de passagem: o sexteto realmente caprichou em termos de composição.

Há algumas narrativas que precedem ou encerram cada uma das faixas, fazendo com que o clima pomposo e medieval fique ainda mais denso.

Não existem "melhores faixas", já que "Voices of Fire" é um disco ótimo como um todo, distante de qualquer crítica negativa. Mas para certo preciosismo, podem começar em suas primeiras audições pela excelente e pegajosa "Clashings on Armour Plates" (que bela exibição de vocais, com cantos e contracantos perfeitos, em meio a boas mudanças de ritmo), a mais introspectiva "Dragonwake" (recheada de belas vocalizações femininas, adornadas por corais maravilhosamente intensos e marcantes, tudo isso em um andamento mais cadenciado e pesado), a acessível "Time and Time Again" (guiada principalmente por vocais masculinos, e mais uma vez, cheia de mudanças de tempos muito boas, além de um providencial solo de guitarra), a linda e bem trabalhada "Firevows (Join the Journey)" (que já apresenta a estrutura vocal que o grupo chama de "rakkatakka", ou seja, certas repetições onomatopéicas de sons de instrumentos musicais), a muito bem trabalhada "The Betrayal", e a medieval "The Bardcall" e suas lindas vocalizações assentadas sobre um trabalho ótimo de baixo e bateria.

No mais, "Voices of Fire" merece palmas por ser um disco ótimo, e o VAN CANTO se mostra uma banda diferenciada e de primeira linha.





Músicas:

1. Prologue
2. Clashings on Armour Plates
3. Dragonwake
4. Time and Time Again
5. All My Life
6. Battleday's Dawn
7. Firevows (Join the Journey)
8. The Oracle
9. The Betrayal
10. We Are One
11. The Bardcall
12. To Catharsis
13. Epilogue


Banda:

Ross Thompson - Vocais
Sly - Vocais
Inga Scharf - Vocais
Stefan Schmidt - Vocais
Jan Moritz - Vocais
Bastian Emig - Bateria


Contatos:

Youtube

26 de mai de 2016

ASSASSIN - COMBAT CATHEDRAL (Álbum)


2016
Importado

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Antes de tudo, é preciso estabelecer que SODOM, KREATOR e DESTRUCTION são os grandes do Thrash Metal alemão. Estes nomes lançaram clássicos que definiram o que conhecemos por "German Thrash Metal School". Depois disso, podemos ter a clara idéia que outras bandas vieram e poderiam ter contribuído muito, como IRON ANGEL (talvez o mais promissor de todos, mas que devido às famosas divergências, acabou lançando apenas dois discos), o DEATHROW e outros. Mas talvez o que mais próximo de se tornar membro do seleto grupo de cima foi o ASSASSIN, quinteto de Düsseldorf, que lançou "The Upcoming Terror", um disco que realmente abalou as bases do gênero e se tornou um clássico. Mas infelizmente, após o segundo disco, "Interstellar Experience" (que já não era tão bom como seu antecessor), a banda acaba e retorna em 2002 e está na ativa até hoje.

E apesar de "Combat Cathedral" também não ser tão bom como "The Upcoming Terror", o disco mostra o quinteto disposto a fazer um trabalho de primeira linha.

A mudança mais significativa foi a entrada do vocalista Ingo, que faz parte de uma escola mais moderna em termos de Thrash Metal, logo, possui uma voz usando timbres bem mais agressivos e urrados. Mas fora isso, o trabalho da banda parece estar mais agressivo e bem feito, e talvez seja o melhor disco da banda em muitos anos, mostrando um grupo forte, usando e abusando de uma dupla de guitarristas de primeira linha, além de uma cozinha rítmica que sabe ser trabalhada e pesada, dando a diversidade rítmica necessária ao ASSASSIN.

Ou seja, o grupo está renovado, mantendo suas raízes, mas trazendo uma agressividade bem mais impactante que antes. E bem mais consensual, já que vez por outra, o quinteto vinha com uma faixa que pouco ou nada tinha a ver com seu trabalho (como "Junk Food", de "Interstellar Experience").

Assassin
A produção do disco é bem limpa, verdade seja dita. Mas isso só deixou o som do quinteto ainda mais brutal, opressivo e furioso que antes. Sim, eles transcenderam os limites, e conseguiram criar algo realmente agressivo, mas com limpeza muito boa. É moderno, mas o grupo não perdeu sua potência musical. Parece que a banda enfim conseguiu pôr sua fúria na música. E isso é bom.

Na arte, o nome de Marcelo Vasco (que já fez artes de discos do BORKNAGAR, SLAYER, entre outros) é garantia de um trabalho de primeira. E ela ficou ótima, dando aquela aclimatação brutal que a música da banda transmite.

Desde "The Upcoming Terror", o ASSASSIN não trazia um conjunto de músicas tão bom. Sim, essas 12 canções mostram o quanto o grupo ainda pode render, e apesar de sentir que eles ainda não puseram tudo o que podem em termos de qualidade para fora, "Combat Cathedral" é uma aula de como criar algo brutal e agressivo como se pede nos dias de hoje, mas sem perder a técnica e noção melódica que sempre foram as características que diferenciaram o grupo de todos os outros de sua geração.

O testemunho em favor da banda é dado em canções como a veloz e explosiva "Back from the Dead" (onde os vocais agressivos de Ingo se mostram excelentes em meio ao ataque de riffs insanos), a curta e grossa "Frozen Before the Impact" (que já tem uma forte influência de Rock'n'Roll em muitos momentos, mostrando a força técnica da cozinha rítmica), a raivosa "Servants of War" (rápida, cheia de variações rítmica, e com o Mike e Scholli detonando nos solos e riffs), o massacre de bumbos e baixo que temos em "Slave of Time" e na veloz "What Doesn't Kill Me Makes Me Stronger" (esta com excelentes backing vocals), o chamado ao moshpit insano feito em "Ambush" 9que é introduzida por batidas bem ao estilo tribal, possivelmente uma herança dos tempos que o guitarrista Mike morou em Salvador), e o Thrash Metal rude e grosseiro de "Word" (mais uma aula de vocais agressivos, feita sob uma base instrumental perfeita).

Isso é Thrash Metal com sangue nos olhos e preparado para o futuro!


Isso é o ASSASSIN!


GO, FIGHT, KILL, ASSASSIN!



Músicas:

1. Back from the Dead
2. Frozen Before Impact
3. Undying Mortality
4. Servant of Fear
5. Slave of Time
6. Whoremonger
7. Cross the Line
8. What Doesn't Kill Me Makes Me Stronger
9. Ambush
10. Word
11. Sanity from the Insane
12. Red Alert


Banda:

Ingo Bajonczak - Vocais
Michael Hoffmann - Guitarras
Scholli - Guitarras
Joachim Kremer - Baixo
Björn - Bateria


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TRAVO: data de lançamento do segundo videoclipe é divulgada




Após a ótima recepção com sua estréia oficial há dois meses atrás, o quarteto cearense TRAVO, continuou trabalhando à finco nas produções.


O grupo finalizou os projetos gráficos de seu disco e focou em mais um videoclipe, o segundo da carreira, mais uma vez contando com a supervisão de Ítalo Ribeiro (IR Produções) em conjunto com a própria banda.

Dessa vez "Grilhões", faixa presente no álbum "Sobre Todos, Para Ninguém" à ser lançado, ganha vida e traz à tona uma temática mais densa, em tonalidades mais sombrias.


Confira o Teaser!


SUICIDAL ANGELS - DIVISION OF BLOOD (Álbum)


2016
Importado

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


E eis que um dos nomes mais celebrados do Thrash Metal mundial da atualidade retorna à carga, sem ter piedade de quem quer que seja!

Sim, o quarteto grego SUICIDAL ANGELS retorna, nos brindando com seu mais recente disco, o recém lançado "Division of Blood", e com um detalhe: eles estão dispostos a não deixar pedra sobre pedra, ou pescoços intactos!

Musicalmente, o quarteto continua apostando na fórmula que delinearam há tempos: Thrash Metal puro e simples, que mescla a agressividade intensa da escola germânica, com a técnica, noção melódica e refinamento musical da escola americana do gênero. Mas diferentemente de muitas bandas atuais que buscam soar como os gigantes do passado, o SUICIDAL ANGELS está cada vez mais consolidando uma personalidade própria, bem agressiva e trabalhada, mais ainda assim, sabendo fazer uso das tecnologias modernas de gravação para criar algo abusivamente pesado, brutalmente agressivo, mas sempre de bom gosto.

Suicidal Angels
Gravado na Alemanha, nos Soundledge studios, tendo na produção Jörg Uken (que já trabalho com DEW-SCENTED, GOD DETHRONED, SINISTER, e que já trabalhou antes com o quarteto, fazendo a mixagem e masterização de "Bloodbath"), que ficou de primeira, resgatando um pouco da sujeira essencial à música do grupo de seus tempos mais antigos. Mas é bom que se diga que a gravação está bem limpa, mas mantendo a agressividade e força da música da banda intacta. Ou seja, o SUICIDAL ANGELS volta a soar mais sujo e pesado, mas sem abrir mão da qualidade, e os timbres escolhidos para cada instrumento são ótimos.

A capa do CD é uma arte de Ed Repka (que já fez trabalhos para MEGADETH, DEATH, MUNICIPAL WASTE), deixando claro as intenções do grupo: estamos contra tudo e todos que tolham a liberdade alheia, e somos uma divisão sangrenta!

Se a produção sonora leva o grupo um pouco ao passado, o refinamento musical de "Divide and Conquer" continua presente, ou seja, eles deram mais um passo adiante. Os arranjos estão de primeira, a dinâmica entre os instrumentos é excelente, logo, é bom tomarem cuidado. Eles não estão para brincadeiras!

Capital of War - Uma música rápida, cheia de riffs de primeira, mostrando que eles estão muito bem. Mas ao mesmo, a bateria de Orpheas está mostrando peso e uma boa técnica, especialmente nos bumbos e nas viradas.

Division of Blood - A velocidade é mediana, mas a agressividade musical do grupo flui de forma espontânea. O trabalho das guitarras do veterano Nick e do novato Gus está ótimo, com riffs intensos e bem trabalhados, além de solos que esbanjam melodia.

Eternally to Suffer - A velocidade está de volta, com aquela levada que causa moshpits instantâneos, com Nick cantando e mostrando que andou evoluindo bastante em aspectos como dicção e impostação, usando muito bem os tons mais normais e agressivos de sua voz.

Image of the Serpent - Aqui, temos uma faixa bem curta, mas onde o ritmo muda bastante, com uma exibição de gala tanto de Orpheas quanto de Agellos (baixista da banda). Mas cuidado com o pescoço, pois é impossível ficar parado.

Set the Cities on Fire - Em termos de adrenalina e características, vai lembrar bastante a primeira faixa do disco, mas com mais variações de ritmo, apelando para uma velocidade intensa em alguns momentos e outros um pouco mais cadenciados. E é bom repararem como os solos são insanos!

Frontgate - Aqui, o grupo lança mão de uma faixa mais cadenciada, mais azeda, pesada, mas climática e cheia de ótimas nuances instrumentais, especialmente de baixo e bateria, fora vocais de primeira e um refrão excelente.

Bullet in the Chamber - Cuidado com os ouvidos, pois a faixa é rascante e agressiva, mas veloz e com aqueles tempos cativantes de sempre. O grupo realmente sabe criar riffs e momentos bem marcantes, algo de assustar os mais incautos.

Cold Blood Murder - Mais trabalhada, mostrando um lado um pouco mais técnico por parte da banda, os tempos são em velocidade mediana até certo ponto, onde a banda inteira ataca com velocidade empolgante e riffs cada vez melhores!

Of Thy Shall Bring the Light - Encerra o disco com chave de ouro, um murro de pura brutalidade opressiva nos tímpanos de quem não entende o que é ter raízes no passado, mas que mantém os pés no presente e caminha para o futuro. O andamento é refreado, cativante e extremado pelo trabalho de baixo e bateria (é abusivamente pesado, acreditem), fora as guitarras estarem bem e os vocais, mais uma vez, de alto nível.

Ouçam em volume alto, pois "Division of Blood" veio não só para coroar o grande momento do SUICIDAL ANGELS, mas também para preparar os fãs para a tour no Brasil que está chegando!

Venham logo!!!! Brazil Awaits you!!!!




Músicas:

1. Capital of War
2. Division of Blood
3. Eternally to Suffer
4. Image of the Serpent
5. Set the Cities on Fire
6. Frontgate
7. Bullet in the Chamber       
8. Cold Blood Murder
9. Of Thy Shall Bring the Light


Banda:

Nick Melissourgos - Vocais, guitarras
Gus Drax - Guitarras solo
Aggelos Lelikakis - Baixo
Orpheas Tzortzopoulos - Bateria


Contatos:

STONERIA - Stoneria (álbum)


2015
Independente
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Pegar o passado e transformar em algo novo é um desafio bem difícil, digno de heróis da mitologia Greco/Romana. É preciso ter garra, coragem e muita personalidade para fazer isso, e é incrível ver que temos bandas que são capazes disso aqui, no Brasil. E um deles é, sem sombra de dúvidas, o STONERIA, banda paulista que chega arrasando em "Stoneria", seu primeiro disco.

O nome não diz tudo que eles são capazes. Não podemos dizer que o grupo faz Stoner Metal/Rock, mas vai muito além disso. Há peso, rudeza e mesmo despojamento na música do quarteto, mas ao mesmo tempo, eles são talentosos demais, um caldeirão de influências diversificadas que, unidas, geram uma música forte, cheia de nuances psicodélicas, alguns momentos de maior refinamento musical. Óbvio que o peso da influência clara de LED ZEPPELIN é evidente, assim como o despojamento rude de um MC5 dá as caras muitas vezes, e mesmo a crueza de bandas como CAMISA DE VÊNUS. É denso e grudento, cheio de energia, mas envolvente.

Stoneria
Gravado no estúdio El Rocha e tendo as mãos de Fernando Sanches na produção, podemos atestar que "Stoneria" possui uma sonoridade grosseira e suja essencial à bandas do gênero. Mas esses fatores vêm dos timbres gordurosos de baixo e bateria usados na gravação, já que a sonoridade em si nos permite entender o que o quarteto está fazendo claramente. Ou seja, é Rock sujo, mas bem gravado.

Ainda em termos de musicalidade, vale ressaltar que a maior qualidade do STONERIA é a solidez de seu conjunto, ou seja, a banda funciona coesa, como uma unidade, apesar do bom nível técnico apresentado por seus músicos. Os arranjos evitam a técnica exacerbada, logo, o disco tem uma acessibilidade maior ao grande público. Mas ao mesmo tempo, tem tudo para agradar aos fãs de algo um pouco mais tradicional em termos de Rock.

Melhores momentos:

A totalmente Punk Rock "Nada a Perder" (cheia de energia e com belo trabalho de vocais, especialmente os backing vocals bem postados), a densa e pesada "Antissocial" (com um trabalho muito bom de baixo e bateria), a acessível e bem Rock Brasil "A Cela" (um refrão muito grudento, diga-se de passagem, além de bons riffs e solos), o tipo Rock debochado e mal mocista de "Calça Jeans" (que refrão legal, e a letra causará desespero nos mais puritanos), a psicodélica e pesada "D.4" (mais uma cheia de despojamento e repleta de riffs crus certeiros), e a introspectiva "Fausto" (recheada de um feeling bluesy agradável, mais um peso fenomenal) podem ser eleitas como tal. Mas "Stoneria" tem uma adrenalina vibrante em todas as canções, logo, o disco inteiro é muito bom.

Uma ótima revelação nacional, verdade seja dita!


Músicas:

1. Nada a Perder
2. Antissocial
3. A Cela
4. Latino Americano
5. Calça Jeans
6. Guerra Civil
7. D.4
8. Até Logo
9. Fausto
10. Cicatriz


Banda:

Zen - Vocais
Pedro - Guitarras
Caius Cesar - Baixo
Arthur George - Bateria


Contatos:

Instagram
Heavy and Hell Press (Assessoria de Imprensa)

IBRIDOMA - December (álbum)


2016
Importado

Nota: 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Uma das características mais interessantes que vemos no Metal tradicional atual é que muitas bandas estão soando cada vez mais pesadas. E uma banda que não só ganhou peso, mas melhorou absurdamente seu trabalho foi o quinteto italiano IBRIDOMA, que após "Goodbye Nation" de 2014, nos dá a honra de estar mais uma vez nas páginas do Metal Samsara com "December", seu novo disco.

O que o grupo nos trás de diferente desta vez?

Sempre evoluindo musicalmente, mas sempre mantendo suas raízes, o trabalho do quinteto está soando mais pesado que antes, ganhou em termos de agressividade musical e chega a esbarrar no Metal tradicional moderno, aquele mesmo que bandas como JUDAS PRIEST e METAL CHURCH fazem, mas diferindo porque a noção melódica dos italianos é bem clara, construindo sua música com muita energia e certo toque de acessibilidade musical (basta notarem como os refrões grudam em nossos ouvidos).

Bem produzido, a sonoridade de "December" está bem encorpada, com um peso absurdo, mas vindo justamente de uma ótima escolha de timbres instrumentais, que conseguem ter ótima definição, sem deixarem de soar pesados. E isso contribuiu muito para que "December" soasse tão forte e denso, mas sempre com bom gosto.

Ibridoma
A arte é muito bela, um trabalho muito bem feito do artista brasileiro Gustavo Sazes, dando corpo à música do grupo.

Mantendo a linha melódica de sempre, o IBRIDOMA soube criar um disco excelente. Os arranjos são bem feitos e encaixam com maestria, mostrando que o tempo e a experiência de tocarem com nomes como SABATON e QUEENSRYCHE deu uma alavancada muito boa na musicalidade do grupo. E nem falamos nas ótimas participações especiais de dois conhecidos nossos de longa data: Paul "The Beast" Di'Anno em "I'm a Bully" e Blaze Bayley em "Land of Flames".

"December" é caracterizado por um nível elevado em termos de composições, sendo o melhor disco que o quinteto fez até o momento.

Canções como "Sniper" e seu peso avassalador e moderno (apresentando tempos não tão velozes, e um refrão de primeira), o trabalho empolgante das guitarras na moderna "Covered by the Blood" (os solos estão ótimos, no meio da cadência melodiosa e pesada da música), a força introspectiva e melodiosa de "December" (como baixo e bateria estão em grande forma, conduzindo a base rítmica do disco inteiro, mas se destacam bastante aqui), a agressiva e extrema "I'm a Bully" (recheada de riffs modernos e pesado, com excelentes vocalizações de Christian e Paul), o encontro equilibrado de melodia, peso e acessibilidade em "Dead Trees" (que lindo trabalho das guitarras de Marco e Sebastiano, seja na base ou nos solos, recheadas de preciosas melodias), o peso cadenciado evidente em "Land of Flames" (mais uma vez, o dueto entre Blaze e Christian é excelente e se destacam bastante), a totalmente acessível e bem feita "I Don't Like" (mas com muitos momentos mais pesados, onde Leonaro e Alessandro mostram o quanto a cozinha rítmica contribui para a musicalidade do quinteto), e a cheia de energia e grudenta "Change Me" (que tem peso bem evidente, mas aquele toque mais acessível que víamos em bandas da NWOBHM como IRON MAIDEN em seus momentos mais comerciais) podem ser ditas como as melhores, embora o nível do disco como um todo seja excelente.

Um disco ótimo, que mostra o IBRIDOMA mais maduro e pronto para grandes desafios.

Ouçam sem nenhuma moderação!



Músicas:

1. Sniper
2. Covered by the Blood
3. December
4. Chemtrails
5. I'm a Bully
6. Dead Trees
7. Come with Me
8. Land of Flames
9. I Don't Like
10. Change Me


Banda:

Christian Bartolacci - Vocais
Marco Vitali - Guitarras
Sebastiano Ciccalè - Guitarras
Leonardo Ciccarelli - Baixo
Alessandro Morroni - Bateria


Contatos:

25 de mai de 2016

NO TRAUMA: banda disponibiliza novo álbum “Viva Forte até o Seu Leito de Morte” no Youtube




A banda NO TRAUMA acaba de disponibilizar o novo álbum na íntegra pela plataforma do YouTube , o pesado e insano “Viva Forte até o Seu Leito de Morte”.

O álbum possui elementos que vão desde o metal mais extremo a melodias mais modernas, todas as músicas são cantadas em português e apresenta uma banda entrosada.

A produção ficou a cargo da própria banda que gravou todas as faixas no estúdio Aeon Aúdio na cidade de Jacarepaguá/RJ, assina a arte o guitarrista da banda Tuninho Silva.


NO TRAUMA: "Viva Forte Até o Seu Leito de Morte" (2016)

01 – Fuga
02 – Quimera
03 – M.M.A
04 – Massa de Manobra
05 – O Chamado
06 – Forca
07 – Sedativo
08 – Demoniocracia
09 – Igualdade
10 – Algemas do Medo
11 – Viva Forte
12 – Sawabona Shikoba


A banda é formada por:

Hosmany Bandeira (Vocais)
Tuninho Silva (Guitarra)
João de Paula (Baixo)
Marvin Freitas (Bateria)

Escute na íntegra o álbum “Viva Forte Até o Seu Leito de Morte”:





Fonte: Roadie Metal
A/C Gleison Junior (Apresentador/ Proprietário)