11 de fev de 2016

MINDCRAFTER - Signs Revealed (álbum)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "The Night Wizard", "A Warrior’s Blaze", "Against the Ravens in the Sky", "The Grasping Hand", "Challenge of the Gods", "Endless Hope".


Fazer Prog Metal no Brasil é um trabalho duro. Se por um lado requer um time de músicos de boa técnica em seus instrumentos, demanda também criatividade para sair do ponto comum, e o desprezo de uma parcela do público pelo gênero. E sobre este último, é uma pena ver que os fãs brasileiros, presos ao radicalismo, perdem a oportunidade de conhecer trabalhos ótimos como "Sign Revealed", da banda carioca MINDCRAFTER, que acaba de sair do forno.

Melodioso, bem feito, com um "insight" técnico muito bom. Mas assim como algumas bandas ótimas do gênero, a técnica aqui surge como uma conseqüência da música em si, não sua motivação. Óbvio que existem momentos mais cheios das viagens "heavyssivas" que cairão no gosto dos fãs do gênero. E digamos de passagem: o disco é muito bom, permeado até mesmo de um ecleticismo muito interessante (como visto em "A Warrior’s Blaze", onde toques de ritmos regionais no Norte/Nordeste do Brasil aparecem).

Phelipe Henriques (Mindcrafter)
Gravado no HR Estúdio (RJ), com produção de Phelipe Henriques, mais mixagem e masterização de Daniel Escobar, e podemos dizer que a qualidade sonora de "Signs Revealed" é muito boa, com alguns timbres mais secos, e com tudo bem audível. Não está perfeita, mas muito boa. E o lado gráfico é um trabalho ótimo de Rodolfo Ferreira (da Obsidian Design), que realmente traduz para o físico algo tão etéreo e abstrato como é a música do grupo.

Não é de estranhar que "Signs Revelad" seja tão bom. Se por um lado as músicas são muito bem arranjadas, com esmero bem evidente em cada momento, por outro, o disco soa espontâneo e livre de pretensões absurdas. Ele é o que é: um disco excelente, com cada faixa tendo seu próprio valor. E, além disso, para ainda dar um toque extra de classe, temos em mãos um álbum conceitual, cujos temas giram em torno das experiências dos personagens The Night Wizard, Avatar e Black Crowned Heart (este sendo o vilão). E vemos a relação entre o ser humano e o sobrenatural, expressa pela caminhada de Avatar em sua jornada pelo desconhecido. E vale citar a presença de Thiago Velasquez (ex-STATIK MAJIK, e músico de estúdio) fazendo todas as linhas de baixo do disco.

Melhores momentos:

The Night Wizard - Apesar de ser bem técnica, vemos uma música cheia de feeling. Óbvio que existem variações rítmicas e mudanças de momento ótimas, com alguns mais lentos e limpos. Ponto para o trabalho das guitarras, que está ótimo, seja nas bases ou nos solos.

A Warrior’s Blaze - Outra que é cheia de contrastes entre momentos mais limpos (onde solos de guitarra se encaixam perfeitamente) e outros mais pesados. E como dito antes, alguns toques regionais dão um molho especial à ela.

Against the Ravens in the Sky - Uma instrumental muito boa, com belas variações rítmicas. Óbvio que as guitarras são bem valorizadas, mas não dá para não citar o trabalho excelente de baixo e bateria.

The Grasping Hand - Com alguns toques de Rock Progressivo que mostram influências à lá YES e JETHRO TULL, a música transpira peso e inspiração, graças ao trabalho bem feito dos vocais e guitarras. Alguns ritmos quebrados não convencionais acentuam este lado "Heavyssívo" da canção.

Challenge of the Gods - Técnica, recheada de tempos jazzísticos e um peso avassalador, é uma canção bem agressiva. Ponto para a cozinha rítmica, que guia muito bem os andamentos mais complexos.

Endless Hope - Um pouco mais introspectiva e azeda, se caracteriza por um lado mais pesado e azedo. E assim, valoriza muito as guitarras mais uma vez, com bases excelentes. E isso sem falar nas incursões limpas, que se encaixam perfeitamente e geram um contraste quase barroco.

O MINDCRAFTER veio para ficar, e é recomendado a todos sem medo. 

Um trabalho ótimo, verdade seja dita!


Músicas:

1. The Night Wizard
2. A Warrior’s Blaze
3. Against the Ravens in the Sky
4. Paths to Redemption
5. The Grasping Hand
6. During the Storm
7. Secret Worlds
8. Challenge of the Gods
9. Alternative Fields
10. Endless Hope


Banda:

Phelipe Henriques - Guitarras, violão, vocais
Kim Karvalho - Guitarras
Lucas Amaya - Baixo
Felipe Bonomo - Bateria


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CROSSROCK - Come On Baby (álbum)


2016
Nacional

Nota: 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "Call You", "Tonight", "It's All I Need", "Any Road", "My Life", "When Love Goes Away", "Let's Dance", "Never Give Up".


Há tempos que podemos reparar que a cena Hair Metal/Glam Rock no Brasil tem crescido e revelado nomes excelentes. E nunca devemos cansar de ter em mente que isso é bom, pois a cena ganha diversidade, e assim, continuará sobrevivendo. E se junto ao time que já tem FÚRIA LOUCA, PÚRPURA INK, DESERT DANCE e DIRTY GLORY, entre tantos outros, chega o quarteto paulista CROSSROCK, detonando em "Come On Baby".

Aqui, o papo é curto e grosso: vemos aquela música envolvente e chicletosa dos anos 80, cheia de ótimos refrões de assimilação simples, aqueles corais bem postados, vocais competentes, e, além disso, o estilo da banda é extremamente melodioso, com doses generosas de AOR aqui e ali com um instrumental ótimo. Óbvio que não há cheiro de mofo aqui, ou mesmo a sensação de clonagem. Não, tudo no trabalho musical do quarteto pulsa com energia, com vida, e é extremamente empolgante ouvir esse disco.

Crossrock
A produção do CD é muito boa, dando aquela clareza essencial para entendermos o que o grupo está tocando, mas também deu uma dose de peso bem evidente. Sim, está pesado e denso, mas sem fazer a banda soar suja demais. Poderia ser um pouquinho melhor em alguns pontos (um pouquinho mais limpa, e as guitarras poderiam ter uns timbres melhores), mas não deixa de ser ótima. E o lado visual buscou ser mais simples, com uma capa e layout bem simples, mas funcionais.

O ponto forte do quarteto: transpor as características musicais do estilo para atualidade, dando à sua música uma personalidade. Isso se percebe no capricho dos arranjos, na dinâmica dos andamentos, na espontaneidade de seu trabalho. E a técnica, se não soa exagerada (e realmente não o é), também não é simplista demais.

O disco todo é ótimo, de ponta a ponta, mas os melhores momentos são:

Call You - Uma faixa com andamento em velocidade bem moderada, com arranjos muito bons dos vocais (que chegam a ter tons bem próximos ao de Jon Bon Jovi em seu início de carreira). E, além disso, tem uns toques bem AOR presentes.

Tonight - Envolvente, com um jeitão um pouco mais melodioso, que esbarra no Hard Pop, que nos lembra bandas como o TYKETTO. E que belo trabalho nas guitarras, diga-se de passagem.

It's All I Need - Uma das mais interessantes. A música é bem pesada e dura, exibindo o lado mais Metal do trabalho do quarteto. Mas mesmo assim, é um dos melhores refrões de todo o CD, e uma faixa ótima para perceber o quanto a cozinha rítmica do grupo é forte e precisa.

Any Road - Novamente, a banda usa o expediente de uma faixa com toques sutis de AOR (especialmente nos backing vocals), mas resulta em um grude daqueles que ouve uma vez e fica preso nela por dias. E as guitarras estão ótimas, especialmente nos solos.

My Life - Sim, não dá para não citar esta aqui, que equilibra muito bem os aspectos pesados e melodiosos da banda, sem que a acessibilidade musical seja perdida. Belo trabalhos dos vocais, os corais são bem feitos, e belíssimo refrão.

When Love Goes Away - Uma música acústica linda, com belos violões, vocais caprichados e um jeitão Country que é cativante. É curtinha, mas gruda mais que chiclete!

Let's Dance - Outro murro Glam Metal nos tímpanos, recheado de guitarras bem pensadas e backing vocals insanos.

Never Give Up - Uma música mais simples, e bem grudenta. Lembra o mesmo tipo de feeling que sentimentos em canções secundárias de bandas como BON JOVI, que apesar de não serem hits, são excelentes.

O disco é muito bom, mas ainda é claro o sentimento de que eles podem fazer bem mais que isso. E verdade seja dita: se botarem para fora tudo o que eles podem, ninguém segura o CROSSROCK.

No mais, "Come On Baby" é um disco excelente.





Músicas:

1. Call You
2. Tonight
3. It's All I Need
4. Any Road
5. My Life
6. So Live
7. When Love Goes Away
8. Without Love
9. Let's Dance
10. I Feel Your Cold
11. Come On Baby
12. Never Give Up
13. A Letter 4 U


Banda:

Rane Cross - Vocais, guitarras
Israel Nicoleti - Guitarras, backing vocals
Júnior Lima - Baixo, backing vocals
J.P. - Bateria, backing vocals


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10 de fev de 2016

SWORDS AT HYMNS - Autumnal Introspections (álbum)


2016
Nacional

Nota: 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "Fall", "At the Winter's Gate", "Beyond This Tombstone", "Where I Buried My Heart"

Quando se fala em vertentes que referenciam o paganismo em geral, o brasileiro se torna muito reticente. Isso porque, no Brasil, somos imersos em toda uma atmosfera de intolerância às vertentes que, de acordo com muitos, nada teriam com nossa cultura. É um equívoco pensar dessa forma, uma vez que somos um amálgama cultural, trazendo raízes, inclusive bem evidentes, dos europeus. Assim, morre toda argumentação fútil sobre o assunto, e podemos nos ater aos bons trabalhos feitos aqui de bandas que trilham este caminho. E assim, com a mente aberta e o coração leve, podemos apreciar o primeiro álbum da banda gaúcha SWORDS AT HYMNS, "Autumnal Introspections", como ele bem merece.

Sendo direto, temos uma banda de Pagan/Epic Black Metal que segue a mesma linha do FALKENBACH, BATHORY (da fase "Blood, Fire Death"), EMPEROR do início e ENSLAVED (embora sem as influências do Rock Progressivo deste último). Ou seja, é mais bruto e agressivo, mas com o toque mais elaborado e introspectivo devido ao lado épico de sua música. E em todos os aspectos, a música do quarteto é bem feita, nada está fora de seu lugar ou é supérfluo. 

Swords at Hymns
Produzido, mixado, masterizado e com a engenharia de som feita por Dave Deville e parceria com a banda, temos uma qualidade sonora mais crua e com aquele toque tosco essencial às bandas de Black Metal. Mas longe de buscar a sujeira excessiva que só desfiguraria o disco, além de uma timbragem muito boa (que poderia ser um pouc melhor nas guitarras). 

O lado gráfico é bem feito, explorando tonalidades de marrom e preto, um belíssimo trabalho de Marcelo Vasco (da PR2 Designs).

Podemos dizer que o quarteto soube criar em "Autumnal Introspections" um trabalho de primeira linha no gênero. As músicas possuem duração média de 5 minutos, mas nem percebemos isso devido à diversidade de arranjos que existe o disco. Existem alguns arranjos um pouco mais complexos, mas nada que venha a deixar os fãs de cabelos em pé. E tudo isso resultou em uma homogeneidade enorme em termos musicais. E ainda temos a participação especial de Triumphsword (vocalista do PATRIA) em "Beyond This Tombstone".

Melhores momentos:

Fall - Uma música com o forte sentimento de melancolia, com andamento nem rápido e nem lento, em com uma bela diversidade de arranjos. Ponto forte para os vocais, que usam de vários timbres, fora alguns toques de teclados que encaixaram muito bem. 

Last Shine in My Eyes - Aqui, apesar de melodias introspectivas, temos alguns toques de Metal tradicional e um pouco mais de velocidade, embora a banda varie bastante de andamentos. E como as guitarras e os teclados estão bem. 

At the Winter's Gate - Grandiosa e introspectiva, mas bem azeda, devido aos timbres de guitarra e à levada mais lenta. Além disso, baixo e bateria estão bem aqui, guiando os andamentos. Mas existe uma beleza agressiva presente nessa introspecção presente.

Lord of the Ancient Times - Segue o mesmo estilo de "At the Winter's Gates", mas com uma dinâmica vocal melhor, novamente usando o contraste dos tons rasgados com os guturais.

Beyond This Tombstone - Mesmo adornada com melodias introspectivas, alémd e teclados mais soturnos, nesta canção existe maior agressividade, ao mesmo tempo em que os vocais usam tons agressivos um pouco diferentes do convencional. É a faixa que o grupo usou para fazer um lyric video de divulgação.

Return to Ashes - Apresentando linhas melódicas que remetem ao Metal tradicional (especialmente devido ao ótimo trabalho de guitarras), mais uma vez temos uma canção com velocidade moderada e 

Where I Buried My Heart - Outra em que a agressividade fica mais evidente, mas mesmo assim, entremeada por melodias mais densas e introspectivas. Ponto para o trabalho da cozinha rítmica mais uma vez, devido à boa condução dos tempos. Esta possui vídeo oficial no Youtube.

Podemos dizer que o "Autumnal Introspections" é um trabalho muito bom, digno de aplausos, pois se sente que ele foi feito com garra e coragem, e feito para os fãs.

Recomendo de olhos fechados.







Músicas:

1. Fall 
2. Last Shine in My Eyes 
3. At the Winter's Gate 
4. Lord of the Ancient Times 
5. Beyond This Tombstone 
6. Return to Ashes 
7. Where I Buried My Heart


Banda:

Maicon Ristow - Vocals, violões, guitarras, bateria programada, teclados
André Lazzarotto - Guitarras
Leonardo Goulart - Baixo, vocais 
Mateus Perotti - Bateria


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DOOMSDAY CEREMONY - Black Heart (álbum)


2016
Nacional

Nota: 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "Vultures of War", "I Am", "Voice of the Darkness", "Slaves of Sin", "Black Heart", "Valley of Shadows", "Fury".


No Brasil, poucas vezes temos a oportunidade de ver o quanto alguns estados são fortes no que tange às bandas. E uma cena ótima, mas pouco citada, é a do Paraná. Como essas terras já deram bandas ótimas ao Brasil, e não seria exagero citar que nomes promissores do Metal extremo são daquelas terras. Mas me atrevo a citar o DOOMSDAY CEREMONY, um veterano do Black Metal da região, como um dos três melhores grupos de lá, e um dos melhores do Brasil. Basta ouvirem "Black Heart" e terão esta mesma certeza.

Fazendo um Black Metal pesado, intenso e mórbido, com alguns toques vindos do Death Metal, mais o uso constante e bem feito de melodias herdadas do Metal tradicional dá uma diferenciada ao som do quinteto. Mas não se preocupem: todos os elementos que fazem um fã de Black Metal gostar de um disco estão em "Black Heart", e sempre mantendo um nível de qualidade bem alto.

Maiko Thomé Araújo é o produtor do disco. O equilíbrio entre o peso que a banda necessita mais timbres instrumentais agressivos e bem pensados, além de uma dose generosa de clareza deu a eles o que eles precisavam para fazer de "Black Heart" um dos melhores discos do gênero de 2016. Além disso, o trabalho gráfico de capa e layout estão ótimos, bem feitos e se enquadrando ao que o grupo mostra musicalmente. 

O talento do DOOMSDAY CEREMONY vem do fato da música da banda fluir do coração, com coragem de desafiar barreiras e modelos estilísticos pregados como verdades absolutas. Aqui, além de arranjos que não pertencem ao Metal extremo, solos de guitarra melodiosos em profusão, tudo muito bem feito, inspirado e espontâneo. E por isso, tão bom. E, além disso, temos a participação especial de Fernando Nahtaivel (do INSANE DEVOTION) nos teclados na introdução à "Slaves of Sin" e de Sucoth Benoth (o lendário vocalista do AMEN CORNER) nos backing vocals em "Vultures of War e "Slaves of Sin", que valorizam ainda mais o trabalho do quinteto.

Melhores momentos:

Vultures of War - O encontro de agressividade e melodias aqui é excelente, com belos arranjos de guitarras (e que duetos e solos fenomenais!), sob um andamento que não é nem veloz demais ou lento demais, embora existam mudanças rítmicas aqui e ali.

I Am - Uma faixa intensa, vibrante e que nos envolve completamente. Boas mudanças de andamento, baixo e bateria fazendo um trabalho de alto nível, e sem contar os vocais e backing vocals que estão perfeitos. É um dos vídeos de divulgação do CD.

Voice of the Darkness - Um dos melhores momentos do CD. Uma faixa inspirada, com belos arranjos em cada instrumento, vocalizações preciosas usando vários timbres, e mesmo mudanças de momentos incríveis. E reparem como as melodias são excelentes, fugindo do padrão mórbido enjoativo de tanto que alguns usam por aí.

Intro - É climática, intensa e pavorosa, tanto que chega a dar arrepios nos mais incautos.

Slaves of Sin - E novamente, a banda mostra-se inspirada. O casamento entre o lado mais soturno de sua música com melodias técnicas dá muito certo. É uma música rica em arranjos, mas com boas doses de agressividade. Outra que tem vídeo de divulgação.

Intro - Outra introdução, sendo mais sinfônica em alguns pontos, mas deixando um forte sentimento de que algo em por aí.
 
Black Heart - Se não soubesse que é um disco de Metal extremo, o início faz qualquer um acreditar que temos uma banda de Heavy Metal tradicional. Mas o andamento é um pouco mais lento que antes, mais climático, com alguns toques de teclados se encaixando bem no meio dessa técnica apurada e mudanças rítmicas. Baixo e bateria roubam a cena, sem subestimar as guitarras e os vocais. E que possui um lyric video para ela disponível.

Valley of Shadows - Uma faixa onde você é embalado de uma forma que não percebe. A sutileza nos arranjos e melodias é algo nada complexo, mas funciona muito bem. Em certos momentos, as guitarras nos aparentam toques dos mestres do horror, o velho MERCYFUL FATE.

Fury - Fechando o disco com um alto nível, esta aqui é cheia de contraste, entre momentos mais agressivos e outros mais sinistros. Óbvio que o lado mais melodioso aparece mais uma vez, adornado por vocais agressivos muito bem encaixados, mesmo nos momentos mais amenos. E os solos possuem uma dose de melodias que realmente parece vir não só do Metal tradicional, além dos vocais estarem extremamente versáteis.

Sim, não dá para escolher uma faixa superior a outra. O trabalho possui um nível alto como um todo.

O DOOMSDAY CEREMONY caprichou, e podemos assegurar que "Black Heart" é um disco que abrirá muitas portas. E mais uma vez, repito o que digo: o Brasil é pequeno para uma banda assim...








Músicas:

1. Vultures of War  
2. I Am  
3. Voice of the Darkness  
4. Intro  
5. Slaves of Sin  
6. Intro  
7. Black Heart  
8. Valley of Shadows  
9. Fury


Banda:

Moloch - Vocais
Ciriato - Guitarras, teclados
Rieche - Guitarras
Shaitan - Baixo
Wolff - Bateria


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RETALIADOR - Insane Thrash (álbum)


2016
Associação de selos
Nacional

Nota: 6,5/10

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "Violento Ataque do Inferno", "Ultra Violência", "Juquery (Mad City)", "Matador", "Terror Atômico",

O Metal feito nos anos 80 continua sendo uma inspiração para muitos fãs e bandas, sem sombra de dúvidas. Isso inclusive justifica o revival que estamos vendo de bandas buscando aquelas sonoridades, revival este que se iniciou a pelo menos 20. Existem erros e acertos, pois não simples rebuscar tais sonoridades. Mesmo assim, é bom ver bandas como o RETALIADOR, de Franco da Rocha (SP) mostrando as caras e chegando com seu primeiro álbum, "Insane Thrash", após uma série de Demos, EPs e splits.

Os acertos estão na parte musical da banda. Eles resgatam aquilo que podemos definir como "Proto-Thrash Metal", ou seja, aquela musicalidade que vem antes da canonização do Thrash Metal ocorrida por volta de 1986. Aqui, se sente pulsando influências de bandas como SODOM, KREATOR, DORSAL ATLÂNTICA e outras do gênero em seus primeiros trabalhos, onde a energia do Punk Rock/Hardcore ainda era bem evidente. Óbvio que a banda buscou dar uma personalizada na música, e assim, ela tem energia de sobra, embora peque no aspecto originalidade. Todos os clichês estão aqui, mas mesmo assim, tem seu valor.

Retaliador
Os erros se concentram muito na produção. A banda pecou por tentar buscar aquele som sujo demais e meio oco dos primeiros discos do gênero, e o som está bem abafado, sem contar algumas oscilações de volume que acontecem vez por outra. Não é que esteja tão ruim assim, mas muitas bandas têm usado algo mais moderno e limpo, e obtido resultados ótimos, como o AGRESSOR, o TOXIC HOLOCAUST e o WOSLOM. No que tange a arte gráfica, a o trio buscou uma apresentação visual mais simples, mas usando um expediente interessante: as letras são apresentadas em português (a língua que o grupo usa em suas músicas), espanhol e inglês. Um expediente inteligente, diga-se de passagem.

No lado musical em si, a banda tem futuro. Suas músicas mostram energia, os rapazes são bons músicos no que se propõem a fazer, e tudo funciona muito bem. Isso sem falar que tudo é bem arranjado, mas cheio de espontaneidade.

Melhores momentos:

Violento Ataque do Inferno - Uma canção muito boa, rápida, com guitarras ótimas, e uma pegada bem pesada.

Ultra Violência - Outra em que o feeling Thrash/Punk está claro, mas uma pena que algumas osciladas no volume quebram a concentração. Mas mesmo assim, os vocais estão bem aqui.

Juquery (Mad City) - Aqui, o lado Punk da banda fica bem evidente. Uma pena que a mixagem deixou os vocais um pouco embolados, mas vemos bom trabalho da base rítmica.

Matador - Por passar dos cinco minutos, vemos boas mudanças de andamento e até momentos em que o baixo se mostra bem técnico, fora um solo de guitarra muito legal.

Terror Atômico - Um dos pontos fortes da banda é soar como um conjunto, logo, aqui se mostra o quanto eles são bons, em uma canção com andamento moderado, com muita energia. Lembra bastante os primeiros trabalhos do DESTRUCTION em alguns momentos.

A banda mostra que tem talento e potencial, mas espero que no próximo trabalho, possam ter mais recursos de estúdio e gravarem com a qualidade que sua música merece.

No mais: um bom disco para os fãs de Metal Old School.

Para adquirir sua cópia de "Insane Thrash", basta procurar a Cold Art Industry Distro.


Músicas:

1. Na Perdição
2. Violento Ataque do Inferno
3. Ultra Violência
4. Crianças de Satã
5. Juquery (Mad City)
6. Matador
7. Insane Thrash
8. Destruição Apocalíptica
9. Terror Atômico
10. Ritual Sabá
11. Culto Sangrento
12. Inverta a Cruz


Banda:

D. Hell Insane - Baixo, vocais
N. Sarcastic Insane - Guitarras
E. Terror Insane - Bateria


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GUEPPARDO - Fronteira Final (álbum)


2015
Nacional

Nota 7,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia

Destaques: "Fronteira Final", "Roleta Russa", "Fúria e Paixão", "Chuva", "Nada a Perder".


O Metal nacional anda dando mostras de que vai bem, apesar do Complexo de Vira-Latas ainda ser bem forte no cenário. E algumas boas bandas surgem, de Norte a Sul, de Leste a Oeste nestas terras todos os dias. E um nome bem interessante vem de Porto Alegre (RS) é o do trio GUEPARRDO, que soltou "Fronteira Final" no final de 2015.

A banda nos oferece aquele mesmo Metal vigoroso, pesado, cheio de energia e melodioso da NWOBHM, com algumas incursões bem evidentes no Hard Rock clássico. É possível ver a similaridade entre a banda e o estilo de lendas como SAXON antigo, DIAMOND HEAD e outros. Mas não se preocupem: a banda possui identidade bem forte. E a música deles é agradável, pesada e que nos toma de assalto.

Gueppardo
Gravado no Estúdio Hurricane, produzido em parceira por Sebastian Carsin e Perÿ Rodriguez (guitarrista do grupo), a produção é bem legal. Óbvio que alguns timbres poderiam ser melhores, e mais bem acabada. Não está ruim, muito pelo contrário, pois está clara e pesada nas medidas certas, apenas poderia ser melhor.

Óbvio que o grupo tem uma musicalidade bem ganchuda, bons arranjos e um estilo que, mesmo já batido, ganhou um brilho nas mãos da banda. E é preciso notar que existem alguns convidados: Ricardo Janke nos backing vocals, Peter Rodriguez no baixo, e Christian Cotrena nos teclados.

Melhores momentos:

Fonteira Final - A canção que abre o álbum, velocidade amena e com um trabalho de guitarras muito bom, além de um refrão bem interessante.

Roleta Russa - Pesada, intensa e grudenta, outra que apresenta um refrão de fácil assimilação. Bom trabalho dos vocais (que podem melhorar, pois nem sempre são compatíveis com a música do grupo).

Fúria e Paixão - Um Hard'n'Heavy pesado e envolvente, com certa influência do ACCEPT em alguns pontos.

Chuva - Uma canção bem pesada, com baixo e bateria mostrando novamente uns toques da escola alemã de Metal, com maior acessibilidade. E belo trabalho das guitarras.

Nada a Perder - Uma das melhores canções do disco, com uma pegada muito chicletosa, um refrão de primeira, e vocais muito bem encaixados. Outro grande momento do disco, verdade seja dita.

Podem oferecer bem mais do que ouvimos aqui, mas obviamente, são talentosos e ainda vão dar muitas alegrias ao cenário nacional.




Músicas:

1. Fonteira Final
2. Roleta Russa
3. Fúria e Paixão
4. Planeta Proibido
5. Estrela Perdida
6. Chuva
7. Nada a Perder
8. Anjos e Demônios
9. Fissura Total


Banda:

Joe Zon - Vocais
Perÿ Rodriguez - Guitarras, backing vocals.
Felipe Chagas - Bateria, backing vocals.


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)

4 de fev de 2016

Rotten Pieces é a primeira banda confirmada na segunda edição do MSP Fest




Anunciamos oficialmente que a ROTTEN PIECES está confirmada como uma das atrações do segundo - "MSP Fest".

O evento irá ocorrer no dia 05 de março e tem como proposta levar ao publico, o melhor do Metal pesado nacional.


O evento será realizado:
Ozzy Stage Bar
Rua Brigadeiro Galvão 871, 01151000 São Paulo

Ingressos: 
ENTRADA: Preço unico: R$20,00
CAMISETA "MSP" + Ingresso antecipado: R$ 30,00

Você pode comprar pelos telefones a baixos:
- ZONA OESTE: Lucas Simões (9-8911-2442) 
- ZONA SUL: Igor (9-4328-6969) - William (9-7256-8756)
- ZONA CENTRO/SUL: Thiago (9-4104-2504)
- CENTRO: David (9-5906-1756) - André (9-6788-8135) 
- ABC: Leo (9-9433-0330) - Will (9-4920-5504)
- LESTE: Vinicius (9-9781-2517)



Fonte: Roadie Metal
A/C Gleison Junior

PROJECT BLACK PANTERA: banda disponibiliza álbum no Spotify.




Uma das melhores revelações do ano de 2015, o PROJECT BLACK PANTERA, que lançou no fim do ano seu primeiro álbum auto-intitulado com o mesmo nome, informou que agora além do material físico o fã da banda pode encontrar as musicas pela plataforma do Spotify.

O álbum vem recebendo grandes criticas no cenário nacional, sendo resenhado pelas principais mídias especializadas em rock/metal no país.

Confira alguns trechos das principais resenhas publicadas:

"Imaginem uma banda que detona um Crossover raivoso e intenso, cheio de raiva e rasgado. Mas existem nuances que diferenciam o grupo da maioria dos grupos, com uma sonoridade abrasiva nas guitarras herdada de bandas mais modernas, e certo feeling cheio de Groove." (Metal Samsara)

"A base de tudo é o Hardcore, mas aí você vai ouvindo as músicas e flagra elementos vindos do Thrash Metal, do Punk Rock, do Groove e até do extinto Funk O’ Metal" (Brasil Metal Historia)

"Praticando um Thrash/Crossover de respeito, estrearam com o pé direito com um debut carregado de energia, intenso e impactante. Uma das grandes revelações nacionais de 2015." (A Musica Continua a Mesma)

"Os integrantes são super talentosos e possuem uma história curta, porém rica em detalhes. Daquelas capaz de te fisgar ao ponto de querer saber mais e mais." (Whiplash)


O álbum pode ser conferido no link abaixo



Fonte: Roadie Metal