29 de ago de 2015

Escrevendo Outra Canção: lançada a música da campanha



A campanha "Escrevendo Outra canção" acabada de ser presentada com a música tema da campanha com o nome de: "Escrevendo outra Canção".

A princípio, a música foi construída pelo guitarrista Hugo Lopes e letra feita por Marcelo Beckenkamp. No decorrer de sua produção, houveram muitas pessoas que se prontificaram de ajudar nessa empreitada, porém nem todos cumpriram com suas palavras e acabaram comprometendo a participação de muitas pessoas que fizeram de tudo para poder ajudar com essa iniciativa. 


Como muitos já sabem, a campanha não tem nenhum intuito de promover pessoas e muito menos divulgar artistas, porem agradecemos e fazemos questão de reconhecer as pessoas que nos apoiam em prol do próximo! 

Pedimos desculpas a todos que realmente quiseram nos ajudar com esse áudio, mas infelizmente tomamos um Iogro de muitos que dizem ser profissionais, humanos e alem de tudo apoiar um movimento beneficente! 

Mas na verdade só querem status. Para terem idéia, de 100% apenas 45% das pessoas realmente fizeram a sua parte na música, além de uma especificamente que nos fizeram de palhaços por semanas. A música foi concluída com todos instrumentos e vocais por Hugo Lopes, com a ajuda de Léo Brasil e letra de Marcelo Beckenkamp.

Sem mais delongas muito obrigado. 

Salve Uma Vida!





28 de ago de 2015

Iron Maiden - The Book of Souls (CD)

2015 - Parlophone - Nacional

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Enfim, a ansiedade e nervosismo terminaram: o maior nome do Heavy Metal acaba de lançar seu novo disco. Sim, "The Book of Souls", do IRON MAIDEN, finalmente está no mercado, pronto para a aquisição.

Mas o que se pode esperar da banda? Sim, o que esperar, já que eles recebem respostas positivas e negativas desde "No Prayer for the Dying" e nunca mais chegaram a ser uma unanimidade hegemônica entre os fãs de Metal como um todo?

Antes de tudo, é preciso que o fã tenha em mente duas coisas ("IRON MAIDEN é religião" não é uma delas e nem ao menos entra na conta deste autor, mesmo sendo iniciado nesta vida pela Donzela de Ferro): não espere nada no nível de clássicos como "The Number of the Beast" ou "Powerslave". Mas ao mesmo tempo, esqueça tudo que a banda lançou de "Brave New World" para cá. Mesmo "No Prayer for the Dying" e "Fear of the Dark" não se comparam a "The Book of Souls", que é melhor que ambos. Logo, é preciso dar uma chance ao sexteto.

A primeira característica do disco é simples: o MAIDEN não mudou sua musicalidade em nada, e nem se reinventou. É o bom e velho Heavy Metal tradicional de sempre, forte e vigoroso, sempre com ótimas melodias e muitos tempos não convencionais ao Metal A.I.M. (antes do IRON MAIDEN, se me permitem esta grafia), que são herdados do Rock Progressivo. Ao mesmo tempo, muito do passado da banda está aqui (há uma aura de "Piece of Mind" e "Killers" no ar, ou seja, algo longe de ser pretensioso, musicalmente falando), pois contrariando previsões, "The Book of Souls" não é um disco feitos por velhinhos cansados em busca da aposentadoria e querendo tirar uns últimos trocados dos fãs. Muito pelo contrário: "The Book of Souls" mostra uma banda criativa e que ainda tem lenha para queimar.

Um dos poréns de "The Book of Souls" é a sonoridade do disco. Definitivamente, Kevin Shirley até pode ser um bom produtor, mas não consegue acertar a mão no que tange à sonoridade da Donzela de Ferro, que poderia ser bem melhor. Óbvio que está clara, pesada e de alto nível (estamos falando do IRON MAIDEN, e esse nome é sinônimo de qualidade em tudo), mas soa um pouco crua em momentos que poderia ser mais intensa, mais "cheia". E a arte de Mark Wilkinson para a capa é bem legal. 

Vamos ser sinceros: a dupla Martin Birch na produção e mixagem, e Derek Riggs nas ilustrações ainda deixa grandes saudades em todos nós.

Iron Maiden
"The Book of Souls" é, desde "Seventh Son a Seventh Son", o disco mais espontâneo da banda com Bruce nos vocais. Sim, ele dista da pretensão a ser clássico, não é forçado em nada, e justamente por isso vemos a banda em grande forma, com arranjos ótimos, a dinâmica entre Steve e Nicko é perfeita, o trio Adrian, Janick e Dave enfim acertou a mão e conseguiu se entender muito bem (era um dos pontos que a banda ainda carecia de melhora), e Bruce se mostra com fôlego, sem ficar se esforçando além do que pode render ao vivo. E isso depois de enfrentar um tumor em sua língua.

Não dá, repito, NÃO DÁ para destacar uma ou outra música! NÃO DÁ, pois eles capricharam bastante no disco.

Abrindo o primeiro CD, temos "If Eternity Should Fail", que possui uma introdução obscura de teclados e Bruce mostrando bom serviço nos vocais, mas logo vira uma música forte e climática, andamento nada muito rápido, com belíssimas guitarras (novidade...) e ótimas vocalizações. Seguindo, temos "Speed of Light", primeiro Single do álbum, que tem um jeitão meio "lado B" do "Piece of Mind", ganchuda e com um lado Hard'n'Heavy acessível muito bom, e com um ótimo refrão (não há como não cantar junto), além de Steve e Nicko darem um show de entrosamento e peso. "The Great Unknown" se segue, outra faixa pesada e com andamento pesado e nada veloz, enriquecido por riffs ótimos e grandiosos (onde a famosa influência do Rock Progressivo que o MAIDEN carrega aparece). Agora, na longa e variada "The Red and the Black", com seus mais de 13 minutos de duração, as guitarras dão uma exibição de gala, chegando a ser algo deslumbrante, com belíssimas bases, solos intrincados, duelos fenomenais e intervenções providenciais(vejam como a integração entre Jack, Adrian e Dave está perfeita). Não tão grandiosa, temos "When the River Runs Deep", com um jeitão mais Rock'n'Roll, mesmo pesada e envolvente, com outra bela mostra de força da base rítmica e os vocais mostrando uma diversidade de timbres muito boa. Mais um gigante em termos de tempo, em seus mais de dez minutos de duração, temos a faixa "The Book of Souls", introduzida por acordes de violão mais melancólicos e teclados de fundo, antes de virar outra faixa pesada, com jeitão épico e climático, onde o sexteto mostra que longa duração, com eles, parece nada, com boas mudanças de ritmo, em momentos pesados e outros mais progressivos...

Um pouquinho de fôlego e água, e o CD dois começa. E já chegam com uma declaração de guerra, "Death or Glory", uma faixa mais simples e pegajosa, com jeitão pesado e intenso que só a Donzela de Ferro tem quando apela para fazer algo mais direto e forte. Em "Shadows of the Valley" tem um lado mais melodioso evidenciado, com belas incursões de teclados em meio ao peso dos riffs de guitarra, e também não é uma faixa muito complexa, mas mesmo assim, muito boa. Em "Tears of a Clown", uma homenagem da banda ao finado ator Robin Williams (famoso por interpretar Patch Adams no filme homônimo) a banda já começa mostrando uns tempos mais quebrados, e mesmo pesada, é uma música climática e mais acessível, mas longe de ser descartável. No início, "The Man of Sorrows" pode assustar alguns, pensando que podemos ter uma nova "Wasting Love" (que sejamos francos, é uma música descartável), mas logo essa sensação se dissipa, pois a música ganha contornos pesado sob um andamento mediano, e muito peso, mesmo com alguns teclados suaves surgindo no fundo, fora um refrão muito bom. E fechando, temos a polêmica "Empire of the Clouds", que antes do lançamento já havia causado calafrios nos fãs. Ela começa realmente bem lenta e bela, com teclados e guitarras limpas, vocais mais épicos, mas vai crescendo em peso, força e se tornando um dos melhores momentos do álbum, cheia de variações rítmicas e momentos marcantes, a ponto de 18 minutos passarem como se fossem poucos segundos, em uma exibição da banda como um todo, e vai fechando calma e gentilmente como foi no início. 

Podemos dizer que, se de um lado "The Book of Souls" não é um clássico instantâneo (só o tempo dirá) ou perfeito, poderíamos dizer que é o disco que faria a ponte entre "Seventh Son of a Seventh Son" e a atualidade, ou seja, é o melhor disco da banda desde então. E mostra que a banda está bem longe da aposentadoria, como muitos críticos (inclusive eu) já apregoaram há tempos. 

Enfim, sem fanatismos: é o IRON MAIDEN sendo o IRON MAIDEN.

E um agradecimento especial, mais uma vez, ao site Iron Maiden Brasil e ao amigo Alex Dias de Oliveira. Sem eles, esta resenha não poderia ter sido escrita.




Músicas:

Disco 1:

01. If Eternity Should Fail 
02. Speed of Light 
03. The Great Unknown 
04. The Red and the Black 
05. When the River Runs Deep 
06. The Book of Souls 


Disco 2:

07. Death or Glory 
08. Shadows of the Valley 
09. Tears of a Clown 
10. The Man of Sorrows 
11. Empire of the Clouds 


Banda:

Bruce Dickinson - Vocais
Dave Murray - Guitarras
Adrian Smith - Guitarras
Janick Gers - Guitarras
Steve Harris - Baixo, teclados
Nicko McBrain - Bateria


Contatos:

Facebook (Iron Maiden Brasil)

27 de ago de 2015

Crisix - Rise... Then Rest (CD)

2015 - Urubuz Records - Nacional
Nota 9,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Um aspecto interessante de ser avaliado nos últimos tempos é a tendência que as bandas de Thrash Metal old school andam apresentando. Em geral, no primeiro disco, elas ficam presas dentro da fórmula já mais que conhecida. Mas depois, começam mutações interessantes. JACKDEVIL e METALIZER no Brasil são testemunhas claras disso, e agora, vemos no ótimo trabalho do quinteto espanhol CRISIX a mesma coisa, neste ótimo "Rise... Then Rest", que a Urubuz Records colocou no mercado brasileiro.

Originalmente lançado em 2013, vemos que o quinteto é especializado em fazer Thrash Metal com influências do gênero praticado nos E.U.A., ou seja, é agressivo e ríspido, mas recheado de boa técnica e melodias muito bem trabalhadas. Mas é bom se destacar que há elementos anômalos aqui, como alguns vocais mais guturais acompanhando o rasgado que lembra bastante "Zetro" Souza e Paul Ballof. Há momento soberbos no CD, que fazem o rótulo "old school" não fazer tanto sentido assim, e isso é otimo. Mas não se exaltem os mais puritanos: esses elementos não chegarão a incomodar vocês.

Javi Bastard é o produtor do trabalho, mas é impressionante ver que Erik Rutan (sim, ele mesmo) mixou e masterizou o disco. Está limpo, intenso, pesado e brilhante, tudo nas medidas certas e sem descaracterizar a sonoridade do quinteto. E a arte que teve contribuições de Marc Busqué "Busi", Albert Requena, Javi Carrión, Marc Torras e Julián Baz ilustra aquele "feeling" do Thrash/Crossover dos anos 80.

Crisix
Como dito acima, o CRISIX não e de obedecer muito regras impostas ou limites determinados. A música deles soa como o coração de cada um os guia. E nada de ser enjoativo e repetitivo, ou mesmo mais do mesmo. Se prestar atenção, vai ver que estes "hermanos" sabem arranjar bem demais suas músicas, sem que elas soem polidas demais ou mecânicas.

Melhores momentos: a veloz e empolgante "I.Y.F.F." (recheada de riffs insanos e bem acabados), a variada "Rise...Then Rest" (alguns riffs aqui possuem toques mais modernos e melodiosos, fora citar o trabalho técnico da cozinha da banda, que é fantástico), a excelente e alternada "Bring 'Em to the Pit" (um Thrash ganchudo e bem divertido com uns toques irônicos à lá S.O.D.), a intrincada e mais cadenciada "Frieza the Tyrant" (também muito divertida, com boas variações vocais e ótimos backing vocals, e melodias muito boas nas guitarras), e a abrasiva "Army of Darkness" (também cadenciada e pesada, com um jeitão bem ANTHRAX na base rítmica). Mas como se já não fosse muito, a Urubuz Records ainda nos presenteia com um bônus ótimo na versão brasileira: uma versão Thrasher e cheia de energia do hino "Ace of Spades", só mais agressiva e extrema que a original, mas sem no entanto ser uma blasfêmia contra o trio mais insano e doentio do Rock'n'Roll.

Uma excelente aquisição para os fãs do Thrash Metal. Mas que tal se, no futuro, o primeiro disco do quinteto, "The Menace", também viesse a ser lançado na terra brasilis?

Por enquanto, vamos nos satisfazendo com "Rise... Then Rest", que é uma pérola do gênero.







Músicas:

01. I.Y.F.F. 
02. Rise...Then Rest 
03. Bring 'Em to the Pit 
04. Those Voices Shall Remain 
05. One by One 
06. Frieza the Tyrant 
07. Seven 
08. Army of Darkness 
09. Volcano Face 
10. Scars of the Wolf 
11. Waldi Gang 
12. Ace of Spades


Banda:

Julián Baz - Vocais
Marc Busqué "Busi" - Guitarras 
Albert Requena - Guitarras 
Marc Torras - Baixo
Javi Carrión - Bateria


Contatos:

Metalizer - Your Nightmare (CD)

2015 - Black Legion Productions - Nacional 

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Sempre é bom ter em mente o seguinte pensamento quando se começa uma banda: tentar soar retrô ou ir adiante rumo ao desconhecido, ambos os caminho guardam desafios enormes. No caso das bandas que buscam sonoridades antigas, é preciso ter cuidado para não soar como um clone, ou seja, nos dar aquela sensação de já ter ouvido. E o legal é que algumas aparecem para mudar um pouco as regras do jogo e dispersar o mofo. E é ótimo saber que o Thrash Metal brasileiro pode contar com o quarteto METALIZER, de Nova Odessa (SP), e que retorna ao Metal Samsara com seu segundo disco, "Your Nightmare".

Se em "The Thrashing Force" eles apresentaram um trabalho muito bom, apesar de nada inovador, agora eles resolveram começar a mudar as regras. Apesar de ainda soar Thrash Metal Old School, se percebe uma clara evolução no trabalho deles. Os vocais rasgados de Sandro agora usam de mais timbres e inclusive de certa ironia, as guitarras de Douglas estão mais diversificadas em termos de riffs e apresentando bons solos, e Nilão (baixo) e Thiago (bateria) estão formando uma base rítmica pesada e evoluíram demais em quesito de técnica. Está mais personalizada, pesado e com toques de melodias mais tradicionais aqui e ali. Ou seja, está mais maduro e encorpado, uma tendência que está surgindo e enriquecendo as bandas da Old School.

Metalizer
A produção está de bom nível, mas ainda precisa melhorar. Não que o trabalho de Fábio Ferreira seja ruim (não é isso, pelo contrário), pois está tudo bem certinho, pesado e claro, mas o lado mais agressivo da música deles ainda parece meio "preso". É um ponto que pode ser melhorado no futuro, mas não chega a afetar demais o trabalho musical deles. E a arte retrata bem a proposta contida no título: somos todos prisioneiros de nossos próprios pesadelos.

O ponto forte do METALIZER é o fato que a música flui deles. Não temos a impressão que eles estavam ouvindo um disco de referência para compor, o que seria clonagem. Não, percebe-se nos arranjos que a música deles é assim porque é desta forma que tem que ser. É como eles são, e pronto.

Em termos de canções, eles capricharam. O disco é bem homogêneo, mas seria covardia não dar uma menção especial à "Weapons of Metalization" com seus arranjos ótimos de guitarras; à veloz e furiosa "A Bridge Across Time and Space" e um trabalho de baixo e bateria fortíssimo, fora belas mudanças de tons dos vocais (o rasgado irônico à lá "Zetro" Souza dá espaço a passagens limpas ótimas), e lindas melodias tradicionais no solo de guitarra; à insanidade agressiva de "Still Alive"; à diversificação de ritmos encontrada em "Cause and Effect"; à Thrash'n'Roll "Zombified Generation" (um lado mais MOTORHEAD aparece claramente, aquele jeitão despojado e intenso de se tocar); e à intensa e mais cadenciada "Wake Up" (uma bela aula de interpretação dos vocais. Se sente algo de CANDLEMASS no jeito de Sandro cantar). 

Enfim, o METALIZER volta mais maduro, forte e pesado, sem deixar de lado suas raízes. E "Your Nightmare" é um ótimo álbum, que é capaz de agradar até o mais exigente dos fãs de Thrash Metal.

A diversão é garantida.

Em tempo: após gravarem "Your Nightmare", a banda recrutou Edson Ruy para a outra guitarra, logo, preparem os pescoços para o torcicolo nos shows da banda.











Músicas:

01. Weapons of Metalization
02. My Cage 
03. Street Dog 
04. A Bridge Across Time and Space 
05. Still Alive 
06. Cause and Effect 
07. Zombified Generation 
08. Wake Up 
09. Preacher of Hate 
10. Life is Your Nightmare 


Banda:

Sandro Maués - Vocais
Douglas Lima - Guitarras
Nilão Pavão - Baixo
Thiago Cruz - Bateria 


Contatos:

Bloodwork - Just Let Me Rot (CD)

2015 - Eternal Hatred Records - Nacional
Nota 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia



Falar do Metal do Rio Grande do Sul é fazer chover no molhado. Ainda mais se falamos de Metal extremo, já que os Pampas deram ao Brasil nomes como KRISIUN, REBAELLIUN, IN TORMENT e outros. Mas poucas vezes vimos as terra do Sul produzirem algo tão bruto, doentio e opressivo como "Just Let Me Rot", primeiro disco do quinteto BLOODWORK.

Aqui, a proposta da banda é investir em um Splatter Death Metal bruto, azedo e realmente nojento, mas recheado de qualidade instrumental. Mesmo tão ríspido, não é desprovido de boa técnica e personalidade. É como se fizéssemos uma fusão do velho BOLT THROWER de sua época clássica (de álbuns como "Realm of Chaos" e "Warmaster") com algo do AUTOPSY e do CARCASS (da fase "Symphony of Sickness"), mas com uma personalidade forte. Não procurem um clone aqui, pois podem sair sem alguns dedos, e mesmo o braço todo! A música deles não é para brincadeiras!

Sebastian Carsin e o quinteto dividiram a responsabilidade de produzir o disco. E verdade seja dita: conseguiram algo realmente doentio em termos sonoros. Mas doentio não significa imundo ou sem qualidade, longe disso, por favor. A qualidade é aquilo que este gênero degenerado precisa, mas com boa qualidade, onde podemos compreender o que a banda toca (mesmo algumas intervenções mais melodiosas que não mutilam o resultado final). E a arte de Marcos Miller, preferindo uma apresentação mais próxima a HQs, é ótima e não tão danosa aos mais sensíveis, quase uma referência à capa de "Acts of the Unspeakable", do AUTOSY, mas não sendo uma cópia.

Bloodwork
E se preparem: meso sendo uma banda de Splatter Death Metal, o grupo sabe usar muito bem de diversas influências sonoras para criar sua música. É insano, duro, bruto, mas com boa qualidade instrumental, e bons arranjos, mesmo dentro de relativa simplicidade.

Temos oito faixas de puro amassa-crânios de qualidade, se destacando pesadelos sonoros como "Defecating Broken Glass" (que apesar do vocal "From the Depths", aquele gutural em tons muito baixos, mostra uma levada bem próxima ao Grindcore, usando de riffs absurdamente insanos), a mais variada e opressiva "Asphyxiant Cum Load" (tempos bem cadenciados no início, mostrando o quanto baixo e bateria possuem de boa técnica, usando em seu favor esses tempos lentos. Mas depois alguns momentos mais velozes se fazem sentir. E que belíssimos duelos de solos guitarra, onde se percebe que os caras não são simplórios nas seis cordas), a bruta e explosiva "Human Slaughterhouse" (rápida e bem agressiva, com boas mudanças rítmicas, mas os vocais capricham em suas partes, oscilando entre guturais extremos e urros rasgados), e a bem trabalhada "Necro Sex Club".

Se as pessoas ainda tem dúvidas que fazer Splatter Death Metal tem suas exigências em termos de qualidade, é bom que conheçam este quinteto de São Leopoldo. Mas me perdoem, mas depois de ler as letras, preciso correr até o banheiro e pôr o estômago para fora de tanto vomitar...





Músicas:

01. Defecating Broken Glass
02. Cunt Suffocation
03. Asphyxiant Cum Load
04. Suck my Cut Finger
05. Human Slaughterhouse
06. Rotten 69
07. Necro Sex Club
08. Toothed Vagina


Banda:

Fabiano Werle - Vocais
Deleon Vith - Guitarras
Rafael Lubini - Guitarras
Henrique Joner - Baixo
Felipe Nienow - Bateria


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Individual - Worst Case Scenario (EP)

2015 - Independente - Nacional
Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos Garcia





Uma das características mais interessantes do Metal praticado em SP como um todo é a fidelidade à sonoridade mais costumeira dos gêneros. O que quero dizer é: grande parte das bandas de uma vertente do Metal respeita as características mais seminais da mesma. Mas não confundam isso com falta de criatividade, por favor, e bem longe disso: as bandas paulistas muitas vezes dão aulas. E mais uma excelente banda vem dar lições à muitos: o quarteto INDIVIDUAL, de Osasco, que acaba de soltar seu EP "Worst Case Scenario ".

A banda é adepta do Death Metal. Mas é bom tomar cuidado extremo (sem trocadilhos), pois eles não são conservadores. No meio da massa sonora bruta e agressiva da banda, vemos surgir melodias interessantes nas guitarras (especialmente nos solos), alguns vocais mais rasgados se alternando com os guturais, tempos não muito convencionais. Sim, é Death Metal, mas criativo e pronto para encarar desafios, nem que seja na marra, com coragem e muito sangue nos olhos!

A produção ficou nas mãos de Rafael Augusto Lopes (sim, ele mesmo, o guitarrista do IMMINENT ATTACK e FANTTASMA). E como sempre, ele soube captar aquilo que a banda queria e precisava de sua sonoridade, ou seja, aquele som bruto, abrasivo, mas claro e compreensível para todos. Pode não ser excelente, mas é muito boa. E a arte de Gustavo Sazes (da Abstrata) é perfeita para o que a banda faz musicalmente e aborda em seus temas. E a apresentação em um papersleeve ficou ótima, ainda mais que souberam aproveitar a parte interna como encarte (um recurso muito usado nos antigos LPs).

Individual
O material que "Worst Case Scenario" apresenta é muito bom, mostrando que tem um potencial enorme para o futuro. Mas mesmo agora, é surpreendente ver uma banda desse quilate por aqui, ousando ser técnica, bruta e agressiva ao mesmo tempo, com arranjos musicais que, na visão dos mais puritanos, não se encaixaria no Death Metal. Mas ele encaixaram, e ficou excelente.

"Every Man for Himself" é brutal e técnica na mesma medida, quase nos fazendo acreditar que estamos diante de uma banda de Brutal Death Metal, mas logo o andamento se torna mais cadenciado e abrasivo, com bases de guitarra com riffs bem feitos e azedos. Mas quando "Worst Case Scenario" começa é que vemos bem a que eles vem, com um ritmo quebrado e levadas criativas, usando guitarras sujas, baixo e bateria com um trabalho muito bom, mas nos solos mais melodiosos (inclusive com o uso de duetos) vemos a vocação da banda para quebrar barreiras. Em "Blindfold", mais uma vez a banda lança mão de tempos não muito convencionais, além de timbres vocais oscilando entre o rasgado e o gutural sem pudor algum, e se preparem para a diversidade de tempos. "Dissonant Affliction" é mais agressiva e rápida em seu começo, mas logo elementos diferentes surgem, como algumas estruturas melodiosas que esbarram bastante no Black Metal, mostrando uma riqueza na base rítmica ótima. E "The Synthetic Joy" já é mais agressiva e um pouquinho (só um pouquinho!) mais direta que as anteriores, mas mesmo assim, ostenta um trabalho vocal muito bom e guitarras insanas.

Se já estão assim agora, o que o futuro lhes reserva pode ser surpreendente!





Músicas:

01. Every Man For Himself
02. Worst Case Scenario
03. Blindfold
04. Dissonant Affliction
05. The Synthetic Joy


Banda:

Marco Aurélio - Vocais, baixo
Carlos Deloss - Guitarras
Vinícius Dias Babeto - Guitarras
Tex Anderson - Bateria


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26 de ago de 2015

Sirenia - The Seventh Life Path (CD)

2015 - Shinigami Records - Nacional
Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Existem músicos que são geniais, capazes de nos impressionar com seus trabalhos. E podemos dizer que um dos mais surpreendentes é o norueguês Morten Veland. Ele, que já nos assombrou com "Widow's Weeds" e "Beyond the Veil" no TRISTANIA, depois de sair da banda que consagrou e se consagrou, saiu e formou o SIRENIA. E agora, graças à Shinigami Records (que está fazendo um ótimo trabalho em termos de lançamentos nacionais e internacionais), podemos conferir o sétimo e mais recente trabalho do grupo, "The Seventh Life Path".

Podemos dizer que aquele Symphonic Metal grandioso e pesado que ele soube criar, recheado de vocais femininos suaves e masculinos guturais, teclados grandiosos, com enfoque experimental e sem respeitar muito limites, está intacto. A fórmula não mudou, apenas o enfoque, já que o trabalho do SIRENIA está mais limpo que antes, embora continue agressivo e com elementos de Metal extremo presentes. E para nossa sorte, menos enfadonho que a sua antiga banda nos apresentou de uns tempos para cá.

Morten tem pelo próprio trabalho uma estima tão grande que produziu e fez toda a parte de engenharia sonora, deixando para Endre Kirkesola a mixagem e masterização. Nisso, aferimos que a sonoridade tem uma qualidade inegável, clara a ponto de não perdermos um elemento sequer, além dos timbres bem escolhidos. Mas não se preocupem: o CD é bem pesado nos momentos necessários. E a arte de Gyula Havancsák ficou excelente em todos os aspectos, tanto na bela capa como no layout bem feito. E a Shinigami Records teve o capricho de fazer a versão digipack, como a importada.

Sirenia
Se você procura uma banda de Symphonic Metal que tenha elementos de Metal extremo e alguns toques de Gothic Rock, o SIRENIA é a banda que você buscava. Ainda mais que neste disco, eles capricharam nas músicas, deixando tudo grandioso, pesado e intenso, mas bem feito. Arranjos bem cuidados garantem que o ouvinte não se sentirá entediado.

Apesar do franco equilíbrio na qualidade das músicas, podemos destacar algumas faixas para que possam iniciar suas audições, como climática e densa "Serpent" (que abre o CD, com belíssimo trabalho de vocais femininos e instrumental intenso em um andamento não muito veloz), a instigante e forte "Once My Light" (que possui, mesmo com seus momentos mais brutos, uma maior acessibilidade musical, e por isso, é a música usada para o vídeo de divulgação do álbum), a belíssima e envolvente "Elixir" (como um todo, a banda caprichou nessa que é uma das grandes canções do disco. Desde os primeiros segundos, ela já te prende, usando muito bem o canto limpo de Morten e de Aylin, alguns corais grandiosos, e um refrão ganchudo, além de belos arranjos de baixo e guitarras e toque experimentais dados por sintetizadores), a grandiosa e trabalhada "Concealed Disdain", e a excelente "The Silver Eye". Obviamente que a belíssima e introspectiva "Tragedienne" e sua irmã "Tragica" (a mesma canção, apenas cantada em espanhol) também merecem citação honrosa, mostrando uma diversidade interessante ao trabalho da banda.

Enfim, mais um belo trabalho do SIRENIA, e que merece a conferida carinhosa nesta versão brasileira.





Músicas:

01. Seti 
02. Serpent 
03. Once My Light 
04. Elixir 
05. Sons of the North 
06. Earendel 
07. Concealed Disdain 
08. Insania 
09. Contemptuous Quietus 
10. The Silver Eye 
11. Tragedienne 
12. Tragica (Tragedienne Spanish Version) 


Banda:

Morten Veland - Guitarras, vocais, baixo, piano, sintetizadores, baixo, piano, Sintetizadores, mandolin, programação
Ailyn - Vocais femininos
Jan Erik Soltvedt - Guitarras (ao vivo)
Jonathan A. Perez - Bateria (ao vivo)


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Lothlöryen - Principles of a Past Tomorrow (CD)

2015 - Independente - Nacional
Nota 10,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


O Metal brasileiro nem sempre é justo. Enquanto muitos idolatram estilos já mortos como se fossem novidade (ou mesmo o supra-sumo do gênero), muitas bandas geniais acabam ficando relegadas aos recônditos do underground por aqui. Mas sinto muito aos amantes inveterados do "mais do mesmo": os mais criativos acabam se sobressaindo, fazendo sucesso fora, e recebem o devido reconhecimento na marra. E um dos que está fazendo isso mais e mais é o sexteto mineiro LOTHLÖRYEN, de Poços de Caldas, que enfim chega com seu novíssimo trabalho, o corajoso e impecável " Principles of a Past Tomorrow".

Sim, aqui temos um Power/Folk Metal que remete ao BLIND GUARDIAN e ELVENKING, mas com muita personalidade e peso. Aliás, é bem mais pesado e agressivo que suas influências, revelando assim uma personalidade forte. Ou seja, é uma forma diferente de se ver e abordar o gênero, apenas isso, com personalidade e peso característicos, mas sem deixar o lado Folk de fora.

Estátua de Giordano Bruno,
em Campo de' Fiori, Roma.
A produção de Leko Soares e Tim Alan (os dois guitarristas do grupo) deu peso e clareza nas medidas certas para o grupo, com gravação feita nos estúdios Bar dos Bardos Studios e Jack Studios, com mixagem e masterização feitas por Thiago Okamura (Dr. Sin, Shaman, Bittencourt Project) no To-Mix Studios. Além disso, a sonoridade do disco é bem clara e encorpada, sem tirar ou pôr nada que não seja necessário, e com o peso necessário. E a arte de capa feita por Gio Guimarães é muito bela, deixando claro o que se aborda nas letras.

Se por um lado o grupo mostra uma abordagem mais madura e forte de sua música, vemos que isso é uma exigência de "Principles of a Past Tomorrow". Os arranjos são fenomenais, a dinâmica entre as passagens e mudanças de ritmo são precisas, fruto da experiência e trabalho duro que estes mineiros puseram em cada canção. Se você achava que eles não poderiam superar o ótimo "Raving Souls Society", é melhor rever seus conceitos.

E mais: "Principles of a Past Tomorrow" é um álbum conceitual, cujo tema central é um passeio pela época do Renascimento. E sua figura central é o filósofo, frade dominicano, matemático, poeta e astrólogo italiano Giordano Bruno. Para encurtar: ele foi queimado na fogueira da Inquisição em 17 de fevereiro de 1600 em Campo de' Fiori, Roma, condenado como herege. Entre as acusações, a tese de uma diversidade de mundos, a existência de uma pluralidade de mundos e suas eternidades. Ou seja, podemos dizer que Bruno foi o precursor de várias idéias avançadas no campo da Física, em especial aquelas que tangem a Relatividade de Galileu, a própria Relatividade de Einstein, e mesmo a teoria do Big Bang podem ter suas raízes nas idéias de Bruno.

Ou seja, como muitos, ele foi queimado por puro capricho e ignorância (ao ponto de ter sua língua pregada para não proferir suas "teorias hereges"). E mesmo hoje, nunca houve uma manifestação por parte da Igreja no sentido de assumir a culpa pelo ato...

Lothlöryen
Voltando ao lado musical de "Principles of a Past Tomorrow", chega a ser uma covardia imensa ficar buscando uma faixa de destaque. É melhor pôr o CD para tocar, apertar a tecla "repeat" e aproveitar a viagem. Mas se quer mesmo alguns destaques para se basear, a pesada e variada "Herectic Chant" (que belíssimo trabalho de guitarras e vocais. É algo belo, muito bem trabalhado e com um acabamento perfeito), a semi-Folk "Time Will Tell" (belíssimas cordas limpas, e nos momentos mais agressivos, os teclados se destacam bastante, fora ótimos backing vocals), a variada "Night is Calling", a maravilhosa "The Convinct" (recheada de belos arranjos de guitarra e um trabalho de bom gosto da base rítmica), e a linda e preciosa "Wavery Times" são mais que suficientes para convencer qualquer fã de Metal que se preze. Menos aqueles com o cérebro cheio de mofo e o nariz apontado para o passado.

Perfeito, excelente, um dos grandes discos de 2015, e sem querer dar uma de Giordano Bruno e prever o futuro, podemos estar vendo um clássico do Metal nacional surgindo. Mas aproveitem o CD sem pensar nisso, pois o ele merece muitas ouvidas seguidas.







Músicas:

01. …a Journey Begins
02. Heretic Chant
03. God is Many
04. Time Will Tell
05. Manipulative Waves
06. Night is Calling
07. And Dowland Plays
08. The Convict
09. The Quest is On
10. Who Made the Maker?
11. The Law and the Insider
12. Wavery Times


Banda:

Daniel Felipe – Vocais
Tim Alan – Guitarras
Leko Soares – Guitarras
Leo Godde – Teclado
Marcelo Godde – Baixo
Marcelo Benelli – Bateria


Contatos:

Facebook (Página Oficial para fãs)
Metal Media (Assessoria de Imprensa)

Astafix - Internal Saboteur (CD)

2015 - Voice Music - Nacional

Nota 9,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


As incertezas sempre tomam de assalto até aqueles que são mais determinados, aqueles que o sucesso para ter escolhido. Mas mesmo assim, diante de tribulações é que uma banda é testada, para ver se as dificuldades não a tiram da ativa. E após uma barra muito pesada, o ASTAFIX retoma os rumos e volta com seu segundo álbum, "Internal Saboteur".

O estilo da banda não mudou muito: continuam investindo naquele Thrash Metal pesado e azedo à lá PANTERA e SEPULTURA, com muito do chamado Groove Metal em seu som. Mas verdade seja dita: eles voltaram bem mais agressivos que em "End Ever" (primeiro álbum da banda, de 2009). Percebe-se que os riffs da banda estão ainda mais agressivos e gordurosos que antes, a banda ganhou mais velocidade em alguns momentos (uma influência que claramente vem do Hardcore), mas as melodias que sempre estiveram presentes ainda estão ali, só mais brutas. 

A produção é de Brendan Duffay (que também mixou e masterizou o disco), com tudo gravado no Norcal Studios, em São Paulo. Óbvio que o resultado seria uma sonoridade de qualidade e clara, mas mesmo assim, aquele peso brutal e azedo de "End Ever" ficou ainda mais evidente (reparem como as guitarras soam distorcidas e pesadas, mas claras). E a arte (a capa é de Marcelo Vasco, enquanto o encarte ficou nas mãos de Marcus Lorenzet) ficou linda, mais refinada que antes, mas dando corpo a agressividade do quarteto.

Todos sabem que o ASTAFIX é uma banda que nasceu grande, com músicos experientes, e aqui, vemos arranjos ótimos, uma dinâmica que não nos cansa em momento algum. E mesmo depois de sua passagem no ano passado, Paulo Schroeber ainda está presente nas guitarras, com o material que gravou antes de falecer aproveitado, como vemos nas faixas "Karma Kill", "The Scourge", "Blood Sun", "Ghosts" e "Unknown", além do solo em "Unknown". E estas nos mostram como Paulo se foi ainda muito cedo, o quanto nos deu e ainda poderia dar.

O CD é bem nivelado por cima, mas os melhores momentos são a rápida e agressiva "Karma Kill" (quase Hardcore, com guitarras em timbres azedos intensos, fora uma exibição ótima da cozinha rítmica e um ótimo refrão), a igualmente bruta e rápida "The Scourge" (outra com refrão marcante e um peso absurdo vindo das guitarras), a cadenciada e opressiva "Bad Blood" (mais uma vez, arranjos fenomenais de guitarra, mas os vocais estão dando uma aula de agressividade), a mais melodiosa e densa "Ghosts" (que lembra bastante o que se ouve em "End Ever", uma paulada azeda, mas cheia de feeling intenso), a totalmente hardcorizada " Say No!" (que solos!), e opressiva e modernosa "Unknown" (que possui um andamento mediano, solos fantásticos, corais excelentes e um swing musical raramente visto no Brasil).

O ASTAFIX não é apenas um nome no Metal nacional. É um dos nomes fortes desse lado de Thrash/Groove, merece respeito, e "Internal Saboteur" os coloca entre os grandes sem dificuldades. E aproveitando que o disco é dedicado à memória de Paulo Schroeber, coloco o nome dele na formação, como quinto membro da banda.

Discão!






Músicas:

01. Karma Kill
02. The Scourge
03. Blood Sun
04. Doomsday Device
05. Bad Blood
06. Disfigured Conscience
07. Ghosts
08. Internal Saboteur
09. Say No!
10. Help Us All
11. Unknown
12. The Dome
13. Traitor


Banda:

Wally – Vocais, guitarras
Cássio Vianna – Guitarras
Ayka – Baixo
Thiago Caurio – Bateria
Paulo Schroeber (In Memoriam) - Guitarras


Contatos:

Metal Media (Assessoria de Imprensa)

Mad Roulette - Mad Roulette (EP)

2015 - MS Metal Records - Nacional

Nota 8,0/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


Heavy Metal direto, agressivo, pesado e com boas melodias. Estas características andam ficando difíceis de se encontrar no Brasil. Sim, devido a vocação brasileira ao Metal extremo, poucos grupos andam aparecendo com trabalhos mais focados em fórmulas melodiosas. Mas vez por outra, uma aparece, e realmente é ótimo de se ouvir. E o trio carioca MAD ROULETTE é desses, e chega com seu primeiro trabalho, o EP que leva o nome do grupo.

Oscilando entre o Heavy Metal, o Hard Rock clássico e o Rock'n'Roll, o trio mostra sua força em composições com arranjos firmes, despretensiosos, mas ótimos, que nos pegam pelos ouvidos devido à facilidade que sua música flui. Mesmo não sendo inovador, é ótimo e cheio de vida. E energia, meus caros, muita energia.

Produzido pelo trio em conjunto com Fernando Campos, a produção é bem simples, direta e funcional: seca, pesada e limpa o suficiente para que compreendamos e assimilemos o conteúdo musical sem problemas. E em termos de arte, a capa é muito bom, mostrando um lado mais irônico e divertido (embora exista um leve toque de humor negro), que se sente na música da banda.



"Young Revolution" é melodiosa e forte, recheada de bons riffs e uma cozinha segura, uma faixa que nos leva diretamente ao Hard'n'Heavy da NWOBHM. Em "Remember", temos uma balada pesada, intensa e cheia de melodias ganchudas, com momentos lindos em que guitarras limpas e vocais contrastam perfeitamente. E em "Ballerina", outra pancada que transita entre o Hard Rock e Heavy Metal sem pudores, mostrando bom trabalho de baixo e bateria, com ótimo refrão e energia aos montes.

Bela promessa essa que surge para o gênero no Rio de Janeiro e para o Brasil.








Músicas:

01. Young Revolution
02. Remember
03. Ballerina


Banda:

André “Cheddar” Alves - Baixo, vocais
Marcio Abud - Guitarras, vocais
Marcos Soli - Bateria


Contatos:

MS Metal Agency Brasil (Assessoria de Imprensa)