22 de jun de 2017

MAESTRICK: assista mais um vídeo com bastidores das gravações de novo álbum

"Espresso Della Vita: Solare" está sendo produzido por Adair Daufembach (Project46, John Wayne, Hangar) (Foto: Sarina Lopes).

Falta pouco para o grupo de rock/metal progressivo MAESTRICK lançar seu novo disco de estúdio, "Espresso Della Vita: Solare".

O novo trabalho será sucessor do aclamado álbum de estreia, "Unpuzzle!", e do EP "The Trick Side Of Some Songs" que o grupo lançou recentemente reunindo versões para clássicos dos Beatles, Yes, Jethro Tull, Pink Floyd, Queen e Rainbow.

Previsto para o segundo semestre, "Espresso Della Vita: Solare" é a primeira parte de um disco duplo conceitual e traz uma observação da vida humana na perspectiva de uma viagem de trem.

O disco tem a produção de Adair Daufembach (Project46, John Wayne, Hangar) que também é o encarregado de gravar todas as guitarras do álbum.

Depois de já ter anunciado as participações de sete músicos de quatro países diferentes das Américas do Norte e Sul na música “Hijos de La Tierra” - entre elas a da vocalista Cinthia Santibañes do Crisalida - e de outros 20 músicos nas gravações de corais e orquestrações, o MAESTRICK gravou mais um vídeo para falar da participação do percussionista Fernando Freitas, professor do Projeto Guri.

A participação do músico se deu a partir da amizade dele com o baterista Heitor Matos. Freitas não só contribuiu para enriquecer os arranjos de várias músicas de "Espresso Della Vita: Solare", como também coadjuvou para que o MAESTRICK pudesse manter sua vocação de explorar o desconhecido.

Assista o vídeo com depoimentos de Heitor Matos e Fernando Freitas: https://youtu.be/Xs17ixhc6ls


"Espresso Della Vita: Solare" será lançado em 2017 em data a ser divulgada. Novas informações sobre outras participações especiais, capa e tracklist serão divulgadas em breve.

Mais Informações:


Fonte: Som do Darma
Press Release e Gestão Cultural
A/C Eliton Tomasi

DYSNOMIA: música na compilação ‘Cova de Sangue – Volume 1’



O DYSNOMIA está presente na coletânea organizada pelo site e webradio Cangaço Rock, ‘Cova de Sangue – Vol 1’.

A banda está presente com ‘Sisyphus’ do álbum ‘Proselyte’. Bandas como NervoChaos, Gestos Grosseiros, Yekun, As Dramatic Homage, Lacerated And Carbonized e muitas outras também participam do compilado.


O download é gratuito e pode ser feito pelo link:

O álbum ‘Proselyte’ foi lançado no ano passado e recebeu reações extremamente positivas, inclusive citado em várias listas de melhores de 2016, não só no Brasil, mas também no exterior!

‘Proselyte’ conta com oito faixas e foi lançado em parceria com a Heavy Metal Rock. A produção ficou nas mãos do DYSNOMIA e de Gabriel do Vale. A capa foi feita pelo artista Gustavo Sazes.

Além da versão física, que pode ser adquirida diretamente com a banda ou pelo link https://goo.gl/ZfxT5T, o disco também pode ser encontrado em todos os grandes distribuidores de música digital do mundo, confira alguns links:


Do álbum acaba de ser retirado o primeiro videoclipe para a faixa-título. O trabalho conta com direção e produção de Francis Fidélix e Luciano Moraes:




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Fonte: Metal Media

MAVERICK: vem aí o primeiro festival do grupo!



Trabalhando incessantemente em seu novo disco, o paulista MAVERICK, tira um tempo e lança seu primeiro festival!

Batizado simplesmente de MAVERICK FEST o evento acontece no dia 8 de julho em sua cidade natal, São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, no Bar Taberna do Rock. Um evento no Facebook já está disponível: https://goo.gl/PoCjag


Para toda as informações, acesse:

Além de preparar o fest, a banda continua preparando o sucessor de ‘The Motor Becomes My Voice’, debut que colocou o jovem grupo entre os mais queridos da nova geração. A versão física está à venda diretamente com a banda através do link:


O disco pode ser encontrado também em formato digital nas principais distribuidoras do mundo, confira alguns links:

Google Play – https://goo.gl/Xlt8Vs
SoundCloud – https://goo.gl/PxHPQM

Quem quiser também pode ouvir o disco completo gratuitamente pelo link:




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Fonte: Metal Media

ZOMBIE COOKBOOK: finalizando o novo álbum



De volta dos mortos, ok é redundante, sabemos, o ZOMBIE COOKBOOK, uma das mais queridas formações metálicas brasileiras da atualidade finalmente nos informa sobre as novidades acerca de seu segundo álbum de estúdio.

“A verdade é que o [guitarrista] Horace Bones perdeu uma das mãos e não conseguiu achar… No final acabou pegando emprestado outra mão de um colega zumbi que era pianista” – declara oficialmente o vocalista Dr Stinky.

Agora o ZOMBIE COOKBOOK segue no estúdio ForestLab Studio, com o produtor Lisciel Franco, para finalizar o tão aguardado sucessor direto do álbum ‘Outside The Grave’ e dos Splits ‘Motel Hell’ e ‘Among The Living… Dead’. Logo mais detalhes do disco.

Lembrando que do Split ‘Motel Hell’ saiu um dos trabalhos mais icônicos do grupo: o clipe para a faixa-título. O premiado trabalho teve produção do Ciclope Studio e foi dirigido por Charles da Silva e os efeitos especiais, maquiagem e nojeiras por Rodrigo Aragão & Jorge Allen. Relembre:




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Fonte: Metal Media

DARK AVENGER: anunciado show de lançamento do novo álbum em São Paulo


Fãs paulistas do DARK AVENGER já podem separar o dia 30 de setembro para celebrar com o lendário grupo o lançamento oficial de ‘The Beloved Bones: Hell’ na Terra da Garoa.

O grupo anunciou oficialmente os detalhes do show de lançamento do novo disco na cidade de São Paulo: será no dia 30 de setembro no Clash Club e contará ainda com a presença das bandas HellArise e Primator.

O ingressos antecipados com preço promocional já estão à venda e podem ser comprados pelo link:


Claro que o DARK AVENGER está preparando um show extremamente especial para a data. A apresentação será dividida assim:

– 1º Ato: ‘The Beloved Bones: Hell’ na íntegra;
– Interlúdio: versões acústicas das baladas que marcaram a história do Dark Avenger;
– 2º Ato: clássicos da banda, abrangendo os discos ‘Dark Avenger’, ‘Tales Of Avalon The Terror & The Lament’ e ‘X Dark Years’.


Serviço:
Dark Avenger apresenta The Beloved Bones – o show
Bandas convidadas: Primator e Hellarise
Data: 30 de setembro de 2017 – sábado
Local: Clash Club
Endereço: Rua Barra Funda, 969
Hora: 18h (open doors)
Capacidade: 700 lugares
Estrutura: ar-condicionado, acesso para deficientes somente na pista, área para fumantes
Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners

‘The Beloved Bones: Hell’ está previsto para ser lançado no dia primeiro de agosto. O material teve todo o conceito criado por Mário Linhares e conta com composições do cantor e dos guitarristas Glauber Oliveira e Hugo Santiago. Glauber assina toda a produção do álbum, além da gravação e mixagem do disco, que foram realizadas no Asylum Studios, em Brasília/DF. A masterização ficou a cargo de Tony Lindgren. A arte da capa foi feita pelo artista francês Bernard Bitler.


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Fonte: Metal Media

WOSLOM: conscientizando sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica



ELA, ou Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença que ainda não possui cura, nem tratamento e é fatal. Dia 21 desse mês é o dia mundial da conscientização da doença e o WOSLOM está ajudando a promover.

No álbum ‘A Near Life Experience’, o grupo escreveu a música ‘Redemption’ baseada nos sentimentos de um paciente desta doença. Agora um vídeo informativo com a canção da trilha foi disponibilizada:



“O Desafio do Balde de Gelo foi mais ou menos na época em que já pensávamos em novos temas para as músicas do novo álbum. E por ser uma doença comovente, eu resolvi escrever uma letra baseado nela” comenta o baterista Fernando Oster.

Quem quiser conhecer mais sobre a ELA, confira o site: http://www.procuradaela.org.br/


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Fonte: Metal Media

OrckOut: EP ‘Destination’ disponível no Spotify e plataformas digitais


O mais recente trabalho do ORCKOUT, o EP ‘Destination’, está agora disponível nas principais plataformas de música digital do mundo, como Spotify e iTunes.

Para ouvir, basta fazer uma busca pela banda em seu aplicativo de preferência ou seguir um dos links abaixo:


‘Destination’ foi gravado no Estúdio G3 por Alessandro Sá com produção da própria banda. Já a masterização ficou nas mãos de Fernando Quesada (Nocturnall). A capa ficou sob responsabilidade do próprio guitarrista do grupo, Eder Munhoz.


Formado em 2004, o ORCKOUT pratica uma mistura de gêneros, onde podemos encontrar influências de Stoner, Thrash e mesmo de Heavy Metal Tradicional.


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Fonte: Metal Media

Torturizer: Banda inicia a pré-produção do novo álbum



Uma das revelações do Thrash Metal nacional dos últimos anos, TORTURIZER, iniciou os trabalhos para lançar um novo material.

Para isso, o grupo deu início a pré-produção do álbum e em breve apresentará mais informações sobre o mesmo.

“As músicas já estão compostas, e nossa pré-produção iniciada, trabalharemos novamente de forma independente, já que queremos manter a originalidade da banda para este novo disco, a única dúvida que temos no momento é: se será novamente um EP ou se iremos além, e poderemos lançar um full length ainda neste segundo semestre de 2017!” - completa a banda.

Formada em 2011, o TORTURIZER ganhou um grande destaque após o lançamento do seu primeiro EP, intitulado “Facaless”, que obteve inúmeras críticas positivas dentre a imprensa especializada. Confira todas as resenhas, entrevistas e matérias especiais relacionada a banda e o referido álbum acessando seu CLIPPING oficial disponibilizado pela Sangue Frio Produções: http://www.sanguefrioproducoes.com/upload/clipping/Torturizer.pdf

Ouça “Faceless” no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=_Rl9CNWCEFU


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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CORPSE OV CHRIST: “Um novo CD já está a caminho e praticamente finalizado”


O novo álbum da banda paulista de Black Metal CORPSE OV CHRIST está mais perto do seu lançamento do que imaginamos!

Em entrevista ao site Portal do Inferno, o guitarrista e vocalista Baal Beherith falou um pouco sobre este trabalho e deixou claro que em poucos dias teremos grandes novidades.

“Um novo CD já esta a caminho e praticamente finalizado, junto dele esperamos lançar um videoclipe de divulgação de uma das músicas pela qual tem muita dedicação e empenho na composição dela.” - completa o músico.

O bate papo, conduzido por Aline Pavan, também abordou seus atuais projetos, bem como o recente lançamento do full length “To Goat Empire… The Lucifer’s Desire” nas plataformas digitais, visão do artista sobre a cena do Metal extremo nacional e muito mais.


Como supracitado, o debut álbum do CORPSE OV CHRIST já pode ser encontrado nos principais serviços de streaming do mundo. Para mais informações sobre como ouvir este trabalho, acesse o link a seguir e escolha sua plataforma desejada: http://www.sanguefrioproducoes.com/n/845

Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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MEGADETH - Rust in Peace (Álbum)


1990
Capitol Records
Nacional

Tracklist:

1. Holy Wars... The Punishment Due
2. Hangar 18
3. Take No Prisoners
4. Five Magics
5. Poison Was the Cure
6. Lucretia
7. Tornado of Souls
8. Dawn Patrol
9. Rust in Peace... Polaris


Banda:


Dave Mustaine - Vocais, guitarras
Marty Friedman - Guitarras, backing vocals
Dave Ellefson - Baixo, backing vocals
Nick Menza - Bateria


Contatos: 

Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O final dos anos 80 tinha uma atmosfera muito positiva. O fim do muro de Berlim, a queda do comunismo na Rússia e final do bloco socialista encerravam os 50 anos de guerra fria. Mas as tensões regionais em vários pontos ainda não permitiam que o mundo realmente estivesse em paz. A chegada da Guerra do Golfo, nos primeiros meses de 1991, levou o mundo a se questionar se outro conflito em escala global não iria aparecer.
Mas o misto de alívio e certa incerteza ajudaram o MEGADETH a lançar, enfim, sua obra-prima, seu disco definitivo, que seria usado como parâmetro de comparação com todos os discos que lançaram antes e todos que viriam no futuro: o clássico atemporal conhecido por “Rust in Peace”.

Nesta época, o MEGADETH era conhecido como um grupo de formação altamente instável, e mesmo pelo temperamento volátil de seu líder, Dave Mustaine. O disco anterior, “So Far... So Good... So What!” já havia catapultado o grupo para o mainstream. Mas a demissão sumária do guitarrista Jeff Young e do baterista Chuck Behler tiraram a banda da estrada, bem como jogaram dúvidas sobre o que o grupo faria. Dave, que não é nenhum pateta, colocou Nick Menza, técnico de Chuck, na bateria (uma ironia do destino, pois Chuck havia sido técnico de bateria de Gar Samuelson, seu antecessor), e após cogitar os nomes de Dimebag Darrel e Jeff Waters para a guitarra (sendo que ambos declinaram as ofertas, e houve boatos de que Slash havia sido convidado na época), ouviu “Dragon Kiss”, disco solo de Marty Friedman (que já tinha nome consolidado como um guitarrista soberbo por seu trabalho em bandas como HAWAII e CACOPHONY). Pronto: tudo que poderia dar errado foi cogitado (tanto por fãs como pela imprensa  da época), inclusive elo ego de Mustaine não aceitar um guitarrista melhor que ele na banda dele. Só que, como já se sabe, Dave Mustaine nunca foi muito de seguir o que pensam dele, e a formação não só vingou, mas foi o line-up mais estável que o quarteto teve.

“Rust in Peace” é um disco pesado, técnico e muito bem feito em todos os aspectos. Além da inspiração musical, o estilo musical de Marty caiu como uma luva para o grupo, bem como a técnica quase jazzística de Nick na bateria (chega a ser exagerado às vezes, mas sempre ótimo). O baixo pesado e vibrante de Dave Ellefson criou linhas rítmicas belíssimas, ajudando o “approach” mais técnico a ficar ainda mais elaborado, sem perder o peso. E tendo parceiros desse nível, finalmente toda a criatividade de Dave Mustaine pode se propagar para as canções, sem contar que o trabalho dele nas guitarras melhorou ainda mais e seus vocais estão em ótima forma, sempre com ótimos timbres.

Ou seja: “Rust in Peace” é o auge do amadurecimento musical do grupo até então.

Como de praxe na época, “Rust in Peace” mostra problemas na fase de produção. O produtor original é Mike Clink (que havia trabalhado com o GUNS N’ ROSES em “Appetite for Destruction” e com o UFO em “Strangers in the Night”), enquanto a mixagem é de Max Norman (que veio a trabalhar como produtor da banda no disco seguinte, “Countdown to Extinction”). Só que Cink estava envolvido com a produção de “Use Your Illusion I” e “Use Your Illusion II” do GUNS N’ ROSES, e conforme entrevistas posteriores de Dave Mustaine, ele, junto com Max e Micajah Ryan (engenheiro de som do disco) fizeram tudo. Seja lá o que for fato ou boato, a verdade é que na época, muitos críticos torceram o nariz para a sonoridade de “Rust in Peace”, alegando falta de peso. Só que peso é o que não falta ao disco, bem como a definição sonora é excelente, e as timbragens estão de primeira. Tudo em “Rust in Peace” soa perfeito e em seu devido lugar.

A arte da capa é um conceito de Dave Mustaine, que ganhou vida pelas mãos de Edward J. Repka, mais conhecido como Ed Repka. Na capa, está uma clara referência ao Single “Hangar 18”, ou seja, no controle às descobertas sobre vida extraterrestre estar nas mãos dos poderosos do mundo, representados por George H. W. Bush (então presidente dos EUA), o líder da União Soviética Mikhail Gorbachev, Richard von Weizsäcker (presidente da Alemanha Ocidental na época, e depois, presidente da Alemanha reunificada), o primeiro ministro japonês Toshiki Kaifu e o primeiro ministro inglês John Major, tendo no meio o mascote Vic Rattlehead em trajes políticos. É um claro indicativo ao conteúdo lírico azedo que se encontra no disco.

Maduro, extremamente técnico (beirando o Progressive Metal), com canções fortes e bem trabalhadas, solos mais longos e melodiosos, mas com bases rítmicas agressivas, “Rust in Peace” causou furor nos fãs e calou a boca dos detratores do grupo. E foi um disco que vendeu os tubos, justamente porque a improvável fusão de uma técnica mais apurada com a pegada pesada do grupo parecia não ser possível. Mas foi e é.

Um clássico como “Rust in Peace” toma de assalto o fã logo com a trabalhada, climática e furiosa “Holy Wars... The Punishment Due”, que começa com uma saraivada de riffs, seguida por um ataque rítmico de baixo e bateria intenso e muito técnico (Nick e Dave Eleffson se entenderam perfeitamente), fora os solos e temas de Dave e Marty, mais os vocais ácidos, quase profetizando a guerra vindoura no Oriente Médio. Já “Hangar 18” mergulha fundo em uma levada não tão acelerada e adornada por lindas partes de guitarras bem melodiosas e sua temática referenciando a manutenção do conhecimento de aliens pelos EUA na famosa Área 51. Outra saraivada de violência musical é “Take No Prisioners”, com baixo e bateria mostrando sua técnica esmerada sob uma agressividade que mostra uma das influências mais sensíveis do quarteto, que é o trabalho do MOTORHEAD, assim como a sinuosa e com momentos mais introspectivos “Five Magics”, onde os vocais e guitarras estão muito bem. A curta “Poison Was the Cure” mais uma vez mostra as cinco cordas de Dave “Junior” Ellefson detonando, sendo seguidas por riffs abusivamente agressivos, e aqui, a raiz Hardcore do grupo aparece mais evidentemente. O andamento desacelera e ganha corpo em “Lucretia”, uma canção bem pesada e com guitarras chamuscando a todos, mesmo com lindas melodias. A bateria mostra mais uma vez sua técnica e peso na clássica “Tornado of Souls”, com uma pegada bem envolvente, refrão forte e um jeitão irresistível. Em “Dawn Patrol”, uma introdução focada em bateria e baixo, mais vocais sussurrados, que vai aclimatando o fã. E logo a bateria introduz a porradaria de “Rust in Peace... Polaris”, que logo começa a mostrar contrastes entre o azedume das partes quebradas do meio, e as melodias das pontes e agridoce refrão, mas sendo que no final, o lado Hardcore/Punk que é uma das raízes do grupo, surge. E na versão remaster de 2004, temos quatro faixas bônus: a inédita “My Creation”, além das versões Demo de “Rust in Peace... Polaris”, “Holy Wars... The Punishment Due” e “Take No Prisoners”. E foi graças ao sucesso de "Rust in Peace" e à desistência de David Lee Roth de se apresentar no Rock in Rio II que pudemos ver o quarteto pela primeira vez, na quarte-feira, 23/01/1991.

O nome “Rust in Peace”, conforme uma entrevista de Dave Mustaine em 1990, fez referência quando ele passou por um caminhão carregando vários mísseis balísticos intercontinentais UGM-27 Polaris, mas na placa do caminhão, o dizer: “que um dia todas as armas possam enferrujar em paz”, o que Dave aproveitou.

Que o desejo escrito no caminhão se torne verdade, e que ouçamos “Rust in Peace” em um clima de paz e harmonia entre os homens.