9 de fev de 2017

O politicamente correto no Metal, ou porque o estilo está ficando um pé no saco...


Por Marcos “Big Daddy” Garcia


Há algum tempo, este autor tem ponderado muito em certas coisas dentro do cenário, e chegou a uma conclusão: o Heavy Metal e suas vertentes estão chatas, um verdadeiro tiro nos colhões de quem, como eu e tantos outros que temos alguma bagagem, nunca viram. E em geral, o centro de tudo é o chato e enjoado “politicamente correto”, que se aglutinou ao Metal de forma inegável.

Mas o que seria o chamado politicamente correto?

Conforme a definição encontrada na Wikipedia, politicamente correto “refere-se a uma suposta política que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discriminação e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais, como a linguagem e o imaginário racista ou sexista”. Em tese, não é algo ruim. Mas como sabemos, de boas intenções, o inferno está cheio.

Ou seja, o termo se refere àquele conjunto de regras que você acaba aprendendo nas escolas, em especial nas áreas de ciências humanas. O problema é a extrapolação da coisa, já que o que vemos hoje não é uma convivência equilibrada, mas a tentativa de submissão de um status quo por outro, e que, no fundo, visa ser tão  maléfico e mesquinho como o atual.

Manifestação feminista no Rio de Janeiro, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, quando o Papa Francisco visitou o Brasil, país-sede na ocasião.
Exemplos: já viram estas feministas mais radicais, aquelas que enfiam imagens de santos nos orifícios do corpo que puderem? Basta ler algumas frases das mesmas, e assustam qualquer pessoa:

“Homens que são acusados injustamente de estupro podem, às vezes, aprender com essa experiência.” (Catherine Comins)
“No patriarcado, todo filho de uma mulher é seu potencial traidor e também inevitavelmente o estuprador ou explorador de outra mulher.” (Andrea Dworkin)
 “Todo ato sexual, e mesmo o sexo consentido entre um casal no matrimônio, é um ato de violência perpetuado contra a mulher.” (Catherine MacKinnon)
 “Chamar um homem de animal é elogiá-lo. Homens são máquinas, são pênis que andam.” (Valerie Solanas)
“Todos os homens são estupradores, e isso é tudo que eles são.” (Marilyn French)
“Quando uma mulher tem um orgasmo com um homem ela está apenas colaborando com o sistema patriarcal, erotizando sua própria opressão.” (Sheilla Jeffrys)
 “Eu sinto que odiar os homens é um ato político honrado e viável.” (Robin Morgan)
 “Uma mulher que faz sexo com um homem, o faz contra a sua vontade, mesmo que ela não se sinta forçada.” (Judith Levine)
 “Quero ver um homem espancado e sangrando, com um salto alto enfiado em sua boca, como uma maçã na boca de um porco.” (Andrea Dworkin)
 “O homem é um animal doméstico que, se tratado com firmeza, pode ser treinado e fazer algumas coisas.” (Jilly Cooper)

Ou seja, vemos apenas o mesmo extremismo que havia no nazismo, no facismo, na inquisição... A fala é a mesma, mudando apenas o objeto a ser odiado. Esmiuçando: você pode ofender os homens no politicamente correto, é permitido (estranho que a definição não contemple tal comportamento), mas não aguenta uma ofensa. E nunca há respeito mútuo, mas apenas a busca pela supremacia disfarçada com um discurso patético de falsa nobreza. E ai da coitada da mulher que preferir uma vida mais conservadora ou do lar, como a esposa do atual Presidente. O mimimi por conta do "bela, recatada e do lar" foi absurdo, mas qual é o problema da mulher ser assim, por escolha própria? Acham melhor enfiarem imagens de santos nos orifícios?



Depois querem respeito, mas sem dá-lo aos outros?

Fico imaginando se feministas tão radicais, nos anos 80, deixariam de estar do lado de Tipper Gore e do PMRC... Acho que estariam com as Esposas de Washington, uma vez que muito da pregação feminista dos dias atuais se choca com aquilo que bandas como MOTLEY CRUE, DANGER DANGER, KISS, WARRANT e outros viviam cantando em suas músicas e incitando em suas letras...

Aliás, a hipocrisia é tamanha que a feminista que reclama da falta de respeito e direitos é a mesma que tece apologias e elogios a distorções como “meu pau te ama”. É de foder a paciência! E vai ter palavrões daqui até o final do texto, sim! E se sentir ofendido, foda-se!

As questões raciais são outro problema. Acredito que uma discussão séria e isenta, bem como investimentos em educação poderiam resolver tal situação, buscando a harmonia entre etnias sonhada por Martin Luther King. Mas não é o caso...

Falando no nosso estilo musical: quantas bandas de Metal/Rock já não usaram (ou usam) a bandeira confederada americana como símbolo?

PANTERA e a bandeira confederada.

LYNYRD SKYNYRD, PANTERA e tantas outras. E foi motivo para um mimimi dos infernos, chato demais e que perdura até hoje. Já houve manifestações no governo de Obama para isso, mas não recordo do “aftermath” dessa palhaçada.

Nas palavras de Gary Rossington, do LYNYRD SKYNYRD: “Eu só dei a minha opinião de que a Bandeira dos Confederados, às vezes, era injustamente utilizada como símbolo por vários grupos de ódio, o que é uma coisa que não apoiamos. A Bandeira dos Confederados significa uma coisa melhor para nós, Herança e não ódio...”

Se procurar no Google Imagens por ela, encontrará várias vezes o lema “Heritage Not Hate”, ou seja, “Herança e não ódio”, dentro da bandeira. Além do mais, se uma simples bandeira te faz se sentir mal, é caso de procurar psicólogo para você mesmo, não de acusar outros de racismo, pois você não se sente bem consigo mesmo. Aliás, isso prova como essa turma não sabe de PORRA NENHUMA sobre a guerra de Secessão.


Seria Buda o primeiro nazista?

É cômico ler comentários sobre a suástica nazista como símbolo de ódio. Então, todo Budista é nazista. A cruz suástica é um símbolo hindu que Hitler e seus comparsas usaram e distorceram. Vai achar muitas imagens de Buda com ela no peito, nos pés ou outras partes do corpo, e nem quero imaginar o que militontos falam do mangá “Blade of the Immortal”, já que Manji usa uma nas costas, e de onde vem o nome do personagem... Mas como eu digo, as pessoas do politicamente correto só acreditam no que algumas pessoas lhes dizem para acreditar, dizem o que lhes mandam dizer...  E pensam apenas o que lhes mandam pensar...

E sobre os movimentos LGBT?

Este autor concorda com os direitos civis desse grupo, mas direitos implicam em deveres. Buscar respeito exige que se respeite o outros. E a peça "Macaquinhos", com um bando de "atores" nus, enfiando as mãos uns nos traseiros dos outros não me parece arte. Arte são peças como "Hamlet", "Macbeth" e outros. Isso me parece apenas uma necessidade de fazer um bacanal de proporções épicas e querer ser aplaudido!


"Macaquinhos", ou como promover sua sexualidade e ser aplaudido...

E pensar que quadros como "A Santa Ceia" e "Guernica", livros como "A Divina Comédia" e "Os Lusíadas" são obrigados a dividir espaço com esse tipo de baixaria de mal gosto...

Se isso te parece lavagem cerebral, acertou. Em a melhor definição, é um tipo de condicionamento, de doutrinação, que lhes é imposto.

Tudo isso, meus caros leitores, advém do politicamente correto, já que uma idéia pode ser distorcida e afastada de seu ideal. Ainda mais quando, por trás disso, estão doutrinadores de teorias políticas falidas, pessoas que mentem e sustentam uma mentira por não conseguirem encarar fatos... 

Quem anda por trás do bom mocismo politicamente no mundo?

Professores no nível fundamental e médio em ciências humanas, e alunos de cursos universitários das mesmas áreas, em sua maioria. Vão ao campus desses cursos em uma universidade pública e vejam o que eu digo.

Ou seja, aquela turminha que ouve Legião Urbana, Maria Gadu, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros, que se acha consciente em termos políticos (e não uma criatura adestrada, o que eles são de fato), e que muitas vezes se agrega ao Metal com o pensamento de esquerda. E, usando de sua posição nas escolas, começa um processo de doutrinação ideológica (a aula mesmo, que é bom, é algo que vem em último plano). No fim, o estudante saberá muito de Marx, Stálin, Fidel Castro, Guevara e outros por um prisma distorcido (o lado negro das coisas nunca é mostrado), mas nunca entenderá a dinâmica real de fatos importantes, como o que de fato ocorreu nos julgamentos de Galileu, os debates e julgamento de Giordano Bruno, ou mesmo que grandes vitórias políticas ocorreram nas mãos de pessoas conservadoras (como Abraham Lincoln, do partido Republicano norte-americano, pai da abolição da escravidão nos EUA).

Górki Aguila, do PORNO PARA RICARDO, grupo
cubano de Punk Rock que se opõe ao regime Castrista. 
1959 é o ano  da revolução cubana, 
e traduzindo, "59, o ano do erro".
Para ilustrar quem são essas pessoas e como elas agem, nada melhor que dar a palavra ao cantor/escritor Lobão, que deixa claro algo sobre o tema, quando ainda estudava no Colégio Santo Vicente, no Rio de Janeiro. 

Transcrito da biografia “50 Anos a Mil”, o professor Kenka, de história, era socialista, e dispara o seguinte comentário sobre a apresentação de Lobão no sarau da escola: “E agora? Tá satisfeito em ser o Mick Jagger do colégio? ISSO QUE VOCÊ FEZ É UM PASSO PRA TRÁS! NUNCA VI TANTA GENTE ALIENADA! MEUS PARABÉNS PELO ESTRAGO, POP STAR, VOCÊ CONSEGUIU!” 

Aqui, abro minha primeira crítica: percebam o tratamento de um professor de história durante o Regime Militar brasileiro ao Rock. “Gente alienada”, “parabéns pelo estrago”... Não é a primeira vez que militantes de esquerda tratam o Rock (e consequentemente o Heavy Metal) como “alienação”. Aliás, deveríamos voltar a estragar tudo que eles constroem!

Hoje, se fala abertamente em Rock ser de esquerda, mas as palavras do professor acima assumem claramente que não. O problema é que a esquerda (tendo em mente que seus militantes se postam como defensores do politicamente correto, para seduzir e angariar mais idiotas) aliou-se à MPB, que a priori nada tinha com isso (as obras de Vinícius de Moraes atestam isso). Mas quando o estilo foi perdendo espaço com o passar do tempo. Precisavam de outro veículo ideológico, antes de morrerem por asfixia. E o Rock foi o escolhido no Brasil, devido à proximidade de muitos artistas da falida MPB aos do Rock.

E dizer que o Rock é de esquerda depois de tantas que esta vertente política já nos fez em termos de ofensas? 

Nikita Kruschev (1890-1971), secretário-geral do partido comunista russo, classificou o rock como um estilo “decadente” que se opunha à música produzida na União Soviética, constituindo “uma ameaça à juventude porque incentivava práticas como alcoolismo, fascismo, violência e perversão sexual”. A distribuição dos discos foi tornada ilegal em 1958, além do surgimento das “patrulhas de música” em 1960, criadas pelo Komsomol – a Liga de Jovens Comunistas Leninistas -, que perseguiam distribuidores e destruíam qualquer disco de “bone music” (uma forma de prensar discos encontrada na época,a já que prensar vinis era controlada pelo estado) que encontravam pela frente. Eis a fonte (de onde alguns trechos foram copiados e adaptados). As imagens abaixo mostram a lista de músicos e bandas considerados "ideologicamente danosos" à ideologia da U.R.S.S. Então, COMO O ROCK PODE SER DE ESQUERDA, CARALHOS???


Documento oficial do governo russo banindo bandas da U.R.S.S.
Lista aproximada dos artistas e grupos que possuem composições de ideologia danosa.

Em testemunho pessoal, eu falo que em 1992-93, o pessoal da chamada Teologia da Salvação (corrente de pensamento socialista fundada por Leonardo Boff e que persiste na Igreja Católica na América Latina, por mais que o cardeal Josef Ratzinger tenha desacreditado tal teoria) CANSOU de perseguir um amigo meu por suas roupas de marca nos anos 90. E a mim, por ouvir Metal, uma música estrangeira. Óbvio que eu deveria ouvir a famosa “MPB engajada”, mas preferi deixa-los de lado e seguir minha vida.

E agora, mais de 20 anos do que eu passei, mais de 40 do que Lobão passou, mais de 50 que jovens russos sofreram, essa turminha quer dizer que o Rock é de esquerda e politicamente correto, numa das maiores apropriações culturais de todos os tempos?

NÃO FODE, PORRA! Vai mentir na casa do caralho, vai! E é assim mesmo, com os devidos palavrões! Para quem defende “meu pau te ama”, “um tapinha não dói”, “créu” e outras maldições como “cultura”, até escrevi pouco!

O Rock é um transgressor por natureza. Chocou a sociedade conservadora nos 50, 60, 70, e nos 80 foi ainda mais transgressor. Por tudo que li nesses mais de 30 anos de Metal nas costas, o Hard Rock sempre foi considerado a maior ameaça ao “American Way”. E é um rebelde, não dando bola para direita ou esquerda, mas partindo de peito aberto contra ambos, como vários jovens fizeram na falida U.R.S.S. 

Ah, sobre o Thrash Metal e o Death Metal, por conta de suas raízes no Punk Rock e no Hardcore?


Os dizeres que os RAMONES desaprovam dizem "votem em partidos de trabalhadores comunistas ou socialistas para os cargos do governo".

Bem, todo mundo sabe que o RAMONES foi pai dessa turma toda, embora não tenha sido uma banda engajada em política. Johnny Ramone era conservador, apoiador do Partido Republicano dos EUA, e chegou a declarar que o melhor presidente que ele havia visto na vida era Ronald Reagan. Isso sem falar que comemorou quando George Bush foi eleito. Joey era um liberal democrata, e Marky era um democrata. Johnny chegou mudar o título de uma música da banda (“Bonzo Goes do Bitburg”). E um uma entrevista AQUI, ele afirmará que o Punk Rock é de DIREITA. 

Ainda sobre Thrash Metal de esquerda, como afirmado por uma cópia brasileira malfadada das bandas dos anos 80 (que minha geração os desprezaria pelo fato de não ter personalidade própria), lhes mostro sua contradição: um dos temas que o pessoal da esquerda defende é a descriminalização das drogas. Algumas bandas falam nisso abertamente dos anos 90 até os dias de hoje. E chegam ao ponto de ofender pessoas, políticos e fãs em nome de sua causa e militância. Nomes são desnecessários.


Que é isso, meninos? Que linguagem ofensiva... Podem ferir o coração mole dos politicamente corretos...

Sorry, mas o METALLICA, membro do Big Four, um dos pais do gênero, compôs a música “Master of Puppets” sobre as drogas.

“Sou a fonte de sua auto-destruição...”
“Veias que pulsam com medo...”
“Te guiando na construção da morte…”
“Como estou matando você…”
“Venha rastejando rápido...”
“Obedeça seu Mestre...”
“Sua vida queima mais rapidamente...”
“Mestre dos fantoches, estou puxando suas cordas…”
“Distorcendo sua mente, e esmagando seus sonhos...”
“Cego por minha causa, você não pode ver nada…”
“Monopólio da dor, ritual da miséria...”
“Corte seu lanche em um espelho...” 

São tantas referências em protesto nessa letra que chega a ser absurdo pensar em Thrash Metal de esquerda! Aliás, chega a ser absurdo em pensar em Thrash Metal partidário!


Selo apoiando a campanha "Stop the Madness". Nos discos de vinil
da Roadrunner e Roadracer, eram bem comuns.

Ainda: a Roadrunner Records, nos anos 80, mantinha uma campanha contra drogas chamada “Stop the Madness”. E quantas não foram as bandas de Thrash e Death Metal do selo com isso na contracapa dos discos? Se tiverem vinis da época, procurem e vão achar.

Mais uma, para ser a pá de cal na imbecilidade generalizada:

“Morte, espadas e mentes inumanas controlam nosso mundo, MARXISTAS, NAZISTAS e COMUNISTAS ROUBAM A LIBERDADE DE NOSSAS VIDAS”, que é a letra da música “Fight (to Stop the Tyranny)”, do grupo alemão ASSASSIN. Está no disco “The Upcoming Terror”, de 1987, considerado um dos clássicos do... THRASH METAL!


ASSASSIN: o terror da esquerda e do politicamente correto.

Como pode alguém que esteja em posse de suas faculdades mentais e um pouco mais de conhecimento dizer que o Metal é de esquerda? NEM FODENDO!

Chora, Brasília... Aliás, chorem bastante, já que estão com racionamento de água enquanto escrevo estas palavras. Seu choro infantil e alienado só serve mesmo para encher os reservatórios da região.

Particularmente, este autor defende o Rock/Metal como politizado (algo não obrigatório), mas não partidário. E não, nenhum professor de humanas vai convencer o veterano aqui do contrário, uma vez que FATOS falam mais alto que mera masturbação intelectual e massagem de egos inflados, coisas que seu FHC (cria da esquerda), Lula e defensores destes adoram... E como eu já disse: antes me ofendia, agora quer dizer que sou um de vocês?

Vão à MERDA, e FIQUEM POR LÁ!

“Machista”, “homofóbico”, “racista”, “reacionário” e outros não funcionam com este autor. São como um vento forte que bate, mas a grama continua com as raízes firmes no solo. Aliás, por que será que esse tipo de acusação é igual nos grupo militantes do politicamente correto e dos militantes de esquerda?

Simples: eles são a mesma coisa, sem tirar nem pôr. Muitos militontos desses movimentos assumem serem marxistas, logo, não preciso falar mais nada!

E hoje em dia, sejamos BEM FRANCOS: se você ousar, nem que da forma mais sutil e educada, debater algo que qualquer movimento ideológico politicamente correto, você é taxado como tudo de ruim que exista. OU SEJA, estamos diante de um novo PMRC, um novo órgão de censura pior que o DOI CODI, só que com outra visão. E censura, seja ela do tipo que for, é um erro. Entre Valerie Solanas e Tipper Gore não existem diferenças, pois quem deseja supremacia, quer subjugar o outro, e calar a estes.

Tipper Gore e as Esposas de Washington: força motriz "democrata" por trás do PMRC.
Aliás, falemos de Tipper Gore, a censora do Rock que foi contra o DEAD KENNEDYS e contra quem Dee Snider e Frank Zappa deram a cara para bater. Sabiam que ela foi casada com Al Gore, membro do partido DEMOCRATA Norte-Americano e ex-vice-presidente americano na gestão de Bill Clinton? Ou seja, ela é uma DEMOCRATA!

Caiu a ficha? 

Se ainda não, mais uma: o já citado Abraham Lincoln, um dos presidentes mais importantes da história dos EUA, foi eleito pelo partido republicano! Sim, o maestro do fim da escravidão nos EUA era de um partido visto como conservador!



E será que as feministas sabem quais as proporções pelo voto feminino nos EUA, quando votado no Senado americano? SIM: 82% dos Republicanos e 54% dos Democratas. NÃO 18% dos Republicanos e 46% dos Democratas.

Se não conseguiu compreender, basicamente dos Democratas, partido que elegeu Barack Obama, que os politicamente andam pranteando desde que Donald Trump foi eleito, se postou claramente CONTRA direitos civis das mulheres Norte Americanas na década de 20!

Lembro-me de dois textos lamentáveis escritos em veículos da imprensa Metal de nosso país. Ambos advogam causas que não são condizentes com nossa realidade.

O primeiro classifica Dave Mustaine como representação do Metal “coxinha”. Estranho como um dos criadores do Thrash Metal e um dos maiores bad boys do gênero (quantas não foram as rusgas de Mustaine com outros artistas do Metal? Uma lida ajudaria muito), que na concepção de muito é de esquerda, poderia ser classificado dessa forma. Um tanto quanto contraditório, mas a mentalidade politicamente correta é assim... A esquerda é assim...


Dave Mustaine: na cabeça de alguns, um coxinha...

James Hetfield caçando.

Agora, me expliquem como um bad boy pode ser “coxinha”... Só por que ele não é politicamente correto? Aliás, James Hetfield já foi alvo do pessoal militonto na defesa de animais (que esquecem que a caça nos EUA é legal em certas épocas do ano, visando controlar a população de animais como ursos e outros); Tom Araya por ser católico e ter postado uma foto do SLAYER com Donald Trump no Instagram da banda (caramba, aquilo é uma montagem, uma piada). Ambos os casos mostram como funciona a dinâmica da censura do politicamente correto (eles estarão lendo essa matéria até pelo tradutor do Google, só para tentarem censurar), como é a mesma que se vê no decálogo de Lênin. Mesmo que a esquerda negue, e que os politicamente corretos neguem, é assustador ler estas linhas:

“Infiltre e depois controle todos os meios de comunicação”, e é o que o Rock e o Metal estão sofrendo. 

“Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais”, e não estamos divididos em grupos atualmente?


SLAYER: irritando os "snowflakes do politicamente correto de esquerda...

E se formos pensar com a cabeça no lugar, por que raios Dave Mustaine não pode ser como ele é? Dizer a alguém como deve ser, mesmo na forma mais doce possível (a que os professores de humana usam para seduzir você para o lado politicamente correto da Força) NUNCA foi um princípio do Rock’n’Roll! 

Ou será que essa birra com ele vem por conta da foto dele no encarte do “Rust in Peace”?


MEGADETH: foto do encarte do "Rust in Peace". Reparem bem na camisa de Dave Mustaine antes de acreditarem na galhofada de "Thrash Metal de esquerda".

Falamos em liberdade não condicionada, irrestrita, logo, Dave pode ser como quiser, e fodam-se os que pensam o contrário. E não, não irei discutir tal fato!

Outro artigo foi questionando o headbanger por defender valores conservadores e as apologias ao deputado Jair Bolsonaro. Diziam que o mesmo seria como as Esposas de Washington, ou seja, um braço forte da censura contra o Rock, e deixando clara a luta de Dee Snider na época.

O leitor pode odiar minhas palavras, mas é um direito que as pessoas possuem. A manifestação do pensamento político é livre em nosso país. E o próprio Frank Zappa (um dos opositores do PMRC) se dizia um conservador prático, defensor do estado mínimo, e um capitalista que se opunha ao comunismo; Dee Snider apoiou publicamente o republicano John McCain várias vezes. Basta olharem textos sérios (não o que seu professor de humanas manda) e verão que estou citando FATOS.


Dee Snider na audição contra o PMRC.

Frank Zappa na audição contra o PMRC.

Deixo-os pensar por si mesmos sobre isso, se ainda houver algo em vocês que não tenha sido corroído pelo pensamento politicamente correto! E diferente de muitos, não apoio nenhum político no Brasil atualmente. O único eleito no Brasil que representaria algo que está próximo de minha linha de pensamento político é o atual prefeito da cidade de São Paulo.

O Metal e o Rock são estilos musicais livres de qualquer pensamento ideológico, ou pode permitir a expressão do que quer que seja. E o politicamente correto, que antes nos odiava, hoje quer nos encampar. Mais uma vez, recordando o que já escrevi lá em cima: os apologistas do politicamente correto e da esquerda (só cito ambos para que o leitor não se perca, pois terminam na mesma fossa) viram que a MPB faliu, logo, precisam vampirizar outras pessoas e estilos para possuírem penetração. E o Rock é a bola da vez!

Não, um milhão de vezes, N-Ã-O!

Onde o Rock entra em tudo isso?

Nada mais simples: quando, em nome dos céus, o Rock ou o Metal foram aliados do politicamente correto?

Sumarizando MAIS UMA VEZ (sim eu vou repetir, até entrar nas cabeças de alguns um pouco de bom senso): bandas de Glam Metal americanas CANSARAM de se vestir como drag queens e fazer mulheres de objetos sexuais nos bastidores. O politicamente correto poderia interpretar bandas como um ataque irônico contra homossexuais os trajes de MOTLEY CRUE, TWISTED SISTER e tantos outros; e as letras sexistas do Glam Metal lidam com a mulher de uma ótica meramente sexual, e os sabe-se lá o que feministas como as citadas lá no início veriam o papel de uma groupie (novamente, “Uma mulher que faz sexo com um homem, o faz contra a sua vontade, mesmo que ela não se sinta forçada”, e o choro é LIVRE). O METALLICA, como já citado, deu porrada no uso das drogas, assim como a gravadora Roadrunner. Johnny Ramone e sua posição conservadora, bem como outros músicos que você (até este momento) idolatrou, são um tiro de misericórdia nas suas crenças politicamente corretas. Um autêntico atestado de óbito no socialismo no Rock.


MOTLEY CRUE: machistas opressores?

TWISTED SISTER: tirando uma com a cara do movimento LGBT?

O politicamente correto foi desmascarado como uma forma adotada pela esquerda adestrar (ADESTRAR, não vou amaciar o vocabulário). O mundo sofreu mudanças drásticas como a eleição de Donald Trump, o Brexit, o impeachment de Dilma, a falência do governo da Venezuela. E não, a culpa NÃO É da opção pessoal de cada um fazer o que quiser com sua vida, mas do próprio discurso politicamente correto.

Óbvio que já devem existir leitores acusando-me de “racista”, “opressor”, “homofóbico”, “machista”, “reacionário” e outros. É previsível, o discurso não muda, é sempre a mesma lenga-lenga chata. Mas eu sou um Rocker, e me ofender ou censurar não adianta nada. Vou continuar sendo o politicamente incorreto de sempre, o bad boy que fala mal de Bolsonaro e Jean Willis do mesmo jeito, o de pensamento livre que vomita de nojo cada vez que uma forma de censura se manifesta, seja lá qual ela for.

O jornalista cômico Jonathan Pie (interpretado pelo ator Tom Walker) fala em um vídeo sobre o que causou tantas derrotas ao bom mocismo vigente: as pessoas com uma visão que não é a politicamente correta, e muito menos que é conservadora, são agredidas verbalmente sempre que possível em formas de censura. O politicamente correto não admite contestações.

Eis o vídeo.


No fundo, acredito que as pessoas politicamente corretas e de esquerda deveriam procurar outros movimentos musicais, uma vez que a liberdade dentro do Rock/Metal não se encaixa em padrões de pensamento. Sim, não se encaixa, e pode chorar a vontade. Não dou a mínima.

E talvez o que tem feito o Rock andar tão mal das pernas seja justamente isso: o mais rebelde dos estilos musicais, que tira suas energias da transgressão, se tornando politicamente correto, querendo se encaixar em “emponderamentos”, “desconstruções” e outras palavra que representam a esquerda que tende a nos sufocar. Hoje sua aliada, amanhã sua executora, e sem dó ou lembrança!

O mesmo Rock que sacaneou pais e professores em “We’re Not Gonna Take It” ou “Smokin’ in the Boys Room”, se opôs a Tipper Gore, ao PMRC e seu Fifteen Filth, agora se tornou ferramenta do politicamente correto... É isso, nesse atual geração que não aguenta uma piada, a quem tudo é ofensivo, e assim, transformam as forças motrizes do estilo (a rebeldia e a transgressão) em algo estagnado, podre e longe de seu sentido de existência!

Um triste e amargo fim, se vocês não aprenderem que existe uma diferença entre ser ofendido e se sentir ofendido. O primeiro é caso de lei, com o ofensor sendo punido legalmente; o segundo, para um psiquiatra fazer com que o ofendido se aceite como é...

No mais, FODA-SE O POLITICAMENTE CORRETO!

Ah, sim: se você se sentiu ofendido, sinto muito, mas vai continuar se sentindo. E não, não precisa ler mais o site, não precisa nem voltar aqui se não desejar. Esse tipo de ameaça não me preocupa...


Nós temos o direito de escolher e não há jeito de perdemos isso
Essa é a nossa vida, essa é nossa canção
Nós lutaremos contra os poderes que existe, não escolha nosso destino porque
Você não nos conhece, não é um de nós!

Oh, você é tão arrogante, sua amargura não tem fim
Nós não queremos nada, nem uma mínima coisa, de você!
Sua vida é banal e cansada, chata e confiscada
Se isso é o seu melhor, o seu melhor não adianta!

Estamos certos, somos livres
Vamos lutar, e você vai ver!

Não vamos mais aguentar isso!
Não, não vamos mais apoiar isso!

Não vamos mais aguentar isso, NUNCA MAIS!
(TWISTED SISTER - We're Not Gonna Take It)

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